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  • Refeição Noturna Do Senhor
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    • discernir o corpo.” (1 Cor. 11:27-29) Práticas impuras, antibíblicas ou hipócritas, desqualificariam a pessoa de participar dos emblemas. Pois se os tomasse nestas condições, estaria comendo e bebendo julgamento contra si mesma. Estaria deixando de demonstrar apreço pelo sacrifício de Cristo, pelo propósito e pelo significado deste. Estaria revelando desrespeito e desprezo por tal sacrifício. (Compare com Hebreus 10:28-31.) Tal pessoa correria o perigo de ser ‘decepada do povo de Deus’, como o era quem, em Israel, participasse num sacrifício de participação em comum numa condição impura. — Lev. 7:20.

      Efetivamente, Paulo compara a Refeição Noturna do Senhor a uma refeição israelita de participação em comum, ao falar primeiro de os partícipes gozarem de uma participação comum em Cristo, dizendo então: “Olhai para aquilo que é o Israel de modo carnal: Não são parceiros do altar os que comem dos sacrifícios? . . . Não podeis estar bebendo o copo de Jeová e o copo dos demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Jeová’ e da mesa dos demônios.” — 1 Cor. 10:18-21.

      OS PARTICIPANTES E OUTROS QUE COMPARECEM A REFEIÇÃO

      Jesus havia reunido seus doze apóstolos, dizendo-lhes: “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer.” (Luc. 22:15) Mas o relato de João, qual testemunha ocular, indica que Jesus despediu o traidor Judas antes de instituir a refeição da Comemoração de sua morte. Durante a Páscoa, Jesus, sabendo que seria Judas quem o trairia, mergulhou um bocado na refeição pascal e o deu a Judas, instruindo-o que saísse. (João 13:21-30) O relato de Marcos também sugere esta ordem de eventos. (Mar. 14:12-25) Na Refeição Noturna do Senhor que se seguiu, Jesus passou o pão e o vinho aos onze apóstolos remanescentes, dizendo-lhes que comessem e bebessem deles. (Luc. 22:19, 20) Depois disso, conversou com eles como sendo ‘os que ficaram comigo nas minhas provações’, indício suplementar de que Judas havia sido despedido. — Luc. 22:28.

      Não há evidência de que o próprio Jesus comeu o pão assim oferecido, ou bebeu do cálice, durante esta refeição da Comemoração. O corpo e o sangue que ofereceu eram em benefício deles, e para validar o novo pacto, mediante o qual os pecados deles seriam removidos. (Jer. 31:31-34; Heb. 8:10-12; 12:24) Jesus não tinha pecado algum. (Heb. 7:26) Ele media o novo pacto entre Jeová Deus e os escolhidos quais associados de Cristo. (Heb. 9:15; veja PACTO.) Além dos apóstolos que estavam presentes àquela refeição, haveria outros que constituiríam o espiritual “Israel de Deus”, um “pequeno rebanho”, que, por fim, seriam reis e sacerdotes junto com Cristo. (Gál. 6:16; Luc. 12:32; Rev. 1:5, 6; 5:9, 10) Todos os irmãos espirituais de Cristo na terra, portanto, seriam participantes desta refeição, cada vez em que ela fosse celebrada. Indica-se que são as “certas primícias das suas criaturas” (Tia. 1:18), compradas dentre a humanidade como “primícias para Deus e para o Cordeiro”, e a visão concedida a João revela que somam 144.000. — Rev. 14:1-5.

      Observadores não-participantes

      O Senhor Jesus Cristo revelou que, em sua presença, haveria pessoas que fariam o bem a seus irmãos espirituais, visitando-os em épocas de necessidade, e prestando-lhes ajuda. (Mat. 25:31-46) Será que estas pessoas, que poderiam comparecer à celebração da Refeição Noturna do Senhor, se habilitariam quais participantes dos emblemas? As Escrituras dizem que Deus, mediante seu espírito santo, proverá evidência e certeza aos habilitados a participar dos emblemas, quais “herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo”, de que eles são filhos de Deus. Escreve o apóstolo Paulo: “O próprio espirito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” Passa a explicar que há outros que se beneficiam do arranjo de Deus para tais filhos: “Pois a expectativa ansiosa da criação está esperando a revelação dos filhos de Deus.” (Rom. 8:14-21) Visto que os co-herdeiros de Cristo hão de ‘reinar como reis e sacerdotes sobre a terra’, o Reino beneficiará os que viverem sob ele. (Rev. 5:10; 20:4, 6; 21:3, 4) Os beneficiados, naturalmente, estariam interessados no Reino e em seu desenvolvimento. Por conseguinte, tais pessoas compareceriam à celebração da Refeição Noturna do Senhor, e a comemorariam, mas não sendo co-herdeiros de Cristo, nem filhos espirituais de Deus, não participariam dos emblemas como co-participantes da morte de Cristo, que têm a esperança de ressurreição para uma vida celeste junto com ele. — Rom. 6:3-5.

      NENHUMA TRANSUBSTANCIAÇÃO, NEM CONSUBSTANCIAÇÃO

      Ao oferecer o pão, Jesus ainda possuía seu corpo carnal. Tal corpo, no todo ou por inteiro, seria oferecido como um sacrifício perfeito, imaculado, pelos pecados na tarde seguinte (do mesmo dia do calendário hebraico, 14 de nisã). Também, Jesus reteve todo o seu sangue para aquele sacrifício perfeito. “Esvaziou a sua alma [que está no sangue] até a própria morte.” (Isa. 53:12; Lev. 17:11) Por conseguinte, durante a Refeição Noturna, ele não realizou um milagre de transubstanciação, transformando o pão em sua carne literal, e o vinho em seu sangue literal. Por estas mesmas razões, não se pode dizer verdadeiramente que ele tenha feito, de forma miraculosa, que sua carne e seu sangue estivessem presentes no pão e no vinho, ou que se combinassem com estes, conforme pretendido pelos que aderem à doutrina da consubstanciação.

      Ademais, comer carne humana e beber sangue humano reais seria canibalismo. As palavras de Jesus: “A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos” tinham significado simbólico, mas foram tomadas em sentido literal por alguns dos seus discípulos judeus, e estes perguntaram: “Esta palavra é chocante; quem pode escutar isso?” Indicava-se assim o conceito judaico sobre o comer carne humana e o beber sangue humano, conforme inculcado pela Lei. — João 6:53, 60.

      Em aditamento, beber sangue era violação da lei de Deus, não só conforme foi declarada no pacto da Lei, mas também segundo expressa pelo próprio Jeová Deus a Noé, antes da Lei. (Gên. 9:4; Lev. 17:10) O Senhor Jesus Cristo jamais instruiria outros a violar a lei de Deus. Ele mesmo disse: “Quem, portanto, violar um destes mínimos mandamentos e ensinar a humanidade neste sentido, será chamado ‘mínimo’ com relação ao reino dos céus.” (Mat. 5:19) Ademais, Jesus ordenou: “Persisti em fazer isso, . . . em memória de mim”, e não em sacrifício de mim. — 1 Cor. 11:23-25.

      O pão e o vinho, por conseguinte, são emblemas, representando a carne e o sangue de Cristo de forma simbólica, assim como o foram as palavras dele sobre o comer a sua carne e o beber o seu sangue. Jesus tinha dito aos ofendidos por suas palavras: “De fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” (João 6:51) Esta carne foi dada por ocasião de sua morte como sacrifício, na estaca de tortura. Seu corpo foi sepultado e seu Pai lhe deu uma destinação final, antes que se corrompesse. (Atos 2:31) Literalmente, ninguém jamais comeu de qualquer parte de sua carne, nem bebeu seu sangue.

      CELEBRAÇÃO CORRETA E ORDEIRA

      A congregação cristã em Corinto tinha degenerado numa condição espiritualmente ruim, em alguns sentidos, de modo que, como disse o apóstolo Paulo: “Muitos entre vós estão fracos e doentios, e não poucos estão dormindo na morte.” Isto se devia, em grande parte, ao seu entendimento errôneo sobre a Refeição Noturna do Senhor e seu significado. Deixavam de respeitar a sacralidade da ocasião. Os membros da congregação que dispunham de consideráveis recursos comiam e bebiam fartamente em casa, antes de comparecerem à celebração, alguns ficando sonolentos, e outros ficando realmente embriagados. Os de poucos recursos vinham famintos, aguardando a oportunidade de celebrar a Comemoração da morte de Cristo como meio de satisfazer seus apetites. Evidentemente, os famintos começavam a comer antes de os outros chegarem. Ambos os grupos não avaliavam que tal refeição era uma refeição que representava união. Não se davam plenamente conta da seriedade do assunto, que os emblemas representavam o corpo e o sangue do Senhor, e que a refeição era uma recordação da morte dele. Paulo sublinhou o grave perigo em que incorriam aqueles que participavam dos emblemas sem discernir estes fatos. — 1 Cor. 11:20-34.

  • Refidim
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • REFIDIM

      [expansões, vastidões]. Um dos lugares onde os israelitas acamparam em sua jornada do mar Vermelho para o monte Sinai. Ao partirem do deserto de Sim, acamparam em Dofca, daí em Alus, e, por fim, em Refidim. (Êxo. 17:1; Núm. 33:12-14) Faltando-lhe água em Refidim, o povo queixou-se e altercou com Moisés. Sob a orientação de Deus, Moisés levou alguns dos anciãos até a “rocha em Horebe” (evidentemente a região montanhosa de Horebe, e não o monte Horebe), e golpeou uma rocha com seu bastão. A água fluiu, pelo visto chegando até o povo acampado em Refidim. — Êxo. 17:2-7.

      Os amalequitas atacaram os israelitas em Refidim, mas, sob a liderança de Josué na batalha, o povo de Deus venceu seus atacantes. (Êxo. 17:8-16) A localização desse relato no registro indica que foi enquanto os israelitas estavam em Refidim que o sogro de Moisés trouxe Zípora e seus dois filhos a Moisés, e sugeriu que ele escolhesse chefes para ajudá-lo a julgar o povo. — Êxo. 18:1-27.

      Não se tem certeza da localização exata de Refidim. As várias localidades que os geógrafos propõem têm sido determinadas de acordo com o entendimento deles quanto à rota que os israelitas percorreram do deserto de Sim até o monte Sinai. Muitos geógrafos modernos identificam Refidim com um sítio em Uádi Refayied, não muito para o NO do local tradicional do monte Sinai. Adjacente ao uádi existe uma colina com o mesmo nome, na qual Moisés poderia ter-se posto de pé, com os braços erguidos, durante a batalha com os amalequitas.

  • Refino, Refinador
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    • REFINO, REFINADOR

      A arte de separar e de purificar metais, e o artífice que trabalha nisso. Por meio de repetidas fundições em cadinhos refinadores de barro, chamados crisóis, a escória e as impurezas eram removidas do metal desejado. (Sal. 12:6; Pro. 17:3; 27:21) Restos de pilhas de escórias têm sido encontrados na região em torno da antiga Sucote, onde se localizavam algumas das minas e fundições de Salomão. Às vezes, as impurezas eram eliminadas pela queima; outras vezes, empregava-se a barrela do refinador (veja LAVADEIRO) para amalgamar a escumosa escória, de modo que pudesse ser removida da superfície. (Isa. 1:25; Mal. 3:2) O refinador se sentava em frente de seu forno, e atiçava o fogo de brasas de carvão com um jato de ar provido por foles. — Jer. 6:29; Mal. 3:3.

      O ouro com freqüência contém prata em várias dosagens. Não se sabe como estes eram separados nos tempos bíblicos, mas uma diferença no método de tratar os dois parece indicada em Provérbios 17:3 e 27:21: “O cadinho de refinação é para a prata e o forno de fundição para o ouro.” O ácido nítrico

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