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ParaísoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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caso traduz o termo grego xy‘lon, que literalmente significa “madeira”, e, por conseguinte, poderia referir-se a um bosque de árvores. No paraíso terrestre do Éden, comer da árvore da vida teria significado, para o homem, viver para sempre. (Gên. 3:22-24) Até mesmo os frutos das outras árvores do jardim poderiam ter sido sustentadores da vida para o homem, enquanto ele continuasse obediente. Assim, comer da “árvore [ou árvores] da vida” no “paraíso de Deus” se relaciona, evidentemente, com a provisão divina para manter a vida, concedida aos vencedores cristãos, outros textos mostrando que eles obtêm o prêmio da imortalidade e da incorruptibilidade junto com seu Cabeça e Senhor celeste, Cristo Jesus. — 1 Cor. 15:50-54; 1 Ped. 1:3, 4.
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ParalisiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARALISIA
A diminuição ou a perda total da capacidade muscular, ou da sensação, em uma ou mais partes do corpo. Às vezes chamada de atrofia, resulta de danos ou de distúrbios do sistema nervoso, ou a atrofia muscular, assim, quer impedindo a transmissão dos impulsos nervosos, quer causando a incapacidade dos músculos de reagir a eles. A paralisia tem muitos nomes e formas, alguns dos tipos podendo ser fatais. Entre suas etiologias acham-se a doença (como no caso da paralisia diftérica), as lesões cerebrais, os danos causados à medula espinhal, ou a pressão resultante dum tumor.
Os paralíticos achavam-se entre os miraculosamente curados por Jesus Cristo. (Mat. 4:24) Foi trazido a Jesus um paralítico, e Jesus curou o sofredor, depois de lhe perdoar os pecados. Daí, instado por Cristo, o anterior paralítico pegou sua maca e foi para casa. (Mat. 9:2-8; Mar. 2:3-12; Luc. 5:18-26) Em outra ocasião, o servo dum oficial do exército ficou afligido de paralisia e estava prestes a morrer, mas Jesus o curou à distância. (Mat. 8:5-13; Luc. 7:1-10) Embora geralmente não seja dolorosa, a paralisia às vezes pode sê-lo. Ocorrem dores como câimbras na espinha e nas extremidades, em caso da paralisia agitante (parkinsonismo, ou doença de Parkinson), e há uma dor agonizante na paraplegia dolorosa, uma forma de paralisia ligada a alguns casos de câncer da medula espinhal. “Paralíticas” são as pessoas afligidas de paralisia.
O evangelista Filipe pregou e realizou sinais na cidade de Samaria, curando muitos paralíticos. (Atos 8:5-8) Em Lida, Pedro disse ao paralítico Enéias, “que já por oito anos jazia na sua maca”: “Enéias, Jesus Cristo te sara. Levanta-te e arruma a tua cama.” Nisso, “ele se levantou imediatamente”. — Atos 9:32-35.
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PardalAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARDAL
[Gr., strouthíon].
O vocábulo grego strouthíon, um diminutivo que significa qualquer avezinha, era aplicado especialmente aos pardais.
As únicas referências diretas aos pardais na Bíblia encontram-se numa declaração que Jesus fez durante sua terceira excursão pela Galiléia, e, pelo visto, foram declaradas de novo cerca de um ano depois, em seu posterior ministério na Judéia. Indicando que ‘vendem-se dois pardais por uma moeda de pequeno valor [literalmente, um assário ou ás]’, ou, se fossem comprados em grupos de cinco, “por duas moedas de pequeno valor”, Jesus declarou que, embora esses passarinhos fossem considerados de valor tão ínfimo, “contudo, nem mesmo um deles cairá ao chão sem o conhecimento de vosso Pai”, “nem mesmo um deles está esquecido diante de Deus”. Ele incentivou então seus discípulos a não terem medo, garantindo-lhes: “Vós valeis mais do que muitos pardais.” — Mat. 10:29-31; Luc. 12:6, 7.
Tanto antiga como modernamente, vende-se pardais nos mercados do Oriente. Como item alimentício, eram depenados e enfiados em espetos de madeira, sendo tostados (como churrasquinho no espeto). Uma inscrição antiga do código tarifário do imperador Diocleciano (301 EC) mostra que, dentre todas as aves vendidas como alimento, os pardais eram as mais baratas. Amiúde vendidas em grupos de dez, o preço máximo para este total foi fixado pela lei em dezesseis denários, evidentemente o denário de cobre, introduzido por Diocleciano. A esta taxa do século IV, cinco pardais teriam custado por volta do mesmo preço corrente do que quando Jesus estava na terra.
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Paredes (Muros; Muralhas)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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PAREDES (MUROS; MURALHAS)
Desde que o homem tem construído casas e cidades, ele tem erguido muros (muralhas) de muitos materiais, com uma variedade de formatos, para diversas finalidades. O tamanho e a resistência das estruturas dependiam grandemente da forma de construção e dos materiais empregados em suas paredes e muros.
Nos tempos antigos, o medo fazia com que as pessoas erguessem muros protetores em torno das grandes cidades, a fim de impedir invasões inimigas. (1 Reis 4:13; Isa. 25:12) Os habitantes das pequenas “aldeias dependentes” em toda a volta da cidade murada (Núm. 21:25), se atacados, igualmente se refugiavam dentro dela. A Lei mosaica fazia uma distinção legal entre as cidades muradas e as não-muradas, quanto aos direitos dos proprietários das casas. (Lev. 25:29-31) Os muros não só proviam uma barreira física entre as moradias da cidade e um inimigo, mas também concediam a seus defensores uma posição elevada, em cima da qual podiam proteger os muros de serem minados, de se cavar um túnel sob eles, ou de serem rompidos pelos aríetes. (2 Sam. 11:20-24; 20:15; Sal. 55:10; Cân. 5:7; Isa. 62:6; Eze. 4:1, 2; 26:9) Como contramedida, as forças atacantes às vezes erguiam muros de sítio como escudos protetores, atrás dos quais lançavam ataques contra os muros da cidade. — 2 Reis 25:1; Jer. 52:4; Eze. 4:2, 3; 21:22; veja FORTIFICAÇÕES (PRAÇAS FORTES).
Muros de pedras eram amiúde construídos para cercar os vinhedos ou os campos, e para formar currais ou redis de ovelhas. (Núm. 22:23-25; Pro. 24:30, 31; Isa. 5:5; Miq. 2:12; Hab. 3:17) E havia também muros que serviam de arrimo ao longo de encostas de colinas aplainadas como terraços. (Jó 24:11) Estes muros eram de natureza um tanto permanente, sendo construídos de pedras não trabalhadas do campo, e, às vezes, assentadas em argila ou argamassa.
MUROS (MURALHAS) SIMBÓLICOS
Nas Escrituras, os muros (e as muralhas) são às vezes mencionados de forma figurada como sendo símbolo de proteção e de segurança (1 Sam. 25:16; Pro. 18:11; 25:28), ou como símbolo de separação. (Gên. 49:22; Eze. 13:10) Neste último sentido, Paulo escreveu aos efésios: “Pois ele [Cristo] é a nossa paz, aquele que das duas parte fez uma só e que destruiu o muro no meio, que os separava.” (Efé. 2:14) Paulo estava bem familiarizado com o muro médio existente no pátio do templo de Jerusalém, que trazia um aviso no sentido de que nenhum não-judeu devia ultrapassar aquele muro, sob pena de morte. No entanto, quando Paulo escreveu aos efésios, em 60 ou 61 EC, embora talvez tivesse feito alusão a ele de modo ilustrativo, não queria realmente dizer que o muro literal tinha sido abolido, pois ainda estava de pé. Antes, o apóstolo tinha presente o arranjo do pacto da Lei, que tinha atuado como muro divisório entre os judeus e os gentios durante séculos. À base da morte de Cristo, ocorrida cerca de trinta anos antes, tal “muro” simbólico tinha sido abolido.
Disse-se a Jeremias que ele seria como muralhas fortificadas de cobre contra todos os que se lhe opusessem. (Jer. 1:18, 19; 15:20) Em outra ilustração, o povo de Deus, embora habitasse numa cidade sem muros literais — por conseguinte, aparentemente indefeso — gozava de paz e de segurança, graças à ajuda invisível de Deus. (Eze. 38:11) Ou, de outro ponto de vista, uma cidade forte seria aquela que tivesse a Jeová como “muralha de fogo” (Zac. 2:4, 5), ou que tivesse muralhas de salvação erguidas por Jeová, em vez de muralhas de simples pedras e tijolos. (Isa. 26:1) Diz-se que a “cidade santa, a Nova Jerusalém”, que desce do céu, tem uma “grande e alta muralha” de jaspe, cuja altura é de 144 côvados, ou 64 m, e que possui doze pedras de alicerce, consistindo em pedras preciosas, gravadas com os nomes dos doze apóstolos. — Rev. 21:2, 12, 14, 17-19.
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ParqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARQUE
[Heb., pardés], Esta palavra só ocorre três vezes nas Escrituras Hebraicas, e é considerada por alguns como se derivando da palavra persa pairidaeza (da qual se deriva nossa palavra “paraíso”). (No entanto, veja Paraíso.) Segundo a Cyclopoedia (Ciclopédia; Vol. VII, p. 652) de M’Clintock e Strong, os escritores gregos antigos empregavam o termo persa como significando “um extenso terreno, cercado de forte cerca ou muro, e abundante em árvores, arbustos, plantas e hortaliças, em que se mantinham animais escolhidos em vários graus de restrição ou de liberdade, segundo sua ferocidade ou pacificidade”. A forma grega da palavra (parádeisos) foi utilizada pelos tradutores da Septuaginta em todas as referências ao jardim do Éden.
Entre suas grandes obras, Salomão construiu “jardins e parques [“pomares”, CBG; PIB; heb., pardesím]”, em que plantou árvores frutíferas de todas as sortes. (Ecl. 2:5) Ele emprega o mesmo termo em seu “cântico superlativo”, quando faz que o namorado pastor descreva a pele da virgem sulamita como um “paraíso de romãs, com as frutas mais seletas”. (Cân. 1:1; 4:12, 13) Nos tempos pós-exílicos, Neemias 2:7, 8 mostra que o rei persa colocou Asafe como o “guarda do parque que pertence ao rei”, e que se teve de fazer um pedido para se conseguir permissão de abater árvores deste parque para a obra de reconstrução feita em Jerusalém.
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ParsimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARSIM
Uma das palavras misteriosamente escritas na parede do palácio de Belsazar, e lidas e interpretadas por Daniel. (Dan. 5:25) É o plural de PERES, que significa “meio-siclo”, uma divisão dum siclo. Daniel, ao fornecer a interpretação, não empregou o plural “Parsim”, mas utilizou o singular (Peres). (Dan. 5:28) Talvez isto se tenha dado porque somente Belsazar estava presente para ouvir o profeta explicar tal mensagem profética, embora ela se aplicasse a ambos os governantes do Império Babilônio, Belsazar e Nabonido. — Veja Mene.
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ParteiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARTEIRA
Uma mulher que assiste aos partos. Ela auxilia a mãe durante os trabalhos de parto, e, uma vez nascida a criança, ela corta o cordão umbilical, lava o bebê, e, nos tempos antigos, ela o esfregava com sal e o enfaixava com tiras de pano. — Eze. 16:4.
Amigas íntimas ou parentas, e mulheres mais idosas da comunidade, às vezes agiam nessa qualidade, mas, devido aos conhecimentos especiais, à perícia e à experiência necessários, especialmente quando o parto era difícil, poucas seguiam a profissão de parteira. No caso do nascimento de Benjamim, quando ‘o parto era difícil’ para Raquel, a parteira conseguiu garantir a Raquel que ela teria um filho, embora a própria Raquel viesse a morrer. (Gên. 35:16-19) Durante o parto complicado dos gêmeos tidos por Tamar — Peres e Zerá — a parteira estava alerta para identificar aquele que ela esperava fosse o primogênito. Ela rapidamente atou um pedaço de pano escarlate à
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