-
Joel, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
livros da Bíblia. (Compare Joel 2:2 com Sofonias 1:14, 15; Joel 2:4, 5, 10 com Revelação 9:2, 7-9; Joel 2:11 com Malaquias 4:5; Joel 2:12 com Jeremias 4:1; Joel 2:13 com Êxodo 34:6, Números 14:18, Salmo 86:15, e 106:45; Joel 2:31 com Isaías 13:9, 10, Mateus 24:29, 30, e Revelação 6:12-17.) O cumprimento das profecias de Joel fornece ainda outro argumento em favor de sua autenticidade. Conforme predito, Tiro, Filístia e Edom experimentaram os julgamentos de Jeová. (Joel 3:4, 19; para pormenores, veja EDOM, EDOMITAS; FILÍSTIA, FILISTEUS. ) No dia de Pentencostes do ano 33 EC, o apóstolo Pedro mostrou que o derramamento do espírito de Deus sobre os discípulos de Jesus Cristo era um cumprimento da profecia de Joel. (Joel 2:28-32; Atos 2:17-21) Mais tarde, o apóstolo Paulo aplicou as palavras proféticas encontradas em Joel 2:32 tanto aos judeus como aos não-judeus que invocam a Jeová com fé. — Rom. 10:12, 13.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Palavra de Jeová sobre grave praga de insetos (1:1-14)
A. Uma praga tão grande a ponto de ser mencionada por futuras gerações (1:1-4)
1. Ébrios deviam acordar, uivar e chorar por causa da devastação, causada pela “nação” sem número, que desnuda a terra, cortando o suprimento de vinho doce (1:5-8)
2. Trigo, cevada, videira e árvores atingidos a tal ponto que oferta de cereais e oferta de bebidas cessam na casa de Jeová, fazendo que sacerdotes pranteiem (1:9-12)
B. Instados os sacerdotes a vestir-se de saco
(serapilheira),santificar tempo de jejum, ajuntar anciãos à casa de Jeová e clamar a Ele por socorro (1:13, 14)
II. “Está próximo o dia de Jeová” (1:15-20)
A. Dia de Jeová assinalado por invasão de “sua força militar”, povo numeroso e poderoso, parecido com cavalos; “adiante dele um fogo devora e atrás dele uma chama consome” (2:1-11)
B. Convocação para todos retornarem a Jeová com coração completo, visto que Ele é clemente, misericordioso, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência, e responderá à oração de seu povo arrependido (2:12-19)
1. Jeová dispersará “nortenho” em favor deles (2:20)
2. Abençoará seu povo arrependido com safras abundantes, compensará danos causados pela grande força militar dos insetos e, depois disso, derramará seu espírito sobre toda sorte de carne (2:21-29)
C. Portentos nos céus e na terra precederão a vinda do dia de Jeová (2:30, 31)
D. Os que invocam o nome de Jeová escaparão de seu dia atemorizante (2:32)
III. Quando restaurados os cativos de Judá e Jerusalém, nações serão julgadas pela violência causada a eles (3:1-3)
A. Por venderem judeus, Tiro, Sídon e Filístia terão seus filhos e filhas vendidos aos judeus que, por sua vez, os venderão a homens de Sabá (3:4-8)
B. Nações se prepararão para a guerra e descerão à baixada de Jeosafá, para ali sofrer tratamento num lagar (3:9-15)
1. Jeová protegerá seu povo ao executar julgamento sobre nações (3:16)
2. Julgamento resultará em seu povo vir a conhecê-lo como seu Deus, e Jerusalém se tornar lugar santo, sem nenhum estranho passar por ela (3:17)
C. Egito se tornará baldio desolado e Edom um ermo, mas a terra de Judá produzirá abundantemente, e será habitada por tempo indefinido, o sangue de seus habitantes sendo considerado inocente por Jeová (3:18-21)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 139-141.
-
-
Joelho, AjoelharAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
JOELHO, AJOELHAR
Esta junta da perna é importante para a sustentação do corpo. Por isso, joelhos titubeantes ou enfraquecidos representam a fraqueza, e joelhos trêmulos, o temor. — Jó 4:4; Sal. 109:24; Isa. 35:3; Dan. 5:6; Heb. 12:12.
Todos dentre os 10.000 homens de Gideão, exceto 300, puseram-se de joelhos para beber água, pelo que parece enfiando o rosto na água. Nesta posição, não podiam ficar alertas, preparados para o caso dum ataque de surpresa. Mostraram-se mais preocupados em saciar sua sede do que com a questão à sua frente. Por outro lado, os 300 permaneceram de pé, apanhando a água e sorvendo-a de suas mãos, estando alertas, vigilantes e prontos. Os 9.700 negligentes foram, por conseguinte, dispensados. — Juí. 7:3, 5-8.
Figurativamente, um filho que se diz ter ‘nascido sobre os joelhos’ duma pessoa que não era sua mãe, e assim gozava do favor e dos cuidados dessa pessoa, era reconhecido como filho ou descendente dessa pessoa, assim como o filho de Bila era considerado como filho de Raquel. — Gên. 30:3-6; compare com Gênesis 50:23.
Jeová prometeu restaurar seu povo e o assemelhou a filhos de Sião ou Jerusalém, que seriam ‘afagados sobre os joelhos’, isto é, bem cuidados, e reconduzidos a uma condição favorecida. — Isa. 66:12, 13.
AJOELHAR
A palavra hebraica para “ajoelhar” [barakh] é a mesma raiz que para o termo “bênção”, o que pode indicar que, pelo menos às vezes, conferiam-se bênçãos às pessoas enquanto elas estavam ajoelhadas. A pessoa talvez ajoelhasse como uma demonstração de respeito ou para implorar o favor de outrem, como quando um “chefe de cinquenta”, que representava o Rei Acazias, ajoelhou-se diante de Elias para suplicar por sua vida e a dos homens que o acompanhavam. (2 Reis 1:13, 14) Foi de joelhos que um leproso suplicou a Jesus que o purificasse. (Mar. 1:40-42; também 10:17-22) Os verdadeiros adoradores amiúde se ajoelhavam quando oravam a Deus, esta postura sendo um indício apropriado de sua humildade. — Esd. 9:5; Atos 9:36, 40; 21:3-6.
-
-
JogosAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
JOGOS
Desde os primórdios da história humana, tornou-se manifesto o interesse do homem pela diversão e pelo entretenimento. Diz-se que Jubal, na sétima geração a contar de Adão, foi “o fundador [precursor] de todos os que manejam a harpa e o pífaro”. (Gên. 4:21) No decorrer do tempo, pelo menos no período pós-diluviano, também se desenvolveram os jogos.
Em áreas amplamente espalhadas do Egito, da Palestina e da Mesopotâmia, os arqueólogos têm descoberto, por suas escavações, várias formas de tabuleiros de jogos, pedras de xadrez, dados e outras peças de jogos, alguns dos quais remontam a épocas anteriores a Abraão.
ISRAEL
A Bíblia não faz nenhuma referência direta a jogos entre os hebreus, mas existem indícios esparsos de certas formas de recreação, além da música, do canto, da dança e da conversação. Zacarias 8:5 menciona crianças que brincavam nas praças públicas, e em Jó 21:11, 12 se menciona o canto e a dança de meninos. No tempo de Jesus, as crianças brincavam de imitar ocasiões felizes e tristes. (Mat. 11:16, 17) Escavações feitas na Palestina trouxeram à luz brinquedos de crianças, tais como chocalhos, assobios, e panelas e carros em miniatura. É bem provável que se praticasse o tiro ao alvo com flechas, bem como com atiradeiras. (1 Sam. 20:20-22, 35-40; Juí. 20:16) No entanto, jogos competitivos não parecem ter sido praticados pelos judeus até o período helênico.
Em Israel eram populares os enigmas e os jogos de adivinhação, conforme ilustrado pelo enigma que Sansão propôs aos filisteus. — Juí. 14:12-14.
GRECIA
Por volta do tempo em que Isaias começou a profetizar em Judá, durante o reinado do Rei Acaz, os gregos começaram suas famosas competições atléticas das Olimpíadas, em honra a Zeus, no ano 776 AEC. Ao passo que os jogos em Olímpia continuaram sendo os mais famosos, três outras cidades gregas se tornaram importantes centros das disputas. No istmo próximo a Corinto eram realizados os Jogos ístmicos, consagrados como sendo sagrados para Posseidon. Delfos apresentava os Jogos Pítios, ao passo que os Jogos de Neméia, também em honra a Zeus, eram realizados em Argos.
O programa básico em todas essas disputas incluía corridas a pé, luta livre, boxe, arremesso de discos e de dardos, corridas de carros, e outros eventos. Os participantes juravam manter o rígido treinamento de dez meses, que ocupava a maior parte de seu tempo. Este treinamento era estritamente supervisionado por juízes que moravam junto com os participantes. Os treinandos amiúde trabalhavam sob condições mais difíceis do que as da disputa real, os corredores treinando com pesos sobre os pés, e os boxeadores vestiam pesados uniformes. Amiúde gastavam-se anos no desenvolvimento das qualidades necessárias para se tornar um vencedor dos jogos. O prêmio consistia em uma simples grinalda ou coroa de folhas, sendo usada a oliveira-brava nos Jogos Olímpicos, folhas de pinheiro nos Jogos ístmicos, lauréis nos Jogos Pítios, e salsa nas disputas de Nemeia. O prêmio era amiúde exibido na linha de chegada, junto com o juiz, inspirando os participantes nas corridas a pé a empenharem-se o máximo, enquanto mantinham os olhos fixos no prêmio. Deixar de obedecer às regras, contudo, resultava em sua desclassificação. Os jogos eram o tópico da conversa de todos antes, durante e depois do evento. Os atletas vitoriosos eram elogiados e endeusados, sendo cobertos de presentes e muito festejados. Corinto concedia aos atletas vencedores uma pensão vitalícia.
Jogos pagãos são introduzidos na Palestina
No reinado de Antíoco Epifânio, no segundo século AEC, os judeus helenizantes introduziram a cultura e as competições atléticas gregas em Israel, e edificou-se um ginásio em Jerusalém, segundo o primeiro capítulo do livro apócrifo de Primeiro Macabeus. Declara-se em 2 Macabeus 4:12-15 que até mesmo os sacerdotes negligenciavam o cumprimento de seus deveres para participar dos jogos. Outros, contudo, objetavam fortemente a tal adoção dos costumes pagãos.
ROMA
Os jogos romanos diferiam grandemente dos jogos gregos, uma vez que tinham como modalidades principais a luta de gladiadores e
-