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  • “Deve nosso bebê ser circuncidado?”
    Despertai! — 1980 | 22 de março
    • “Deve nosso bebê ser circuncidado?”

      — Como um casal respondeu a esta pergunta.

      SE ESTÁ esperando bebê, talvez esteja considerando esta pergunta. Como pais de dois filhos, também tivemos nosso tempo de pensar, ler e falar sobre isto. E, como estudantes da Bíblia, tínhamos interesse especial no assunto, lembrando que por muitos séculos a circuncisão foi uma lei inviolável dada aos descendentes de Abraão pelo próprio Grande Médico, Jeová. — Gên. 17:10.

      Devido a este aspecto bem especial da circuncisão, temos encarado com interesse uma tendência recente em alguns círculos de questionar a sabedoria da circuncisão rotineira. Embora cerca de 90 por cento de todos os varões dos Estados Unidos sejam rotineiramente circuncidados ao nascerem, apareceram vários artigos em revistas médicas recentes advogando que se cessasse a prática.

      Ao examinarmos o assunto, pareceu-nos que alguns destes artigos expressavam opiniões bastante extremas. Outros, contudo, pareciam bem sérios, merecendo nossa atenção parental. Estes se referiam aos riscos envolvidos na circuncisão. Alguns citavam certos psiquiatras de crianças, como o Dr. Rene Spitz, falecido recentemente, que disse: “Esta é uma das crueldades que a classe médica irrefletidamente inflige aos bebês.”

      Estas sugestões interessam aos estudantes da Bíblia, quer eles sejam pais quer não. Afinal de contas, deu Jeová a seu povo escolhido um mandado que, à luz da ciência moderna, envolve grave risco e até mesmo crueldade? Queríamos saber mais sobre isto.

      A Origem da Prática

      Uma recapitulação da história da circuncisão revela que ela é uma prática realmente antiga. Algumas autoridades acreditam que, com exceção à onfalotomia, o corte do cordão umbilical, a circuncisão provavelmente é o tipo de cirurgia mais antigo. A palavra circuncisão é formada das palavras latinas que significam “ao redor+cortar”, e se refere ao corte do prepúcio, ou pele do pênis semelhante à luva. Esta cirurgia tem sido praticada por muitas tribos e muitos povos além dos judeus.

      Mas a ciência moderna tem fornecido razão adicional à nossa fé de que a circuncisão foi divinamente prescrita aos judeus, pois sua prática era sem igual num aspecto específico: o tempo. Comentando este fator específico, o célebre Dr. Alan F. Guttmacher disse:

      “É digno de nota que os primitivos judeus, que fizeram muitas observações interessantes tanto em medicina como em higiene, fixaram a operação para o oitavo dia. Provavelmente chegaram aí por meio de ensaio e erro. Um número considerável de operações feitas antes do oitavo dia provavelmente sangrassem perigosamente, ao passo que as feitas no oitavo dia raramente sangram. A medicina moderna encontrou uma explicação possível na vitamina K. Esta vitamina . . . contribui para o processo de coagulação sangüínea. . . . O nível no sangue do bebê ao nascer é relativamente baixo, mas cai ainda mais durante os primeiros dias de vida, visto que a criança não pode produzir sua própria vitamina K até que ingira um suprimento salutar de germes. O trato intestinal do bebê começa então a produzir sua própria vitamina K, e o suprimento aumenta gradualmente até que alcança um nível adequado quando o bebê tem uma semana de nascido.”

      Os estudantes da Bíblia, naturalmente, questionarão um ponto com o Dr. Guttmacher. As “muitas observações interessantes” que os judeus fizeram, tais como diagnóstico e tratamento de doenças, a importância da água limpa, a quarentena, o valor da lavagem e do banho freqüentes, as medidas de precaução ao lidarem com sangue, cadáveres, excrementos, e em questões sexuais, inclusive a circuncisão no oitavo dia, não foram conseguidas por “ensaio e erro”, mas por revelação divina.

      Nem a vitamina K é o único fator envolvido no tempo prescrito para a circuncisão. Outro elemento coagulante do sangue é a protrombina. Resumindo informações que apareceram no periódico Holt Pediatrics, o Dr. S. I. McMillen observou que “no terceiro dia de vida do bebê a protrombina disponível é apenas trinta por cento da normal. Qualquer operação cirúrgica que seja realizada no bebê neste tempo o predispõe a séria hemorragia . . . a protrombina sobe vertiginosamente no oitavo dia a um nível ainda melhor do que o normal — 110 por cento. Daí nivela . . . Parece que um bebê de oito dias de nascido tem mais protrombina disponível do que em qualquer outro dia de sua vida inteira. Assim, a pessoa observa que . . . o dia perfeito para se realizar a circuncisão é o oitavo dia.”

      Estas descobertas médicas, feitas milhares de anos depois de Jeová ordenar a Abraão que circuncidasse precisamente no oitavo dia, são significativas. Mais uma vez somos lembrados de que Jeová não só sabe o que é melhor para nós, mas aplica seu conhecimento para o nosso bem.

      Hoje em dia, no entanto, as circuncisões médicas são quase todas realizadas antes do oitavo dia de vida. Por quê? Bem, é mais conveniente fazê-la antes de o bebê deixar o hospital.

      Concluímos que a circuncisão, se realizada no tempo prescrito pelo Criador, não envolve nenhum risco extraordinário. Não obstante, os oponentes da circuncisão rotineira referem-se a “riscos”. Quão grandes são estes riscos na circuncisão moderna?

      Avaliando os Riscos

      O capitão E. Noel Preston, do Corpo Médico da Força Aérea dos Estados Unidos, alistou possibilidades tais como de hemorragia, infecções, remoção de muita pele, lacerações acidentais, circuncisão incompleta (resultando na formação de aderências e deformidade peniana secundária), e até mesmo amputação acidental.

      Como pais, ficamos francamente pasmados com esta lista de possibilidades chocantes! Mas, depois de considerarmos o assunto, começamos a ter melhor perspectiva. Raciocinamos que, embora vivêssemos num país onde 90 por cento de todos os meninos são circuncidados, pessoalmente nunca ouvimos falar de uma única complicação — nem mesmo de uma pequena infecção, muito menos de uma mutilação. O que dizem as estatísticas?

      De acordo com um relatório, uma média de 16 crianças morreram anualmente na Inglaterra e no País de Gales entre 1942 e 1947 como resultado direto da circuncisão. Por outro lado, temos a observação do Dr. M. S. Eiger, um pediatra, que declarou: “Em dez anos de prática em dois grandes hospitais de Nova Iorque, nunca vi uma complicação de circuncisão que consideraria de sérias proporções.” Vários estudos feitos nos Estados Unidos parecem corroborar esta última observação. Num hospital de Nova Iorque, houve seis complicações e nenhuma morte numa série de mais de 10.000 circuncisões realizadas entre 1933 e 1951; três casos de sangramento exigiram pontos e não houve mortes em 1.878 casos relatados na Califórnia em 1951, e apenas uma morte em mais de meio milhão de circuncisões realizadas na cidade de Nova Iorque entre 1939 e 1951.

      Bem, mesmo uma morte em mais de meio milhão é uma perda terrível; mas perguntávamo-nos se mesmo estes casos raros não poderiam ser eliminados se a operação fosse realizada no dia cientificamente seguro. Após a devida consideração, decidimos que, se realizada no oitavo dia por um médico experiente, a circuncisão provavelmente seria um dos menores riscos que nossos filhos poderiam enfrentar, e que os possíveis riscos seriam sobrepujados pelos prováveis benefícios.

      Os Benefícios Esperados

      Visto que a circuncisão obrigatória foi divinamente abolida durante o primeiro século, sabíamos que nossos filhos não poderiam vangloriar-se de mérito religioso por causa da circuncisão. (Atos 15:1-29; 1 Cor. 7:19) Também sabíamos que o prepúcio é uma parte da criação de Jeová e que ele não requereu que seus servos antes de Abraão o removessem, nem o requer de seus adoradores cristãos. Sabíamos que o futuro de nossos filhos como servos do Altíssimo dependeria da mais importante ‘circuncisão do coração’, ou seja, remover do coração o que é supérfluo e que contribui para o desenvolvimento da impureza. — Rom. 2:29; Col. 3:5-11.

      Não obstante, que há um valor prático na circuncisão foi explicado no periódico Science News Letter, de 31 de outubro de 1964: “A razão para a circuncisão é o asseio, impedir o acúmulo de uma mistura irritante chamada esmegma no apertado espaço entre a glande masculina e o prepúcio que a recobre.” Um artigo na publicação Today’s Health explica que “o esmegma . . . se não for removido . . . torna-se um mal cheiroso campo de cultivo de bactérias que causam irritação e infecção.”

      Os oponentes da circuncisão rotineira sugerem que “se se pode ensinar a uma criança a dar laço nos sapatos ou escovar os dentes ou lavar atrás das orelhas, também se pode ensinar-lhe lavar por baixo do prepúcio”. Sem dúvida isto se dá com muitas crianças. Mas, lamento dizê-lo, nossos meninos nunca foram diligentes ou meticulosos em nenhuma destas tarefas! E, ao passo que o pior que se pode esperar de dentes mal limpos seja a cárie dentária, bem mais pode estar envolvido no caso de prepúcio sujo.

      Estudos realizados na América, Europa e Ásia revelaram uma incidência bem maior de câncer do pênis em homens incircuncisos do que em circuncisos. De fato, conforme M. S. Eiger, Doutor em Medicina, advertiu: “O câncer do pênis virtualmente nunca ocorre num homem que foi circuncidado na infância.” Estes estudos têm sido tão conclusivos que até mesmo um destacado oponente da circuncisão, nos Estados Unidos, admitiu: “Higiene sexual deficiente, condições higiênicas inadequadas, e doenças venéreas, tendem a aumentar a incidência de cânceres geniturinários nos grupos éticos ou nas populações que não praticam a circuncisão. Nestes grupos, então, a circuncisão seria indicada.”

      Este mesmo médico, porém, não acha que a circuncisão rotineira seja necessária nos E. U. A., onde um alto grau de higiene pessoal está ao acesso (da maioria das pessoas). Um artigo na publicação Woman’s Day declara que “a higiene adequada confere quase a mesma proteção contra o câncer do pênis do que a circuncisão”.

      No entanto, o câncer do colo do útero, o terceiro câncer mortífero mais comum entre as mulheres estadunidenses, é praticamente desconhecido entre as mulheres judias. Muitas autoridades acham que o fato de os homens judeus serem circuncidados é o fator que contribui para isto.

      Um estudo feito na Iugoslávia comparou muçulmanos circuncisos emancipados e não-muçulmanos incircuncisos. Descobriram duas vezes mais lesões pré-malignas no colo do útero de esposas de não-muçulmanos incircuncisos do que no de esposas de muçulmanos emancipados circuncisos (11 em 1.000 nos primeiros, 5,5 em 1.000 nos últimos). O interessante é que descobriram que a ocorrência desta doença entre os muçulmanos ortodoxos (que praticam a circuncisão na adolescência, junto com outras formas de higiene sexual) era zero.

      Mas é cruel a circuncisão? Bem, para nós, a proteção oferecida pela circuncisão pareceu-nos mais do que compensar a dor momentânea. Lembramos que, em muitos dos melhores investimentos da vida, “melhor é o fim posterior dum assunto do que o seu princípio”. (Ecl. 7:8) Não tememos produzir em nossos filhos personalidades amedrontadas, pois lembramos de muitas personalidades desejáveis entre as fileiras dos circuncisos.

      Foi a NOSSA Decisão

      Compreendemos que nem todos os pais concordam com nossa decisão. Quer os pais façam opção pela circuncisão, quer não, sua decisão merece o respeito dos outros. Especialmente se forem cristãos, podemos ter certeza de que não tomaram qualquer decisão, de modo irrefletido, envolvendo seus filhos. Certo pai cristão explicou sua decisão do seguinte modo: “Gabriel teve um nascimento prematuro, e sentimos que não deveríamos acrescentar às suas dificuldades a ferida da circuncisão. Naturalmente, os lembretes de Jeová nos deixaram apercebidos da importância do asseio genital, de modo que o temos instruído cuidadosamente neste respeito.”

      Muitos pais podem achar que não podem arcar com a despesa da operação, ou talvez ela não lhes seja prontamente disponível. Por fim, alguns talvez raciocinem que se Jeová pensasse que a circuncisão fosse indispensável ele não teria feito com que cessasse este mandamento antigo.

      Isto, então, faz com que nosso exame volte ao ponto de partida, deixando a decisão a quem ela realmente compete: a vocês, os pais. — Contribuído.

  • A Comemoração da morte de Cristo
    Despertai! — 1980 | 22 de março
    • A Comemoração da morte de Cristo

      A morte de Jesus Cristo tem profundo significado para todos os cristãos genuínos. Foi mediante a sua morte que a humanidade foi resgatada da morte para a vida. Portanto, a morte de Cristo significará, em breve, o alívio da doença, do sofrimento e da morte. Mesmo os nossos entes queridos falecidos terão a oportunidade de serem ressuscitados, sob o reino de Deus por Cristo, para viver numa terra transformada em paraíso.

      Assim, com todos estes aspectos positivos, não foi de admirar que, em 1979, 5.323.766 pessoas se reuniram para comemorar a morte de Cristo, ou a Refeição Noturna do Senhor, em todo o mundo, sendo que 299.453 delas no Brasil. Agora, em 1980, espera-se que um total ainda maior compareça a esta única comemoração ordenada por Cristo, a ser realizada em todos os Salões do Reino das Testemunhas de Jeová, na segunda-feira, 31 de março, depois do pôr-do-sol.

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