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  • Conselheiros habilidosos — uma bênção para seus irmãos
    A Sentinela — 1986 | 15 de setembro
    • experiente evitou dar um conselho necessário a um associado mais jovem. A razão? Ele explicou: “Somos bons amigos, e quero que continue assim!” Realmente, porém, refrear-se de ajudar quando necessário não é o distintivo dum bom amigo. — Provérbios 27:6; Tiago 4: 17.

      10 De fato, a experiência mostra que, se o conselheiro é habilidoso, os sentimentos negativos em geral podem ser minimizados e o objetivo do conselho não raro pode ser alcançado. O que é preciso para ser um conselheiro habilidoso? Para responder a esta pergunta, consideremos dois exemplos, um bom e outro mau.

      Paulo — Conselheiro Habilidoso

      11. Por que a maioria dos coríntios aceitou o conselho de Paulo, embora ele muitas vezes falasse mui francamente?

      11 O apóstolo Paulo teve muitas oportunidades para dar conselhos, e às vezes tinha a dizer coisas fortes. (1 Coríntios 1:10-13; 3:1-4; Gálatas 1:6; 3:1) Não obstante, seus conselhos eram eficazes porque aqueles a quem ele os dirigia sabiam que Paulo os amava. Conforme disse aos coríntios: “Eu vos escrevi em muita tribulação e angústia de coração, com muitas lágrimas, não para vos entristecer, mas para que soubésseis que amor tenho, mais especificamente por vós.” (2 Coríntios 2:4) A maioria dos coríntios aceitou o conselho de Paulo porque sabia que fora dado sem motivações egoístas, visto que “o amor . . . não procura os seus próprios interesses”. Também, tinham certeza de que ele não falava levado por irritação pessoal pois “o amor . . . não fica encolerizado. Não leva em conta o dano”. — 1 Coríntios 13:4, 5.

      12. Que qualidade facilitará ao conselheiro cristão obter bons resultados? Ilustre.

      12 Também hoje, é muito mais fácil aceitar conselho, até mesmo forte, se soubermos que quem nos aconselha nos ama, não fala por causa de irritação pessoal e não tem motivações egoístas. Por exemplo, se um ancião fala com os adolescentes na congregação só para criticá-los, os jovens facilmente poderiam sentir-se “marcados”. Mas, que dizer se o ancião tem bom relacionamento com os adolescentes? Que dizer se ele os acompanha ao serviço de campo, é acessível no Salão do Reino e os incentiva a falarem com ele sobre seus problemas, aspirações e dúvidas, talvez até mesmo os convidando a seu lar (com a permissão dos pais deles) de tempos a tempos? Daí, quando tiver que dar conselho, é mais provável que os adolescentes o aceitem, sabendo que vem dum amigo.

      Brandura e Humildade

      13. (a) Em última análise, o conselho cristão deve ser fundamentado em quê? (b) Assim, o que devem evitar os que aconselham na congregação cristã?

      13 Havia ainda outra razão para o êxito dos conselhos de Paulo. Ele confiava na sabedoria divina, não nas suas próprias opiniões. Como lembrou ao conselheiro Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça.” (2 Timóteo 3:16; 1 Coríntios 2:1, 2) Igualmente hoje, os conselheiros cristãos fundamentam nas Escrituras o que dizem. É verdade que, na família, os pais não citam a Bíblia toda vez que aconselham seus filhos. Não obstante, quer os pais cristãos incentivem a obediência, a limpeza, a preocupação pelos outros, a pontualidade, quer outra coisa qualquer, sempre deve haver base bíblica para o que dizem. (Efésios 6:1; 2 Coríntios 7:1; Mateus 7:12; Eclesiastes 3:1-8) Na congregação, devemos cuidar para não impor a outros os nossos pontos de vista ou gostos pessoais. E os anciãos devem evitar “forçar” as Escrituras para fazê-las parecer apoiar alguma idéia sobre a qual tenham forte opinião. (Veja Mateus 4:5, 6.) Precisa sempre haver uma genuína razão bíblica para qualquer conselho que ofereçam. — Salmo 119:105.

      14, 15. (a) Indique ainda outra qualidade que facilita a aceitação do conselho. (b) Por que é tão importante que o conselheiro desenvolva essa qualidade?

      14 Além disso, o conselho é mais eficaz se for oferecido num espírito de brandura. Paulo sabia disso. É por isso que, ao falar sobre aquele que dá um passo em falso antes de se aperceber disso, Paulo incentivou os que têm qualificações espirituais a ‘tentar reajustar tal homem num espírito de brandura’. (Gálatas 6:1) Ele também aconselhou Tito a lembrar a outros que “não ultrajem a ninguém, que não sejam beligerantes, que sejam razoáveis, exibindo toda a brandura para com todos os homens”. — Tito 3:1, 2; 1 Timóteo 6:11.

      15 Por que é necessária a brandura? Porque as emoções descontroladas são contagiantes. Palavras iradas provocam mais palavras iradas, e é difícil arrazoar quando os ânimos estão a ponto de ebulição. Mesmo se o aconselhado reagir iradamente, isto não é razão para que o conselheiro faça o mesmo. Em vez disso, a atitude mental branda do conselheiro talvez ajude a acalmar as coisas. “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor.” (Provérbios 15:1) Isto se dá independente de se o conselheiro é genitor, ancião, ou outro qualquer.

      16. Por que sempre se deve ser respeitoso ao aconselhar?

      16 Por fim, considere o que Paulo disse a um ancião mais jovem, Timóteo: “Não critiques severamente um ancião. Ao contrário, suplica-lhe como a um pai, os homens mais jovens, como a irmãos, as mulheres mais idosas, como a mães, as mulheres mais jovens, como a irmãs, em toda a castidade.” (1 Timóteo 5:1, 2) Que conselho excelente! Imagine como se sentiria uma senhora idosa caso um ancião mais jovem, que pela idade poderia até ser filho dela, a aconselhasse dum modo duramente crítico ou desrespeitoso. Seria muito melhor se o conselheiro tirasse um tempinho para pensar: ‘Considerando a personalidade e a idade dessa pessoa, qual seria o modo mais amoroso e eficaz de oferecer tal conselho? Se estivesse no lugar dele ou dela, como desejaria eu que me abordassem? — Lucas 6:31; Colossenses 4:6.

      Os Conselhos dos Fariseus

      17, 18. Qual era uma das razões pelas quais os conselhos dos fariseus não eram proveitosos?

      17 Depois do bom exemplo de Paulo, considere agora um mau exemplo — o dos líderes religiosos judaicos dos dias de Jesus. Eles davam muitos conselhos, mas, em geral, a nação não se beneficiava deles. Por quê?

      18 Havia muitas razões. Por exemplo, Considere a ocasião em que os fariseus repreenderam a Jesus porque os discípulos deste não lavaram as mãos antes duma refeição. Naturalmente, a maioria das mães aconselha seus filhos a lavarem as mãos antes de comer e, como prática higiênica, há muito a recomendá-la. Mas, os fariseus não estavam primariamente preocupados com a higiene. Para eles, a lavação das mãos era uma tradição, e eles se sentiam incomodados porque os discípulos de Jesus não seguiam essa tradição. Contudo, como Jesus passou a lhes mostrar, havia problemas muito maiores em Israel que deviam receber a atenção deles. Por exemplo, alguns usavam a tradição farisaica como meio de evitar obedecer ao quinto dos Dez Mandamentos: “Honra a teu pai e a tua mãe.” (Êxodo 20:12; Mateus 15:1-11) Infelizmente, os escribas e os fariseus estavam tão absortos com detalhes que ‘desconsideravam os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade’. — Mateus 23:23.

      19. Como podem os hodiernos cristãos evitar cair na armadilha de ter um interesse subjacente?

      19 Os atuais conselheiros precisam cuidar para não cometer o mesmo erro. Devem evitar ter um interesse subjacente e ficar tão absortos em pequenos detalhes a ponto de esquecer “os assuntos mais importantes”. Nos assuntos pequenos, somos incentivados a ‘suportar-nos uns aos outros’ em amor. (Colossenses 3:12, 13) A habilidade de discernir quando se deve evitar criar caso com alguma coisa, e quando o conselho é realmente necessário, é algo que contribui para que a pessoa seja alguém de “qualificações espirituais”. — Gálatas 6:1.

      20. Por que é o exemplo pessoal tão importante no assunto de dar conselhos?

      20 Algo mais tornou ineficazes esses conselheiros religiosos do primeiro século. Eles seguiam o princípio “faça o que eu digo, não o que eu faço”. Jesus disse sobre eles: “Ai de vós, versados na Lei, porque carregais os homens de cargas difíceis de levar, mas vós mesmos não tocais nas cargas nem com um dos vossos dedos!” (Lucas 11:46) Quão desamoroso! Hoje, os pais, os anciãos ou outros que aconselham devem certificar-se bem de que eles mesmos fazem o que recomendam que outros façam. Como podemos incentivar outros a serem ativos no ministério de campo se não dermos o apropriado exemplo? Ou, como podemos advertir contra o materialismo se na nossa vida predominam as coisas materiais? — Romanos 2:21, 22; Hebreus 13:7.

      21. (a) Como é que os fariseus intimidavam as pessoas? (b) De que modo devem as táticas dos fariseus servir de cautela para os conselheiros cristãos?

      21 Outro motivo do fracasso dos líderes judaicos como conselheiros foi terem usado táticas intimidadoras. Certa ocasião, eles enviaram homens para prender Jesus. Quando estes, grandemente impressionados pelo modo de Jesus ensinar, voltaram sem ele, os fariseus os repreenderam dizendo: “Será que também vós fostes desencaminhados? Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? Mas esta multidão, que não sabe a Lei, são pessoas amaldiçoadas.” (João 7:45-49) Era esta uma base correta para repreensão — tirania de autoridade e injúria? Que os conselheiros cristãos jamais sejam culpados de aconselhar dessa maneira! Devem rigorosamente evitar intimidar outros ou dar a impressão: ‘Você tem que me ouvir porque eu sou ancião!’ Ou, ao falar com uma irmã, que não insinuem: ‘Você tem que me ouvir, pelo fato de eu ser um varão.’

      22. (a) Como e por que devem os cristãos dar conselhos? (b) Que pergunta adicional precisa ser considerada?

      22 Sim, aconselhar é um gesto de amor que todos nós — especialmente os anciãos designados — ocasionalmente devemos a concristãos. O conselho não deve ser dado sob qualquer pretexto. Mas, quando necessário, deve ser dado corajosamente. Deve ter base bíblica e ser oferecido num espírito de brandura. Ademais, é mais fácil aceitar conselhos de quem nos ama. Às vezes, porém, pode ser difícil saber exatamente o que dizer ao aconselhar. Assim, como podemos aconselhar de modo eficaz? Isto será considerado no próximo artigo.

      Sabe Explicar?

      ◻ Quem tem o privilégio e o dever de dar conselhos cristãos?

      ◻ Por que talvez se exija coragem para aconselhar?

      ◻ Por que razão o fato de que Paulo amava os cristãos coríntios lhes facilitou aceitar os conselhos dele?

      ◻ Por que deve o conselheiro cristão ser tanto brando como humilde?

      ◻ Como pode o cristão evitar que seus conselhos pareçam opressivos?

  • Conselho ‘temperado com sal’
    A Sentinela — 1986 | 15 de setembro
    • Conselho ‘temperado com sal’

      “Vossa pronunciação seja sempre com graça,, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” — COLOSSENSES 4:6.

      1, 2. Por que é especialmente importante que o conselho cristão seja ‘temperado com sal’?

      EM TODA a História, o sal tem cumprido um papel especial na preparação de alimentos. Ele é tanto substância preservativa como realçador de sabor, de modo que muitos alimentos sem sal são considerados insípidos e sem paladar. Portanto, quando Paulo escreveu que as pronunciações do cristão devem ser ‘temperadas com sal’, ele quis dizer que a nossa linguagem deve ser edificante, bem como aceitável e atraente. (Colossenses 4:6) Isto se aplica em especial no caso de dar conselhos. Por quê?

      2 O objetivo de aconselhar não é meramente partilhar informações. Em muitos casos, quem está sendo aconselhado já conhece alguns dos princípios bíblicos que se aplicam à sua situação, mas acha difícil aplicá-los, ou ver a sua importância. Portanto, o real desafio do aconselhamento cristão é mudar o modo de pensar da pessoa. (Gálatas 6:1; Efésios 4:11, 12) Decorre daí a necessidade de “sal”.

      3. Que ajuda supriu Jeová para os conselheiros cristãos?

      3 Realmente, aconselhar é um desafio e, para enfrentá-lo, o conselheiro precisa de conhecimento e discernimento. (Provérbios 2:1, 2, 9; 2 Timóteo 4:2) Felizmente, Jeová proveu a Bíblia, que contém não só o necessário conhecimento, mas também muitos exemplos de conselhos dados por homens de Deus que tinham discernimento. Examinar alguns destes conselhos nos ajudará a sermos conselheiros mais eficazes.

      Considere o “Maravilhoso Conselheiro”

      4. Ao dar conselhos à congregação, como pode o ancião cristão imitar a Jesus Cristo?

      4 Por exemplo, considere Jesus, o “Maravilhoso Conselheiro”. (Isaías 9:6) No fim do primeiro século, Jesus fez com que fossem enviadas cartas de conselhos a sete congregações no distrito da Ásia. Essas cartas constituem excelente modelo para anciãos que talvez necessitem aconselhar suas respectivas congregações — e os princípios se aplicam igualmente bem ao aconselhar indivíduos. Os problemas que Jesus considerou eram sérios: apostasia, influência de “Jezabel”, mornidão, materialismo, entre outros. (Revelação 2:4, 14, 15, 20-23; 3:1, 14-18) Assim, Jesus discutiu francamente esses problemas. Não havia dúvidas quanto ao que ele queria dizer às respectivas congregações. Hoje, quando os anciãos cristãos dão conselhos às suas respectivas congregações, devem ‘salgar’ isso com humildade e bondade, imitando a Jesus. (Filipenses 2:3-8; Mateus 11:29) Por outro lado, também imitando a Cristo, devem ser francos. O conselho não deve ser tão vago e tão generalizado que a congregação não capte o ponto.

      5, 6. Que lições adicionais pode o ancião cristão aprender das mensagens de Jesus às sete congregações?

      5 Note, também, que nas introduções Jesus elogiou generosamente as congregações, sempre que possível, e concluiu seus conselhos com encorajamento edificante. (Revelação 2:2, 3, 7; 3:4, 5) Os conselheiros cristãos também devem dosar seus conselhos com elogios e encorajamento. Como disse certo ancião experiente: “Realmente, você não conseguirá muita coisa se meramente ralhar com os irmãos.” Ao darem fortes conselhos, os anciãos não devem deixar os irmãos se sentirem desmoralizados, mas, antes, fortalecidos e determinados a agir melhor no futuro. — Veja 2 Coríntios 1:1-4.

      6 Por fim, que dizer das mensagens de Jesus às congregações em Esmirna e na Filadélfia? Ele não tinha nenhuma crítica a respeito dos irmãos ali. Mas, visto que sofriam sérias provações, ele os incentivou a continuarem perseverando. (Revelação 2:8-11; 3:7-13) Os superintendentes cristãos, também, não devem restringir-se a dar conselhos quando se faz necessária uma correção, mas devem sempre estar alertas para elogiar os irmãos pelas suas boas obras e incentivá-los a perseverar. — Romanos 12:12.

      Use Ilustrações

      7, 8. (a) Como foi o conselho de Jesus a seus seguidores ‘temperado com sal’? (b) Por que são valiosas as ilustrações ao darmos conselhos?

      7 Outra ocasião em que Jesus deu conselho foi quando seus discípulos passaram a se preocupar quanto a quem seria o maior no Reino dos céus. Ele poderia ter ralhado severamente com seus seguidores, por causa dessa preocupação. Em vez disso, ele ‘temperou suas palavras com sal’. Chamando uma criancinha, ele disse: “Todo aquele que se humilhar, semelhante a esta criancinha, é o que é o maior no reino dos céus.” (Mateus 18:1-4; Lucas 9:46-48) O conselho foi claro, mas bondoso e edificante. Por mostrar que o Reino dos céus é muito diferente dos reinos deste mundo, Jesus incentivou seus seguidores a serem humildes e tentou eliminar a razão para discutirem.

      8 Note, também, a eficiente técnica de ensino empregada por Jesus neste caso. Uma ilustração ao vivo — apresentou uma criancinha! Conselheiros sábios muitas vezes ‘salgam’ as suas palavras com ilustrações, visto que estas podem realçar a seriedade dum assunto, ou ajudar os aconselhados a raciocinar e a ver o problema sob uma nova luz. Não raro as ilustrações ajudam a reduzir a tensão.

      9. Cite outros exemplos bíblicos do uso de ilustrações ao aconselhar.

      9 Ao alertar Caim de que ele corria grave risco de cometer um pecado sério, Jeová vividamente comparou o pecado com um animal selvagem. Disse ele: “Há o pecado agachado à entrada e tem desejo ardente de ti.” (Gênesis 4:7) Quando Jonas estava irritado porque Jeová poupara os arrependidos ninivitas, Deus providenciou-lhe um cabaceiro para fazer sombra. Daí, quando a planta murchou e Jonas se queixou disso, Jeová disse-lhe: “Tu, da tua parte, tens pena do cabaceiro . . . não devia [eu] ter pena de Nínive, a grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil homens?” (Jonas 4:5-11) Sem dúvida um conselho convincente!

      10. Que ilustração usou um hodierno conselheiro cristão para ajudar uma jovem a entender as motivações de seus pais?

      10 Similarmente, quando certa jovem se sentia contrariada porque seus pais lhe restringiram certas amizades, um superintendente viajante tentou ajudá-la usando esta ilustração: “Você gosta de costurar, não gosta? Suponhamos que você gastasse um bom tempo costurando um belo vestido para uma amiga sua. Mas, depois de entregá-lo, você descobrisse que ela o usa para esfregar o chão. Como se sentiria?” A moça admitiu que se sentiria contrariada. Assim, o superintendente continuou: “É assim que seus pais encaram o assunto. Eles gastaram um bom tempo criando você, e se orgulham de você. Assim, eles querem que você se associe com pessoas que lhe tratarão corretamente, não com pessoas que vão acabar prejudicando-a.” A ilustração ajudou a moça a compreender o que seus pais tentavam fazer.

      Faça Perguntas

      11. Que uso eficaz de perguntas fez Jeová ao aconselhar Jonas?

      11 Talvez tenha notado que, ao falar com Jonas sobre sua ira desarrazoada, Jeová fez também algumas perguntas. Quando Jonas, irritado porque Nínive não fora destruída, pediu para morrer, Jeová disse: “É de direito que se acendeu a tua ira?” Jonas não respondeu. Assim, Jeová permitiu que o cabaceiro crescesse e em seguida morresse. Daí, Jonas ficou duplamente contrariado. Portanto, Jeová perguntou-lhe: “É de direito que se acendeu a tua ira por causa do cabaceiro?” Então, sim, Jonas respondeu: “É de direito que se acendeu a minha ira a ponto de eu querer morrer.” Agora que o profeta respondera, Jeová comparou a atitude de Jonas para com uma mera planta com a Sua própria atitude para com Nínive, fazendo a pergunta final: “Não devia [eu] ter pena de Nínive?” (Jonas 4:4, 9, 11) Assim, Jonas foi aconselhado a imitar a atitude de Jeová para com os ninivitas arrependidos.

      12. De que valor são as perguntas ao aconselhar? Ilustre.

      12 Sim, perguntas ajudam o conselheiro a descobrir o que pensa aquele que precisa ser aconselhado. Também ajudam a este a entender mais claramente seus próprios problemas e motivações. Por exemplo, alguém talvez insista que tem todo o direito de tomar um drinque antes de voltar para casa, dirigindo carro. Talvez pense sinceramente: ‘O álcool não me afeta!’ Um amigo talvez queira raciocinar com ele, dizendo: ‘Suponhamos que você sofresse um acidente que não fosse por culpa sua. O que pensaria a polícia se notasse que você bebeu? E suponhamos que o álcool realmente tivesse afetado as suas reações, nem que fosse um pouquinho só. Você quer mesmo dirigir quando seus reflexos não estão 100 por cento? Vale a pena arriscar-se, por um simples drinque?’

      13. Ao aconselhar, de que modo certo conselheiro usou a Bíblia junto com perguntas? Por que foi isto eficaz?

      13 O conselho cristão sempre se baseia na Bíblia. E quando possível, os conselheiros cristãos realmente usam a Bíblia ao aconselhar. É uma poderosa ajuda. (Hebreus 4:12) Para ilustrar: Certo ancião experiente tentava ajudar um inativo na pregação. Ele trouxe à atenção a parábola de Jesus sobre o homem que tinha dois filhos, a ambos dos quais pedira que fossem trabalhar no seu vinhedo. O primeiro disse que iria, mas não foi. O segundo disse que não iria, mas acabou indo. (Mateus 21:28-31) Daí o conselheiro perguntou: “Neste momento, a qual dos dois filhos você está imitando?” O publicador logo captou o ponto, especialmente quando o conselheiro acrescentou: “Como acha que Jeová, o Dono do vinhedo, encara a sua situação?”

      14. Mencione outras situações em que perguntas poderiam ser um valioso instrumento ao aconselhar.

      14 Dá-se o mesmo quando se tenta ajudar os

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