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CorpoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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além dos sentidos humanos. (1 Cor. 15:44) Os corpos de pessoas espirituais (Deus, Cristo, os anjos) são gloriosos. “Ninguém jamais viu a Deus.” (1 João 4:12) O homem não pode ver a Deus e continuar vivo. (Êxo. 33:20) Quando o apóstolo Paulo teve só um relance da manifestação de Jesus Cristo, depois da ressurreição de Jesus, ele caiu ao solo e ficou cegado por tal brilho, sendo preciso um milagre para lhe restaurar a visão. (Atos 9:3-5, 17, 18; 26:13, 14) Semelhantemente, os anjos são muito mais poderosos do que os homens. (2 Ped. 2:11) São gloriosos, brilhantes, e apareceram assim em manifestações físicas. (Mat. 28:2-4; Luc. 2:9) Estes filhos espirituais de Deus possuem uma visão suficientemente forte para verem e suportarem o brilho do Deus Todo-poderoso. — Luc. 1:19.
Visto não podermos ver a Deus com nossos olhos físicos, Ele utiliza certas metáforas para ajudar-nos a compreender e avaliar as coisas sobre Ele próprio. A Bíblia fala dele como possuindo olhos (Sal. 34:15; Heb. 4:13); braços (Jó 40:9; João 12:38); pés (Sal. 18:9; Zac. 14:4); coração (Gên. 8:21; Pro. 27:11); mãos (Êxo. 3:20; Rom. 10:21); dedos (Êxo. 31:18; Luc. 11:20); nariz, narinas (Eze. 8:17; Êxo. 15:8); e ouvidos. (1 Sam. 8:21; Sal. 10:17) Não se deve supor que Ele possua literalmente tais órgãos, em sentido físico, ou com a aparência conforme nós os conhecemos. O apóstolo João, que nutria esperanças de viver no céu, disse a seus co-herdeiros da vida celeste: “Amados, agora somos filhos de Deus, mas ainda não está manifesto o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele for manifestado, seremos semelhantes a ele, porque o veremos assim como ele é.” (1 João 3:2) Será um organismo ajustado ao “corpo glorioso” de Jesus Cristo (Fil. 3:21), que é “a imagem do Deus invisível”, “o reflexo da sua glória e a representação exata do seu próprio ser”. (Col. 1:15; Heb. 1:3) Por conseguinte, receberão organismos incorruptíveis, dotados do princípio vital da imortalidade, distintos dos anjos em geral e do gênero humano, que são mortais, passíveis de morrer. — 1 Cor. 15: 53; 1 Tim. 1:17; 6:16; Mar. 1:23, 24; Heb. 2:14.
CORPO CARNAL DE CRISTO
Na instituição da Refeição Noturna do Senhor, Jesus ofereceu o pão sem fermento aos onze apóstolos fiéis, dizendo: “Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício.” (Luc. 22:19) Anteriormente, ele havia dito: “O pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” — João 6:51; Heb. 10:10; 1 Ped. 2:24; veja Refeição Noturna do Senhor.
O corpo carnal de Jesus, a fim de que ele fosse o “último Adão” (1 Cor. 15:45) e fosse um “resgate correspondente por todos [a humanidade]” tinha de ser verdadeiro corpo humano, e não uma encarnação. (1 Tim. 2:5, 6; Mat. 20:28) Tinha de ser perfeito, pois devia ser sacrificado para fornecer perante Jeová Deus o preço de compra. (1 Ped. 1:18, 19; Heb. 9:14) Nenhum humano imperfeito podia fornecer o preço necessário. (Sal. 49:7-9) Por este motivo, Jesus disse a seu Pai, quando se apresentava para o batismo, para iniciar seu proceder sacrificial: “Preparaste-me um corpo.” — Heb. 10:5.
Não se permitiu que o corpo físico de Jesus Cristo se decompusesse no pó, assim como aconteceu com os corpos de Moisés e de Davi, homens usados para prefigurar a Cristo. (Deut. 34:5, 6; Atos 13:35, 36; 2:27, 31) Quando os discípulos dirigiram-se ao túmulo, bem cedo no primeiro dia da semana, o corpo de Jesus havia desaparecido, e as roupas do sepultamento foram deixadas no túmulo, seu corpo sem dúvida se desintegrando sem passar pelo processo de decomposição. — João 20:2-9; Luc. 24:3-6.
Depois da sua ressurreição, Jesus apareceu em corpos diferentes. Maria confundiu-o com o jardineiro. (João 20:14, 15) Ele apareceu de novo, entrando num aposento com portas trancadas, com um corpo que tinha marcas de feridas. (João 20:24-29) Por várias vezes, manifestou-se a outros e foi reconhecido, não por sua aparência, mas por suas palavras e ações. (Luc. 24:15, 16, 30, 31, 36-45; Mat. 28:16-18) Certa vez, um milagre realizado sob a sua direção abriu os olhos dos discípulos para sua identidade. (João 21:4-7, 12) Jesus, estando agora ressuscitado como espírito (1 Ped. 3: 18), podia materializar um corpo para tal ocasião específica, assim como os anjos fizeram nos tempos passados, quando apareceram quais mensageiros. — Gên. 18:2; 19:1, 12; Jos. 5:13, 14; Juí. 13:3, 6; Heb. 13:2.
USO SIMBÓLICO
Jesus Cristo é mencionado como Cabeça da “congregação, a qual é o seu corpo”. (Efé. 1:22, 23; Col. 1:18) Este corpo cristão de pessoas não apresenta divisões em sentido racial, nacional ou em outros, estando representados nele os judeus e as pessoas de todas as nações. (Gál. 3:28; Efé. 2:16; 4:4) Todos são batizados por espírito santo em Cristo e em sua morte. Portanto, são todos batizados em um só corpo. (1 Cor. 12:13) Assim, todo o corpo segue a cabeça, morrendo a mesma espécie de morte e recebendo a mesma espécie de ressurreição. — Rom. 6:3-5.
O apóstolo Paulo usa o funcionamento do corpo humano para ilustrar a operação da congregação cristã, assemelhando os membros vivos na terra, em qualquer época específica, a um corpo, tendo a Cristo como Cabeça invisível. (Rom. 12:4, 5; 1 Cor., cap. 12) Ele sublinha a importância do lugar que cada membro ocupa, a interdependência, o amor e o cuidado mútuos, e a execução do trabalho. Deus colocou cada um em sua posição no corpo e, por meio das várias operações do espírito santo, o corpo realiza o que é necessário. A Cabeça, Jesus Cristo, como membro de ligação, fornece aos membros do corpo as coisas de que necessitam, por meio de “suas juntas”. — Col. 2:19.
USO CORRETO DO NOSSO CORPO
O cristão deve ter apreço pelo corpo que Deus lhe forneceu, e deve amar a si mesmo a ponto de cuidar devidamente do seu corpo, a fim de que possa apresentá-lo em serviço aceitável e sagrado a Deus. (Rom. 12:1) Isto demanda o uso da razão e o manter o corpo por meio de alimento e outras necessidades, junto com o asseio corporal, mas outros tipos de cuidados são ainda mais importantes. Estes envolvem a espiritualidade, buscar o reino de Deus e Sua justiça, e praticar a retidão moral. (Mat. 6:25; 31-33; Col. 2:20-23; 3:5) Aconselha o apóstolo: “O treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa; mas a devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” — 1 Tim. 4:8.
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Corredores (Batedores)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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CORREDORES (BATEDORES)
Rápidos corredores ou servos duma pessoa proeminente que corriam à frente de seu carro. A palavra é traduzida dum particípio da palavra hebraica ruts, “correr”. É traduzida “soldados de infantaria”, “os da guarda” (AV, Al) e “cursores” (PIB) em algumas traduções. Mas existe outra palavra para “soldados de infantaria” ou “homens a pé”, a saber, raghlí, ou, mais plenamente, ’ish raghlí.
“Corredores” (batedores) pode referir-se a quaisquer mensageiros rápidos ou pessoas velozes, tais como Asael, irmão de Joabe, e Aimaás, filho de Zadoque. (2 Sam. 2:18; 18:19, 23, 27) Elias, em certa ocasião, correu c. de 40 km para ir do Carmelo até Jezreel, chegando antes do carro do Rei Acabe. Isto aconteceu porque “a própria mão de Jeová mostrou estar sobre Elias”. — 1 Reis 18:46.
Num sentido oficial, os batedores eram homens ligeiros escolhidos para correr à frente do carro do rei. Quando Absalão, e, mais tarde, Adonias, conspiraram usurpar a realeza, cada um deles empregou 50 batedores à frente de seu carro para aumentar o prestígio e dar dignidade ao seu complô. (2 Sam. 15:1; 1 Reis 1:5) Os batedores serviam como uma guarda pessoal do rei, um tanto parecido à escolta moderna. (1 Sam. 22:17; 2 Reis 10:25) Serviam como guardas à entrada da casa do rei, e acompanhavam o rei de sua casa até o templo. (1 Reis 14:27, 28; 2 Reis 11:6-8, 11; 2 Crô. 12:10) Levavam mensagens para o rei. (2 Crô. 30:6) Nos dias de Assuero, rei persa, os correios a pé foram aparentemente substituídos por homens que montavam rápidos cavalos de posta. — Ester 3:13, 15; 8:10, 14.
USO ILUSTRATIVO
Nas Escrituras Gregas Cristãs há algumas referências a se correr simplesmente por causa de pressa. (Mat. 28:8; Mar. 9:15, 25; 10:17; João 20:2) No entanto, o apóstolo Paulo usou ilustrativamente a corrida. Escreveu à congregação de Corinto: “Não sabeis que os corredores numa corrida correm todos, mas apenas um recebe o prêmio? Correi de tal modo, que o possais alcançar. Além disso, cada homem que toma parte numa competição exerce autodomínio em todas as coisas. Ora eles, naturalmente, fazem isso para obterem uma coroa corruptível, mas nós, uma incorruptível. Portanto, corro de modo nada incerto, dirijo os meus golpes de modo a não golpear o ar; mas amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — 1 Cor. 9:24-27.
Os contendores nos jogos gregos recebiam estrênuo treinamento e a sua disciplina era rígida; observavam estritamente sua dieta e seu comportamento. As regras da corrida eram rigidamente aplicadas pelos juízes. Caso alguém chegasse em primeiro lugar, mas tivesse violado tais regras, teria corrido em vão, como o expressou o apóstolo: “Além disso, quando alguém compete, mesmo nos jogos, não é coroado a menos que tenha competido segundo as regras.” (2 Tim. 2:5) Os corredores dirigiam os olhos para o prêmio, situado na linha de chegada. Paulo ‘correu’ desta forma, com um único objetivo, de todo o coração. (Gál. 2:2; Fil. 2:16; 3:14) Perto do fim da vida, podia dizer: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé. Doravante me está reservada a coroa da justiça.” — 2 Tim. 4:7, 8.
Ao considerar os modos como Deus lidou com o assunto da escolha dos que compõem o Israel espiritual, Paulo explicou que o Israel segundo a carne contava com seu parentesco carnal com Abraão. (Rom. 9:6, 7, 30-32) Imaginavam que eram os escolhidos, e ‘corriam’ ou buscavam a justiça, mas do modo errado. Tentando estabelecer sua justiça por suas próprias obras, não se sujeitaram à justiça de Deus. (Rom. 10:1-3) Paulo mostra como a justiça de Deus é vindicada quanto às medidas tomadas para rejeitar o Israel carnal como nação, e formar o Israel espiritual. O apóstolo, desta forma, elucida a sua declaração de que “depende . . . não daquele que deseja, nem daquele que corre, mas de Deus, que tem misericórdia”. — Rom. 9:15, 16.
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CorreioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORREIO
Um homem especialmente escolhido dentre a guarda real para entregar decretos reais e outras correspondências urgentes do rei a áreas distantes de seu domínio. A rapidez da entrega, por parte dos correios, era de importância capital. Desde priscas eras, tais homens eram mencionados como “correios”. São assim chamados em 2 Crônicas 30:6, 10; Jeremias 51:31.
No Império Persa, utilizavam-se cavalos velozes, junto com estações ou postos de muda, onde correios e cavalos descansados aguardavam, a fim de levarem importantes mensagens em seu percurso. (Ester 3:13-15; 8:10, 14) Levavam correndo as mensagens ao seu destino, noite e dia, e em todas as espécies de tempo. No Império Romano, havia estações colocadas de tantos em tantos km para os correios, onde se mantinham constantemente 40 cavalos. Os correios romanos costumavam percorrer c. de 160 km num dia, o que era considerável velocidade para aqueles tempos. Com este sistema de cavalos de posta, as mensagens reais podiam ser enviadas aos confins dum império em um período relativamente curto. As únicas mensagens que levavam eram as oficiais. As cartas pessoais eram levadas a seu destino por meios particulares.
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CORRIDA
Veja JOGOS.
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