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Evidência convincente à base de raciocínio sólidoDespertai! — 1979 | 22 de junho
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poucos blocos que, por acaso, se empilharem, estes poderiam ser desfeitos no próximo lance. Alguém tem de manipular os blocos para produzir uma “casa” organizada e complexa.
Por conseguinte, através de suas próprias observações, os cientistas se viram obrigados a eliminar o “Acaso Cego” como o fator responsável pelo alto grau de organização evidente na terra e no universo.
Em 1859, Charles Darwin propôs que a “seleção natural” era o “selecionador” orientador que podia organizar os resultados produzidos pelo acaso cego e fazer surgir a ordem do caos. Crê-se que a seleção natural seja um processo mediante o qual sobrevivam apenas as formas ou organismos (plantas e animais) “certos” (favoráveis), especialmente apropriados para seu ambiente, e, por isso, transmitam a forma “certa” à sua descendência, gradualmente “evoluindo” em formas mais complexas de vida.
Todavia, após descrever as muitas condições ímpares que permitem que a vida exista na terra, o evolucionista C. F. A. Pantin, ex-professor de zoologia da Universidade de Cambridge, Inglaterra, admitiu que “a operação da seleção natural não foi responsável por todas as caraterísticas especiais do mundo natural”.
Que espécie de “caraterísticas especiais”? Bem, o zoólogo W. H. Thorpe chama a certa caraterística “uma das mais surpreendentes e perturbadoras sacudidelas na teoria evolucionista nos tempos recentes”. Trata-se da incrível complexidade do gene — a unidade microscópica dentro duma célula viva que determina o que será certa planta ou animal. Os genes são deveras complicados! Como minicomputadores, estocam informações e fornecem instruções à célula. Se todas essas informações fossem escritas em tipo padrão, encheriam uma enciclopédia de cerca de 1.000 volumes!
Que probabilidade haveria de um gene complicado originar-se pela seleção natural através de “mutações fortuitas” durante bilhões de anos? “As probabilidades ainda são, então, inconcebivelmente pequenas (10-415) que uma correta molécula de ADN (ou DNA) seria produzida neste tempo”, escreve o biólogo Frank B. Salisbury, no periódico científico Nature. “Inconcebivelmente pequena”! Uma probabilidade de 1 seguido por 415 zeros!
Embora Salisbury creia na evolução através da seleção natural, sem embargo a impossibilidade de tal coisa acontecer o moveu a concluir: “A criação especial ou uma evolução dirigida solucionaria o problema da complexidade do gene.”
Alguma força inteligente deve ter “orientado” a construção de tal molécula complexa. Não poderia ter-se desenvolvido por mero acaso, nem mesmo pela “seleção natural”. A matéria sem vida, como os átomos e as moléculas, não arranjou a si mesma metodicamente.
“Sabemos também que a caraterística mais básica da vida é que pode inverter a entropia [a tendência de sistemas altamente organizados se tornarem menos organizados], isto é, pode restaurar a ordem em contraste com a tendência de a matéria sem vida reduzir a ordem (ou aumentar a entropia, i. e., as pedras tendem a rolar morro abaixo, e não morro acima)”, relata o livro The Reflexive Universe (O Universo Reflexivo).
O que tudo isso nos diz? Que uma Fonte de Energia original deve ter estado viva a fim de fornecer orientação, à medida que a energia à sua disposição foi usada para criar o mundo natural que existe ao redor de nós.
Somos movidos pela sólida lógica científica a tirar a mesma conclusão antecipada há mais de 2.700 anos atrás pela Bíblia, na seguinte declaração cientificamente exata: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número . . . Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” — Isa. 40:26.
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Evidência de projetoDespertai! — 1979 | 22 de junho
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Evidência de projeto
A EXISTÊNCIA do projeto invariavelmente exige um projetista dotado de perícia e habilidade. Quem pensaria, por um minuto sequer, que um relógio excelentemente instrumentado se formaria por acaso? Sua precisão de movimentos é evidência dum projetista perito.
Assim, também, examinemos de perto o corpo humano, para ver indícios dum grande Projetista. Um recém-nascido reluzente, pululando de vida, é em si mesmo um milagre assombroso. Ademais, dentro daquela “trouxinha” há evidências de sofisticado projeto que deixam impressionados até mesmo os altamente educados engenheiros e cientistas. Assim, à medida que a criança se desenvolve, observe alguns exemplos de majestoso projeto.
Nossos Ossos: “Triunfos de Estrutura e Projeto”
Por que o livro The Body (O Corpo), que advoga fortemente a evolução, descreveu os ossos da maneira como o fez? Porque o osso “sustenta o corpo da forma como uma armação de aço sustenta um arranha-céu, e protege os órgãos vitais da forma que um teto de concreto armado protege os moradores dum prédio. Ao preencher estas designações estruturais, o corpo humano soluciona problemas de projeto e de construção similares ao arquiteto e ao engenheiro”.
O que acharia se fosse um empreiteiro de obras e se lhe pedisse que ampliasse certa casa, tornando-a três vezes mais elevada e mais larga, e mesmo assim, não perturbasse as tarefas diárias e o descanso noturno dos moradores, nem sequer por uma hora? Impossível, diria. Todavia, é exatamente isso que se exige de nossos ossos. Nossa armação tem de aumentar três vezes, desde nossa infância, até atingirmos a maturidade.
Como é que nossos ossos conseguem cumprir esta tarefa? Imagine alguém raspando um pouco de material do interior das paredes e do teto dum aposento, e, então, depositando este material na parte externa das paredes e do teto. Cada semana, o aposento “cresce” vários milímetros até que, por fim, depois de 20 anos, nossa casa é três vezes maior do que antes. Bem, células especiais em nossos ossos fazem este mesmo trabalho de “pedreiro” — osteoclastos (quebradores de ossos) e osteoblastos (produtores de ossos).
E que força e flexibilidade são inseridas em nossos ossos! Sua construção é similar ao concreto armado (material de notável resistência, usado extensivamente na construção moderna, sendo o concreto armado feito à base de varas flexíveis de aço). Entrelaçadas no cálcio dos ossos, semelhante ao concreto, correm fibras de colágeno, fornecendo o reforço. Todavia, o osso é oito vezes mais forte do que o concreto armado. Sua resistência à rotura é maior do que a do ferro fundido. Seu osso do queixo consegue regularmente suportar um peso de cerca de duas toneladas e pode ser submetido a pressões de até 1.400 quilos por centímetro quadrado. Todavia, o osso é flexível e surpreendentemente leve. Se, ao invés dele, fosse usado o aço, um homem de 73 quilos pesaria cerca de 360 quilos! Pense nisso na próxima vez que flutuar na água. Assim, usa-se perfeita mistura em nossos ossos, combinando vigor com flexibilidade e leveza.
Como se isso não bastasse, o interior dos ossos é como uma “casa da moeda”, onde novas células sangüíneas, a vida do corpo, são “cunhadas e lançadas” Conforme o livro Man in Structure and Function (O Homem, Sua Estrutura e Função) comenta:
“Assim como os bancos constroem seus cofres-fortes nos alicerces de seus prédios, de modo a depositar suas reservas de ouro na segurança e proteção de suas profundezas, similarmente o corpo usa os lugares mais bem protegidos do corpo humano, o interior dos ossos, para depositar ali a moeda e o ouro da condição estrutural da célula: o sangue.”
Não é de admirar que a revista Today’s Health (Saúde Atual) afirme: “O esqueleto humano representa uma obra-prima de projeto de engenharia, . . .”
O Ouvido: “Obra-prima de Engenharia”
Assim o livro Sound and Hearing (Som e Audição) descreve nosso órgão auditivo. O livro acrescenta: “Todavia, atrás [do ouvido externo] há estruturas de tamanha delicadeza que envergonham o mais perito artífice, de tamanha operação automática fidedigna que inspiram assombro no mais engenhoso engenheiro.”
Imagine só: miniaturizado no espaço de cerca de 6 centímetros quadrados acha-se um inteiro sistema de recepção e transmissão de alta fidelidade. Do ouvido externo (que ajunta as ondas sonoras), passando ao ouvido médio (que converte as ondas sonoras em movimentos mecânicos) até o ouvido interno (que transforma os movimentos mecânicos em impulsos elétricos), vemos evidência de projeto realmente sofisticado.
Na cóclea (parte do ouvido interno que se assemelha à concha dum caracol [observe a gravara acima]), ocorre o real milagre. É aqui que os movimentos mecânicos são convertidos em impulsos elétricos, e enviados ao cérebro, que os traduz em sons. Para realizar tal função, 24.000 diminutos cílios dentro deste órgão atuam como as cordas dum piano. As ondas sonoras provocam movimentos dentro da cóclea, a partir dos quais tais “cordas” então reproduzem os vários tons. Através de nervos ligados a tais cílios, impulsos elétricos são enviados ao cérebro. Certa obra de referência afirma: “Visto que a cóclea do ouvido dom pianista é aproximadamente um milhão de vezes menor do que o piano que ele toca, é preciso imaginar um teclado e cordas de um piano de cauda reduzido cerca de 100 milhões de vezes, a fim de se chegar às dimensões do ‘piano’ auditivo no ouvido.” Nosso “piano” reproduz perfeitamente cada som — de leve sussurro a um crescendo duma grande orquestra — e tudo isto dentro de uma parte do tamanho duma ervilha! Projeto ou acidente? Já ouviu falar alguma vez de um piano de cauda que veio a existir por simples acaso?
A Mão Humana: “Instrumento dos Instrumentos”
Assim disse antigo médico sobre o que tornou possível tantas consecuções humanas. O bioquímico Isaac Asimov ecoou tais sentimentos por chamar a mão de:
“ . . . órgão manipulador superlativo, incomparavelmente a melhor coisa de seu tipo em todo o domínio da vida — com quatro dedos flexíveis e um polegar contraposto, de modo que o todo possa ser usado como pinça delicada ou segurador firme, torniquete, dobrador, puxador, empurrador, e manipulador de teclas do piano e da máquina de escrever.”
Deveras, a mão não só é poderosa, mas surpreendentemente ágil. Com ela podemos utilizar um martelo para dar marteladas e, por outro lado, também pegar pequeno alfinete.
Onde estão os poderosos músculos que controlam nossos dedos? Bem, se estivesse projetando a mão, onde colocaria os músculos? Talvez nos próprios dedos? Quão pavoroso isso seria! Pois, ainda que tivessem força, pareceriam salsichas grossas. Já tentou segurar um alfinete com uma salsicha grossa? Mas os músculos que curvam os dedos, na maior parte, estão situados no antebraço. Flexione seus dedos e sinta seu antebraço. Sente os músculos se moverem? Estes são ligados por “cordões” ou tendões, às pontas dos seus dedos, resultando em grande força, mas em genuína flexibilidade. Que notável projeto! Por mero acaso?
O Cérebro: “A Criação Mais Miraculosa do Mundo”
Foi assim que destacado antropólogo, Loren C. Eiseley, evolucionista, chamou nosso cérebro, lá em 1955. O homem, hoje em dia, com toda sua tecnologia incrementada, ainda fica perplexo diante do que nosso cérebro é capaz. Ele possui “10 bilhões de células nervosas, qualquer das quais poderá conectar-se com até 25.000 outras células nervosas. O número de interligações a que isto atinge seria de assombrar até mesmo um astrônomo — e os astrônomos estão acostumados a lidar com números astronômicos”, relata certa obra de referência, e acrescenta: “Um computador bastante sofisticado para lidar com tal número de interligações teria de ser suficientemente grande para cobrir a terra.”
Todavia, tudo isto é miniaturizado numa massa que pesa cerca de 1.360 gramas, pequena bastante para caber em suas duas mãos. Apropriadamente, é chamada de “a porção de matéria mais altamente organizada do universo”.
Nosso cérebro é capaz de realizar algo para o qual nenhum computador feito pelo homem jamais teve capacidade: a imaginação criativa. Isto se tornou especialmente evidente da experiência do compositor Ludwig van Beethoven. Quando uma de suas maiores obras, a Nona Sinfonia, foi apresentada, a assistência irrompeu em “frenético aplauso”, de tanto que gostaram dela. Beethoven não estava audivelmente cônscio disso; ele estava totalmente surdo! Imagine só, ele “ouviu” a riqueza plena da composição primeiramente em sua própria imaginação, e então a lançou em notas, e jamais ouviu realmente um tom sequer. Que poder de imaginação criativa possui nosso cérebro!
Não é óbvio que há exemplos de majestoso projeto em nosso corpo? Não deveríamos tirar a mesma conclusão lógica que a tirada por notável engenheiro-consultor que labutou por dois anos projetando um “cérebro eletrônico”? Ele disse: “Depois de confrontar e solucionar os muitos problemas de projeto que [o computador] apresentou, é-me inteiramente irracional imaginar que tal instrumento pudesse vir a existir por qualquer outro modo senão por meio de . . . um projetista inteligente. . . . Se meu computador exigiu um projetista, quanto mais aquela complexa . . . máquina que é meu corpo humano.”
Poderiam todos estes exemplos de projeto simplesmente “acontecer por acaso”? George Gallup, famoso estatístico, alguém que cuidadosamente compila números e fatos sobre certos assuntos, certa vez disse: “Eu poderia provar estatisticamente que Deus existe. Tome-se apenas o corpo humano — a probabilidade de que todas as funções do indivíduo simplesmente acontecessem por acaso é uma monstruosidade estatística.” Em outras palavras, a probabilidade de que tudo isto pudesse “acontecer por acaso”, sem algum poder orientador é, na realidade, impossível, “uma monstruosidade estatística.”
O grande físico, Lorde Kelvin, que por ocasião de sua morte “era, sem dúvida, o maior gênio científico do mundo”, chegou à mesma conclusão: “Somos inteiramente obrigados pela ciência a crer com perfeita confiança numa Força Diretora — numa influência diferente das forças físicas, dinâmicas ou elétricas . . . Vemo-nos obrigados, pela ciência, a crer em Deus.” (Grifo acrescentado)
Podemos ver evidência convincente da existência de Deus mediante (1) sólida lógica científica e (2) a existência de projeto no mundo ao redor de nós. Uma questão ainda nos vem à mente: Como é este Deus? Para obter uma resposta satisfatória, queira ler o artigo seguinte.
[Foto na página 9]
A cóclea [uma parte do ouvido] . . . é um instrumento musical de estrutura complicada, assemelhando-se à de um piano.”
[Foto na página 9]
Pode-se observar as maravilhas do corpo humano pela estrutura do ouvido, do cérebro e dos ossos.
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Deus existe! Mas como é ele?Despertai! — 1979 | 22 de junho
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Deus existe! Mas como é ele?
QUE dizer de sua personalidade? É ele o tipo de pessoa que amaríamos caso viéssemos a conhecê-lo intimamente? Acha que tais perguntas são importantes?
Como podemos chegar a conhecer algumas de suas qualidades? Em Romanos 1:20, a Bíblia sugere: “Pois as . . . qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas [“entendidas por meio de Suas obras” — New Berkeley Version], mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.”
Por fazer um exame profundo do que Deus tem feito, “de Suas obras”, podemos aprender quais são algumas de suas qualidades. Bem, o que vemos?
Amor e Bondade
Tais qualidades são bem evidentes no
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