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Conselho — tirará proveito dele?A Sentinela — 1977 | 15 de maio
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culpa. Estes esforços de justificar-se não lhe trouxeram proveito, porém, porque Deus expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden e eles, por fim, morreram em cumprimento da sentença de Deus. (Gên. 2:16, 17; 3:23, 24; 5:5) Mais tarde, Jeová disse: “Não declararei justo o iníquo.” (Êxo. 23:7) A tentativa de fazer o proceder errado parecer certo de nada vale perante Deus.
“A PRIMEIRA PRELIMINAR AO PERDÃO”
Por outro lado, tira-se grande proveito da disposição de acatar bom conselho e endireitar o proceder errado. Tome o caso de Davi, que ficou envolvido em sérias violações da lei de Deus. Davi não só cometeu adultério com Bate-Seba, esposa de outro homem, mas procurou encobrir sua imoralidade por providenciar que o marido de Bate-Seba morresse em batalha. (2 Sam. 11:1-27) Por causa disso, Deus, mediante o profeta Natã, censurou fortemente a Davi, predizendo calamidades para a casa dele. Mas, a Bíblia prossegue, dizendo: “Davi disse então a Natã: ‘Pequei contra Jeová.’ A isto Natã disse a Davi: ‘Jeová, por sua vez, deixa passar o teu pecado. Não morrerás.’” — 2 Sam. 12:1-13.
Davi escreveu mais tarde a respeito deste acontecimento: “Finalmente te confessei meu pecado e não encobri meu erro. Eu disse: ‘Farei confissão das minhas transgressões a Jeová.’ E tu mesmo perdoaste o erro dos meus pecados.” (Sal. 32:5) Nos Livros Soncino da Bíblia (em inglês) faz-se o seguinte comentário: “Ele não estava dando informações a Deus, Que sabia o que ele havia feito; por admiti-lo perante Ele, admitia-o a si mesmo. Esta é a finalidade da confissão e a primeira preliminar ao perdão. . . . Depois de o pecador ter feito a sua parte, Deus estava pronto para fazer a Dele, como Perdoador.” Quão grande foi o proveito que Davi tirou de acatar a repreensão! Tira você também proveito da repreensão?
QUANDO NÃO SE VIOLA NENHUMA LEI
O que se dá quando você recebe conselho por uma ação que não violou nenhuma lei? Deve encarar o assunto como ‘não sendo da conta de ninguém, exceto sua própria’? Sobre tal caso, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte:
“Comei de tudo o que se vende no açougue, sem fazer indagação por causa da vossa consciência. . . . Se algum dos incrédulos [pagãos] vos convidar [para uma refeição] e desejais ir, passai a comer de tudo o que se põe diante de vós, não fazendo indagação por causa da vossa consciência.
“Mas, se alguém vos disser: ‘Isto é algo oferecido em sacrifício’, não comais, por causa daquele que o expôs e por causa da consciência. ‘Consciência’, digo eu, não a tua, mas a da outra pessoa.” — 1 Cor. 10:25-29.
Compreendeu o princípio básico envolvido neste conselho? Cada cristão precisa respeitar a consciência dos outros. A obra Quadros Verbais no Novo Testamento (em inglês) contém as seguintes observações:
“Paulo coloca-se habilmente no lugar do irmão forte, em tal banquete, de quem se espera que harmonize sua consciência com a do irmão fraco que faz questão dum determinado pedaço de carne. É a privação duma liberdade pessoal no interesse do irmão fraco. Há choque de duas personalidades. O único motivo é o amor que edifica ([1 Cor.] 8:2 e todo o 1 Cor. capítulo 13).”
Tiraria você hoje proveito de conselho similar? Pode ser que o alimento não envolva questões de consciência na sua localidade. Mas outras coisas talvez o façam. Por exemplo: A maneira de usar o cabelo, o tipo de roupa, as espécies de diversão. Se alguém lhe salientasse que sua escolha de tais coisas perturba a consciência dum concristão, tiraria você proveito deste conselho e aceitaria por amor ‘a privação de sua liberdade pessoal’?
UMA BARREIRA AO PROVEITO TIRADO DE CONSELHO
Como reage quando alguém lhe mostra seus erros ou sugere que você deveria melhorar em certos aspectos da sua vida? O que acontece quando esta pessoa é mais jovem ou menos experiente do que você, ou é um subordinado no seu lugar de trabalho? Tem de repente ressentimento que o impede de tirar proveito do bom conselho? O que está causando isso?
É a tendência da natureza humana de que se fala em Romanos 12:3: “Digo a cada um aí entre vós que não pense mais de si mesmo do que é necessário pensar.” A culpa cabe ao orgulho, que é uma exagerada estima de si mesmo ou um sentimento desarrazoado de superioridade sobre outros. Como poderá lidar com essa barreira do orgulho?
É básico aceitar a verdade apresentada em Romanos 3:23: “Todos pecaram e não atingem a glória de Deus.” Acredita nisso? Talvez responda prontamente que sim, mas, mostra o seu proceder na vida que realmente fala sério? Não, se der a impressão de que “sempre tem razão”, por desprezar bom conselho.
E pense nas trágicas conseqüências da rejeição orgulhosa de conselho corretivo! Primeiro, vem a solidão, pois, quem quer associar-se com alguém que não consegue admitir os seus erros? Pior do que isso, Deus declara: “A exaltação de si próprio . . . eu tenho odiado.” (Pro. 8:13) O espírito altivo prejudica a relação da pessoa com Jeová. Por isso, não pode resultar em nada de bom. “O orgulho vem antes da derrocada e o espírito soberbo antes do tropeço.” — Pro. 16:18.
Por outro lado, “as repreensões da disciplina são o caminho da vida”. (Pro. 6:23) Aquele que aceita conselhos retém uma relação agradável com os outros, e, o mais importante, com o Criador. Ele não é estorvado pela miopia. Não só tira proveito pessoal do pensamento dos outros, mas, por sua vez, transmite ao seu próximo os benefícios dum conceito ampliado. O conselho decididamente é proveitoso. A questão é: Tirará você proveito dele?
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1977 | 15 de maio
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Perguntas dos Leitores
● Primeira aos Coríntios 7:14 declara que os filhos de progenitor crente “são santos”. Envolve tal ‘santidade’ do filho aos olhos de Deus o batismo? O que se dá quando o filho é retardado?
O apóstolo Paulo considera ali os problemas duma família dividida. Ele exorta o cônjuge crente a não abandonar o incrédulo, e, como forte motivo para manter o casamento intato, ele disse: “Pois o marido incrédulo está santificado em relação à sua esposa, e a esposa incrédula está santificada em relação ao irmão; de outro modo, os vossos filhos seriam realmente impuros, mas agora são santos.” (1 Cor. 7:14) Isto mostra que Deus encara esses filhos segundo o princípio do mérito familiar. Com mérito familiar se quer dizer a santidade que Deus atribui ou imputa aos filhos menores, que são obedientes, ao ponto em que o filho não é responsável. Isto se dá devido à valiosa reputação de santidade e de boas obras que os “pais em união com o Senhor” têm aos olhos de Deus. (Efé. 3:1) Este mérito familiar é aplicado mesmo quando apenas um dos genitores é crente, conforme indicam as palavras de Paulo acima citadas.
Então, que dizer de batismo? A criança jovem, à qual se ensina fielmente a Palavra de Deus, sem dúvida progredira em conhecimento e entendimento, e, com o tempo, chegará ao ponto em que o espírito de Deus a motivará a fazer a sua própria dedicação a Jeová e a pedir o batismo. (1 Ped. 3:21) A fim de estar preparado para o batismo, deve reconhecer que precisa arrepender-se, converter-se e entrar numa relação correta com Deus. (Atos 3:19; 8:34-36) Depois do batismo, não estará mais debaixo do mérito familiar, mas é encarado como “santo” por conta própria, sendo responsável perante Deus para seguir uma vida de dedicação. — 1 Ped. 1:14-16; Col. 1:21-23.
Devem os pais de filhos retardados pensar que o batismo, em todos os casos, é um requisito para que
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