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A união da igreja cristãA Sentinela — 1961 | 1.° de fevereiro
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meio da vossa fé em Cristo Jesus. Pois todos vós, os que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. Não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem livre, não há nem macho nem fêmea, pois todos vós sois um em união com Cristo Jesus.” — Col. 3:9-11; Gál. 3:26-28, NM.
16. Qual é um dos pré-requisitos para haver uma só igreja e possuíam-no os primeiros cristãos?
16 A base para uma só igreja é a uniformidade de ensino e de crença, e enquanto estavam presentes os apóstolos e outros irmãos maduros, cheios de espírito, tal uniformidade foi preservada. Certa vez, ,quando surgiu a tendência de criar seitas na congregação de Corinto, Paulo lembrou-lhes: “Acaso Cristo está dividido?” e foram exortados a que falassem “todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma atitude mental e no mesmo parecer”. A fé comum produz uma igreja comum, não importa quem são os crentes ou onde se encontram. — 1 Cor. 1:10, 13, ARA.
17. Que outro fator contribuiu para a união Internacional?
17 Outro fator em apoio da unidade cristã foi o conceito específico que os primeiros cristãos formavam sobre o governo. Não eram parte deste mundo e do seu sistema político, e só este fato já contribui muito para a união. Contudo, não se consideravam como um povo sem governo ou sem governante, mas tinham confiança nas Escrituras Hebraicas e nas palavras do próprio Jesus quanto a ele ser o verdadeiro Rei num verdadeiro reino, exercendo realmente o governo e tendo um exército bastante forte para destruir todos os outros reinos, no tempo devido. Confessavam o Rei supernacional, Jesus Cristo, como seu Senhor e dedicavam as suas vidas ao reino de Deus, por meio dele, em lealdade inabalável. Ainda permaneciam cidadãos obedientes das nações onde moravam, mas em caso de choque entre os mandamentos de seu Senhor e Mestre e os de’ homens, eles adotavam a atitude de que tinham de obedecer antes a Deus do que aos homens; e estavam decididos nisso, conforme descobriram os césares de Roma quando procuravam interferir na união em que os cristãos se achavam com Deus e com seu Rei. Eles não tinham a idéia de que o reino de Deus fosse apenas algo nos corações dos homens, assim como muitos professos cristãos pensam hoje em dia. Por se manterem separados do mundo, fixando os olhos firmemente no reino celestial e deixando-se guiar pelo espírito santo que produz amor, eles eram “um só corpo”, embora este fosse internacional. — João 17:16; 18:36, 37; Dan. 2:44; Atos 5:29.
18. (a) Foram as congregações locais da primitiva Igreja orientadas diretamente pelo espírito? (b) Por que seria de supor que surgissem complicações com as decisões feitas pelo corpo governante visível em Jerusalém? E, surgiram tais complicações?
18 Já que havia apenas uma organização, podia haver apenas uma agência administrativa central para a organização inteira. Os apóstolos e irmãos maduros em Jerusalém constituíam tal agência ou corpo governante visível sob a orientação do espírito. Era reconhecido e recebia toda a cooperação em todo o mundo. Os problemas de importância internacional para a igreja foram apresentados em Jerusalém para a sua decisão. Quando surgiu a questão da circuncisão, Paulo não convocou um sínodo dos superintendentes das congregações de Antioquia e do resto da, província da Síria, a fim de que a questão fosse discutida e decidida, nem esperava êle que o espírito de Deus fornecesse orientação direta às congregações, mas ele se dirigiu ao corpo governante visível em Jerusalém; e depois de se decidir ali a questão, sob a orientação do espírito sobre êsse corpo, ele foi enviado de volta às congregações, para as fazer saber a decisão. Este processo não criou complicações da parte dos não-judeus, conforme seriam de esperar em outras circunstâncias. Do ponto de vista mundano, não teria sido surpresa ouvir os gregos levantar objeções, por chamarem atenção às suas orgulhosas tradições do passado. Afinal de contas, não eram gregos os principais historiadores, poetas, matemáticos e arquitetos do mundo? Não era realmente grego tudo o que existia em nome da cultura, mesmo em todo o Império Romano? Ou os romanos, os convencidos cidadãos da capital do mundo, por que deveriam eles dar atenção a judeus desprezados, que, em certas ocasiões, nem tiveram permissão de viver em Roma? Não tinha, a dominação do mundo pela raça semítica passado para a raça ariana, com a queda de Babilônia? Por que deviam então os romanos e gregos arianos aceitar ordens de judeus semíticos, de língua aramaica, em Jerusalém? Não tinham eles mesmos bastante capacidade para pensar? Não há nenhum indício nos registros que indique que tal pensamento nacionalista ou racial mundano solapasse as raízes da união cristã. Evidentemente, todos formavam o mesmo conceito como o apóstolo Paulo: “‘Não há distinção entre judeu e grego, pois há o mesmo Senhor sobre todos.” Longe de isso causar dissensões, o registro diz: “Então, ao passo que viajavam através das cidades, entregavam aos que havia ali, pára a observância deles, os decretos decididos pelos apóstolos e pelos homens mais idosos que se achavam em Jerusalém. Assim, deveras, as congregações continuavam a ser fortalecidas na fé e a aumentar em número de dia em dia.” — Atos 15:2, 41; 16:4, 5; Rom. 10:12, NM.
19. Em que sentido foi a primitiva igreja cristã algo nunca visto?
19 Deveras, a igreja foi uma maravilha e uma exceção notável na história da humanidade; foi uma organização internacional, no entanto, caracterizava-se por “um só coração e uma só alma”, pela “mesma atitude mental” e o “mesmo parecer”, ‘um só corpo, um só espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai’. (Atos 4:32, NTR; 1 Cor. 1:10, ARA; Efé. 4:4-6, NM) Foi algo nunca visto. Um verdadeiro produto do espírito de Deus. Jeová, certamente, tinha cumprido a oração de Jesus em prol da união da igreja cristã. — João 17:20-23.
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O sinal do espíritoA Sentinela — 1961 | 1.° de fevereiro
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O sinal do espírito
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” — João 13:34, 35, ALA.
1. (a) Por que é somente lógico esperar-se que a união cristã seja hoje visível no mundo? (b) De que proveito seria para nós encontrarmos tal união?
PARA Jesus, a união e o amor existentes entre seus verdadeiros seguidores eram algo exclusivo, algo que os distinguiria de todos os outros, algo que constituiria um sinal especial para o mundo inteiro, provando que ele tinha sido enviado pelo Pai e que eles tinham sido enviados por ele. Visto que Jesus orou pelos seus futuros seguidores, para que fossem parte da unidade cristã, e prometeu que o ‘Hades não prevaleceria’ contra a sua congregação e que estaria com ela “todos os dias até a consumação do sistema de coisas”, é somente lógico esperar-se que um sinal específico fosse visível ao mundo atual, e que tal sinal pudesse servir como meio de identificação de sua congregação ou igreja. E isto tanto mais em visita do fato de que a Igreja Católica Romana, as igrejas ortodoxas orientais e uma conferência ecumênica mundial de protestantes concordam que a igreja das Escrituras Gregas é uma igreja visível. Por isso observaremos os sistemas eclesiásticos que se chamam cristãos para ver que união podemos encontrar. — João 13:35; 17:23; Mat. 16:18; 28:20, NM.
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