-
Evidência de projetoDespertai! — 1979 | 22 de junho
-
-
É aqui que os movimentos mecânicos são convertidos em impulsos elétricos, e enviados ao cérebro, que os traduz em sons. Para realizar tal função, 24.000 diminutos cílios dentro deste órgão atuam como as cordas dum piano. As ondas sonoras provocam movimentos dentro da cóclea, a partir dos quais tais “cordas” então reproduzem os vários tons. Através de nervos ligados a tais cílios, impulsos elétricos são enviados ao cérebro. Certa obra de referência afirma: “Visto que a cóclea do ouvido dom pianista é aproximadamente um milhão de vezes menor do que o piano que ele toca, é preciso imaginar um teclado e cordas de um piano de cauda reduzido cerca de 100 milhões de vezes, a fim de se chegar às dimensões do ‘piano’ auditivo no ouvido.” Nosso “piano” reproduz perfeitamente cada som — de leve sussurro a um crescendo duma grande orquestra — e tudo isto dentro de uma parte do tamanho duma ervilha! Projeto ou acidente? Já ouviu falar alguma vez de um piano de cauda que veio a existir por simples acaso?
A Mão Humana: “Instrumento dos Instrumentos”
Assim disse antigo médico sobre o que tornou possível tantas consecuções humanas. O bioquímico Isaac Asimov ecoou tais sentimentos por chamar a mão de:
“ . . . órgão manipulador superlativo, incomparavelmente a melhor coisa de seu tipo em todo o domínio da vida — com quatro dedos flexíveis e um polegar contraposto, de modo que o todo possa ser usado como pinça delicada ou segurador firme, torniquete, dobrador, puxador, empurrador, e manipulador de teclas do piano e da máquina de escrever.”
Deveras, a mão não só é poderosa, mas surpreendentemente ágil. Com ela podemos utilizar um martelo para dar marteladas e, por outro lado, também pegar pequeno alfinete.
Onde estão os poderosos músculos que controlam nossos dedos? Bem, se estivesse projetando a mão, onde colocaria os músculos? Talvez nos próprios dedos? Quão pavoroso isso seria! Pois, ainda que tivessem força, pareceriam salsichas grossas. Já tentou segurar um alfinete com uma salsicha grossa? Mas os músculos que curvam os dedos, na maior parte, estão situados no antebraço. Flexione seus dedos e sinta seu antebraço. Sente os músculos se moverem? Estes são ligados por “cordões” ou tendões, às pontas dos seus dedos, resultando em grande força, mas em genuína flexibilidade. Que notável projeto! Por mero acaso?
O Cérebro: “A Criação Mais Miraculosa do Mundo”
Foi assim que destacado antropólogo, Loren C. Eiseley, evolucionista, chamou nosso cérebro, lá em 1955. O homem, hoje em dia, com toda sua tecnologia incrementada, ainda fica perplexo diante do que nosso cérebro é capaz. Ele possui “10 bilhões de células nervosas, qualquer das quais poderá conectar-se com até 25.000 outras células nervosas. O número de interligações a que isto atinge seria de assombrar até mesmo um astrônomo — e os astrônomos estão acostumados a lidar com números astronômicos”, relata certa obra de referência, e acrescenta: “Um computador bastante sofisticado para lidar com tal número de interligações teria de ser suficientemente grande para cobrir a terra.”
Todavia, tudo isto é miniaturizado numa massa que pesa cerca de 1.360 gramas, pequena bastante para caber em suas duas mãos. Apropriadamente, é chamada de “a porção de matéria mais altamente organizada do universo”.
Nosso cérebro é capaz de realizar algo para o qual nenhum computador feito pelo homem jamais teve capacidade: a imaginação criativa. Isto se tornou especialmente evidente da experiência do compositor Ludwig van Beethoven. Quando uma de suas maiores obras, a Nona Sinfonia, foi apresentada, a assistência irrompeu em “frenético aplauso”, de tanto que gostaram dela. Beethoven não estava audivelmente cônscio disso; ele estava totalmente surdo! Imagine só, ele “ouviu” a riqueza plena da composição primeiramente em sua própria imaginação, e então a lançou em notas, e jamais ouviu realmente um tom sequer. Que poder de imaginação criativa possui nosso cérebro!
Não é óbvio que há exemplos de majestoso projeto em nosso corpo? Não deveríamos tirar a mesma conclusão lógica que a tirada por notável engenheiro-consultor que labutou por dois anos projetando um “cérebro eletrônico”? Ele disse: “Depois de confrontar e solucionar os muitos problemas de projeto que [o computador] apresentou, é-me inteiramente irracional imaginar que tal instrumento pudesse vir a existir por qualquer outro modo senão por meio de . . . um projetista inteligente. . . . Se meu computador exigiu um projetista, quanto mais aquela complexa . . . máquina que é meu corpo humano.”
Poderiam todos estes exemplos de projeto simplesmente “acontecer por acaso”? George Gallup, famoso estatístico, alguém que cuidadosamente compila números e fatos sobre certos assuntos, certa vez disse: “Eu poderia provar estatisticamente que Deus existe. Tome-se apenas o corpo humano — a probabilidade de que todas as funções do indivíduo simplesmente acontecessem por acaso é uma monstruosidade estatística.” Em outras palavras, a probabilidade de que tudo isto pudesse “acontecer por acaso”, sem algum poder orientador é, na realidade, impossível, “uma monstruosidade estatística.”
O grande físico, Lorde Kelvin, que por ocasião de sua morte “era, sem dúvida, o maior gênio científico do mundo”, chegou à mesma conclusão: “Somos inteiramente obrigados pela ciência a crer com perfeita confiança numa Força Diretora — numa influência diferente das forças físicas, dinâmicas ou elétricas . . . Vemo-nos obrigados, pela ciência, a crer em Deus.” (Grifo acrescentado)
Podemos ver evidência convincente da existência de Deus mediante (1) sólida lógica científica e (2) a existência de projeto no mundo ao redor de nós. Uma questão ainda nos vem à mente: Como é este Deus? Para obter uma resposta satisfatória, queira ler o artigo seguinte.
-
-
Deus existe! Mas como é ele?Despertai! — 1979 | 22 de junho
-
-
Deus existe! Mas como é ele?
QUE dizer de sua personalidade? É ele o tipo de pessoa que amaríamos caso viéssemos a conhecê-lo intimamente? Acha que tais perguntas são importantes?
Como podemos chegar a conhecer algumas de suas qualidades? Em Romanos 1:20, a Bíblia sugere: “Pois as . . . qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas [“entendidas por meio de Suas obras” — New Berkeley Version], mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.”
Por fazer um exame profundo do que Deus tem feito, “de Suas obras”, podemos aprender quais são algumas de suas qualidades. Bem, o que vemos?
Amor e Bondade
Tais qualidades são bem evidentes no
-