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Como retribuiremos a Jeová?A Sentinela — 1988 | 1.° de dezembro
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Plenamente identificado com a congregação cristã há o escravo fiel e discreto, cujo trabalho, de nos alimentar espiritualmente, é ainda outra evidência de que Jeová nos está beneficiando. (Mateus 24:45, 46) Aqui nos encontramos, na predita época da presença do Amo. Está o “escravo” cumprindo a sua tarefa? Apesar dos tenebrosos “últimos dias”, estamos cheios de esperança? Temos um objetivo digno na vida? (2 Timóteo 3:1-5; Romanos 5:5; 1 Timóteo 4:10) Sim! E a nossa esperança não é mera probabilidade, mas sim uma convicção segura edificada em fé, que, por sua vez, se baseia em sólida evidência. — Hebreus 11:1.
É evidente, pois, que Jeová, nosso Grande Benfeitor, deu-nos muitas coisas pelas quais ser gratos. Segue-se razoavelmente a pergunta:
O Que Retribuirei a Jeová?
Primeiro, temos de reconhecer que Jeová não necessita nada de nós. É ele quem diz: “Minha é a prata e meu é o ouro”, bem como “os animais sobre mil montanhas”. (Ageu 2:8; Salmo 50:10; Jó 41:11) Isto significa que não podemos de maneira alguma “comprar” o favor de Jeová; todavia, somos incentivados a fazer-lhe ofertas voluntárias. (Veja 1 Crônicas 29:14.) Há certas condições, contudo, para que nos seja permitido oferecer dádivas a Jeová.
“Com que confrontarei a Jeová? Com que me encurvarei diante de Deus no alto? Confrontá-lo-ei com holocaustos, com bezerros de um ano de idade? Terá Jeová prazer em milhares de carneiros, com dezenas de milhares de torrentes de azeite? Darei o meu primogênito pela minha revolta, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma? Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que é bom. E o que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” — Miquéias 6:6-8.
Aprendemos disso que os requisitos de Jeová são sempre razoáveis, sempre atingíveis. Além disso, Jesus destacou um pré-requisito para que as nossas dádivas sejam aceitáveis: a nossa relação tanto com Jeová como com o nosso próximo deve ser correta. (Mateus 5:23, 24) Tendo colocado a base certa, veremos a seguir que todos nós temos algo para dar a Jeová, em apreço por sua bondade para conosco.
Como Podemos Usar o Que Temos?
Exige tempo, esforço, e até certo ponto dinheiro, mas, que privilégio é representar a Jeová na obra de pregação! Este sacrifício de louvor é algo que todos nós podemos dar a Jeová. Veja o que pensa sobre isso um ancião pioneiro, com três filhos pequenos:
“Participar no privilégio do serviço de tempo integral vale qualquer sacrifício pessoal — e mais — porque é a maneira mais eficaz de louvar o nosso Pai celestial. Também, possibilita-me, em certa medida, agradecer a ele pela bondade imerecida que me tem demonstrado pessoalmente.”
A esposa dele acrescenta: “É um verdadeiro privilégio ajudar meu marido a ser pioneiro. Isto torna possível que a família inteira tenha uma participação maior no ministério e, ver a mão amorosa de Jeová nos prover em sentido espiritual e material nos faz desejar louvá-lo cada vez mais.” A Sociedade Torre de Vigia têm distribuído Bíblias e publicações bíblicas em base voluntária já por bem mais de cem anos, e as imprime em suas próprias gráficas desde 1920. O tempo e o empenho de trabalhadores voluntários em Betel para produzir todas as publicações que temos hoje, conjugados com o de publicadores de congregação e pioneiros para distribuí-las, tornam-se, efetivamente, um donativo adicional para a vital obra de pregação. — Mateus 24:14.
Também, cristãos em países economicamente mais estáveis se alegram em saber que seus bondosos donativos em dinheiro, enviados à congênere da Sociedade Torre de Vigia em seu respectivo país, possibilita a muitos de seus irmãos em outras partes do mundo a empregar todo o seu tempo em pregar e fazer discípulos. Missionários da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, superintendentes de circuito e de distrito e pioneiros especiais — todos são ajudados a continuar no serviço de tempo integral por meio dessas contribuições voluntárias.
Talvez lhe seja impossível servir em Betel ou como membro do Programa de Trabalhadores Voluntários Internacionais de Construção. Mas, talvez disponha de recursos que possam apoiar os que estão nessa atividade mas que não têm um “excedente” de fundos para se manterem nela. Pode assim ocorrer um útil contrabalanço, como descrito em 2 Coríntios 8:14. Entre as cartas que acompanham tais donativos há a seguinte, de uma irmã idosa: “Sou muito grata por todas as bênçãos que Jeová me dá, e oro continuamente em favor das construções e da organização.” Outra irmã disse: “Prefiro que essa pequena quantia realize algum bem teocraticamente a que ela fique num banco que em breve vai entrar em colapso!”
Um irmão se expressou assim: “O conselho de Jeová de usarmos os nossos bens para glorificá-lo é um meio de genuína proteção contra o comércio ganancioso, o ‘terceiro flanco’ do iníquo sistema de coisas, de Satanás. Aproveito esta oportunidade para dizer quão feliz me sinto em contribuir algo para o aceleramento do aumento que Jeová nos está dando, e para agradecer-Lhe por tornar possível que eu seja usado.”
Dádivas de Idosos e Jovens
É encorajador ler a respeito da fiel determinação de pessoas idosas que, embora tendo esperança de sobreviver ao fim deste sistema, fazem questão de que a obra do Reino se beneficie, em caso de seu falecimento, por fazerem um apropriado testamento. Estas são algumas das expressões recebidas de testamenteiros, comentando sobre a excelente atitude de tais testadores:
“Uma pessoa muito bondosa para com todos, toda a sua vida . . . ela amava a Jeová e Sua criação.”
“Sempre, os interesses do Reino eram a sua preocupação maior.” “Ele alcançou a sua recompensa celestial após 70 anos de serviço fiel . . . sempre desejava promover a verdade com os seus bens.” Também nos agrada ouvir de jovens desejosos de usar seus bens materiais em favor da obra de Jeová. Certa carta recebida na sede da Sociedade na Inglaterra veio duma publicadora em idade escolar. Ela conta que tirou o primeiro lugar num concurso de redação. Enviou o inteiro valor do prêmio em dinheiro. As publicações da Sociedade foram a única fonte de matéria para a sua redação sobre “Compromisso Cristão”, assim, ela achou que o dinheiro pertencia de direito a Jeová.
Depois de indagar o que retribuiria a Jeová, o escritor do Salmo 116 continua, nos Sal. 116 versículos 13 e 14: “Levantarei o copo da grandiosa salvação e invocarei o nome de Jeová. Pagarei meus votos a Jeová, sim, diante de todo o seu povo.” Apreciando essa preciosa dádiva de salvação da parte de Jeová por meio de seu Filho, sentimo-nos movidos, como o salmista, a invocá-Lo e a cumprir as nossas promessas para com Ele.
Jeová nos tem beneficiado tanto que, o que quer que possamos fazer em troca parece pouco em comparação. Portanto, quão apropriado é que, como expressão de gratidão, façamos tudo ao nosso alcance, em todos os sentidos! “Oferecer-te-ei o sacrifício de agradecimento e invocarei o nome de Jeová.” — Salmo 116:17.
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Recorremos à fonte da verdadeira justiçaA Sentinela — 1988 | 1.° de dezembro
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Recorremos à fonte da verdadeira justiça
Conforme narrado por Erwin Grosse
NÃO muitos anos atrás, o raiar do dia me apanhava nos portões de um enorme estaleiro em Kiel, Alemanha, distribuindo panfletos e vendendo Rote Fahne, a revista do KPD/ML.a Ao mesmo tempo, eu tentava atrair trabalhadores e aprendizes para debates. Era uma tarefa ingrata tentar convencê-los de minhas opiniões comunistas.
Contudo, eu não desanimava. Eu descobrira um objetivo na vida: ajudar a implantar condições justas por meio de uma revolução mundial. Como cheguei a ter esse ponto de vista? Satisfaria tal objetivo na vida a minha fome de justiça?
À Procura da Justiça
O estilo de vida de meus pais era dedicar-se integralmente à prosperidade material, e isso de modo algum me atraía. Nós, jovens, procurávamos algo melhor. Experimentavam-se novos estilos de vida e proclamavam-se novos objetivos na vida. Naquele tempo, a Guerra do Vietnã e os protestos estudantis faziam as manchetes. Parecia-nos que pessoas inocentes estavam pagando com a vida pela megalomania de políticos e capitalistas. Essa situação pesava na minha mente, e passei a odiar o sistema capitalista.
Também virei as costas para a religião convencional. Uma experiência que tive ao servir no exército alemão ocidental ajudou-me a tomar essa decisão. As manobras militares que fazíamos foram
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