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Música melancólica dos AndesDespertai! — 1972 | 8 de março
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rondador são produzidas por se soprar pelas pontas das canas enquanto se move o instrumento de um lado para o outro, como quando se toca gaita de boca.
O rondador tem suscitado interesse principalmente devido a que instrumentos idênticos têm sido achados nas ruínas de antigas civilizações chinesas e birmanesas, e através das ilhas do Pacífico. Esta notável similaridade nos instrumentos musicais tem sido interpretada por alguns como evidência do primitivo contato entre as culturas do Extremo Oriente e da América do Sul.
Muitos, ao ouvirem a música da serra pela primeira vez, comentam que ela lhes faz lembrar a música oriental. Outros afirmam que lhes traz à lembrança alguma balada escocesa. Seus ouvidos não os enganam. A música dos Andes se baseia na escala pentatônica, assim como a música antiga da China, Escócia e de outros países.
A escala pentatônica é uma escala musical de cinco notas, sem semitons. A escala se baseia numa nota tônica ou grave, tal como Fá, acima da qual há quatro quintas perfeitas: Dó, Sol, Ré e Lá (a quinta nota acima de Fá sendo Dó, a quinta acima de Dó sendo Sol, e assim por diante). As cinco notas são então rearranjadas para formar uma escala maior ascendente: Fá-Sol-Lá-Dó-Ré. Na música folclórica equatoriana, o uso da escala pentatônica menor, neste caso Ré-Fá-Sol-Lá-Dó, contribui grandemente para a qualidade triste e monótona.
Fatores Ambientais
Qualquer que tenha sido a origem do índio equatoriano e de sua cultura, quando se estabeleceu nos vales andinos, sua música deve ter começado a ecoar a disposição de seu novo país. A estonteante beleza dos vulcões cobertos de neve, o ar rarefeito, os ventos frios, e, acima de tudo, a solidão das montanhas — todos estes fatores ambientais parecem ter deixado sua marca na personalidade e na música dele.
As diferenças óbvias entre a música popular da serra e a da outra principal área geográfica do Equador, a costa tropical, tendem a apoiar esta idéia. Joviais e independentes, as pessoas da área costeira em geral mostram decidida preferência pela música viva e rítmica. Via de regra, evitam as melodias tristes que seus conterrâneos taciturnos da serra tanto apreciam. É significativo, também, que a música popular da costa se baseia provavelmente nas claves principais, ao passo que o índio da serra prefere o tristonho tom menor para mais de 90 por cento de suas expressões musicais.
Em vista da opressão sofrida pelos índios através dos últimos séculos, alguns concluem que a aparente tristeza de sua música reflita a tristeza de seu quinhão na vida. Outros, contudo, acham que a disposição melancólica se deve mais aos fatores ambientais e às limitações dos instrumentos e à estrutura musical do que ao esforço consciente de expressar injustiças sociais.
Deveras, o próprio índio não considera sua música como sendo particularmente triste. Simplesmente a toca da maneira que o faz porque esta é a forma que lhe agrada e porque é a forma em que há muito tem sido tocada.
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Constantino, o “Grande”Despertai! — 1972 | 8 de março
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Constantino, o “Grande”
◆ O imperador romano, Constantino I, não raro chamado “o Grande”, fez de uma forma de “Cristianismo” a religião estatal do Império Romano.
Comentando a respeito deste imperador, o livro History of the Middle Ages (História da Idade Média) afirma: “A questão está muito aberta a dúvidas, quanto a se Constantino era nada mais do que um cristão ‘político’. Quanto à sua vida particular, a execução — para não se dizer assassinato — de seu próprio filho e de sua esposa, indica que ele não se deixou influir por qualquer influência espiritual do Cristianismo. Até o fim de sua vida, era um pagão para os pagãos, um cristão de um tipo ou de outro para os cristãos. Jamais rompeu com a tradição da religião romana.” — Página 26.
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