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  • Esperança — patrimônio valioso
    A Sentinela — 1980 | 15 de março
    • Esperança — patrimônio valioso

      A ESPERANÇA tem enorme poder sustentador. Muitas pessoas têm suportado injustiças, opressão e privação, pois acreditam numa posterior melhora de sua dura sorte. Às vezes, pacientes de hospitais, desenganados pelos médicos, tiveram uma surpreendente recuperação. Por quê? Porque nunca perderam a esperança. Por outro lado, outros com excelente potencial de melhora, morreram quando se entregaram ao medo e à desesperança.

      Em anos recentes, médicos e outros têm chegado a apreciar mais o valor da esperança. Contudo, somente o nosso Criador, Jeová Deus, sabe plenamente quão importante ela é. No seu grande amor pela humanidade, providenciou uma esperança segura, num tempo em que parecia não haver perspectivas animadoras. O Altíssimo proferiu um decreto judicial que deu origem a esta esperança. Contra quem foi proferido este julgamento, e por que apresentou um futuro melhor para a descendência de nossos primeiros pais, Adão e Eva?

      No livro bíblico de Gênesis, aprendemos que uma humilde serpente foi usada para enganar Eva. Satanás, o diabo, uma pessoa espiritual invisível, é identificado em outras partes das Escrituras como sendo o responsável pelo engano, evidentemente utilizando-se da serpente quase como o ventríloquo usa o boneco. Esta pessoa espiritual colocou-se deliberadamente em oposição a Deus e também o caluniou. Assim, fez de si mesmo Satanás, que significa “Opositor”, e diabo, que significa “Caluniador”. Visto o Adversário ter usado uma serpente, a Bíblia o chama de “serpente original”. — Gên. 3:1-6; João 8:44; Rev. 12:9.

      Por isso, a sentença foi dirigida a esta “serpente original” do seguinte modo: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gên. 3:15.

      No que diz respeito à serpente original, o decreto judicial revelou que ela seria aniquilada. Jesus Cristo é claramente identificado nas Escrituras como aquele que esmagará a serpente, desfazendo todo o dano que ela causou. Em 1 João 3:8 lemos: “Com este objetivo foi manifestado o Filho de Deus, a saber, para desfazer as obras do diabo.” Jesus, enquanto na terra, de certo sofreu um ‘ferimento no calcanhar’ ao ser executado numa estaca. Porém, desde que foi ressuscitado à vida celestial imortal, pode esmagar a cabeça do diabo.

      A remoção de Satanás e de sua influência perniciosa, e a anulação de todas as suas obras iníquas, resultará em grandes bênçãos para a humanidade. Cumprir-se-ão as confortadoras palavras: “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Rev. 21:4.

      Neste século 20, centenas de milhares de pessoas têm sido confortadas por esta maravilhosa esperança descrita nas Escrituras. Uma demonstração notável disto pôde ser vista na série de Assembléias de Distrito “Esperança Viva”, realizadas pelas Testemunhas de Jeová, e que tiveram início em junho de 1979. Na parte continental dos Estados Unidos, 982.585 pessoas reuniram-se em 93 assembléias, e 8.630 foram batizadas. Assembléias similares foram realizadas em outras partes do hemisfério setentrional. Ainda outras assembléias “Esperança Viva” foram planejadas para o hemisfério meridional. Como deram evidências de estarem sendo sustentados pela fé os congressistas dessas reuniões?

  • Congressistas com “Esperança viva”
    A Sentinela — 1980 | 15 de março
    • Congressistas com “Esperança viva”

      “É UMA alegria estarmos novamente juntos para banquetear-nos à mesa de Jeová, para alegrar-nos com as mais felizes associações e para sermos animados a ‘continuarmos no Senhor com objetivo de coração’.” (Atos 11:23) Os congressistas estavam plenamente de acordo com estas palavras do discurso de abertura do presidente das assembléias “Esperança Viva”. Estarem ali presentes evidenciava isto.

      À medida que muitas das assembléias se desenrolavam, viajar passou a ser um problema nos Estados Unidos, devido a não se conseguir gasolina facilmente. Uma Testemunha contou: “Dias antes da assembléia, quando encontrei um posto aberto, enchi meu tanque de gasolina. Então estacionei meu carro e andei a pé até a ocasião de partir para a assembléia.” Outros fizeram arranjos similares para garantirem que teriam gasolina suficiente para chegar à cidade da assembléia de sua escolha.

      Não devem ser despercebidos os elogiáveis esforços que as mães fizeram para estarem presentes com seus bebês e filhos pequenos. Quão animador era vê-las cuidando amorosamente de seus pequenos à medida que se esforçavam a beneficiarem-se do programa da assembléia! A presença de grupos familiares também proveu um excelente testemunho aos observadores, provando que a esperança tem um efeito salutar na vida das pessoas. Uma senhora do centro de Portland, no Maine, comentou: “Eu acho maravilhoso como trazem seus filhos junto com vocês — até os pequenos usam seus cartões de lapela. Tenho observado vocês dirigirem-se à assembléia todas as manhãs — é um bonito quadro.” Um carteiro na mesma cidade foi impelido a parar uma Testemunha e sua esposa para dizer-lhes: “Eu realmente admiro vocês — todos tão bem arrumados, inclusive as crianças.”

      ESPERANÇA CERTA

      Para alguns, estarem presentes à assembléia provava que sua esperança em Deus apoiava-se num alicerce sólido. Veja o caso de Robin e suas duas filhas Kim e Kari. Ao saber da intenção delas de assistirem à assembléia “Esperança Viva”, o marido, que não era Testemunha, disse: “Não posso custear nenhuma viagem de férias de quatro dias.” Robin conta-nos o que aconteceu, dizendo:

      “Meditamos e oramos. Poderíamos produzir suficientes morangos no nosso modesto terreno e vendê-los por uma quantia suficiente para pagar nossa permanência na cidade da assembléia? Nosso vizinho não nos encorajou. Comparadas com as nossas, as plantas dele pareciam muito mais fortes e saudáveis. . . .

      “Porém, nossos morangos produziram tão bem, que pudemos levantar fundos suficientes para nós e também pudemos ajudar duas outras Testemunhas a assistirem. De fato, pessoas de todas as partes vieram ver nossa plantação de morangos, que produzira tão bem. Durante todo o tempo em que colhíamos os morangos, conversávamos com os compradores sobre a assembléia e o incentivo que receberíamos lá. O vizinho não conseguia entender como nossas pequeninas plantas tinham superado a produção das dele.

      “Mas isto resolvia apenas um dos nossos problemas. Continuávamos a não ter meio de transporte para chegar à assembléia. No tempo devido, nossas orações foram novamente respondidas. Minha filha Kari formara-se naquele ano na escola secundária. Um dia, o tio dela, de outra cidade, apareceu com um presente de formatura — um carro.

      “Assim todos os obstáculos foram removidos e pudemos assistir à assembléia, onde minha filha Kim e eu simbolizamos nossa dedicação pelo batismo.”

      SUSTENTADOS PELA ESPERANÇA

      O fato de que a esperança tem enorme poder sustentador foi especialmente evidenciado entre aqueles com deficiências físicas, que estavam presentes às assembléias. Havia pessoas presas a cadeiras de rodas, outras inteiramente inválidas, e aqueles que eram tanto cegos como surdos, mas que foram ajudados a tirarem proveito do programa através de intérpretes que usaram o método de soletrar na mão.

      Por exemplo, Marvin, de 55 anos, tem assistido a muitas assembléias no decorrer dos anos. Com apreço, ele disse: “A única razão que tornou possível o meu comparecimento foi a minha mãe ter-me vestido e uma Testemunha bondosa, amorosa e de confiança ter efetuado o pesado trabalho de me colocar na cadeira de rodas e de me tirar dela. Tenho estado preso por nove anos à cadeira, vítima de uma paralisia cerebral. Durante meus 32 anos como Testemunha de Jeová, tenho tido o privilégio e o prazer de assistir a muitas assembléias — internacionais, de distrito e de circuito. E aprendi algo novo e diferente em cada uma delas. Graças às excelentes instruções e conselhos dados nelas, a pessoa torna-se servo melhor de Jeová. E é claro que não se pode esquecer a alegria e o prazer de encontrar velhos amigos queridos e conhecer novos. Aguardo o dia em que ‘o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo’.” — Isa. 35:6.

      Wayne, outra Testemunha, é paralítico de nascença. Mas, ele também assistiu a uma das assembléias “Esperança Viva”. A família possui uma casa motorizada, equipada com som, que tornou possível que ele ouvisse o programa da assembléia na sua cama. Contando como seu filho veio a ter a esperança dada por Deus, a mãe disse:

      “Meu filho Wayne foi lesado com instrumentos por ocasião do seu nascimento. Isto resultou numa paralisia espasmódica, um tipo de paralisia cerebral. A medida que ele foi crescendo, disseram-me que sua mente era suscetível ao ensino, mas que muita repetição se faria necessária.

      “Levava Wayne comigo ao partilhar a verdade bíblica de porta em porta, carregando-o em meus braços por muitos anos, até que ele ficou pesado demais para mim. Mesmo desde a tenra idade, ele mostrava amor pela verdade, e as coisas que aprendia pareciam atingir seu coração. Ele tinha tanta sede de conhecimento, que soletrava as palavras para mim, perguntando como pronunciá-las. Ocasionalmente, ele me fazia repetir a palavra muitas vezes até retê-la na memória e entendê-la. Em 1960, Wayne foi batizado aos 19 anos de idade.

      “Ele não pode pessoalmente assistir às reuniões no Salão do Reino, visto estar retido numa cama hospitalar em casa. Mas temos um circuito fechado de televisão e ele pode ver o que se passa no salão. Temos também uma ligação direta, assim ele pode participar nas reuniões regularmente. Por mais de dois anos, Wayne serve, da sua cama, como ancião na congregação. Dirige cinco estudos agora, com pessoas que vão até a sua casa motorizada, e numa ocasião já dirigiu tantos quantos 11 estudos.”

      O próprio Wayne expressou o seguinte: ‘Estou convencido de que, se você pode assimilar conhecimento, Jeová abrirá o caminho para que possa transmiti-lo a outros e servi-lo. Mesmo que não possa falar ou ouvir, sua alegria, fé e perseverança podem ajudar outros, e isto resulta num testemunho.’

      O elenco inteiro de um drama bíblico, com os trajes típicos, foram ver Wayne durante a assembléia. Saíram grandemente encorajados por observarem tão notável exemplo de fé e esperança.

      ADQUIRIRAM ESPERANÇA

      Não foram poucas as pessoas que assistiram às assembléias “Esperança Viva” e perceberam quão triste era a sua situação antes de adquirirem um conhecimento exato da verdade. Em alguns casos, tinham um anseio pela verdade que não foi satisfeito até chegarem à idade avançada.

      Há o exemplo de Chris, de 77 anos de idade, que foi batizado na assembléia de Billings, em Montana. “Em 1934”, ele conta, “abandonei a Igreja Católica e comecei a procurar a verdade”. Ele foi então de uma igreja para outra e gastou milhares de dólares viajando para muitos lugares dos Estados Unidos. Diversas vezes pensou ter encontrado a verdade. Mas, depois, sempre parecia que ‘não era exatamente isso’ e então continuava a busca pela verdade. “Por fim”, diz ele, “associei-me a uma ‘religião de TV’, enviava grandes somas de dinheiro e viajava nas cruzadas para diferentes partes do mundo. Depois de receber uma carta de um dos ‘pregadores de TV’, informando-me de que minhas taxas mensais subiram para US$ 295,00, entendi que esta não podia ser a verdade; era um assalto. Decidi ‘livrar-me daquilo’, mas não consegui desvencilhar-me dele. As cartas continuavam a chegar, tentando ganhar o meu favor e o meu dinheiro.

      “Devido a minha idade, resolvi parar de procurar a verdade e fiquei em casa, na fazenda. Então, uma Testemunha de Jeová fez visitas ao nosso território isolado e começou a conversar com o meu genro, que também trabalhava e morava na minha fazenda. Ele não estava interessado. Mas o que a Testemunha disse sobre o Reino fez sentido para mim. Assim, pedi-lhe para voltar, para conversarmos mais um pouco.”

      Qual foi o resultado? Iniciou-se um estudo bíblico. Chris conclui: “Aprender a verdade da Bíblia deu-me verdadeira esperança para o futuro.”

      Uma Testemunha surda, que também era considerada legalmente cega, deixou claro como a mensagem bíblica deu-lhe esperança e um objetivo real na vida. Ele disse:

      “Durante toda a minha vida, eu havia determinado que não deixaria que minha deficiência se tornasse um obstáculo para uma vida plena e feliz. Eu fazia parte do time de corrida atlética da escola, ganhara o primeiro lugar na liga de boliche para cegos, e subseqüentemente ganhara um prêmio por atuação destacada como pessoa com deficiência física. Tudo isto deixou-me orgulhoso e autoconfiante, mas não me tornou feliz. Fui a primeira pessoa com deficiência física a ser empregada pela Polaroid e a ter uma posição de responsabilidade. Para atrair as mulheres, comprei uma enorme casa e um barco. Mas, nem os bens materiais, nem a imoralidade deram-me um senso de realização. Não tinha alvos na vida para o futuro. Como católico, procurava alcançar a vida celestial por observar escrupulosamente os rituais. Mas a conexão entre as leis de Deus e meu modo de vida nunca foi explicada. Estes desapontamentos tornaram-me cético.

      “Uma Testemunha de Jeová encontrou-me nesta condição. Voltou na semana seguinte com outra Testemunha que sabia a linguagem de sinais. Por segurar-lhe a mão, à medida que fazia os sinais, podia-me comunicar. Minha reação a quase cada sentença era: ‘Onde está a prova?’ E sempre era dada uma resposta bíblica.

      “De início não estava realmente interessado na Bíblia, mas queria testar as Testemunhas de Jeová, achando que elas eram iguais aos membros das outras religiões. Continuava esperando o dia em que me apresentariam uma conta cobrando as lições da Bíblia, mas este dia nunca chegou. Pedia para elas fazerem pequenos favores para mim, não que eu mesmo não os pudesse fazer, mas para ver se eram solícitas em fazer algo mais além de estudar a Bíblia comigo. Quando comparecia às reuniões das Testemunhas de Jeová, aproximava-me das pessoas para sentir-lhes o hálito e perceber se tinham algum cheiro de álcool ou fumo. Convidei uma Testemunha surda para uma refeição ao ar livre no meu quintal e depois fui verificar se nada havia sumido de minha casa. Por fim, reconheci que estas pessoas eram diferentes e que a mensagem delas era a verdade.

      “Quão grato sou a Jeová por ter-me concedido tempo para desenvolver um coração bom e dar-me uma verdadeira esperança para o futuro! É uma alegria participar regularmente na pregação das ‘boas novas’ a outros, não somente aos surdos de nossa área, mas também de casa em casa. Aguardo o tempo em que poderei ouvir e ver. Tenho plena fé nas promessas do Deus que não pode mentir.” — Heb. 6:17, 18.

      TIRARAM TEMPO PARA PARTILHAR A ESPERANÇA COM OUTROS

      Na manhã de sexta-feira da assembléia, muitas Testemunhas aproveitaram a oportunidade de partilhar a sua esperança com os moradores das cidades da assembléia Os meios noticiosos demonstraram considerável interesse neste testemunho público. Vários repórteres de jornais até mesmo acompanharam, como observadores, as Testemunhas nesta atividade.

      Em Providence, Rhode Island, um repórter ouviu uma senhora de 72 anos dizer a uma Testemunha: “Estou tão furiosa esta manhã, que tenho vontade de ir a Washington e dinamitá-la.” Depois de a Testemunha trazer à sua atenção a solução da Bíblia para os problemas do mundo, ela disse: “Acho que você está certa. Talvez você tenha a atitude correta — pensamento positivo. E sabe o que mais? Já me sinto mais animada. Não estou nem mesmo com vontade de explodir Washington.”

      A série de assembléias “Esperança Viva” deveras mostrou ser uma bênção para todos os que assistiram a ela, bem como para muitas outras pessoas que foram alcançadas com a mensagem bíblica nas cidades das assembléias. Se você está entre aqueles que anseiam uma esperança gloriosa para o futuro, convidamo-lo a conversar com as Testemunhas de Jeová na próxima vez que visitarem sua área. Por que não descobre por você mesmo que força poderosa poderá ser na sua vida a esperança dada por Deus?

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