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    A Sentinela — 1980 | 1.° de janeiro
    • Torre de Vigia não incentiva seus membros a deixar de pagar os impostos: ao contrário, a Sociedade parece incentivar à conformidade neste respeito.” — Social Compass, XXIV/1 1977, pp. 128, 130.

      Sim, o conselho dado por Jesus sobre o assunto do imposto é o que os cristãos devem empenhar-se em seguir. Isto não significa que outros devam meter-se nos assuntos particulares de alguém, por suspeitarem que talvez não seja honesto neste respeito; cremos que os cristãos serão conscienciosos em cumprir com os requisitos de César. Com honestidade e o desejo de ter uma boa consciência, dão a César o imposto de renda que ele exige.

      ● Em 1 Coríntios 2:9, será que Paulo estava citando um livro apócrifo?

      Não, não há nenhum motivo para se supor isso.

      Este texto reza: “Mas, como está escrito: ‘O olho não tem visto e o ouvido não tem ouvido, nem foram concebidas no coração do homem as coisas que Deus tem preparado para os que o amam.’”

      Parece que Paulo estava citando Isaías 64:4. Mas, as suas palavras não correspondem exatamente às de Isaías 64:4 no texto hebraico, nem na tradução grega da Septuaginta ou Versão dos Setenta. Por isso, alguns comentadores sugeriram que Paulo estava citando livros apócrifos (não canônicos) intitulados “O Apocalipse de Elias” e “A Ascensão e Visão de Isaías”, porque ambos contêm a mesma declaração encontrada em 1 Coríntios 2:9. Entretanto, há vários pontos que são contrários a esta idéia.

      Nenhum dos escritores das Escrituras Gregas Cristãs (Novo Testamento) jamais citou tais obras, dizendo: “Está escrito . . .” Também, não se pode saber quando estes dois livros apócrifos foram escritos. Mesmo que tivessem sido escritos bastante cedo, poderiam ter sido mais tarde alterados para incluir as palavras de Paulo, assim como outras obras apócrifas foram posteriormente editadas e alteradas.

      ● É compatível com os princípios cristãos o uso do dispositivo anticoncepcional conhecido como DIU (dispositivo intra-uterino)?

      O DIU é uma pequena peça introduzida no útero da mulher como medida anticoncepcional. Para os cristãos é de especial preocupação saber se o DIU funciona de uma forma basicamente abortiva. Há crescente evidência de que sim.

      A questão pode ser melhor entendida se considerarmos o curso normal dos acontecimentos na gravidez. O ovo ou óvulo feminino procede do ovário da mulher e entra pela trompa de Falópio. Os espermatozóides masculinos, que já passaram através do útero dela, podem unir-se com o óvulo na trompa. Uma nova vida se inicia quando ocorre ali a fecundação (concepção). Em uma semana, aproximadamente, o óvulo fecundado (blastocisto) alcança o útero e implanta-se na sua parede, onde ficará pelo restante da gravidez.

      Por muitos anos tem havido teorias conflitantes sobre como funciona o DIU. Na Sentinela de 15 de junho de 1970 salientamos que alguns cientistas naquela ocasião acreditavam que o DIU impedia o espermatozóide de atingir e fecundar o óvulo. Contudo, outras autoridades afirmavam que ele permite a concepção mas interfere na implantação. Concernente a esta última possibilidade, foi explicado que isso “seria equivalente a um aborto, do ponto de vista bíblico”. (Êxo. 23:26; 1 Cor. 15:8, Imprensa Bíblica Brasileira; Centro Bíblico Católico) Contudo, em vista do fato de que até mesmo especialistas estavam divididos sobre como o DIU funciona, foi expresso o conceito de que cada casal interessado deverá fazer uma decisão conscienciosa.

      Os médicos fizeram muita pesquisa, nos anos que se sucederam, sobre o modo de ação do DIU. O que descobriram?

      Um extenso artigo sobre o assunto, no Canadian Medical Association Journal, de 7 de janeiro de 1978, concluiu:

      ‘Não é conhecido o exato mecanismo de ação do DIU. Vários efeitos tem sido observados com o DIU colocado e provavelmente a combinação destes contribui para a sua ação anticoncepcional.”

      O artigo mencionou alguns destes efeitos:

      1. “O DIU interfere mecanicamente na implantação.”

      2. Ele produz uma reação inflamatória no útero, com células resultantes que envolvem o espermatozóide e interfere nele [e no blastocisto, segundo outros pesquisadores].

      3. Aumento da ação muscular da trompa de Falópio ou do útero, de tal modo que o óvulo [fecundado ou não] movimenta-se rapidamente demais.

      4. Alteração do estado bioquímico da parede uterina onde o óvulo fecundado deveria implantar-se.

      Comentários adicionais foram feitos sobre o conteúdo de cobre do DIU, que parece “ter mecanismos adicionais de ação”, tais como: diminuição da motilidade do espermatozóide, ocasionamento de mudanças enzímicas na parede do útero, que atrasa a implantação, e reações inflamatórias mais acentuadas.

      Tais debates técnicos incluem comumente alguns comentários sobre a possibilidade de que o DIU talvez interfira no espermatozóide antes da fecundação. Porém, a maior parte das descrições de como o DIU provavelmente funciona inclui a sua ação impedidora da implantação depois da concepção ter ocorrido. O American Family Physicion (novembro de 1977) comentou: “Experiências com animais têm mostrado que o DIU de cobre exerce sua ação anticoncepcional sobretudo por impedir a implantação.”

      Mesmo com o DIU colocado ocorre, algumas vezes, verdadeiro desenvolvimento de gravidez. Há também evidências do crescente risco de gravidez ectópica (extra-uterina), tal como a nas trompas de Falópio. O artigo citado por último concluiu:

      “Ao passo que o DIU é eficiente em evitar mais de 98 por cento das gravidezes intra-uterinas, ele é menos de 90 por cento eficiente em evitar a gravidez tubária. Se a paciente ficar grávida enquanto ainda estiver usando o DIU, a chance de a gravidez ser ectópica [extra-uterina] é de mais de uma em 20.”

      O Canadian Medical Association Journal diz:

      “Entre as gravidezes ocorridas com o DIU colocado, a taxa de abortos espontâneos é de 41%, . . . Em contraste, a taxa entre as gravidezes em mulheres sem o DIU é de 10% a 15%.”

      Muitas pessoas que condenam o aborto deliberado afirmam que (depois da concepção) enquanto o embrião não atingir certo número de semanas de idade, não está envolvida nenhuma vida ou pessoa viva. Mas o Criador da vida, Jeová Deus, não expressa tal conceito na sua Palavra. Ao contrário, a Bíblia torna claro que Deus reconhece e respeita a vida até mesmo no começo de seu desenvolvimento embrionário. (Sal. 139:13-16; Jer. 1:5) Sob a lei mosaica, uma ação que pusesse fim a essa vida em desenvolvimento merecia severa punição — Êxo. 21:22, 23.b

      Tal respeito pela vida entra em cena quando consideramos a questão do uso do DIU. O fato é que, até o presente, nenhum homem pode afirmar com absoluta certeza se o que o DIU faz é impedir a concepção. Em vez disso, há evidência crescente de que com o DIU colocado a concepção pode ocorrer, ou ocorre, e que o produto da concepção é impedido de se desenvolver normalmente numa criança. O cristão sincero, interessado em saber se é adequado o uso do DIU, deve considerar seriamente esta informação à luz do respeito pela santidade da vida baseado na Bíblia.

  • A bondade exerce poder
    A Sentinela — 1980 | 1.° de janeiro
    • A bondade exerce poder

      Em El Salvador, duas pioneiras especiais (proclamadoras do Reino por tempo integral) foram designadas para testemunhar numa cidade elevada nas montanhas. Uma de suas vizinhas ali era uma fiel católica romana, que freqüentava diariamente a missa. Certa ocasião, esta senhora ficou muito doente e as pioneiras ouviram seus gemidos. Imediatamente, foram em seu auxílio, e, ao ajudá-la, deram um breve testemunho. A senhora não se interessara antes pela verdade da Bíblia, mas sua atitude mudou daquele dia em diante.

      Esta senhora comparou a bondade das pioneiras com a atitude de uma outra vizinha — uma senhora com quem ela ia cada dia à missa. Embora esta vizinha católica soubesse da enfermidade da senhora, nem se preocupou em visitá-la e oferecer ajuda.

      Contudo, a bondade mostrada pelas pioneiras teve muito efeito. A senhora aceitou a oferta de um estudo bíblico, dirigido por uma das pioneiras, e incentivou suas duas filhas a participarem dele. Uma das filhas encontrou oposição por parte de seu marido, mas o amor a Jeová lhe deu forças para continuar fazendo progresso espiritual. Com o passar do tempo, a mãe e as duas filhas foram batizadas como cristãs.

      A esposa, cujo marido era opositor, aproveitou-se de oportunidades para lhe dar testemunho, e as pioneiras também lhe falaram de maneira bondosa e amigável. Algum tempo depois, o homem e sua esposa se mudaram para outra região. Ali ele estudou a Bíblia e começou a declarar as “boas novas” a outros. De fato, ele mesmo iniciou estudos bíblicos com diversas pessoas interessadas. Tanto ele como estes estudantes da Bíblia estavam aprendendo ao mesmo tempo. Por fim, ele e duas pessoas com quem dirigira estudos deram o passo de se submeter ao batismo numa assembléia de distrito.

      Todo este excelente progresso teve início com um só ato de bondade. Quão apropriado é para os cristãos seguirem o conselho de ‘revestir-se da benignidade’! — Col. 3:12.

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