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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • seu vinho doce . . . E passaram a retornar, não a algo mais elevado . . .” Seus uivos por alívio no tempo da calamidade tinham motivação egoísta e, se lhes fosse concedido alívio, não usariam a oportunidade para aprimorar sua relação com Deus, por meio da aderência mais de perto às Suas altas normas (compare com Isaías 55:8-11); eram como um “arco frouxo” que jamais atinge o alvo. (Osé. 7:14-16; compare com Salmo 78:57; Tiago 4:3.) O jejum, o pranto e a lamentação eram apropriados — mas apenas se os arrependidos ‘rasgassem os seus corações’ e não simplesmente suas vestes. — Joel 2:12, 13.

      Confissão do erro

      A pessoa arrependida, então, humilha-se, e busca a face de Deus (2 Crô. 7:13, 14; 33:10-13; Tia. 4:6-10), suplicando seu perdão. (Mat. 6:12) Não é como o fariseu autojusto, da ilustração de Jesus, mas como o coletor de impostos a quem Jesus representou como batendo no peito e dizendo: “ó Deus, sê clemente para comigo pecador.” (Luc. 18:9-14) Declara o apóstolo João: “Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, estamos desencaminhando a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:8, 9) “Quem encobre as suas transgressões não será bem sucedido, mas, ter-se-á misericórdia com aquele que as confessa e abandona.” — Pro. 28:13; compare com Salmo 32:3-5; Josué 7:19-26; 1 Timóteo 5:24.

      Confessar os pecados uns aos outros

      Tiago aconselha: “Confessai abertamente os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sejais sarados.” (Tia. 5:16) Tal confissão não é porque qualquer humano sirva de “mediador” ou de “ajudador [Advogado, Al]” para o homem perante Deus, visto que apenas Cristo preenche esse papel, em virtude de seu sacrifício propiciatório. (1 Tim. 2:5, 6; 1 João 2:1, 2) Os humanos, por si mesmos, não podem realmente corrigir o erro contra Deus, em seu próprio favor ou em favor de outros, não podendo prover a expiação necessária. (Sal. 49:7, 8) Os cristãos, contudo, podem ajudar uns aos outros, e suas orações a favor de seus irmãos, ao passo que não exercem nenhum efeito sobre a aplicação da justiça por parte de Deus (visto que apenas o resgate de Cristo serve para remir pecados), deveras contam perante Deus, ao solicitar que Ele preste sua necessária ajuda e dê forças àquele que pecou e que procura auxílio. — Veja ORAÇÃO (A Resposta às Orações).

      CONVERSÃO — UM RETORNO

      O arrependimento assinala uma paralisação do proceder errado duma pessoa, a rejeição desse modo errado de agir e a determinação de seguir o proceder correto. Se genuíno, por conseguinte, será seguido da “conversão”. (Atos 15:3) Tanto em hebraico como em grego, os verbos relacionados com a conversão (Heb. , shuv; gr. , strépho; epistrépho) significam simplesmente “retornar, dar meia-volta ou voltar”. (Gên. 18:10; Pro. 15:1; Jer. 18:4; João 21:20; Atos 15:36) Usado em sentido espiritual, isto pode referir-se quer a um desvio de Deus (portanto o retorno a um proceder pecaminoso [Núm. 14:43; Deut. 30:17]), quer a um retorno a Deus, deixando um anterior modo errado de agir. — 1 Reis 8:33.

      A conversão subentende mais do que simples atitude ou expressão verbal; envolve as “obras próprias do arrependimento”. (Atos 26:20; Mat. 3:8) É uma ativa ‘procura’, uma ‘busca’, uma ‘inquirição’ de Jeová com todo o coração e toda a alma da pessoa. (Deut. 4:29; 1 Reis 8:48; Jer. 29:12-14) Isto, necessariamente, significa buscar o favor de Deus por ‘escutar a Sua voz’, segundo expressa na palavra dele (Deut. 4:30; 30:2, 8), ‘mostrar perspicácia quanto à sua veracidade’ através de melhor entendimento e apreço de seus modos e de sua vontade (Dan. 9:13), observar e ‘cumprir’ seus mandamentos (Nee. 1:9; Deut. 30:10; 2 Reis 23:24, 25), ‘guardar a benevolência e a justiça’ e ‘constantemente esperar em seu Deus’ (Osé. 12:6), abandonar o uso de imagens religiosas ou a idolatria de criaturas, de modo a ‘dirigir seu coração inabalavelmente para Jeová e servir somente a ele’ (1 Sam. 7:3; Atos 14:11-15; 1 Tes. 1:9, 10), andar em Seus caminhos e não no caminho das nações (Lev. 20:23), ou de seu próprio modo. (Isa. 55:6-8) Orações, sacrifícios, jejuns e a observância de festividades sagradas não têm significado ou valor algum para com Deus, a menos que sejam acompanhados de boas obras, da justiça, da eliminação da opressão e da violência, do exercício de misericórdia. — Isa. 1:10-19; 58:3-7; Jer. 18:11.

      Isto exige que se adquira “um novo coração e um novo espírito” (Eze. 18:31), o motivo e o alvo modificados da pessoa, na vida, produzindo novo temperamento, nova disposição e nova força moral. Para alguém que muda seu proceder na vida, o resultado é uma “nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus em verdadeira justiça e lealdade” (Efé. 4:17-24), livre da imoralidade, da cobiça, da linguagem e da conduta violentas. (Col. 3:5-10; compare com Oséias 5:4-6.) Para tais pessoas, Deus faz com que o espírito de sabedoria ‘borbulhe’, tornando-lhes conhecidas as Suas palavras. — Pro. 1:23; compare com 2 Timóteo 2:25.

      Assim, o arrependimento genuíno produz real impacto, gera forças, motiva a pessoa a ‘dar meia-volta’. Por isso Jesus podia dizer aos de Laodicéia: “Sê zeloso e arrepende-te.” (Rev. 3:19; compare com 2:5; 3:2, 3.) Há evidência de ‘grande seriedade, reabilitação, temor piedoso, saudade, endireitamento do errado’. (2 Cor. 7:10, 11) A ausência da preocupação de corrigir os erros cometidos demonstra falta do verdadeiro arrependimento. — Compare com Ezequiel 33:14, 15; Lucas 19:8.

      A expressão “homem recém-convertido”, “neófito” (AL), em grego é literalmente “nova planta” ou “recém-crescido” (neóphitos). (1 Tim. 3:6) A tal homem não deveriam ser designados os deveres ministeriais, numa congregação, para que não se ‘enfunasse de orgulho e caísse no julgamento aplicado ao Diabo’.

      “ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS”

      Hebreus 6:1, 2 mostra que a doutrina fundamental que serve de base para a madureza cristã começa com o “arrependimento de obras mortas e a fé para com Deus”, seguida pelo ensino sobre batismos, a imposição das mãos, a ressurreição e o julgamento eterno. As “obras mortas” (expressão que aparece, além disso, apenas em Hebreus 9:14) evidentemente significam, não apenas as obras pecaminosas do erro, obras da carne decaída que levam a pessoa à morte (Rom. 8:6; Gál. 6:8), mas todas as obras que, em si, são espiritualmente mortas, vãs, infrutíferas.

      Isto incluiria as obras de autojustificação, os esforços feitos pelos homens de estabelecer sua própria justiça, à parte de Cristo Jesus e seu sacrifício de resgate. Assim, a guarda formal da Lei, por parte dos líderes religiosos judaicos e de outros, constituía “obras mortas”, porque lhe faltava o ingrediente vital da fé. (Rom. 9:30-33; 10:2-4) Isto os fez tropeçar diante de Cristo Jesus, que era da parte de Deus o “Agente Principal . . . para dar a Israel arrependimento e perdão de pecados”, ao invés de se arrependerem. (Atos 5:31-33; 10:43; 20:21) Assim, também, a observância da Lei, como se ainda vigorasse, tornou-se “obras mortas” depois que Cristo Jesus a cumprira. (Gál. 2:16) Similarmente, todas as obras que, de outro modo, seriam de valor, tornam-se “obras mortas” se a motivação não for o amor, o amor a Deus e o amor ao próximo. (1 Cor. 13:1-3) O amor, por sua vez, tem de ser “em ação e em verdade”, harmonizando-se com a vontade e os modos de Deus, comunicados a nós mediante sua Palavra. (1 João 3:18; 5:2, 3; Mat. 7:21-23; 15:6-9; Heb. 4:12) A pessoa que se volta para Deus, com fé, mediante Cristo Jesus, arrepende-se de todas as obras corretamente classificadas como “obras mortas”, e, depois disso, evita-as, sua consciência destarte tornando-se purificada. — Heb. 9:14.

      O batismo (a imersão em água), exceto no caso de Jesus, era um símbolo divinamente provido, ligado ao arrependimento, tanto da parte dos que se achavam na nação judaica (que falhara em guardar o pacto de Deus, enquanto este vigorava), como da parte do povo das nações, que ‘dera meia-volta’ para render serviço sagrado a Deus. — Mat. 3:11; Atos 2:38; 10:45-48; 13:23, 24; 19:4; veja BATISMO.

      OS IMPENITENTES E OS QUE ESTÃO ALÉM DE ARREPENDIMENTO

      A falta de arrependimento genuíno levou ao exílio de Israel e de Judá, a duas destruições de Jerusalém e, por fim, à completa rejeição daquela nação por parte de Deus. Quando repreendidos, não se voltaram realmente para Deus, mas continuaram a ‘retornar ao proceder popular, qual cavalo que se arroja à batalha’. (Jer. 8:4-6; 2 Reis 17:12-23; 2 Crô. 36:11-21; Luc. 19:41-44; Mat. 21:33-43; 23:37, 38) Porque, em seu coração, não desejaram arrepender-se e ‘dar meia-volta’, o que ouviram e viram não lhes trouxe entendimento e conhecimento; havia um “véu” sobre seu coração. (Isa. 6:9, 10; 2 Cor. 3:12-18; 4:3, 4) Os infiéis líderes religiosos e profetas, como também falsas profetisas, contribuíram para isto, fortalecendo o povo em seu erro. (Jer. 23:14; Eze. 13:17, 22, 23; Mat. 23:13, 15) As profecias cristãs prediziam que a futura ação divina, repreendendo e concitando os homens ao arrependimento, seria similarmente rejeitada por muitos, as coisas que eles sofriam somente endurecendo-os e amargurando-os ao ponto de blasfemarem de Deus, muito embora seja a própria rejeição, por parte deles, de Seus modos justos, que constitua a raiz e a causa geradora de todas as suas dificuldades e pragas. (Rev. 9:20, 21; 16:9, 11) Tais pessoas ‘armazenam para si furor no dia da revelação do julgamento de Deus’. — Rom. 2:5.

      Além de arrependimento

      Os que ‘praticam o pecado deliberadamente’, depois de obterem conhecimento exato da verdade, ultrapassaram o ponto do arrependimento, pois rejeitaram a própria finalidade pela qual o Filho de Deus morreu, e, assim, juntaram-se às fileiras dos que o sentenciaram à morte, com efeito, ‘de novo penduram para si mesmos o Filho de Deus numa estaca e o expõem ao opróbrio público’. (Heb. 6:4-8; 10:26-29) Isto, então, é imperdoável “blasfêmia contra o espírito”, visto que é somente pelo espírito de Deus que a pessoa pode obter “conhecimento exato da verdade”. (Mat. 12:31, 32; Mar. 3:28, 29: João 16:13) Teria sido melhor que tais “hão tivessem conhecido de modo exato a vereda da justiça, do que, depois de a terem conhecido de modo exato, se desviarem do mandamento santo que lhes foi entregue”. — 2 Ped. 2:20-22.

      Visto que Adão e Eva eram criaturas perfeitas, e visto que a ordem de Deus a eles era explícita e foi entendida por ambos, torna-se evidente que seu pecado foi deliberado e não era desculpável à base de qualquer fraqueza ou imperfeição humana. Por isso, as palavras de Deus, dirigidas a eles depois disso, não incluem nenhum convite ao arrependimento. (Gên. 3:16, 24) Assim, também, se deu com a criatura espiritual que os induziu à rebelião. O fim dela e de outras criaturas angélicas que se juntaram a ela é a destruição eterna. (Gên. 3:14, 15; Mat. 25:41) Judas, embora imperfeito, vivera em íntima associação com o próprio Filho de Deus e, ainda assim, tornou-se traidor; o próprio Jesus se referiu a ele como “o filho da destruição”. (João 17:12) O apóstata “homem que é contra a lei” é também chamado de “filho da destruição”. (2 Tes. 2:3; veja ANTICRISTO; APOSTASIA; HOMEM QUE É CONTRA A LEI.)

  • Répteis
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    • RÉPTEIS

      Um réptil é um animal de sangue frio, vertebrado e de respiração pulmonar. O verbo hebraico záhhál significa “sair deslizando”, “sair rastejando”. Desta raiz se deriva a palavra que designa os répteis em geral. (O mesmo verbo foi usado por Eliú em Jó 32:6, quando mencionou seu ‘recuo’.) Conforme declarado em Deuteronômio 32:24, entre as coisas que trariam dificuldades ao Israel idólatra achava-se a “peçonha de répteis do pó”, evidentemente se referindo ali às cobras venenosas. (Compare com Jeremias 8:17.) Em Miquéias 7:17, as nações que são sobrepujadas pelo poder de Deus são mencionadas como saindo de suas posições defensivas como se fossem répteis excitados.

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