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CoráAjuda ao Entendimento da Bíblia
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supridos com incensários e queimando incenso. — Núm. 16:16, 17.
Corá e os 250 homens junto com ele, todos portando incensários, com incenso sendo queimado, ficaram em pé na entrada da tenda de reunião, junto com Moisés e Arão, no dia seguinte. A glória de Jeová apareceu a toda a assembléia, e Deus falou a Moisés e Arão, mandando-lhes que se separassem do meio da assembléia, ‘para que eu a extermine num instante’. No entanto, Moisés e Arão intercederam pelo povo, e Deus então mandou que Moisés ordenasse à assembléia para se afastar dos tabernáculos de Corá, Datã e Abirão. Fez-se isto. (Núm. 16:18-27) Pouco depois, “a terra passou a abrir a sua boca e a tragar tanto a eles como os da sua casa, e todo o gênero humano que pertencia a Corá, e todos os bens”. Eles e tudo que lhes pertencia desceram vivos ao Seol, e a terra os cobriu. — Núm. 16:28-34.
Os que estavam diante da tenda da reunião com os incensários cheios de incenso não escaparam, pois “saiu fogo da parte de Jeová e passou a consumir os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam incenso”. (Núm. 16:35) O próprio Corá estava com eles naquele momento, e, assim, pereceu nesse fogo que veio da parte de Deus. — Núm. 26:10.
Os incensários daqueles que conspiraram junto com Corá foram transformados em chapas metálicas com as quais o altar foi revestido. Fez-se isto “porque os apresentaram perante Jeová, de modo que se tornaram sagrados; e devem servir de sinal para os filhos de Israel”. (Núm. 16:36-40) Apesar desta poderosa evidência de julgamento divino, logo no dia seguinte a inteira assembléia de Israel murmurou contra Moisés e Arão, queixando-se: “Vós é que fizestes morrer o povo de Jeová.” Isto suscitou a indignação da parte de Deus e, apesar dos rogos de Moisés e de Arão, 14.700 morreram em resultado dum flagelo da parte de Jeová, que só cessou depois que Arão fez expiação a favor do povo. (Núm. 16:41-50) Depois disso, a posição sacerdotal de Arão foi confirmada pelo florescimento de seu bastão. — Núm., cap. 17.
Do registro bíblico parece evidente que os filhos de Corá não acompanharam seu pai nessa rebelião, pois declara: “No entanto, os filhos de Corá não morreram.” (Núm. 26:9-11) Os descendentes de Corá mais tarde obtiveram destaque no serviço levítico.
O escritor do livro de Judas vinculou Caim, Balaão e Corá, quando avisava os cristãos a vigiar os homens animalescos que “pereceram na conversa rebelde de Corá!” Corá, evidentemente, buscava glória para si mesmo. Desafiou as designações de Jeová, tornando-se rebelde, e, assim, sofreu merecidamente a morte, em consequência de seu proceder incorreto. — Judas 10, 11.
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CORAÇÃO
Este importante órgão do corpo bombeia o sangue (em que se acha a alma ou vida), a fim de nutrir as células do corpo. — Lev. 17:14.
Todas as emoções influem no coração. Um editorial na revista Health (Saúde), de fevereiro de 1966, declarava: “O modo de pensar doentio, sentimentos (emoções) doentios, e vontades doentias podem contribuir ativamente para o aparecimento de distúrbios cardíacos.” — P. 3.
No entanto, não ocorre apenas que todas as emoções influem no coração, mas há também evidência de que o coração, por sua vez, influi nas emoções. Que o coração desempenha um papel na formação da personalidade de seu possuidor é também indicado por certos conceitos médicos. O livro Emotions and Bodily Changes (As Emoções e as Alterações Físicas), de Flanders Dunbar (da editora “Columbia University Press”, 1954), cita W. H. von Wyss como afirmando: “Visto que a circulação é aquela função cuja cessação significa o fim instantâneo da vida, o coração se tornou um dos órgãos mais importantes da expressão íntima. É por este motivo que o coração possui relações tão íntimas com a vida emocional, e se tornou o símbolo daquilo que é realmente individual no homem, o símbolo de suas virtudes e de seus vícios. É o estudo destas relações que nos traz ao limiar de nosso conhecimento, à questão daquilo que, em última análise, une a psique e o soma [corpo] em uma só unidade.”
O SIGNIFICADO DO CORAÇÃO
Na Bíblia, “coração” é o que designa a sede das afeições e da motivação. (Sal. 119:11) Que o “coração” é o que motiva a mente e o proceder é ilustrado no relatório sobre a preparação e a construção da tenda de reunião no deserto. “Todo aquele cujo coração o impelia”, todos “cujos corações os incitavam” contribuíram com materiais, com suas perícias e sua mão-de-obra. (Êxo. 35:21, 26, 29) O espírito de Deus atuou sobre o coração de Bezalel e Ooliabe para que ensinassem a outros, e executassem os excelentes serviços requeridos. (Êxo. 35:30-35) Devido à sua força motivadora, o coração focaliza a atenção naquilo que a pessoa realmente é no íntimo, de modo que o apóstolo Pedro podia falar da “pessoa secreta do coração”. — 1 Ped. 3:3, 4.
A INCLINAÇÃO DO CORAÇÃO DOS HUMANOS IMPERFEITOS
Adão, embora contemplado com um bom coração, e tendo sua mente capaz de raciocinar de modo perfeito, permitiu que seu coração fosse engodado (Jó 31:27; Tia. 1:14, 15), rejeitou a verdade e desviou-se de Deus. Por conseguinte, todos os humanos, descendentes do decaído Adão, foram concebidos em pecado, e dados à luz no erro. (Sal. 51:5) Antes do Dilúvio, os homens, em geral, possuíam corações inclinados apenas para o mal; não tinham desejo
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