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  • Como dirige a sua vida?
    A Sentinela — 1983 | 15 de janeiro
    • estritos ou exigentes consigo mesmos e que portanto acham que os outros devem encarar os assuntos da mesma maneira. Paulo, contudo, escreveu aos cristãos: “Não é que sejamos os amos de vossa fé, mas somos colaboradores para a vossa alegria, porque é pela vossa fé que estais em pé.” (2 Coríntios 1:24) Relacionado com isso, os cristãos em geral devem precaver-se contra querer que alguém em autoridade faça regras sobre toda sorte de assuntos. Devemos, em vez disso, aumentar nosso conhecimento do que a Palavra de Deus diz, de modo a treinar as nossas consciências e faculdades perceptivas. — Hebreus 5:14.

      17. Contra que outro conceito incorreto devemos precaver-nos?

      17 Outro perigo, porém, é oscilar para o extremo oposto, achando que todo cristão é livre para fazer virtualmente tudo o que sua consciência permite. Alguns, recentemente, fizeram disso uma questão, dizendo que “o cristianismo não é uma religião de regras”, citando passagens tais como: “Fostes, naturalmente, chamados à liberdade, irmãos; apenas não useis esta liberdade como induzimento para a carne, mas, por intermédio do amor, trabalhai como escravos uns para os outros. Pois a Lei inteira está cumprida numa só expressão, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” (Gálatas 5:13, 14) É verdade que os cristãos não estão sob a lei mosaica ou qualquer outro código extensivo de leis divinas. Contudo, devemos estar alertas para que ‘nenhum homem nos iluda com argumentos persuasivos (“capciosos”, Lincoln Ramos)’, pois um exame honesto da Bíblia mostra que ela provê certas leis ou regras para nós. — Colossenses 2:4.

      OS CRISTÃOS NÃO ESTÃO SEM LEI

      18, 19. Qual a posição dos cristãos, com respeito a leis e regras bíblicas?

      18 Paulo escreveu aos Coríntios que um homem culpado de fornicação deveria ser expulso. Acrescentou que idólatras, adúlteros, homossexuais, ladrões, gananciosos, beberrões, injuriadores e extorsores “não herdarão o reino de Deus”. (1 Coríntios 5:1, 6, 7, 11-13; 6:9-11) Lemos também que os cristãos devem ‘abster-se de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, de coisas estranguladas e de fornicação’ e que supostos irmãos que promovem ensinos falsos devem ser rejeitados. (Atos 15:28, 29; Tito 3:10; 2 João 9-11) Evidentemente, estão envolvidas leis aqui. Um praticante de tais pecados não pode tornar-se verdadeiro cristão. E, se um servo de Deus se empenha impenitentemente em tais pecados, ele deve ser desassociado.

      19 Também temos regras bíblicas sobre assuntos que dizem respeito a transgressões não passíveis de desassociação. Por exemplo, Paulo escreveu que cristãos solteiros devem casar-se “somente no Senhor” e ordenou que “se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma”. (1 Coríntios 7:39; 2 Tessalonicenses 3:10) Alguém talvez pense: ‘Visto que eu não seria desassociado por desacatar tais recomendações, essas regras não devem ser muito importantes.’ Que raciocínio imprudente! Deus considera importantes essas regras. Não disse Paulo aos Tessalonicenses que ‘tomassem nota’ e ‘parassem de associar-se com’ pessoas preguiçosas que deliberadamente desobedecessem a regra a respeito de trabalhar? — 2 Tessalonicenses 3:14, 15.b

      20, 21. Que podemos aprender a respeito de orientações congregacionais, e qual deve ser nossa atitude diante delas?

      20 Algumas regras são especificamente para o bem da congregação. Por exemplo, no passado alguns cristãos tinham a capacidade de falar em línguas. As instruções de Paulo foram que apenas dois ou três deles falassem numa mesma ocasião, que se alternassem e que estivesse presente um tradutor — regras que promoviam a paz e a ordem. (1 Coríntios 14:26-33) Similarmente, os anciãos numa congregação atual talvez dêem instruções a respeito de manter livres as saídas do Salão do Reino, de não guardar lugares desnecessariamente e de estacionar veículos de modo que mostre consideração para com o próximo, e com segurança. Tais regras congregacionais não são antibíblicas, pois têm a mesma finalidade (paz e boa ordem) como era o caso da recomendação de Paulo a respeito de falar em línguas. Relacionado com isso, existe a recomendação bíblica: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós.” (Hebreus 13:17) Visto que o nosso empenho de evitar pecados, tais como mentir ou roubar, envolve a obediência a Deus, este texto deve referir-se à nossa obediência às orientações dos anciãos em assuntos congregacionais. E fazer isso não é difícil, se eles evitarem ‘dominar sobre os que são a herança de Deus’, de modo legislatório. — 1 Pedro 5:3.

      21 Outras “regras” ou métodos de fazer as coisas beneficiam o rebanho mundial. Por exemplo, solicita-se às Testemunhas de Jeová que entreguem relatórios a respeito de seu testemunho. (Compare com Atos 2:41, 42; 8:14.) A pessoa que oscila até o extremo da liberdade individual talvez discorde deste proceder. Pense, porém, no benefício advindo do fato de que os que supervisionam o rebanho têm tido condições de saber, à base de relatórios, a amplitude que o testemunho do reino tem alcançado, onde ajuda se faz necessária e quando um grupo de discípulos pode ser transformado em congregação. E não nos têm sido deleitoso ler os relatórios mundiais? (Ezequiel 9:11; Marcos 6:30; Atos 14:21-23; 15:3; 19:1-6) Confiantes em que Deus dirige seu povo, podemos demonstrar um espírito de apoio e cooperação.

      22. Por que é necessário estudar um pouco mais a matéria sobre a consciência?

      22 Além de leis ou regras específicas, as Escrituras contêm princípios úteis que cristãos sábios podem aplicar a fim de serem “sem defeito no seu caminho”. (Salmo 119:1) Os princípios são especialmente úteis em harmonizar a nossa consciência com o modo de pensar de Deus. Mas, que significa isso no que tange a ‘assuntos de consciência’? Alguns têm tido o conceito: ‘Se é algo entregue à minha consciência, o que eu faço é assunto inteiramente pessoal.’ Examinemos o assunto no artigo seguinte e saibamos adicionalmente como treinar nossa consciência a fim de derivar dela o maior benefício possível.

  • Tire proveito de sua consciência dada por Deus
    A Sentinela — 1983 | 15 de janeiro
    • Tire proveito de sua consciência dada por Deus

      “A lei de seu Deus está no seu coração; seus passos não vacilarão.” — Salmo 37:31.

      1, 2. Por que sermos guiados por nossa consciência deve interessar-nos? (Provérbios 12:15; 14:12)

      EMBORA Deus não tenha dado aos cristãos um extenso código de leis, ele nos forneceu algumas leis, ou regras específicas, e muitos princípios para serem aplicados segundo a nossa fé e consciência. Mas, uma coisa é ter uma consciência e outra coisa é tirar pleno proveito dela. Muitos acham que, ‘se algo não incomoda a minha consciência, está tudo bem’. É correto tal raciocínio?

      2 A Bíblia mostra que devido à carne pecaminosa, a nossa consciência pode desencaminhar-nos; ela pode ser fraca, mal orientada ou aviltada. Podemos compreender melhor o perigo do conceito “permita que sua consciência seja seu guia” por considerarmos os habitantes de Creta, do primeiro século, que eram conhecidos como “mentirosos, feras prejudiciais, glutões desempregados”. — Tito 1:10-12.

      3. No caso dos cretenses, como influiu neles a consciência?

      3 Como no caso de todas as pessoas, os cretenses tinham uma consciência inata. Mas não tiravam proveito dela. Escrevendo a Tito em Creta, o apóstolo Paulo disse: “Todas as coisas são puras para os puros. Mas, para os aviltados e os sem fé nada é puro, porém, tanto as suas mentes como as suas consciências estão aviltadas.” (Tito 1:15; Romanos 2:14, 15) A maioria dos cretenses tinham uma consciência insensível, que não os ajudava a fazer o que era moral ou limpo. (1 Timóteo 4:2) ‘Nada era puro’ para muitos cretenses. Como assim? Tendo consciências aviltadas, eles encaravam toda situação como oportunidade para fazer o mal. Talvez dissessem: ‘Isso não aflige minha consciência.’ Mas, devia ter afligido! Contudo, alguns judeus cretenses ou prosélitos estavam em Jerusalém para o Pentecostes de 33 EC. O conhecimento espiritual deles os teria ajudado a evitar serem mentirosos, injuriosos ou glutões. E os que aceitaram Jesus foram ajudados adicionalmente pelo que este ensinou sobre ter uma consciência boa e operante. — Atos 2:5, 11; Tito 1:5; 2:2-5; 3:3-7.

      4, 5. Do caso de Paulo, que podemos aprender a respeito de consciência?

      4 A consciência, porém, pode desencaminhar até mesmo uma pessoa exposta à influência da Palavra de Deus e que deseja agir com acerto. Saulo, ou Paulo, conhecia as Escrituras e adorava a Deus zelosamente de acordo com a Lei. Contudo, deixou de acompanhar o desenrolar progressivo da vontade de Deus. Depois que o Messias veio, pregou e morreu em cumprimento de profecia, Paulo continuou praticando o judaísmo farisaico. Sua consciência não o impediu de ‘perseguir a congregação’ e de ‘respirar ameaça e assassínio contra os discípulos do Senhor’. — Filipenses 3:4-6; Atos 9:1, 2.

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