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Manual da Escola do Ministério Teocrático
sg estudo 29 pp. 141-147

Estudo 29

Modo fluente e conversante, com pronúncia correta

1-4. Mencione as causas e os sintomas da falta de fluência.

1 Quando se apresenta perante uma assistência para proferir um discurso, verifica muitas vezes que lhe faltam as palavras adequadas? Ou quando lê em voz alta, tropeça em certas expressões? Neste caso, tem um problema com a fluência. Pessoa fluente é aquela que está preparada no uso de palavras. Não significa que seja uma pessoa “loquaz”, ou alguém que irrefletida e insinceramente usa palavras com facilidade. Trata-se de falar de modo suave e agradável, com expressão fácil ou livre. A fluência é alistada na folha de Conselho Sobre Discursos para receber atenção especial.

2 No falar, a causa mais comum da falta de fluência é não se pensar de modo claro e haver falta de preparação da matéria. Ela pode também resultar de um vocabulário pobre ou má escolha de palavras. Na leitura, a falta de fluência se deve usualmente à falta de prática da leitura em voz alta, embora também nisso a falta de conhecimento de palavras cause vacilações ou hesitações. No ministério de campo, a falta de fluência pode ser causada por uma combinação destes fatores, conjugados com a timidez ou a incerteza. Ali o problema é especialmente sério, porque em alguns casos os seus ouvintes literalmente o abandonarão. No Salão do Reino, sua assistência não o abandonará literalmente, mas a mente vagueará e se perderá muito do que diz. Trata-se, pois, dum assunto sério; a fluência certamente é uma característica oratória a ser adquirida.

3 Muitos oradores têm o maneirismo desconcertante de inserir expressões tais como “não é?”, “eh” ou outras similares. Se não se aperceber da freqüência com que acrescenta tais expressões ao seu modo de falar, talvez possa fazer uma sessão de ensaio em que alguém o escute e repita estas expressões cada vez que as use. Ficará surpreso.

4 Outras pessoas sempre retrocedem no falar, quer dizer, começam uma sentença, depois se interrompem e começam outra vez. Se tiver este mau hábito, procure vencê-lo na sua conversação diária. Faça um esforço consciente de primeiro pensar e fixar a idéia bem na mente. Depois diga um pensamento inteiro sem parar ou sem mudar de idéia no meio da sentença.

5-10. Que sugestões se oferecem para se melhorar a fluência do orador?

5 Outra coisa. Estamos acostumados a usar palavras ao nos expressarmos. Portanto, as palavras devem ser naturais para nós, se soubermos exatamente o que queremos dizer. Não precisa pensar antecipadamente em palavras. De fato, para obter prática, é melhor que apenas se certifique de que tenha a idéia bem em mente, só pensando nas palavras quando falar. Se fizer isso, e se mantiver sua mente fixa nas idéias, em vez de nas palavras que fala, as palavras devem surgir automaticamente, e suas idéias serão expressas assim como realmente pensa. Mas assim que começar a pensar mais em palavras do que em idéias, seu discurso se tornará vacilante.

6 Se o seu problema na questão da fluência for a escolha de palavras, então um estudo regular para aumentar o vocabulário é o indicado. Tome nota especial de palavras que não conhece na Sentinela e em outras publicações da Sociedade, e acrescente algumas delas ao seu vocabulário diário.

7 Visto que a falta de fluência na leitura se deve em geral ao desconhecimento de palavras, fará bem em praticar a leitura em voz alta, de modo regular e sistemático, se este for o seu problema.

8 Um modo de se fazer isso é selecionar um ou dois parágrafos da matéria, lendo e relendo-os silenciosamente, com cuidado, até que conheça bem o pensamento inteiro desta parte. Distinga grupos de idéias, marque-os, se necessário. Depois comece a praticar a ler essa parte em voz alta. Ao praticar, leia a parte repetidas vezes, até que possa ler grupos inteiros de idéias sem hesitação ou vacilação.

9 Palavras desconhecidas ou difíceis devem ser pronunciadas vez após vez, até que possa proferi-las facilmente. Depois de conseguir proferir a palavra sozinha, leia toda a sentença que contém esta palavra, até que possa pronunciá-la na sentença tão livremente como faz com as palavras mais conhecidas.

10 Pratique também regularmente a leitura à primeira vista. Por exemplo, leia sempre em voz alta o texto diário e os comentários da primeira vez que os vê. Acostume-se a deixar que seu olho veja as palavras em grupos, expressando idéias completas, em vez de ver apenas uma palavra por vez. Se praticar isso, poderá dominar esta característica vital da oratória, para falar e ler com eficiência.

11-15. De que modo depende o modo conversante de falar das expressões usadas?

11 Outra característica desejável da oratória mencionada na folha de conselho é o “Modo conversante de falar”. É algo que tem na vida diária, mas o possui quando profere um discurso? De algum modo acontece que os que conversam com facilidade mesmo num grupo maior amiúde se tornam muito formais e um pouco declamatórios, quando se pede que se preparem para “dar um discurso”. No entanto, o modo mais eficiente de se falar em público é o estilo conversante.

12 Uso de expressões conversantes. Grande parte da eficácia de se falar de modo conversante depende das expressões que se usam. Na preparação dum discurso extemporâneo, em geral não é bom repetir expressões exatamente assim como aparecem impressas. O estilo escrito é diferente da palavra falada. Portanto, amolde estas idéias segundo a sua própria expressão individual. Evite o uso de estruturas complicadas de sentenças.

13 Seu discurso na tribuna deve refletir a sua maneira diária de falar. Não deve tentar “assumir ares de superioridade”. Entretanto, seu discurso preparado será naturalmente melhor do que o modo de falar cotidiano, visto que suas idéias são elaboradas com mais cuidado antecipado e se apresentarão com maior fluência. Por conseguinte, as próprias expressões deviam ser melhor fraseadas.

14 Isto salienta a importância de se praticar diariamente. Ao falar, seja natural. Evite a gíria. Evite a constante repetição das mesmas expressões e frases para transmitir cada pensamento diferente que talvez tenha. Aprenda a falar com significado. Esmere a sua conversação diária, e assim, quando estiver na tribuna, as palavras afluirão com maior facilidade e poderá falar dum modo conversante variado, fácil e aceitável por parte de qualquer assistência.

15 Isto se dá especialmente no ministério de campo. E nos seus discursos de estudante, se estiver falando a um morador, procure falar como se estivesse no serviço de campo, usando expressões que usaria ali de modo natural e fácil. Isto resultará num discurso informal e realístico, e o que é mais importante, o treinará para apresentações mais eficientes no ministério de campo.

16-19. Indique de que modo o proferimento pode afetar o modo conversante de falar.

16 Estilo conversante de proferimento. O modo conversante não depende só das expressões usadas. Sua maneira ou seu estilo de proferimento também são importantes. Isto envolve o tom da voz, a inflexão da voz e a naturalidade das expressões. Deve ser tão espontâneo como na conversa diária, embora em volume aumentado para a assistência.

17 Falar de modo conversante é o oposto de retórica. Faltam-lhe todos os elementos declamatórios e está livre de toda a afetação.

18 Um modo de os oradores principiantes amiúde perderem esta maneira conversante é o de prepararem de modo cabal demais a fraseologia da matéria. Ao se preparar para falar, não pense que deve repassar o discurso palavra por palavra até que quase o conheça de cor, a fim de estar adequadamente preparado. No discurso extemporâneo, a preparação para falar se concentra numa recapitulação cuidadosa das idéias a serem expressas. Estas devem ser recapituladas como pensamentos ou idéias até que uma siga facilmente a outra na sua lembrança. Se tiverem sido elaboradas em ordem lógica e bem planejadas, isto não deve ser difícil, e ao proferir o discurso, as idéias virão espontânea e facilmente. Sendo assim, se forem expressas com o desejo de se comunicar, o modo conversante fará parte da maneira de falar.

19 A maneira de se assegurar disto é esforçar-se a falar a pessoas diferentes na assistência. Fale diretamente a uma por vez. Pense naquela pessoa como se tivesse feito uma pergunta, e daí responda a ela. Imagine-se numa palestra particular com aquela pessoa, ao elaborar aquele pensamento específico. Daí passe para outra pessoa na assistência e repita o mesmo processo.

20-23. Como se pode fazer que a leitura tenha um tom conversante?

20 Manter o estilo conversante de falar durante a leitura é uma das características mais difíceis da oratória a ser dominada, mas é uma das mais vitais. A maior parte de nossa leitura pública, naturalmente, é feita na Bíblia, na leitura de textos relacionados com um discurso extemporâneo. A própria Bíblia deve ser lida com sentimento e com viva percepção do sentido. Deve dar-se-lhe vida. Por outro lado, os verdadeiros ministros de Deus nunca falarão com a inflexão tonal santimoniosa dos clérigos religiosos. Os servos de Jeová lerão a Palavra dele com ênfase natural e com realismo despretensioso merecidos pela linguagem viva deste Livro.

21 Praticamente o mesmo se dá na leitura de A Sentinela ou dos parágrafos num estudo de livro. Nesses casos, novamente, as expressões e a estrutura da sentença não foram preparadas de modo conversante, por isso a sua leitura não pode sempre ser em tom conversante. Mas, se compreender o sentido do que lê e ler de modo tão natural e significativo como puder, amiúde poderá fazê-lo soar como se fosse discurso extemporâneo, embora talvez um pouco mais formal do que faria em geral. Por isso, deve tomar por hábito anotar sinais que o possam ajudar, se puder preparar-se com antecedência, e fazer o máximo para apresentar a matéria num estilo realístico e natural.

22 Ao ler ou falar de modo conversante, a sinceridade e a naturalidade são pontos básicos. Deixe seu coração transbordar e fale cordialmente aos seus ouvintes.

23 A boa fala não pode ser aplicada de repente, só para ocasiões especiais, assim como tampouco se pode fazer com as boas maneiras. Mas, se empregar boa fala todos os dias, ela se revelará na tribuna, do mesmo modo como as suas boas maneiras aplicadas em casa sempre se revelarão quando estiver em público.

24, 25. Por que é indesejável a má pronúncia?

24 Pronúncia. A pronúncia correta também é importante, e ela é alistada separadamente na folha de Conselho Sobre Discursos. Embora nem todos os cristãos tenham tido muita instrução secular, do mesmo modo como se viu que Pedro e João eram homens indoutos e comuns, ainda assim é importante evitar desviar a atenção de nossa apresentação da mensagem por causa de péssima pronúncia. Isto é algo que pode ser prontamente corrigido, se lhe dermos a devida atenção.

25 Quando alguém tem má pronúncia, é possível que até mesmo transmita idéias errôneas à sua assistência, o que seria decididamente indesejável. Quando ouve alguém pronunciar mal uma palavra no seu discurso, o efeito geral é que ela se apresenta na sua mente como um sinal vermelho de parada. Pode até mesmo deixar de acompanhar o argumento dele e começar a pensar na palavra pronunciada errada. Isto pode induzi-lo a desviar a atenção do que se diz para o modo em que é dito.

26, 27. Que problemas se mencionam em relação com a pronúncia?

26 Pode-se dizer que há três tipos gerais de problemas relacionados com a pronúncia. Um é a pronúncia decididamente errada, quando se acentua a palavra de modo errôneo ou as letras recebem o tom errado. A maioria das línguas modernas tem regras gerais de acentuação oral, mas mesmo em português pode haver problemas na hora de falar. Depois há também a pronúncia correta, mas exagerada, extremamente precisa, dando a impressão de afetação ou mesmo de esnobismo, e isto não é desejável. O terceiro problema é a pronúncia relaxada, caracterizada pela constante pronúncia indistinta das palavras, emendando-as ou engolindo sílabas, e outras práticas similares. Isto deve ser evitado.

27 Na linguagem diária costumamos empregar palavras com que estamos bem familiarizados; por isso, a pronúncia não constitui grande problema neste respeito. O maior problema surge na leitura. Mas as Testemunhas de Jeová fazem muita leitura em público, bem como em particular. Lemos a Bíblia para as pessoas, quando vamos de casa em casa. Às vezes se pede que leiamos os parágrafos no estudo da Sentinela, num estudo bíblico domiciliar ou num estudo de livro de congregação. É importante que a leitura seja exata e que a pronúncia seja correta. Do contrário, dá-se a impressão de que não sabemos de que estamos falando. Tira também a atenção da mensagem.

28-34. Como se pode melhorar a pronúncia?

28 Não se deve exagerar o conselho sobre a pronúncia errada. Se houver dúvida sobre uma ou duas palavras, talvez baste o conselho em particular. Mas, mesmo que apenas poucas palavras sejam mal pronunciadas no decorrer do discurso, e estas forem palavras que usamos regularmente no nosso ministério ou na nossa conversa diária, seria útil para o estudante se o superintendente da escola as trouxesse à sua atenção, para que possa aprender a pronunciá-las corretamente.

29 Por outro lado, se o estudante, na leitura da Bíblia, por acaso pronunciar mal um ou dois nomes hebraicos, então não se consideraria isso como fraqueza destacada. No entanto, se pronunciar mal muitos nomes, isto daria evidência da falta de preparação, e se deve dar conselho. O estudante deve ser ajudado a aprender como pode saber a pronúncia certa e depois deve praticá-la.

30 O mesmo se dá com a pronúncia exagerada. Se ela realmente desviar a atenção do discurso, por ser um hábito constante, deve-se ajudar o estudante. Deve também ser observado que a maioria das pessoas, quando falam depressa, estão inclinadas a emendar algumas palavras. Não é preciso dar conselho sobre isso, mas se for um hábito regular, se o estudante constantemente emendar as palavras e se tornar difícil compreender o que ele diz, ou se desviar a atenção da mensagem, então seria aconselhável dar-lhe alguma ajuda na articulação.

31 Naturalmente, seu conselheiro lembrar-se-á de que a pronúncia aceitável pode variar de um lugar para outro. Até mesmo os dicionários alistam muitas vezes mais de uma pronúncia aceitável. Por isso ele precisa ter cuidado ao dar conselho sobre a pronúncia. Não tratará disso segundo a sua preferência pessoal.

32 Se tiver um problema com a pronúncia, não achará difícil corrigi-la, se estiver decidido a isso. Até mesmo os oradores experientes, quando recebem uma designação de leitura, apanham o dicionário e verificam as palavras que não conhecem muito bem. Eles não se arriscam com elas. Por isso, use o dicionário.

33 Outra maneira de se melhorar a pronúncia é ler para outra pessoa, alguém que pronuncia bem as palavras, e pedir que ela o interrompa e corrija cada vez que faz um erro.

34 Um terceiro método é escutar cuidadosamente os bons oradores. Pense enquanto escuta; observe as palavras que eles pronunciam diferente do seu próprio modo de falar. Anote-as; verifique-as num dicionário e pratique-as. Em pouco tempo terá a pronúncia correta. O modo fluente e conversante de falar, junto com a pronúncia correta, realçarão muito seu modo de falar.

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