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ConsciênciaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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pode ser erroneamente influenciado pelo ambiente local e pelos costumes, pela adoração e pelos hábitos locais. Poderá julgar as coisas como certas ou erradas segundo estas normas ou valores incorretos. Em João 16:2 mostra-se um exemplo disso, quando Jesus predisse que haveria homens que até mesmo matariam os servos de Deus, pensando que estavam prestando um serviço a Ele. Saulo (mais tarde o apóstolo Paulo) realmente executou seus intentos assassinos contra os discípulos de Cristo, crendo que servia zelosamente a Deus. (Atos 9:1; Gál. 1:13-16) Os judeus foram gravemente desencaminhados a lutar contra Deus por falta de conhecimento da Palavra de Deus. (Rom. 10:2, 3; Osé. 4:1-3; Atos 5:39, 40) Apenas a consciência corretamente treinada pela Palavra de Deus pode avaliar devidamente e corrigir de forma cabal as questões da vida. (2 Tim. 3:16; Heb. 4:12) Temos de ter uma norma estável e correta — a norma de Deus.
A BOA CONSCIÊNCIA
A pessoa deve aproximar-se de Jeová com consciência limpa. (Heb. 10:22) Deve empenhar-se constantemente em ter uma consciência honesta em todas as coisas. (Heb. 13:18) Quando Paulo declarou: “Exercito-me continuamente para ter a consciência de não ter cometido ofensa contra Deus e homens” (Atos 24:14, 16), ele queria dizer que continuamente orientava e corrigia seu proceder de vida segundo a Palavra de Deus e os ensinos de Cristo, pois, em última análise, Deus, e não sua própria consciência, era o seu decisivo juiz. (1 Cor. :4) Seguir a consciência treinada pela Bíblia pode resultar em perseguição, mas Pedro aconselha confortadoramente: “Porque, se alguém, por causa da consciência para com Deus, agüenta coisas penosas e sofre injustamente, isto é algo agradável.” (1 Ped. 2:19) O cristão deve ‘ter uma boa consciência’ em face a oposição. — 1 Ped. 3:16.
A Lei, com seus sacrifícios animais, não poderia aperfeiçoar de tal modo uma pessoa no que tange à sua consciência a ponto de ela se considerar livre de culpa, mas, pela aplicação do resgate de Cristo aos que têm fé, a consciência deles pode ser purificada. (Heb. 9:9, 14) Pedro indica que aqueles que obtêm a salvação precisam ter esta consciência boa, limpa e correta, não eliminando a imundície da carne por seus próprios esforços, mas por solicitá-la a Deus. — 1 Ped. 3:21.
CONSIDERAÇÃO COM A CONSCIÊNCIA DE OUTROS
Visto que a consciência tem de ser plena e precisamente treinada na Palavra de Deus a fim de fazer avaliações corretas, a consciência destreinada pode ser fraca. Isto é, pode ser facilmente ferida, ou a pessoa poderá ficar ofendida com as ações ou as palavras de outros, mesmo nos casos em que talvez não exista nenhum erro. Paulo forneceu exemplos disso, relacionados com o comer e o beber, e a guarda de certos dias, como sendo superiores a outros. (Rom. 14:1-23; 1 Cor. 8:1-13) Ordena-se ao cristão dotado de conhecimento, cuja consciência é treinada, a que mostre consideração e faça concessões a alguém com consciência fraca, não utilizando toda a sua liberdade nem insistindo em todos os seus “direitos” pessoais, por fazer sempre apenas o que lhe agrada. (Rom. 15:1) Isso porque, dizem as Escrituras, quem fere a consciência fraca de um concristão está “pecando contra Cristo”. (1 Cor. 8:12) Por outro lado, Paulo dá a entender que, ao passo que não gostaria de fazer algo que ofendesse o irmão fraco, desta forma movendo-o a julgar Paulo, o fraco devia igualmente mostrar consideração a seu irmão, esforçando-se de obter madureza por assimilar mais conhecimento e obter mais treinamento, a fim de que sua consciência não ficasse facilmente ofendida, fazendo com que encarasse erroneamente a outros. — 1 Cor. 10:29, 30; Rom. 14:10.
MÁ CONSCIÊNCIA
Pode-se utilizar erroneamente a consciência a tal ponto que ela não mais fique limpa nem seja sensível para soar avisos e propiciar uma orientação segura. (Tito 1:15) A conduta do homem é então controlada pelo temor de ficar exposto e ser castigado, ao invés de pela boa consciência. (Rom. 13:5) A referência de Paulo à consciência que está marcada como que por um ferro de marcar indica que ficaria como a carne cauterizada, recoberta de cicatrizes e desprovida de terminações nervosas e, por conseguinte, sem o senso do tato. (1 Tim. 4:2) As pessoas com uma consciência assim não podem perceber o certo ou o errado. Não avaliam a liberdade que Deus lhes concede e, rebelando-se, tornam-se escravas duma consciência má. É fácil macular a consciência. O alvo do cristão deve ser conforme indicado em Atos 23:1: “Irmãos, eu me comportei perante Deus com uma consciência perfeitamente limpa, até o dia de hoje.”
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ContendaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONTENDA
Veja RIXA.
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ContribuiçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONTRIBUIÇÃO
A dádiva, o dinheiro, ou a ajuda, etc., fornecida por uma pessoa ou algumas pessoas a outrem, ou a outros. Uma contribuição pode envolver ou não a dádiva material. Paulo agradeceu a Deus a contribuição que os cristãos filipenses fizeram para as boas novas. Em aditamento à sua parte pessoal em disseminar as boas novas, eles ajudaram materialmente a Paulo, e provavelmente a outros, assim apoiando lealmente, também desta forma, a pregação das boas novas. — Fil. 1:3-5; 4:16-18.
Os israelitas tiveram o privilégio de fazer contribuições para construir e equipar estruturas usadas para a adoração verdadeira. Doaram materiais para o tabernáculo e seu mobiliário (Êxo. 25:1-9; 35:4-9), “uma oferta voluntária a Jeová” que teve de ser suspensa porque as coisas oferecidas ‘mostraram-se suficientes para toda a obra a ser feita, e mais do que suficientes’. (Êxo. 35:20-29; 36:3-7) As contribuições do Rei Davi para a construção do templo prospectivo incluíam sua “propriedade especial” de ouro e de prata. Por sua vez, os príncipes e os chefes do povo contribuíram alegremente ouro e prata, além de cobre, ferro e pedras. — 1 Crô. 29:1-9.
Embora ninguém possa realmente enriquecer a Jeová, que possui todas as coisas (1 Crô. 29:14-17), contribuir é um privilégio que concede ao adorador a oportunidade de demonstrar seu amor a Jeová. As contribuições feitas, não a título de publicidade, nem por motivos egoístas, mas com a atitude correta e para promover a adoração verdadeira, trazem felicidade, junto com a bênção de Deus. (Atos 20:35; Mat. 6:1-4; Pro. 3:9, 10) A pessoa pode assegurar-se de ter um quinhão dessa felicidade por reservar regularmente parte de seus bens materiais a fim de apoiar a adoração verdadeira e ajudar as pessoas merecedoras. — 1 Cor. 16:1, 2.
Jeová supre o melhor exemplo de dar, pois Ele concede à humanidade “vida, e fôlego, e todas as coisas” (Atos 17:25), deu seu Filho unigênito em favor da humanidade (João 3:16) e enriquece os cristãos para toda sorte de generosidade. (2 Cor. 9:10-15) Deveras, “toda boa dádiva e todo presente perfeito vem de cima, pois desce do Pai das luzes celestiais”. — Tia. 1:17; veja DÁDIVAS, PRESENTES.
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Contribuição SagradaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CONTRIBUIÇÃO SAGRADA
Um lote de terra, na visão de Ezequiel sobre a divisão da Terra Prometida. Cada uma das 12 tribos, exceto a de Levi (Efraim e Manassés representando José, compondo assim as 12), recebeu uma parte que ia de E a O na terra. Ao S do lote de Judá, que era a sétima parte a contar do extremo N, situava-se a “contribuição sagrada”. (Eze. 48:1-8) O limite N dessa faixa se estendia ao longo do limite S da parte de Judá; fazia fronteira, ao S, com o lote de Benjamim, que era a quinta parte a contar do extremo S. (48:23-28) A contribuição sagrada tinha 25.000 côvados (uns 13 km) de largura, de N a S. Devia ser dada pelo povo para utilização governamental. No meio da contribuição sagrada achava-se o santuário de Jeová. — 48:8.
O santuário se localizava no meio duma área com 25.000 côvados de cada lado. O restante da faixa a E e a O dessa área quadrada consistia em 2 lotes (de 25.000 côvados ou uns 13 km de largura) para o maioral ou príncipe. (Eze. 48:20-22) A seção quadrada era dividida como segue: uma faixa ao longo da fronteira N, de 10.000 côvados (c. 5 km) de largura, para os levitas. Não podia ser vendida nem trocada. (48:13, 14) Limitando-se com o lote dos levitas, ao S, havia uma faixa de 10.000 côvados (c. 5 km), uma contribuição a Jeová para os sacerdotes, “uma contribuição da contribuição”. O santuário se localizava neste lote (48:9-12) Isto deixava uma faixa de 5.000 côvados (c. 2,6 km) de largura ao S. No meio deste lote se localizava a cidade chamada “O Próprio Jeová Está Ali”. A cidade tinha 4.50 côvados (c. 2,2 km) de cada lado, tendo doze portas, com uma área de pastagem de 25 côvados (c. 150 m) de largura por toda a volta. A parte restante do quadrado de 25.000 côvado de cada lado, a saber, 10.000 côvados a E da cidade e 10.000 côvados a O (5.000 côvados de largura) era considerada como profana, devia ser cultivada pelas tribos de Israel fim de fornecer alimento para a cidade. — 48 15-19, 30-35.
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CopeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COPEIRO
Um oficial da corte real que servia vinho ou outras bebidas ao rei. (Gên. 40:1, 2, 11; Nee. 1:11; 2:1) Os deveres do copeiro-mor incluíam, às vezes, provar o vinho antes de servi-lo ao rei. Isto se dava porque sempre havia a possibilidade de se fazer uma tentativa de matar o rei por envenenar-lhe o vinho.
Xenofonte, o historiador, descreve o proceder ao se servir o vinho aos reis persas e medos. Os copeiros levavam o vinho ao copeiro-mor, que lavava o cálice na presença do rei, derramava um pouco de vinho na sua mão esquerda e o bebia. Daí, segurando levemente o cálice entre o polegar e os outros dedos, entregava-o ao rei. Graças a tais cuidados, os copeiros egípcios eram amiúde chamados de “puros de mãos”.
A principal habilitação para tal cargo era a completa fidedignidade, visto que estava em jogo a vida do rei. Tal posição era uma das mais honrosas na corte. O copeiro-mor amiúde estava presente em conferências e palestras reais. Mantendo um relacionamento íntimo e usualmente confidencial com o rei, não raro exercia considerável influência sobre o monarca.
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CopistaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COPISTA
Veja Escriba.
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Copo (Taça)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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COPO (TAÇA)
Veja VASOS.
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CoráAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORÁ
[talvez, calvície].
Um levita coatita da família de Izar. (Êxo. 6:16, 18, 21; 1 Crô. 6:1, 2, 22 [Aminadabe talvez fosse um nome alternativo de Izar]) Durante a peregrinação de Israel pelo deserto, ele se rebelou contra a autoridade de Moisés e de Arão, fazendo-o em conluio com os rubenitas Datã, Abirão e Om, e 250 “maiorais da assembléia“, ou “homens de fama”. (Núm. 16:1, 2) Contenderam que “a assembléia inteira, todos eles, são santos e Jeová está no seu meio”, perguntando: “Então, por que vos devíeis erguer acima da congregação de Jeová?” (Núm. 16:3-11) Moisés mais tarde mandou chamar Datã e Abirão mas eles se recusaram a comparecer, pensando que Moisés não tinha nenhum direito de convocá-los. (Núm. 16:12-15) Disse-se a Corá, a sua assembléia, e ao sumo sacerdote Arão que se apresentassem perante Jeová, todos
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