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ConhecimentoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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sabedoria podem ser apropriados em si, embora não estejam diretamente relacionados com o propósito declarado de Deus. Todavia, esse homem, dotado de conhecimento e sabedoria ampliados, bem que poderá tornar-se mais vividamente cônscio de quão limitadas são suas oportunidades de usar seu conhecimento e sua sabedoria, devido a seu curto período de vida, e aos problemas e às péssimas condições que o confrontam e que se lhe opõem na sociedade humana imperfeita. Isto é aborrecedor, produzindo dolorosa sensação frustradora. (Compare com Romanos 8:20-22; Eclesiastes 12:13, 14.) Assim, também, o conhecimento obtido pela ‘devoção a muitos livros’, a menos que seja vinculado ao cumprimento das ordens de Deus, e seja utilizado para isso, é “fadiga para a carne“. — Ecl. 12:12.
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ConiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONIAS
Veja Joaquim.
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ConjuradorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONJURADOR
A palavra hebraica e aramaica ’ashsháph (traduzida “astrólogos”, Al) é corretamente definida como conjurador, necromante, encantador. [Lexicon (Léxico), de Brown, Driver e Briggs, pp. 80, 1083; Lexicon de Koehler e Baumgartner, pp. 95, 1055] “Conjurar” significa “jurar junto”, por meio dum juramento ou duma invocação, como quando alguém solenemente chama ou invoca os supostos espíritos dos mortos. Um necromante significa literalmente um adivinho dos mortos, alguém que tenta predizer e controlar eventos futuros por meio da comunicação com os mortos. ’Ashshdph deriva-se duma raiz que C. F. Keil define como “respirar, soprar, sussurrar; pois praticavam seus encantamentos pelos movimentos do fôlego”.
Qualquer forma de pretensa comunicação com os mortos era condenada por Deus. “E caso vos digam: ‘Recorrei aos médiuns espíritas ou aos que têm espírito de predição, que chilram e fazem pronunciações em voz baixa’, não é a seu Deus que qualquer povo devia recorrer? Acaso se deve recorrer a pessoas mortas a favor de pessoas vivas?” (Isa. 8:19) Embora proscrita em Israel, a ‘dona de mediunidade espírita em En-Dor’, a quem o infiel Rei Saul visitou, foi quem contatou os demônios como invocadora dos mortos. — 1 Sam. 28:7; Lev. 20:27.
Os invocadores floresceram especialmente entre os babilônios. (Dan. 1:20; 2:2, 27; 4:7; 5:7, 11, 15) A respeito das idéias daquele povo sobre os mortos, e de sua capacidade de comunicar-se com os que partiram, Morris Jastrow Jr., em seu livro The Religion of Babylonia and Assyria (A Religião de Babilônia e Assíria), pp. 559, 560, escreve: “O radical subjacente de Shuâlu [o lugar babilônico dos mortos] significa ‘pedir’. Shuâlu é um local de inquirição, e a inquirição feita é da natureza dum oráculo religioso. O nome, concordemente, é um indício do poder concedido aos mortos, de ajudar os vivos por lhes suprir respostas às perguntas, assim como os deuses fornece oráculos por meio da mediação dos sacerdotes. . . . Os mortos não só habitam próximo dos deuses, mas, como os deuses, podem dirigir os assuntos da humanidade. Suas respostas às perguntas que lhes são dirigidas têm uma justificação divina.”
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ConsciênciaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONSCIÊNCIA
[Gr., syneídesis; syn = com; oída = eu conheço (sei): um co-conhecimento (com si mesmo), o testemunho dado da conduta da pessoa pela consciência]. O apóstolo Paulo expressa a operação de sua consciência da seguinte maneira: “Minha consciência dá testemunho comigo, em espírito santo.” — Rom 9:1.
A consciência é inerente ao homem, Deus a tornando parte dele. É um apercebimento íntimo ou senso íntimo do certo e do errado que nos desculpa ou acusa. Assim, a consciência julga. Também pode ser treinada pelas idéias e pelas ações, pelas convicções e pelas regras implantadas na mente duma pessoa através do estudo e da experiência. Com base em tais coisas, ela faz uma comparação com o proceder que está sendo seguido ou contemplado. Daí, soa um aviso quando as regras e esse proceder entram em conflito, a menos que a consciência esteja “cauterizada”, tornada insensível por meio de contínuas violações de seus avisos. A consciência pode ser um instrumento de segurança moral, no sentido de que gera prazer ou inflige dor pela conduta boa ou má da própria pessoa.
Desde seu início, o homem tem uma consciência. Adão e Eva a manifestaram logo que violaram a lei de Deus, e se esconderam. (Gên. 3:7) Em Romanos 2:14, 15, lemos: “Pois sempre que pessoas das nações, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, tais pessoas, embora não tenham lei, são uma lei para si mesmas. Elas é que são quem demonstra que a matéria da lei está escrita nos seus corações, ao passo que sua consciência lhes dá testemunho e nos seus próprios pensamentos são acusadas ou até mesmo desculpadas.” Assim, pode-se depreender que a consciência não foi eliminada, nem mesmo entre não-cristãos. Isto se dá porque toda a humanidade descendeu de Adão e Eva por meio da linhagem de Noé, em quem a consciência era inerente. Muitas leis das nações estão em harmonia com a consciência do cristão, todavia, tais nações e seus legisladores talvez não tenham sido de forma alguma influenciados pelo cristianismo. As leis estão de acordo com as inclinações de suas próprias consciências. Todas as pessoas possuem a faculdade da consciência, e é a ela que apelam o proceder de vida e a pregação dos cristãos. — 2 Cor. 4:2.
A consciência precisa ser esclarecida; do contrário, pode enganar-nos. Trata-se dum guia inseguro se não foi treinada nas normas justas, de acordo com a verdade. Seu desenvolvimento pode ser erroneamente influenciado pelo ambiente local e pelos costumes, pela adoração e pelos hábitos locais. Poderá julgar as coisas como certas ou erradas segundo estas normas ou valores incorretos. Em João 16:2 mostra-se um exemplo disso, quando Jesus predisse que haveria homens que até mesmo matariam os servos de Deus, pensando que estavam prestando um serviço a Ele. Saulo (mais tarde o apóstolo Paulo) realmente executou seus intentos assassinos contra os discípulos de Cristo, crendo que servia zelosamente a Deus. (Atos 9:1; Gál. 1:13-16) Os judeus foram gravemente desencaminhados a lutar contra Deus por falta de conhecimento da Palavra de Deus. (Rom. 10:2, 3; Osé. 4:1-3; Atos 5:39, 40) Apenas a consciência corretamente treinada pela Palavra de Deus pode avaliar devidamente e corrigir de forma cabal as questões da vida. (2 Tim. 3:16; Heb. 4:12) Temos de ter uma norma estável e correta — a norma de Deus.
A BOA CONSCIÊNCIA
A pessoa deve aproximar-se de Jeová com consciência limpa. (Heb. 10:22) Deve empenhar-se constantemente em ter uma consciência honesta em todas as coisas. (Heb. 13:18) Quando Paulo declarou: “Exercito-me continuamente para ter a consciência de não ter cometido ofensa contra Deus e homens” (Atos 24:14, 16), ele queria dizer que continuamente orientava e corrigia seu proceder de vida segundo a Palavra de Deus e os ensinos de Cristo, pois, em última análise, Deus, e não sua própria consciência, era o seu decisivo juiz. (1 Cor. :4) Seguir a consciência treinada pela Bíblia pode resultar em perseguição, mas Pedro aconselha confortadoramente: “Porque, se alguém, por causa da consciência para com Deus, agüenta coisas penosas e sofre injustamente, isto é algo agradável.” (1 Ped. 2:19) O cristão deve ‘ter uma boa consciência’ em face a oposição. — 1 Ped. 3:16.
A Lei, com seus sacrifícios animais, não poderia aperfeiçoar de tal modo uma pessoa no que tange à sua consciência a ponto de ela se considerar livre de culpa, mas, pela aplicação do resgate de Cristo aos que têm fé, a consciência deles pode ser purificada. (Heb. 9:9, 14) Pedro indica que aqueles que obtêm a salvação precisam ter esta consciência boa, limpa e correta, não eliminando a imundície da carne por seus próprios esforços, mas por solicitá-la a Deus. — 1 Ped. 3:21.
CONSIDERAÇÃO COM A CONSCIÊNCIA DE OUTROS
Visto que a consciência tem de ser plena e precisamente treinada na Palavra de Deus a fim de fazer avaliações corretas, a consciência destreinada pode ser fraca. Isto é, pode ser facilmente ferida, ou a pessoa poderá ficar ofendida com as ações ou as palavras de outros, mesmo nos casos em que talvez não exista nenhum erro. Paulo forneceu exemplos disso, relacionados com o comer e o beber, e a guarda de certos dias, como sendo superiores a outros. (Rom. 14:1-23; 1 Cor. 8:1-13) Ordena-se ao cristão dotado de conhecimento, cuja consciência é treinada, a que mostre consideração e faça concessões a alguém com consciência fraca, não utilizando toda a sua liberdade nem insistindo em todos os seus “direitos” pessoais, por fazer sempre apenas o que lhe agrada. (Rom. 15:1) Isso porque, dizem as Escrituras, quem fere a consciência fraca de um concristão está “pecando contra Cristo”. (1 Cor. 8:12) Por outro lado, Paulo dá a entender que, ao passo que não gostaria de fazer algo que ofendesse o irmão fraco, desta forma movendo-o a julgar Paulo, o fraco devia igualmente mostrar consideração a seu irmão, esforçando-se de obter madureza por assimilar mais conhecimento e obter mais treinamento, a fim de que sua consciência não ficasse facilmente ofendida, fazendo com que encarasse erroneamente a outros. — 1 Cor. 10:29, 30; Rom. 14:10.
MÁ CONSCIÊNCIA
Pode-se utilizar erroneamente a consciência a tal ponto que ela não mais fique limpa nem seja sensível para soar avisos e propiciar uma orientação segura. (Tito 1:15) A conduta do homem é então controlada pelo temor de ficar exposto e ser castigado, ao invés de pela boa consciência. (Rom. 13:5) A referência de Paulo à consciência que está marcada como que por um ferro de marcar indica que ficaria como a carne cauterizada, recoberta de cicatrizes e desprovida de terminações nervosas e, por conseguinte, sem o senso do tato. (1 Tim. 4:2) As pessoas com uma consciência assim não podem perceber o certo ou o errado. Não avaliam a liberdade que Deus lhes concede e, rebelando-se, tornam-se escravas duma consciência má. É fácil macular a consciência. O alvo do cristão deve ser conforme indicado em Atos 23:1: “Irmãos, eu me comportei perante Deus com uma consciência perfeitamente limpa, até o dia de hoje.”
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ContendaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONTENDA
Veja RIXA.
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ContribuiçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONTRIBUIÇÃO
A dádiva, o dinheiro, ou a ajuda, etc., fornecida por uma pessoa ou algumas pessoas a outrem, ou a outros. Uma contribuição pode envolver ou não a dádiva material. Paulo agradeceu a Deus a contribuição que os cristãos filipenses fizeram para as boas novas. Em aditamento à sua parte pessoal em disseminar as boas novas, eles ajudaram materialmente a Paulo, e provavelmente a outros, assim apoiando lealmente, também desta forma, a pregação das boas novas. — Fil. 1:3-5; 4:16-18.
Os israelitas tiveram o privilégio de fazer contribuições para construir e equipar estruturas usadas para a adoração verdadeira. Doaram materiais para o tabernáculo e seu mobiliário (Êxo. 25:1-9; 35:4-9), “uma oferta
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