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Dessatisfação com a Religião
A invasão militar de Israel no Líbano suscitou muitos comentários quanto à causa por trás dos ódios que parecem saturar o Oriente Médio. “A grande tragédia”, observou Dennis Braithwaite do jornal The Toronto Sun, “é que os israelenses e os palestinos, ambos povos semíticos, estejam guerreando por um território que é o lar de ambos e que logicamente poderiam partilhar em paz” Na opinião de Braithwaite, “a única coisa que realmente os divide é a religião; o restante é racionalização, propaganda, mentiras. . . . Tire da equação o fanatismo religioso, e que motivo sobra para árabes e judeus lutarem?”
Mas o colunista observou que os ódios religiosos não se restringem ao Oriente Médio: “Note a loucura na Irlanda do Norte, onde duas concepções de religião cristã induziram pessoas de mesma aparência, que falam a mesma língua e que se originaram do mesmo solo a atracar-se numa luta morta que deixa perplexo o observador. Que mais senão a religião mantém o IRA e a Liga da Defesa de Ulster em constantes planos de assassinato e represália? Quando são entrevistados na televisão, você não consegue distinguir um do outro.’
Braithwaite prosseguiu dizendo que “a religião não é se não uma forma de nacionalismo, o conceito de ‘eles’ e ‘nós’ . . . a maior ameaça de todas para o futuro da humanidade” Não é provável que tal conscientização de que a religião representa uma “ameaça” continue a se desenvolver e finalmente acarrete-lhe a ira das nações? A profecia bíblica confirma que as nações militarizadas em breve se voltarão contra a religião e a destruirão como uma prostituta odiada que se aproveitou delas por tempo demais. — Revelação 17:1, 2, 5, 15, 16.
“Produto” em Declínio
Um estudo tornado público recentemente pela sede do Conselho Nacional de Igrejas, em Nova Iorque, revelou os resultados duma importante investigação sobre a religião americana. Um dos diretores do estudo, o professor William Newman, da Universidade de Connecticut, declarou que “a atual geração de meia-idade, em geral usa menos o produto [a religião]”. Observou também que os americanos geralmente “são menos fascinados pela religião”. E a reportagem do New York Times sobre o estudo acrescentou: “O rol de membros, de 1971 a 1980, deixou de acompanhar o índice de crescimento demográfico da nação, invertendo o padrão de prosperidade das igrejas nas duas décadas precedentes.” Menos da metade de todos os adultos pertencem atualmente a uma igreja ou sinagoga.
Desse modo, prossegue a biblicamente profetizada ‘secagem’ do apoio para a religião, assim como as águas do rio Eufrates foram secadas a fim de preparar o caminho para a destruição da antiga Babilônia. Hoje, “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa, também está perdendo suas “águas”, pressagiando resultado similar. — Revelação 16:12; 17:1, 5, 15, 16.
O Conselho das Igrejas Busca a Unidade
Um passo adicional em direção à unidade ecumênica foi dado a 18 de novembro de 1982, com a criação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC), no qual estão representadas as igrejas Católica, Cristã Reformada, Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e Metodista. Seu objetivo declarado é ampliar os esforços ecumênicos para que “um dia cheguemos à unidade perfeita”. O Conselho servirá também como seu “porta-voz em questões de ordem temporal sobre as quais tenham posições comuns”. Os 35 fundadores do CONIC aprovaram uma mensagem ao povo brasileiro que, em parte, dizia: “Criemos uma corrente de paz e de luz numa noite de tantas dificuldades, de tanta violência, de tanta miséria, radicadas numa injustiça frontalmente contrária às exigências do reino de Deus . . . É preciso firmar a nossa vontade e a nossa colaboração para construir um mundo realmente justo, pacífico e humano, onde a dignidade, os direitos dos homens e dos povos sejam respeitados, a fome não mais exista, não haja mais armas, onde o pão não falte em mesa alguma, onde não haja irmão odiando irmão e onde o choro de crianças carentes seja substituído pelo sorriso da saúde e da felicidade.” Conseguirá o CONIC no Brasil atingir tal alvo meritório? O próprio Deus promete fazê-lo em escala global, por meio do seu Reino, e isso dentro do período da atual geração. — Isaías 2:2-4; 11:1-5; Mateus 24:3-34.