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Os cristãos devem levar uma vida honestaA Sentinela — 1970 | 1.° de março
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perguntas. Talvez se sinta compelido a perguntar: ‘É errado fazer isso ou é errado fazer aquilo?’ As leis e os regulamentos são tão complexos e suscetíveis de tantas interpretações, que talvez fique realmente confuso. Talvez não saiba qual o princípio bíblico que tem que ver diretamente com aquilo em que estava pensando. Mas, há meios para se descobrir o que é certo e o que é errado.
Por exemplo, está em dúvida quanto ao que pode levar consigo ao viajar de um país para outro? Então pergunte às autoridades alfandegárias. Ou tem o problema que ver com práticas comuns no seu lugar de trabalho? Dirija-se ao proprietário ou gerente e peça a sua opinião. Seja franco. Usualmente poderá descobrir se certa prática é considerada certa ou errada por perguntar às devidas autoridades sobre o assunto.
Pode acontecer, porém, que a pessoa a que se dirige não lhe dê uma resposta direta. Então lhe cabe decidir o que fazer. Há certas questões que simplesmente têm de ficar entregues à consciência da pessoa, e cada um precisa levar sua própria carga de responsabilidade perante Deus. — Gál. 6:5.
Quando está em dúvida, não procure tranqüilizar a sua consciência por procurar uma opinião favorável da parte de alguém que nem está envolvido no caso. Não é da responsabilidade do cristão dizer a outro como deve manejar seu negócio ou resolver suas questões financeiras com outros. Em certa ocasião, um homem quis que Jesus usasse a sua influência neste sentido, mas Jesus negou-se a se envolver. Sua resposta foi: “Homem, quem me designou juiz ou partidor sobre vós?” — Luc. 12:13, 14.
Seja lembrado que a questão de se ter uma boa consciência perante Deus e o homem não é algo a ser tratado levianamente. A Bíblia diz que alguns, por não terem uma boa consciência, ‘sofreram naufrágio no que se refere à sua fé’. A Bíblia observa também que o apego excessivo às coisas materiais é um fator que pode levar a que alguém ‘se traspasse todo com muitas dores’. Portanto, o proceder cristão é ter boa consciência, mesmo às custas de bens materiais. — 1 Tim. 1:19; 6:10; 4:2.
DESENVOLVER UMA BOA CONSCIÊNCIA
A consciência cristã se desenvolve por meio do estudo da Palavra de Deus e do apreço dos princípios encontrados nela. Deus não deixou os homens em ignorância sobre quais as práticas certas e quais as erradas. Não, mas ele proveu a sua Palavra, a Bíblia, para que os cristãos maduros, pelo seu uso, possam ter “as suas faculdades perceptivas treinadas para distinguir tanto o certo como o errado”. — Heb. 5:13, 14.
Há milhões de pessoas, porém, que em toda a sua vida seguiram as normas deste presente sistema de coisas, nem se dando conta de que eram desonestas. Não foram devidamente treinadas para distinguir o certo e o errado. Talvez seja uma destas pessoas. Recentemente, porém, começou a estudar a Palavra de Deus, e está começando a compreender que Deus desaprova certas práticas. O que fará?
A decisão sábia é agir em harmonia com a sua consciência treinada pelo estudo da Palavra de Deus. É verdade que em alguns casos possa significar ter de satisfazer-se com um nível de vida materialmente inferior, para harmonizar a sua vida com os princípios bíblicos. Mas vale a pena! O prazer de uma consciência limpa tanto perante Deus como perante os homens é de valor muito superior a quaisquer bens materiais.
O que se exige para se levar uma vida honesta é genuína fé e verdadeiro amor a Deus. Acredita realmente na promessa de Deus, de abençoar os seus servos com vida eterna no seu novo sistema de coisas? (2 Ped. 3:13; Sal. 37:29) Se acreditar, e realmente amar a Deus, esforçar-se-á sinceramente a ser honesto e a fazer o que é direito ao olhos Dele. “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom.” — 1 Ped. 3:10, 11.
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A beleza da compaixãoA Sentinela — 1970 | 1.° de março
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A beleza da compaixão
ENTRE as coisas que contribuem para a alegria de viver se encontra a beleza. E há várias espécies de beleza. Há a beleza que agrada aos sentidos, tal como um belo panorama ou belos sons. Há também a beleza que agrada ao intelecto, tal como bela literatura. Mas, entre as coisas mais belas na vida se encontram as que têm beleza moral.
Beleza moral? Sim, a beleza que agrada ao que há de melhor em nós, à nossa consciência, aos nossos ideais. Atos altruístas, abnegados, são verdadeiramente belos. E especialmente bela é a demonstração da compaixão.
O que é esta bela qualidade da compaixão? Segundo o Oxford Dictionary, compaixão é o “sentimento ou a emoção em que a pessoa é comovida pelo sofrimento ou a aflição de outrem, e pelo desejo de aliviá-la”. Em outras palavras, a compaixão vem em auxílio dos que necessitam de ajuda, quer física quer espiritualmente, ou dos que desejam perdão.
Quão longe estão algumas pessoas, hoje em dia, de ter compaixão! Por exemplo, o Times de Nova Iorque, de 18 de março de 1969, noticiou na primeira página: “Jovem Amarrado Morreu Queimado: 19 Presos.” Foi desta maneira que um bando de motociclistas se vingou do líder dum bando rival. O mesmo jornal, em 2 de abril, falou de um homem que pendurou uma criancinha de dezoito meses no banheiro e a açoitou com um cinto com fivela, sendo que a criança era filha da mulher com quem vivia. Quando se lhe cortaram as amarras, deixou-se que caísse ao chão, onde foi deixada deitada por dois dias com um braço quebrado. Os alheios à compaixão estão longe de Deus. Em que sentido?
Porque a compaixão é uma das qualidades de Deus, conforme a Bíblia mostra repetidas vezes. Foi “na compaixão de Jeová” que mensageiros angélicos levaram apressadamente Ló e sua família para fora das cidades condenadas de Sodoma e Gomorra. (Gên. 19:16, 17) Em toda a história da nação de Israel, Jeová Deus demonstrou-lhe compaixão, conforme lemos: “Jeová, o Deus de seus antepassados, enviava contra eles avisos por meio dos seus mensageiros, enviando-os vez após vez, porque teve compaixão do seu povo e da sua habitação.” E ele diz a respeito dos que hoje lhe servem fielmente: “Vou ter compaixão deles assim como o homem tem compaixão de seu filho que o serve.” — 2 Crô. 36:15; Mal. 3:17.
Jesus Cristo, o Filho de Jeová Deus, reconhecia o valor e a necessidade de se ter compaixão, conforme se pode ver tanto nas suas palavras como nas suas ações. Ele contrastou o pai compassivo do filho pródigo com o irmão mais velho deste, que deixou de mostrar compaixão. Contrastou também o bom samaritano, que teve compaixão do homem espancado, roubado e deixado meio morto na
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