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CorintoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Ao NO da praça do mercado erguiam-se dois teatros, outrora com uma capacidade para umas 18.000 pessoas. Os cristãos coríntios podiam bem avaliar a referência de Paulo a serem os apóstolos “um espetáculo teatral para o mundo”. ( 1 Cor. 4:9) Numa praça próxima do teatro, os arqueólogos encontraram uma inscrição que mencionava certo Erasto, que tinha o título latino de aedile, traduzido por alguns como “comissário de obras públicas”. Este Erasto podia ser o “mordomo da cidade” (ou administrador), com o mesmo nome, que fora mencionado por Paulo ao escrever de Corinto para os romanos. (Rom. 16:23) O termo grego usado por Paulo (oikonómos) significa, basicamente, “alguém que gerencia”, ou, “um administrador”.
RELIGIÃO E CULTURA
Não importa quão notável tenha sido Corinto como sede da autoridade governamental e como a principal cidade comercial da Grécia, na mente de muitos a cidade simbolizava a licenciosidade e a luxúria dissoluta, tanto assim que a expressão “corintianizar” veio a ser usada para significar “praticar a prostituição”. Esta sensualidade era subproduto da adoração coríntia, especialmente da deusa Afrodite (correspondente da Vênus romana, da Astartéia fenícia e cananéia, e da Istar babilônica). Um templo dedicado à adoração dela situava-se no topo do Acrocorinto e 1.000 escravas serviam a Afrodite como prostitutas do templo. Paulo dispunha de boa razão para escrever fortes conselhos e avisos aos cristãos coríntios quanto à sua conduta moral. ( 1 Cor. 6:9 a 7:11; 2 Cor. 12:21) Corinto, naturalmente, possuía templos em honra de muitos outros deuses e deusas. No templo de Asclépio, o deus da medicina, os arqueólogos encontraram representações de terracota, cor de carne, de partes do corpo humano. Estas eram deixadas pelos adoradores no templo como ofertas votivas, cada oferta representando o membro específico afligido (a mão, o pé, o seio, etc.) do(a) adorador(a).
A população de Corinto, no auge de seu poder, tem sido calculada como de 200.000 residentes livres, tendo talvez o dobro de escravos. Nos dias de Paulo, era uma cidade cosmopolitana, contendo pessoas de muitas terras e raças. Além dos gregos, havia um segmento considerável de italianos, que descendiam dos primeiros colonizadores. Muitos dos discípulos coríntios tinham nomes latinos, tais como Justo, Tércio, Quarto, Gaio, Crispo, Fortunato e Acaico. (Atos 18:7; Rom. 16:22, 23; 1 Cor. 1:14; 16:17) Grande número de judeus haviam-se fixado ali e estabelecido uma sinagoga, atraindo alguns aderentes gregos. (Atos 18:4) Havia também constante fluxo de viajantes e de comerciantes, além dos que procuravam o prazer neste centro de entretenimento e de atletismo. Sem dúvida isto contribuía para uma mentalidade mais aberta do que a predominante em outras cidades visitadas pelo apóstolo, inclusive Atenas, o centro da cultura grega. Paulo obteve uma visão que lhe assegurava que Corinto continha muitas pessoas de disposição justa, e, assim, passou um ano e seis meses neste lugar estratégico de reunião do Oriente e do Ocidente. (Atos 18:9-11) Durante esse tempo, provavelmente escreveu suas duas cartas aos tessalonicenses.
A CONGREGAÇÃO CRISTÃ
Os colegas de Paulo na fabricação de tendas, e seus co-cristãos, Áquila e Priscila, viajaram com ele quando por fim velejou do porto oriental de Cencréia, dirigindo-se a Éfeso, na Ásia Menor, através do mar Egeu. (Atos 18:18, 19) O eloqüente Apolo, contudo, deu seqüência à atividade de Paulo, regando as sementes semeadas em Corinto. (Atos 18:24-28; 19:1; 1 Cor. 3:6) Paulo mostrou profunda preocupação pela congregação que tinha formado em Corinto, enviando Tito para representá-lo ali, em duas visitas, bem como escrevendo suas duas cartas de maior peso à congregação coríntia. ( 2 Cor. 7:6, 7, 13; 8:6, 16, 17; 12:17 18) Não podendo fazer uma parada planejada ali para visitá-los, quando em trânsito para a Macedônia ( 2 Cor. 1:15, 16, 23), Paulo, mesmo assim, passou três meses na Grécia numa data posterior, provavelmente em 55-56 E.C., e passou parte do tempo em Corinto, escrevendo dali sua carta aos romanos. — Atos 20:2, 3; Rom. 16:1, 23; 1 Cor. 1:14.
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CornélioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORNÉLIO
Um oficial do exército (centurião) que comandava 100 soldados do Destacamento Italiano. Lotado em Cesaréia, ele possuía sua própria casa. Seu nome romano sugere que talvez pertencesse a uma família nobre da cidade imperial. Era um “homem devoto” que “fazia muitas dádivas de misericórdia ao povo e fazia continuamente súplica a Deus”, um “homem justo e temente a Deus, de boa reputação da parte de toda a nação dos judeus”. Foi a tal homem que apareceu um anjo em visão, no outono setentrional de 36 E.C., dizendo: “Tuas orações e dádivas de misericórdia têm ascendido como memória perante Deus.” O anjo também disse a Cornélio que mandasse buscar Pedro em Jope. — Atos 10:1-22.
Quando Pedro chegou, Cornélio, na presença de “seus parentes e amigos íntimos”, disse ao apóstolo: “Estamos aqui todos presentes perante Deus para ouvir todas as coisas que foste mandado dizer por Jeová.” (Atos 10: 24, 33) “Enquanto Pedro ainda falava . . . caiu o espírito santo sobre todos os que ouviam a palavra.” Assim, os deste grupo, do qual Cornélio é mencionado como o mais destacado, tornaram-se os primeiros gentios incircuncisos ou não-judeus a receber “a dádiva gratuita do espírito santo”. (Atos 10:44, 45) Seguiu-se imediatamente o batismo em água. Depois disso, nada mais se sabe sobre a vida e a atividade de Cornélio.
Cornélio não era um membro prosélito da comunhão judaica, como alguns argúem, muito embora estivesse familiarizado com os escritos dos profetas, desse dádivas de misericórdia aos judeus, temesse a Deus, orasse continuamente e usasse o nome de Jeová. As Escrituras provam de forma conclusiva que este oficial do exército era um gentio incircunciso no sentido mais pleno. Caso Cornélio fosse um prosélito, Pedro não diria que era ilícito que ele, um judeu, se associasse com este “homem de outra raça”, em vista do que a Lei prescrevia quanto ao residente estrangeiro. (Lev. 19:33, 34; Atos 10:28) Caso fosse um prosélito, os seis outros judeus que estavam com Pedro não teriam ficado “pasmados” de ver o espírito santo ser derramado “sobre pessoas das nações”. (Atos 10:45; 11:12) Caso fosse um prosélito, por que os “patrocinadores da circuncisão” contenderiam com Pedro a respeito deste assunto? — Atos 11:2.
Em realidade, Cornélio foi a primícia dos não-judeus incircuncisos a se tornar cristão, mostrando que, já nessa época, não era necessário que os gentios se tornassem prosélitos judaicos, como o eunuco etíope, a fim de serem aceitos na congregação cristã. “Certamente”, exclamou Pedro naquela ocasião histórica, “percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável”. (Atos 10:34, 35) Assim como Pedro foi o primeiro a abrir O Caminho para os judeus, em Pentecostes, assim também, neste caso, foi o primeiro a levar as boas novas de salvação aos gentios incircuncisos. Tiago também concordou que era a “primeira vez” que Deus voltava sua atenção para “as nações”. — Atos 15:7, 14.
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CoroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORO
Uma medida de capacidade para sólidos, também usada para se medir azeite. O coro correspondia ao ômer e continha dez batos. (1 Reis 4:22; 5:11; 2 Crô. 2:10; Eze. 45:14) Se considerarmos o bato como equivalendo a 22 litros, conforme a evidência arqueológica corrobora, o coro seria equivalente a 220 litros.
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COROA
Algo posto na cabeça, simples ou ornamentado, usado por pessoas de destaque, tais como reis, rainhas, outros regentes, sacerdotes e pessoas que deviam ser especialmente honradas ou galardoadas. Depois do Dilúvio, as coroas vieram a ser usadas quais símbolos de autoridade, dignidade, poder, honra e recompensa.
A forma primitiva da coroa era, evidentemente, a do diadema (Heb., nézer), simples faixa que era provavelmente usada de início para segurar os cabelos longos de quem o usava. No entanto, foi adotado como coroa real até mesmo entre povos que usavam cabelos curtos. Tais diademas são representados em esculturas do Egito, de Nínive e de Persépolis. Em tempos posteriores, distinguiam-se as pessoas dignas de honrarias pelo seu uso de diademas de várias cores e tipos de tecedura ou de formatos. Algumas dessas faixas tinham cerca de 5 cm de largura, e eram feitas de linho, de seda e até mesmo de prata e de ouro. Às vezes o diadema era usado sobre um gorro. Havia também diademas radiados (tendo pontas por toda a volta da faixa, que saíam dela como se fossem raios), e havia os cravejados de pedras preciosas.
Coroas de flores ou grinaldas de flores foram usadas com relação a eventos atléticos. ( 2 Tim. 2:5) Os vencedores dos jogos da Grécia recebiam coroas ou guirlandas usualmente feitas de folhas de árvores e adornadas de flores. Por exemplo, nos jogos pítios, os vitoriosos recebiam lauréis; os vencedores dos jogos olímpicos recebiam coroas feitas de folhas da oliveira-brava; e os vitoriosos nos jogos ístmicos (realizados perto de Corinto) recebiam coroas feitas do pinheiro.
[Foto na página 358]
Diadema egípcio
[Foto na página 358]
Coroa real assíria.
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CorpoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORPO
A estrutura física dum humano ou dum animal. As diferentes espécies de corpos físicos se compõem de diferentes espécies de carne, junto com a força de vida. — 1 Cor. 15:39; Tia. 2:26; Gên. 7:22; veja Alma.
CORPOS ESPIRITUAIS
Ao passo que há corpos físicos visíveis e palpáveis, há também corpos espirituais, invisíveis aos olhos humanos e situados inteiramente
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