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Onde buscar conselhoA Sentinela — 1963 | 1.° de junho
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corretamente a acusação de que tal conselho tende a “exterminar à consciência”.
Na psicanálise há também o grande perigo de que o analista possa impor os seus próprios valores à pessoa, confundindo os seus ideais pessoais coro as verdades impessoais. Não raro os pacientes desenvolvem uma admiração exagerada pelos seus analistas. Conforme Abraham Kaplan, professor de filosofia e membro da Academia da Psicanálise, advertiu: “O perigo aqui é que o analista aceite o papel de autoridade moral onisciente em que o paciente lhe confia.” Mas o analista não é uma autoridade toda-sábia sobre questões de moral, conforme Kaplan admite prontamente: “A psicanálise não nos pode dizer o que é virtuoso e o que não é. Não pode estabelecer as premissas para deduzir os princípios da moralidade.” Obviamente, a psicanálise não é a solução de algumas questões muito básicas. Se ajuda as pessoas a pôr-se de pé novamente, não lhes indica a direção de Deus. Poder caminhar não é o suficiente; é preciso que a pessoa saiba onde vai. Se a psicanálise não nos pode dizer o que é moral ou imoral aos olhos de Deus, que julga as nossas ações, então dificilmente é um guia seguro.
O CONSELHO IDEAL
O conselho ideal precisa ser conveniente, compreensível, disponível a todos e sem custo. Precisa dar as normas corretas de moral e de direção, e precisa ser absolutamente correto. Há tal conselho disponível hoje? Sim, há. O Criador previu isso; quando providenciou os sessenta e seis livros inspirados da Bíblia Sagrada. Ali se encontra conselho que é conveniente, gratuito e completamente fidedigno. Em contraste com os conselheiros humanos que viveram pouco tempo e muitas vezes erraram, o eterno Deus que dá conselho tem ‘feito maravilhas, e tem executado os seus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros’. (Isa. 25:1, ALA) Através do seu livro de conselhos,
Deus dá mandamentos, instruções, disciplina, sabedoria e entendimento para se ter êxito na vida. (Pro. 4:1-9) O poder da Bíblia para nos iluminar o caminho foi aptamente expresso pelo salmista inspirado: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” — Sal. 119:105, ALA.
A história sagrada contém muitos exemplos de pessoas que enfrentaram crises pessoais e que as atravessaram com êxito seguindo o conselho de Jeová Deus. O registro contém também os casos trágicos de homens e mulheres cuja vida e cujas esperanças eternas foram perdidas por ignorarem ou se oporem ao conselho de Jeová. É em nosso benefício duradouro que o Pai celestial admoesta: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias, e te acrescentarão anos de vida e paz. Confia no SENHOR [Jeová] de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” — Pro. 3:1, 2, 5, 6, ALA.
Encontra-se no livro de conselho de Deus, entre outras coisas, conselho prático sobre problemas maritais, educação dos filhos, castidade, avaliar corretamente o dinheiro, as boas maneiras, como resolver disputas, práticas em negócios e em sindicatos, paz de espírito, felicidade, como orar e sobre a adoração correta do Criador. Está plenamente explicado o propósito de Deus para com o homem e para com esta terra. Aprenderá por que Deus permitiu que existisse por um tempo a iniqüidade, como o seu Reino introduzirá um novo mundo de vida e justiça, e quando ele ressuscitará os mortos que estão na sua lembrança. Acha-se na Bíblia a esperança para o futuro e coragem para o presente. Este conselho de Deus se acha na sua própria casa, no seu próprio exemplar da Bíblia.
Recorra à Bíblia em busca de conselho de Deus. Ponha em prática os princípios bíblicos e verá quão clara e quão sabiamente iluminam a sua vereda. Então, semelhante ao salmista, dirá confiantemente: “Os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros.” — Sal. 119:24, ALA.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1963 | 1.° de junho
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Perguntas dos Leitores
● Pode-se castrar animais caseiros para impedir a procriação? — R. M., Estados Unidos.
A lei de Moisés proibia especìficamente que os israelitas oferecessem em sacrifício qualquer animal que tivesse sido castrado, dizendo: “Um touro ou um cordeiro . . . tendo os testículos espremidos, ou amassados, ou arrancados, ou cortados, não deveis apresentar a Jeová e na vossa terra não os apresentareis.” Embora a lei não proibisse inteiramente os israelitas de praticar tal operação nos seus animais domésticos, a voz da tradição judaica indica. que esta lei era assim construída.. E isto pode muito bem ter sido porque tais animais, que não podiam ser oferecidos como sacrifício, podiam ser uma coibição. Interessante neste sentido é que quando os tradutores da Bíblia se referem ao boi como animal para sacrifício, trata-se de uma tradução errônea, visto que o boi é animal castrado. A tradução correta é “touro”. — Lev. 22:23, 24; 7:23, 25; 27:26; Deu. 18:3.
Todavia, o que os israelitas fizeram não é necessariamente obrigatório aos cristãos, visto que estes não estão sob a lei, mas sob a benignidade imerecida. (Rom. 6:14) O homem domina sobre os animais inferiores e, embora não deva abusar de seu domínio, quer matando-os por esporte, quer fazendo com que sofram sem necessidade, cabe ao homem determinar como eles lhe servirão melhor, mortos ou vivos, com ou sem seus poderes de reprodução. — Gên. 1:28.
● Significa a declaração em Efésios 3:10 que Deus ensina os governos e as autoridades celestiais, os anjos, mediante os membros ‘da congregação cristã mesmo estando estes ainda na terra? — B. F.
Não, não é a isto que o apóstolo se referia. Examine o contexto e note o que estava sob consideração, não o conhecimento de todos os propósitos de Deus, mas o seu propósito de tirar de entre os homens um grupo para ser co-herdeiro com Cristo na glória celestial.
Começando com o versículo 5, lemos: “Em outras gerações não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como agora foi revelado aos seus santos, apóstolos e profetas, no espírito, a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho. . . . A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo, e manifestar qual seja a dispensarão do mistério, desde os séculos oculto em, Deus, que criou todas as cousas, paia que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus nosso Senhor.” — Efé. 3:5-11, ALA
Deus criou o homem um pouco menor do que os semelhantes a deuses ou anjos, portanto, não parece lógico que os anjos recebessem instruções dos homens. Ao contrário, Jeová usou várias vezes os anjos para ensinar os homens, principalmente para ministrar aos membros da congregação cristã com sua vocação celestial. — Dan. 10:10-14; Heb. 1:14.
Então, como é que Deus torna conhecida a sua multiforme sabedoria mediante a congregação cristã? Pelo que Deus faz mediante, para e com esta congregação, servindo como ilustração de sua multiforme sabedoria. Este segredo sagrado é algo que os anjos vêem com admiração e pasmo, e, assim, pode-se dizer que mediante isto, estas criaturas angélicas podem contemplar a multiforme sabedoria de Deus a um grau que nunca tinham contemplado.
O que dizer de 1 Pedro 1:12? (ALA) Lê-se: “A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as cousas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo espírito santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” Este texto refere-se à mesma coisa de Efésios 3:10. Os anjos estavam ansiosos de entender as coisas que os profetas da antiguidade escreveram referentes à congregação cristã, mas tiveram que esperar até Deus revelar os seus propósitos, como se deu em Pentecostes, e não esperar até ser ensinados pelos membros terrestres da congregação cristã.
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