-
Desafiador quebra-cabeçaDespertai! — 1974 | 8 de setembro
-
-
os benéficos educacionais envolvidos começaram a trazer donativos. Trouxeram corais, conchas, âncoras, crustáceos — tudo que tinha que ver com o mar. Espécimes de peixes encontrados ao largo da costa de Margarita, algas, fotos que mostravam como cultivam ostras e mexilhões, esqueletos de tubarão e de golfinho se acham entre os outros itens a serem examinados ali.
Naturalmente, a baleia ocupa sua própria posição de honra. Logo os ossos ficarão lisos e branquinhos visto que estão sendo polidos com uma pequenina máquina manual de polir e então receberão uma camada de verniz plástico claro a fim de preservá-los.
E assim acontece hoje que, devido a alguém ter aceito um desafio, nasceu o Museu do Mar, no Centro de Investigações Científicas da Universidade do Oriente, na ilha de Margarita.
-
-
Eliminando o c. c.Despertai! — 1974 | 8 de setembro
-
-
Eliminando o c. c.
OS CHEIROS de corpo em geral estão associados com o suor, e suar tem sido parte da experiência humana desde o tempo de nossos primeiros pais. — Gên. 3:19.
Embora a pessoa não queira causar mal-estar desnecessário a outros, existe tal coisa como preocupar-se demais em eliminar o C. C., como é chamado. Afinal de contas, há a vaidade da natureza humana e a tendência de ir a extremos. Aproveitando-se desta fraqueza humana, a indústria publicitária em vários países tem sido grandemente responsável pelo desenvolvimento e pela venda de ampla variedade de desodorantes que se afirma eliminarem o C. C.
Segundo uma comissão da Associação Médica Estadunidense: “Há muitos desodorantes e antiperspirantes no mercado — suficientes para manter Adão livre do cheiro de corpo e da transpiração excessiva por toda sua longa vida — e talvez até mesmo o suficiente para satisfazer o consumidor atual.” Afirmam os críticos, contudo, que, devido primariamente à publicidade, todos os cheiros do corpo e da boca são considerados indesejáveis, devendo ser banidos, muito embora os cheiros do corpo sejam normais e até mesmo considerados desejáveis entre algumas sociedades.
Todavia, parece ser desejável interessar-se em manter o C. C. sob controle.
Na realidade, transpira sempre, quer note isso ou não. Há o que é chamado de suor insensível. Por meio dele, a pessoa mediana elimina quase um litro de umidade por dia.
Em contraste, há o que é conhecido como suor sensível, significando o que é muito evidente aos sentidos. Usualmente nosso corpo produz suor sensível quando a temperatura é muito alta, quando trabalhamos arduamente e se ficamos excitados ou sob alguma tensão emocional.
Dependendo das condições, o corpo da pessoa talvez elimine de cerca de um litro e meio até uns 19 litros de suor por dia!
As Glândulas Sudoríparas
Nossos corpos têm dois tipos de glândulas sudoríparas: as menores e bem mais numerosas — cerca de dois a três milhões — são as glândulas ecrinas. São responsáveis pela maior parte de nossa transpiração.
As outras, e menos numerosas, são conhecidas como glândulas apocrinas. São muito maiores mas se localizam principalmente nas axilas e nas áreas genitais. É sua excreção que resulta mormente no C. C. Parece que estas estão ligadas ao sexo, visto que as crianças antes da adolescência e as pessoas idosas não são grandemente incomodadas com o C. C. das axilas.
Contrário ao que talvez se pense, não é a própria perspiração que provoca necessariamente o mal-estar nos outros. Antes, é quando a perspiração sofre a ação de certas bactérias ou fungos que se exalam odores desagradáveis. Assim, são os produtos decompostos que realmente provocam o C. C.
Como Combater o C. C.?
O que faz com que alguns exalem forte e desagradável cheiro de corpo e como combatê-lo? Uma razão comum de alguns terem C. C. é que usam roupas de baixo em que suaram profusamente. Ao passo que o próprio suor, sob condições normais, é bem inodoro, as roupas suadas tendem a ter cheiro forte por causa da ação das bactérias. Assim, um remédio seria mudar com mais freqüência a roupa de baixo.
É bom ter presente, também, que o funcionamento normal das glândulas sudoríparas das axilas é acelerado pela tensão nervosa, e o C. C. pode aparecer bem subitamente. Por isso, alguém que tenha suado devido à tensão nervosa talvez ache aconselhável lavar as axilas logo que surja a oportunidade.
Outra razão de alguns terem C. C. é que se descuidam ou negligenciam a limpeza pessoal. Com efeito, alguns médicos crêem que a falta de higiene pessoal é “denominador comum” da maioria dos problemas com C. C. Tomar banhos de banheira ou de chuveiro com regularidade certamente será de ajuda. A água e o sabão reduzem o cheiro de corpo por eliminarem as bactérias e as secreções glandulares. Mas, o que fazer se a água for limitada? Então pode-se tomar um banho de esponja.
Na verdade, os dermatologistas avisam que banhar-se com demasiada freqüência não é bom para a pele, primariamente devido a que o sabonete usado ao banhar-se provoca irritação ou remove demasiado óleo da pele. Se isto for um problema, então sabonetes e óleos para banho, brandos, não-irritantes, são recomendados. Mesmo se a pessoa for extremamente sensível ao sabonete, pode limpar-se sem usar sabonete. Famoso alergista, o Dr. Waldbott, disse a respeito deste assunto: “Um paciente pode tomar seus banhos diários sem sabonetes e limpar seu corpo suficientemente por esfregar brandamente a pele com uma toalha seca após o banho.”
Muitas pessoas verificam que não basta banhar-se para resolver o problema do C. C., e usam alguma forma de desodorante ou antiperspirante. Estes se acham disponíveis em muitíssimas formas — líquidos, pós, cremes, no tipo roll-on, bastões e aerossóis.
Perfumes e colônias ajudam a encobrir cheiros desagradáveis com outros mais agradáveis. Cremes feitos de petrolatos atuam na absorção do odor. No entanto, aplicar simplesmente um desodorante não remove as bactérias. Por conseguinte, é sábio banhar-se primeiro, e então aplicar o desodorante.
Populares são também os antiperspirantes. São considerados drogas no sentido de que influem nas funções do corpo, neste caso, no suor. Podem reduzir o suor até em 50%, e isso por várias horas. Seu ingrediente ativo mais comum é uma forma de sais de alumínio, tais como o cloreto de alumínio e o hidroxicloreto de alumínio. Quanto a estes antiperspirantes, o volume The Pharmacological Basis of Therapeutics (A Base Farmacológica da Terapêutica; Quarta Edição), de Louis S. Goodman e Alfred Gilman, afirma: “Os sais de alumínio são conhecidos como provocando reações alérgicas em pessoas suscetíveis. O mecanismo da ação dos antiperspirantes não é completamente conhecido. Concorda-se em geral que estes agentes são adstringentes [tendo a propriedade de encolher os tecidos] e que tal ação é principalmente responsável por sua habilidade de reduzir as secreções da pele.”
Esta obra também indica que certos ingredientes nos desodorantes, usados para reduzir o número de bactérias na pele, também podem causar reações alérgicas. Assim, se a pessoa experimenta a irritação da pele com qualquer desodorante ou antiperspirante, poderia experimentar outros produtos que sejam menos irritantes. A pessoa sempre deve lavar-se antes de aplicar tais produtos, visto que as aplicações repetidas sem tal lavagem podem provocar grave irritação.
Caso a maioria ou todos os produtos convencionais provoquem irritação, ou se a pessoa simplesmente deseja evitá-los, talvez possa encontrar produtos naturais. O livro Our Poisoned Earth and Sky (Nossa Terra e Céu Envenenados), de J. I. Rodale e equipe menciona tal produto, que contém um tipo especialmente absorvente de “greda de pisoeiro, calcário fino usado na indústria têxtil para ‘pisoar’ ou limpar o pano”. Segundo esta fonte, “nem impede a perspiração nem a encobre, mas realmente atrai e segura a umidade”. Produtos similares talvez estejam disponíveis, dependendo de onde se vive.
“Higiene Feminina”
Os aerossóis em especial são populares na “higiene feminina”. Estes são fáceis de usar e têm fragrância agradável. Diz-se que, em 1971, as mulheres estadunidenses gastaram uns Cr$ 469 milhões com eles — mas não de caso pensado.
Assim, Consumer Reports (publicado por uma organização não-lucrativa) em seu número de janeiro de 1972, publicou um artigo de 3.000 palavras intitulado “Deve-se Usar Desodorantes Genitais?” Iniciava declarando que as firmas publicitárias dos EUA “criaram uma demanda de um produto de valor questionável. É também possível risco para a saúde.”
O artigo apontava quão pouca pesquisa fora feita quanto aos riscos para a saúde que tais produtos apresentavam, antes de serem lançadas no mercado — a lei não exigindo testes para cosméticos. Também mostrava que a publicidade está voltada para o sexo, ao invés de para a higiene, prevalecendo-se da preocupação das mulheres (e dos homens) em ter relações sexuais agradáveis.
Mais do que isso, o artigo revelava que várias mulheres sofreram graves complicações em resultado de usarem estes produtos, e que foram iniciados vários grandes processos por pessoas prejudicadas por tais produtos. Depois de frisar o ponto de que os aerossóis não poderiam fazer nada que o sabonete e água não pudessem fazer melhor, o artigo concluía com o conselho: “A solução para o problema imediato dos cosméticos genitais é simples. Não os use.”
Frisando quase os mesmos pontos, há os comentários da Dra. Eleanor B. Easley, Professora Clínica Adjunta de Obstetrícia e Ginecologia no Centro Médico da Universidade de Duke. Escrevendo num periódico da classe médica, em junho de 1973, declarou ela: “Estes preparados não são apenas desnecessários e/ou ineficazes. Podem ser prejudiciais. Temos observado graves reações de sensitividade resultantes de alguns deles. Os publicitários da Avenida Madison — com os olhos bem abertos, acho eu — exploram as inseguranças femininas em busca de lucro.”
Devido a tais fatos, a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA pediu que o seguinte aviso seja impresso em cada um de tais aerossóis: “Cuidado — Para uso externo apenas. Pulverize pelo menos a uns 20 centímetros da pele. Use com moderação e não mais de uma vez por dia para evitar a irritação. Não use
-