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A criação chega à faculdadeDespertai! — 1979 | 22 de fevereiro
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e o marido dela, também professor, junto com um estudante, amigo deles, compareceram a uma destas sessões. Depois disso, o estudante disse: “Isto me abriu os olhos! Por que não ensinam tais coisas nas aulas?” Alguns meses depois, o estudante e a professora foram batizados como Testemunhas, e o marido desta última, também professor, estudava a Bíblia regularmente com as Testemunhas.
Numa universidade católica em Maryland, EUA, o diretor do departamento de biologia leu o livro Veio o Homem a Existir por Evolução ou por Criação?, distribuído pelas Testemunhas de Jeová. Ficou tão impressionado que solicitou que uma Testemunha falasse a seus estudantes a respeito da criação. Quarenta estudantes compareceram, além de três professores e suas esposas, e várias freiras. No fim da sessão de perguntas, vários estudantes solicitaram estudos bíblicos domiciliares, assim como também duas freiras; e o professor, que inicialmente solicitara tal reunião, desejava saber como poderia pedir um bom suprimento do livro Veio o Homem a Existir por Evolução ou por Criação?. De agora em diante, disse ele, seu curso de biologia incluiria pontos sobre a criação, junto com a evolução.
Há alguns anos, The American Biology Teacher (O Professor Americano de Biologia), revista da Associação Nacional de Professores de Biologia, dos EUA, publicou um artigo em série, por um criacionista, que debatia o assunto em faculdades. Numa edição posterior, janeiro de 1971, a seção de “Cartas ao Editor” imprimiu as réplicas de biólogos. Uma delas, do Professor de Harvard, Ernst Mayr, iniciava com um tom bem desgastado: “Não conheço sequer uma pessoa bem-informada que questione o fato da evolução.” No segundo parágrafo, asseverou que todo biólogo bem-informado partilhava o conceito de que a evolução “é considerada por todos os qualificados para julgar como sendo um fato, para o qual não se precisa mais de prova”. Mas, um pouco adiante, ele disse, de modo incoerente: “Virtualmente jamais é possível, na ciência, provar-se algo.” No entanto, o fato é que muitas verdades científicas têm sido provadas pela observação e experimentação. Teria sido mais apropriado que o professor dissesse: ‘Virtualmente jamais é possível, com a evolução, provar-se algo.’ As palavras finais de Mayr sobre a evolução ecoavam sua asserção inicial, “. . . ela é aceita por todo biólogo bem-informado”.
Junto com a carta de Mayr, publicou-se a seguinte nota marginal:
“Os professores que desejarem familiarizar-se mais com os argumentos dos criacionistas devem ler Veio o Homem a Existir por Evolução ou por Criação? [sic] publicado em 1967 pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados [dos EUA] e disponível localmente junto às Testemunhas de Jeová. Este livro de 192 páginas inclui extensiva bibliografia. — O Editor.”
A Criação Passa em Seu Exame
A criação afirma que a vida originalmente proveio de Jeová Deus. Ele criou muitas espécies-famílias diferentes, e cada uma destas produziu descendentes “segundo a sua espécie”. A vida provém de vida. Dentro da espécie-família há variedade, mas as mudanças exeqüíveis se limitam ao círculo familiar. (Gênesis, cap. um) A evolução afirma que a vida veio a existir por acaso, daí, por acaso, transformou-se em novas espécies, percorrendo o caminho inteiro, desde as amebas até os homens.
Pelo que sabemos, a vida só provém de outra vida. Pelo que sabemos, os organismos se reproduzem segundo sua espécie, nenhuma variedade indo além da espécie familiar. Estes são fatos observados e também confirmados pelas experiências. A geração espontânea da vida não foi observada; nem foi realizada através de experiências. Uma espécie não foi observada em sua transformação em outra espécie; nem pode ser conseguido isto por experiências. A evolução não pode ser comprovada pelo método científico. Nem mesmo pela intervenção da inteligência humana é possível criar a vida ou mudá-la numa espécie diferente.
Já foram encontrados muitos fósseis dentro de famílias-espécies, mas nenhum que mostre os milhões de alterações que teriam de ocorrer para transformar uma espécie em outra. Apenas a fé apóia a crença do evolucionista na geração espontânea da vida. Também se exige: a fé nos fósseis que ele jamais encontrou e a fé nas mutações que jamais viu.
A evolução é uma filosofia, mas mascarada em ciência. Deposita fé no “acaso” como criador de milhões de projetos complicados, objetivos, das coisas viventes. Isto traz à lembrança certas pessoas, dos dias de antanho, que puseram de lado a Jeová e se tornaram ‘os que põem em ordem uma mesa para o deus da Boa Sorte e os que estão enchendo vinho misturado para o deus do Destino’. — Isa. 65:11.
Há gritante incoerência no modo de pensar dos cientistas evolucionistas. É no aspecto do projeto e da ordem. Por exemplo, fizeram-se propostas de enviar sinais de rádio a algumas das estrelas mais próximas, na esperança de comunicar-se com uma civilização distante que se presume habite hipotético planeta ali existente. Se tais sinais mostrarem uma configuração, ao invés de serem apenas uma mistura ao acaso, isso indicaria uma fonte inteligente. Deixemos que o Dr. Carl Sagan, da Universidade de Cornell, EUA, explique isto:
“É fácil criar uma mensagem interstelar de rádio que possa ser reconhecida como emanando, sem ambigüidade, de seres inteligentes. Um sinal modulado (‘bip’, ‘bip-bip’, . . .) compreendendo os números 1, 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, por exemplo, consiste exclusivamente nos primeiros 12 números primos — isto é, números que podem ser divididos apenas por 1, ou por si mesmos. Um sinal desta espécie, baseado num conceito matemático simples, só poderia ter origem biológica. . . . Sem comparação, porém, o método mais promissor é enviar gravuras.” — Revista Smithsonian, maio de 1978, págs. 43, 44.
Uma gravura sugerida para ser enviada mostraria um homem, uma mulher e uma criança, o sistema solar e vários átomos — tudo isso sendo feito por se enviar uma série de pontos e traços, cada um sendo chamado um “bit” de informação, exigindo, ao todo, 1.271 bits. E, já se enviou ao aglomerado estelar M13, em 1974, uma gravura ainda mais complicada.
Agora, o ponto é o seguinte: se 1.271 bits de informação numa certa seqüência sugerem ordem e projeto, e provam, “sem ambigüidade”, uma fonte inteligente, que dizer de cerca de dez bilhões de bits de informações codificados nos cromossomos de toda célula viva?
O ADN (ou DNA) numa célula de óvulo humano fecundado contém, não apenas cerca de mil bits para transmitir uma gravura simples, rudimentar, em preto e branco, mas bilhões e mais bilhões de bits de informação que determinam o crescimento de um humano vivo, tridimensional, em plenas cores, de carne e sangue! E a célula do óvulo não tem de esperar que algum cientista calcule o que representam todos os símbolos genéticos, e organize essa informação para traçar planos para o bebê. Nenhum geneticista sabe o bastante para ter a mais leve noção de como começar. Todavia, a diminuta célula do óvulo prossegue na execução de toda a tarefa sem qualquer supervisão externa!
Bem, o que pensam os cientistas deste código genético que se repete trilhões de vezes em cada uma das células da criatura humana em crescimento? Afirmam que simplesmente aconteceu. Daí, dizem que um sinal de rádio do espaço sideral, contendo simplesmente centenas de bits de informação, seria sensacional e provaria que veio duma fonte inteligente — que isso jamais poderia acontecer por acaso! Mas, recusam admitir que a prova milhões de vezes mais forte do espaço interior do código genético revela um Programador supremamente inteligente de informações. Bem, o que pensa o leitor? Que os comparativamente poucos bits simples de informação num sinal de rádio provam uma fonte inteligente, mas que a assombrosa complexidade do projeto objetivo dos organismos vivos simplesmente acontece por acaso? Quão tolo seria pensar assim! — Sal. 14:1.
A criação ajusta-se aos fatos conhecidos da ciência. Gênesis, capítulo um, alista onze eventos ou condições da obra criativa de Jeová. A ciência reconhece a tais eventos como estágios no desenvolvimento da terra e da vida sobre ela, e também reconhece a correção da ordem da lista de Gênesis. Quais são as probabilidades de o escritor bíblico ter adivinhado isto? Uma em 39.916.800! Não argumenta isto que o homem já recebeu comunicações do espaço sideral? Não tem Jeová se comunicado com os homens, por inspirar alguns deles a escrever a Bíblia?
Quando a criação chega à faculdade, ela passa em seus exames. A evolução só conseguirá passar se for a ‘protegida’ do professor.
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A origem do baralhoDespertai! — 1979 | 22 de fevereiro
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A origem do baralho
‘QUEM quer jogar cartas?’ Em qualquer língua, esta expressão seria facilmente reconhecida, pois o baralho é internacional e pode-se verazmente dizer que abrange o globo todo, de norte a sul, e de leste a oeste. Desde os pontos áridos e solitários nos pólos, até as fervilhantes selvas equatoriais, poderá encontrar um baralho. Interessante observação é que o baralho tem exercido tremenda influência nos assuntos humanos. Decisões, quer de êxito quer de outra forma, foram feitas com a ajuda do baralho. Ganharam-se e perderam-se fortunas no virar de uma carta.
O que há num baralho que promove tamanha popularidade, uma distração tão universal? Vamos considerar alguns fatos.
Primeiro e o principal deles seria seu tamanho e conveniência. Um baralho moderno exige muito pouco espaço e só pesa
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