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  • Aptidão física — vale a pena o esforço?
    Despertai! — 1972 | 8 de dezembro
    • sapatos e escovam os dentes. Gramados são aparados com cortadores de grama a motor. E os canais de TV são trocados do próprio lugar da pessoa por controle remoto.

      A ênfase na ‘vida fácil’ quase que eliminou por completo o exercício físico. O fato é que o trabalho diário mais duro que alguns escriturários fazem é tomar um banho de chuveiro e vestir-se! Mas, será que tal falta de exercício realmente precipita os ataques cardíacos?

      Sim, a evidência revela que as pessoas sedentárias são mais inclinadas aos ataques cardíacos do que as pessoas ativas.

      Exemplificando, certo estudo verificou que os cobradores de ônibus londrinos que constantemente andavam para a frente e para trás, e subiam e desciam as escadas dos ônibus de dois andares tinham uma taxa de ataques cardíacos na metade da dos motoristas de ônibus. Também, um estudo dos residentes dos mosteiros, onde a dieta e o ambiente eram os mesmos, revelou que os trabalhadores campais tinham menos ataques cardíacos do que os monges de ocupações sedentárias.

      As autoridades concordam quase que unanimemente que o exercício é vital para a vida saudável. O Diretor de Pesquisas Cardiovasculares da Universidade de Vermont, o Dr. Wilhelm Raab, indicou com precisão: “A falta de exercício é a causa principal da doença coronária.”

      Por que, porém, se diz isso? Por que precisamos de exercício para vivermos?

      A Capacidade do Coração

      Nosso corpo se compõe de mais de 600 músculos, sendo o coração o mais notável de todos eles. Normalmente bate cerca de setenta vezes por minuto, ou cerca de 100.000 vezes por dia. Neste tempo, bombeia cerca de sete toneladas de sangue através dos mais de 96.000 quilômetros de vasos sanguíneos. Todavia, nessa taxa, o coração não está trabalhando arduamente. É capaz de um esforço muito maior.

      Por exemplo, quando obrigado pelo exercício, o coração de pessoa fisicamente apta pode dobrar a quantidade de sangue bombeada com cada batida. E pode acelerar grandemente sua taxa, bombeando eficazmente ao bater 180 vezes por minuto. Assim, o coração consegue aumentar seu trabalho mais de cinco vezes, bombeando mais de vinte e cinco litros por minuto para levar a nutrição aos músculos do corpo. E o coração de atletas persistentes possui uma capacidade ainda maior!

      Por certo, tendo tão notável capacidade de trabalho, o coração da pessoa sedentária deve sofrer com a falta de exercício. O Doutor M. F. Gram, da Faculdade de Medicina do Sudoeste da Universidade do Texas, EUA, observa: “Privar este notável órgão da sua função máxima por longos períodos de tempo é um convite ao desastre. É bem parecido a se colocar o braço numa tipóia; os músculos definham e se atrofiam e logo o braço não é capaz de realizar nada mais de que uma fração do trabalho para o qual foi originalmente tencionado. Daí, quando subitamente convocado ao exercício estrênuo, não consegue corresponder. Comumente, no caso do coração não treinado, isto resulta num ataque cardíaco.”

      Necessidades do Coração

      O músculo cardíaco precisa de quantidade grande e constante de sangue para nutri-lo, exigindo 1/20 do suprimento de sangue do corpo, embora represente apenas 1/200 do peso do corpo. O coração não obtém este sangue diretamente de suas próprias câmaras de recepção e ejecção, mas o obtém por meio das duas artérias coronárias. Estas artérias principais envolvem o coração, e se dividem em muitas artérias cada vez menores que se estendem e se aprofundam no músculo cardíaco. O oxigênio e outros nutrientes fornecidos por estas artérias são vitalmente importantes, pois estas são as artérias diretamente envolvidas nos ataques cardíacos.

      O Valor do Exercício Regular

      O que ocorre quando uma pessoa é sedentária? As artérias que suprem o sangue aos músculos se tornam cada vez mas estreitas, e muitos vasos pequenos até mesmo desaparecem. Assim, o sangue para os músculos, e portanto o oxigênio, é menos. O volume total de sangue do corpo é até mesmo reduzido. Caso haja uma emergência, talvez súbita tensão ou uma artéria coronária “obstruída”, então, o que acontecerá? O sistema circulatório talvez não consiga fornecer suficiente oxigênio ao coração, provocando um ataque cardíaco.

      Por outro lado, o que acontece quando a pessoa é regularmente ativa? Na vigorosa atividade física, o fluxo de sangue pelos músculos do esqueleto aumenta cerca de dez vezes e o consumo de oxigênio por estes músculos talvez aumente cem vezes. Assim, o exercício regular faz com que as artérias da pessoa se tornem maiores, de modo a poderem levar mais sangue. Também, mais vasos sanguíneos se abrem nos tecidos musculares, fornecendo novas rotas para levar mais oxigênio. Especialmente no caso do músculo cardíaco, isto é uma vantagem, pois, então, se uma das artérias se tornar “obstruída”, o suprimento de sangue pelas rotas auxiliares talvez seja suficiente para impedir que o músculo cardíaco careça de oxigênio e pare.

      A atividade física regular, também, ‘fortalece o bombeamento por parte do coração. Assim, menos batidas são necessárias para conseguir os mesmos resultados, permitindo que o coração condicionado descanse mais. As pessoas sedentárias, cujo coração bate de oitenta ou mais vezes por minuto, podem reduzir significativamente esta taxa e permitir que seus corações descansem mais, através do exercício regular.

      Mas, o benefício especial da atividade física é que o coração fortalecido opera mais eficazmente sob tensão. Isto é facilmente demonstrado. Por exemplo, em um teste, um grupo de escriturários recebeu um período de vinte minutos de exercício. Suas taxas cardíacas, em média, se aceleraram até 170 batidas por minuto, quase tão alto quanto é seguro para os homens não condicionados. No entanto, depois de se empenharem em tal período diário de exercícios por oitenta e quatro dias, a taxa média cardíaca dos homens se acelerou para apenas 142 batidas por minuto. Seus corações faziam o mesmo trabalho com menos esforço. A aptidão havia sido melhorada. Isto significa que a tensão podia ser tolerada mais eficazmente e com menos perigo de colapso cardíaco.

      Fazer o Esforço

      O corpo do homem foi claramente feito para ser exercitado. No entanto, ao procurar satisfazer tal necessidade, é sábio ser moderado, evitando indevida ênfase no treinamento físico, e negligenciando a espiritualidade da pessoa. — Tito 2:1; 1 Tim. 4:8.

      A sensação de fadiga comumente sentida pelos trabalhadores sedentários amiúde se relaciona com a falta de exercício. Se a pessoa se empenhar na atividade física, esta a ajudará a lhe dar energias e a vencer seu cansaço. Fazer um hábito regular de andar é um ótimo meio de se começar. Por que não andar, ao invés de usar o carro em viagens curtas? Disse certo médico: “Andar vigorosamente, se praticado desde a juventude em diante, em si mesmo reduziria drasticamente a inaptidão e as mortes prematuras devido à doença coronária.”

      Outra atividade física também é boa. Nadar, andar de bicicleta, lavar o carro, cuidar do jardim, cortar a grama — toda forma de atividade que exija o movimento físico vigoroso será proveitosa para os trabalhadores sedentários se for feita com regularidade. Usar as escadas ao invés de o elevador é excelente modo de melhorar a aptidão física.

      Contudo, há necessidade de cautela: Cuidado para não se exercitar vigorosamente demais no início, antes que seu sistema circulatório seja fortalecido pela atividade regular. Aumente de forma gradual a quantidade de exercícios, e, evite a tendência de tentar fazer muita coisa de uma só vez. Isto permitirá que o coração e os vasos sanguíneos sejam fortalecidos progressivamente, e não prejudicados.

      A aptidão física vale a pena o esforço. A pergunta é: Está disposto a fazer tal esforço?

  • O que acontece com os índios do Brasil?
    Despertai! — 1972 | 8 de dezembro
    • O que acontece com os índios do Brasil?

      Do correspondente de “Despertai!” no Brasil

      A ABERTURA do vasto interior do Brasil, por meio de uma rede de estradas, colocou a população indígena em foco. Vivendo bem dentro das selvas, a maioria dos índios sobreviventes, de algum modo, conseguiram escapar de muito contato com a civilização.

      Não obstante, a presente diretriz governamental é no sentido de integrá-los na comunidade brasileira. Fazem-se esforços de atrair as tribos para as reservas próximas. Espera-se que as novas estradas ajudem no programa de integração. Os trabalhadores das novas estradas são acompanhados de grupos especiais cuja tarefa é fazer-se amigos dos índios e tentar evitar lutas.

      Entre os índios do Brasil se acham quatro grupos lingüísticos principais: tupi, aruaque, caribe e jê. Quanto a suas línguas, Egon Schaden, famoso antropólogo brasileiro afirma que são, em geral, um tanto complicadas e servem para expressar todo pensamento humano.

      Mas, o que acontece aos índios do Brasil?

      À Beira da Extinção

      “A espantosa rapidez com que desaparecem nossas populações indígenas”, avisou o diário O Estado de São Paulo, “deveria pesar na consciência da nossa geração”. Há pouco mais de cinqüenta anos atrás, a população indígena era calculada em um milhão. A agência governamental FUNAI (Fundação Nacional do Índio), estabelece o total atual entre 100.000 e 120.000. Outras fontes sugerem um número tão baixo quanto 50.000.

      Das cerca de quinhentas tribos ou grupos no ano 1500 E. C., sobreviveram talvez cento e quarenta e três. Destas, cinqüenta e sete estão à beira da extinção. Nos últimos cinqüenta anos apenas, oitenta e sete tribos desapareceram.

      Ilustrando o dramático declínio há o caso dos xetas, no Rio Grande do Sul. Compõem-se agora de apenas quatro homens e duas mulheres estéreis. Os akuáwa-asuríni, no Rio Tocantins, estão reduzidos a trinta e quatro pessoas.

      Por que o declínio? Alguns abandonaram suas tribos e se casaram com gente da população rural. Mas as reduções no número são principalmente atribuídas ao contato com o homem civilizado e suas doenças que causaram devastações entre os índios. A tuberculose, a escarlatina, a poliomielite, o sarampo e a gripe colheram todas o seu quinhão.

      Há dois anos, uma investigação foi feita do declínio. Ela indicou que a ganância do homem branco era também uma das causas principais. Exemplificando, O Estado de São Paulo noticiou que o

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