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É guiado pela sensível consciência cristã?A Sentinela — 1975 | 1.° de outubro
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restaurante público. — 1 Cor. 8:10; 10:25.
21. Como se evidencia este mesmo efeito hoje em dia?
21 O mesmo efeito pode haver na consciência atual. Por exemplo, um jovem em Ohio, E. U. A., foi criado com a convicção de que os cristãos não deviam tomar bebidas alcoólicas. Ele até mesmo havia decorado as advertências contra a embriaguez e a descrição do bêbado registrada em Provérbios, capítulo 23. Em anos posteriores, quando se tornou servo dedicado de Deus, sua consciência ainda não lhe permitia aceitar vinho ou cerveja. Daí ele ouviu e deu séria consideração a um discurso que delineou exatamente o que as Escrituras dizem sobre as bebidas alcoólicas. Mostrava que a Bíblia inquestionavelmente condena a embriaguez. (Pro. 23:20, 21; Efé. 5:18; 1 Ped. 4:3) Contudo, a Bíblia não proíbe o consumo moderado de bebidas alcoólicas, do mesmo modo como Jesus certa vez fez vinho e bebia dele ocasionalmente. (Gên. 14:18; Sal. 104:15; Ecl. 9:7; João 2:3-11; Luc. 22:17, 18) Embora ele houvesse conhecido esses textos, via então a conclusão equilibrada a que levavam. Assim, mais tarde, quando um italiano lhe ofereceu hospitaleiramente um pequeno copo de vinho, a consciência deste cristão permitiu-lhe aceitá-lo.
22. Que fator muito importante não pode ser desconsiderado por aquele que tem a consciência fortalecida?
22 Já passou por tal fortalecimento e equilíbrio de sua consciência ao aumentar em conhecimento da Palavra e dos modos de Deus? Em caso afirmativo, é provável que também reconheça a importância de tomar em consideração os sentimentos daquele cuja consciência difere da sua. Este é o argumento de Paulo ao considerar a carne oferecida a um ídolo, o qual realmente não era “nada”. Ele escreveu: “Não obstante, nem em todos há tal conhecimento.” (1 Cor. 8:4, 7) Alguns cristãos, por causa de sua anterior devoção a ídolos, não podiam de boa consciência comer tal carne, embora fosse vendida publicamente. Se um cristão com “conhecimento” e forte consciência prosseguisse e comesse “de tudo”, poderia arruinar um irmão “pelo qual Cristo morreu”. Por isso, Paulo declarou: “Se [tal carne] fizer o meu irmão tropeçar, nunca mais comerei carne alguma.” — 1 Cor. 8:10-13; 10:27-29.
23. De que modo deve a consciência dos outros ser envolvida nas nossas decisões?
23 É assim que pensa? Por exemplo, poderá haver algo que parece ser permitido pelo que sabe da vontade revelada de Deus e que a sua consciência lhe permitiria. Talvez seja algo relacionado com sua maneira de se vestir ou arrumar, as decorações que coloca na sua casa ou a sua recreação. Mas o que se dá quando a consciência de muitos outros em sua volta os levar a achar que isso não é próprio para um cristão? Será que o seu cristianismo o induzirá a concluir alegremente: ‘Se isto faz o meu irmão tropeçar, nunca mais o farei, para não fazer meu irmão tropeçar’?
24. O que devemos fazer quando a nossa consciência entra em conflito com a consciência de alguém que tem autoridade sobre nós? Por que se deve dar consideração à consciência dele?
24 E a consciência dos outros deve ser considerada ainda em outros sentidos. Talvez se agrade de certa moda moderna ou maneira de usar o cabelo. Sua consciência não o perturba por causa disso. Mas, se for menor ou mulher casada, terá de obter permissão de seu pai ou de seu marido. Pensou na consciência dele? Ou se estiver interessado num privilégio especial de serviço na congregação cristã, então entra nisso a consciência do corpo de anciãos. (1 Tim. 3:9) Deveras, eles reconhecem que o modo de usar o cabelo envolve o gosto pessoal de cada um. Mas, caso se lhes peça que recomendem você para serviço especial, devem ter a consciência tranqüila. Eles têm pesada responsabilidade com respeito ao bom nome do cristianismo na localidade, reconhecendo que os designados para privilégios especiais de serviço precisam ser exemplares. (1 Tim. 3:2, 7, 10; 5:22) Portanto, se algo que a sua consciência lhe permite entrar em conflito com a consciência dos que têm autoridade ou chefia sobre você, quer sejam seus pais, seu marido ou superintendentes cristãos, esteja disposto a fazer ajustes para que eles possam dar permissão ou fazer recomendação de “boa consciência”.
CULTIVE A CONSCIÊNCIA SENSÍVEL
25. O que significa ser algum assunto “caso de consciência”?
25 Desenvolver e seguir uma consciência devidamente sensível exige constante atenção. É muito fácil ficar indevidamente influenciado pelos do mundo em volta de nós, cuja consciência é muito tolerante, ou está cauterizada ou mesmo aviltada. (Tito 1:15) Surgirão muitas questões que terá de resolver em harmonia com a sua própria consciência. Se tiver feito empenho para cultivar uma sensível consciência cristã, então isso o ajudará. Esteja disposto a escutar bem a voz da sua consciência, não pensando que, se “depender da sua consciência”, então não importa o que faça. Importa, sim. A decisão que fizer poderá afetar todo o seu conceito sobre a vida, sua reputação como cristão, sua espiritualidade, e, o que é mais importante, sua relação com Jeová Deus.
26, 27. (a) De que modo lhe poderá ser de ajuda conversar com um ancião, mas o que não poderá fazer este? (b) Como nos ajudará a consciência sensível?
26 Numa questão de séria preocupação, mas que ainda depender de sua consciência, não hesite em falar com cristãos maduros, tais como os anciãos na congregação. Naturalmente, eles não poderão fazer a decisão em seu lugar. (Um cristão sincero, indagando sobre certo assunto de família, perguntou: “É isso contra a consciência cristã?”) Não, o ancião não lhe poderá dizer como a sua consciência deverá reagir, mas poderá dar-lhe conselho bíblico, equilibrado, que poderá avaliar. E se a sua consciência tiver sido amoldada pelos modos e pela personalidade de Jeová, e acata os Seus princípios, então será ajudado a endireitar o seu caminho. (Sal. 25:4, 5) Sua consciência sensível ajudará a guiá-lo.
27 Deveras, há satisfação em ter e poder usar a faculdade da consciência dada por Deus. É uma bênção. Quando é mantida devidamente sensível, equilibrada pela Palavra de Deus, pode ajudá-lo a andar sabiamente perante Deus e homens. (2 Cor. 4:2) Pode dar testemunho de que se comporta dum modo que provavelmente tenha a aprovação eterna de Jeová. — 2 Cor. 1:12.
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Família altamente favorecida — por quê?A Sentinela — 1975 | 1.° de outubro
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Família altamente favorecida — por quê?
NÃO seria uma honra para a família ter por membro um homem que pudesse prover os meios de trazer alívio permanente de doença, dor, insegurança e violência? Há dezenove séculos atrás, havia tal família. Era a família em que nasceu Jesus, o Messias ou Cristo.
Dentre todas as famílias então existentes, por que foi esta tão altamente favorecida? Foi por que ela tinha destaque, riquezas ou consecuções notáveis no mundo romano? Não devíamos esperar
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