-
O maravilhoso relógio das coisas vivasDespertai! — 1972 | 8 de janeiro
-
-
não passam por um estado de hibernação ao passo que os postos no outono passam. Pela regulação artificial da luz, pode-se fazer que as mariposas dos bichos-da-seda reproduzam geração após -geração sem que nenhum de seus ovos entre num estágio de hibernação. Mas, quando se muda a duração da exposição à luz, as mariposas põem ovos que se tornam dormentes.
Como no caso das plantas, há obviamente algum mecanismo dentro dos animais que desencadeia suas várias reações à duração da luz. Crê-se que um hormônio esteja envolvido. Mas, conhecem-se poucos pormenores quanto a como se recebem ou se transmitem as mensagens de duração de luz.
Embora o homem tenha aprendido muito sobre as inumeráveis maravilhas da criação, é continuamente lembrado de quanta coisa lhe permanece um mistério. O estudo dos efeitos da luz sobre as coisas vivas ilustra novamente isto.
-
-
Colecionar selos como passatempoDespertai! — 1972 | 8 de janeiro
-
-
Colecionar selos como passatempo
ALGUNS o consideram o passatempo mais excelente do mundo. Outros o desprezam. Não obstante, cativa as pessoas de todas as rodas da vida, quer tenham noventa ou apenas nove anos de idade.
Parece que a mais antiga referência à coleção de selos foi na Inglaterra em 1841, um ano depois de terem sido primeiro emitidos. O Times de Londres trazia o seguinte anúncio:
“Uma jovem senhora desejosa de cobrir seu quarto de vestir com selos cancelados, tem sido até agora incentivada em seu desejo pelos seus amigos particulares a ponto de ter tido êxito em colecionar 16.000. Sendo estes, porém, insuficientes, ela ficará muitíssimo grata se alguma pessoa bondosa, que talvez tenha estes pequenos artigos (de outra forma inúteis) à sua disposição, a ajudar em seu projeto excêntrico!”
Desde aquele tempo, muitos colecionadores de selos não só derivaram prazer do passatempo, mas verificaram que aliviava a tensão. Outros apreciam o lado educativo disso. Também, o toque artístico dos selos atrai alguns colecionadores, ao passo que as perspectivas de lucro financeiro motivam ainda outros.
O Que Tornou Possível a Coleção de Selos?
Antes do serviço postal, as pessoas enviavam mensagens e cartas via viajantes de confiança. Por volta do século dezesseis, operava um serviço postal internacional entre diversos países europeus. Mas, era bastante custoso e envolvia muita demora na entrega. Daí, em 1680, um homem chamado Dockwra iniciou um sistema de carteiros em Londres, Inglaterra. Recolhiam-se cartas de hora em hora de centenas de caixas de correio que ele estabeleceu pela cidade de Londres. A entrega era feita dez vezes por dia, e o custo era de apenas doze centavos por carta!
Todavia, visto que a concessão de um serviço postal era um favor prestado a membros da aristocracia, o negócio de Dockwra logo terminou. A diretriz dos nobres era conseguir o máximo de lucro monetário possível por um mínimo de serviço. O resultado foi uma corrupção a tal ponto que deu origem à expressão em inglês “embrulhão como um carteiro”.
Contudo, à medida que se formava a estrutura do comércio e da indústria, o serviço postal tornou-se necessário a outros setores. O povo fez movimentos em prol da reforma postal e isto incitou o Parlamento ‘a designar uma comissão de inquérito. Em resultado, Sir Rowland Hill publicou um panfleto em 1837 sobre “Reforma dos Correios”. Recomendava que se entregassem as cartas a qualquer parte da Inglaterra por um pêni. O Governo Britânico tomou providências e em 1840 restaurou o porte de um pêni, emitindo os primeiros selos postais adesivos para uso nas cartas.
Estes eram os famosos selos de um pêni trazendo um perfil da Rainha Vitória (agora chamado de “o Penny Black”) e os selos azuis de dois pence. Cerca de dois anos depois, o “Despatch Post” da cidade de Nova Iorque pôs em circulação o primeiro selo adesivo nos Estados Unidos. Franqueava uma tarifa de entrega de Cr$ 0,18 numa carta mandada pelo correio dentro da cidade. O Canadá seguiu o exemplo em 1851 com um selo de três pence com o desenho de um castor.
Por volta de 1966, certa autoridade calculou que se havia emitido mais de 156.000 tipos diferentes de selos ao redor do globo! Só a Europa é responsável por pelo menos 54.228 destes. Não é de admirar que os colecionadores de selo tendam a se especializar em tipos específicos!
Os Instrumentos do Colecionador de Selos
Há disponíveis inumeráveis livros nas bibliotecas públicas e livrarias como ajudas para se saber os valores dos selos e o que colecionar. Para classificá-los, um álbum é muito útil, bem como uma lente de aumento.
Alguns começam por aproveitar os selos das cartas que chegam a seus lares ou locais de negócio. Outros organizam uma coleção por comprar maços de vários tipos de selos. A maioria dos colecionadores verificam que os maiores maços contêm os melhores selos. Desta forma é possível obter cerca de 70 por cento das emissões de selos do mundo.
Panorama Postal
Pode-se ver uma crônica da história humana através da janela dos selos. Cenas pacíficas, guerras e outras tragédias humanas, realizações científicas, perfis de reis, rainhas, presidentes, bem como de ditadores iníquos foram todos retratados. Durante a Segunda Guerra Mundial, os lados opostos converteram os selos postais num veículo de propaganda. O comércio e a indústria desempenharam um papel em influenciar os seus desenhos.
Alguns colecionadores se especializam em selos de animais e em resultado reúnem um regular “Quem É Quem” zoológico em seus álbuns. O urso coala, o ornitorrinco botador de ovos e aquele notável saltador, o canguru, tiveram todos a sua figura impressa nos selos australianos. Os selos peruanos foram ilustrados com o lhama, enquanto que as cartas liberianas foram decoradas com o crocodilo. A humilde tartaruga apareceu
-