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  • Deus fez primeiro
    Despertai! — 1982 | 22 de março
    • Deus fez primeiro

      OS HUMANOS SÃO IMITADORES

      NÃO DÃO CRÉDITO A DEUS PELAS INVENÇÕES DELE, MAS, PATENTEIAM AS SUAS PRÓPRIAS

      TERMÔMETROS

      O homem construiu termômetros muito sensíveis e outros medidores de calor, mas são rústicos quando comparados com a capacidade inata que certas cobras têm exercitado por milhares de anos. A cascavel, por exemplo, é capaz de detectar uma mudança de temperatura de um milésimo de um grau centígrado. A jibóia reage a uma mudança de temperatura em 35 milésimos de segundo, ao passo que um instrumento sensível feito pelo homem leva um minuto para acusar tal mudança. Tais serpentes usam esta capacidade sensível ao calor para procurar e capturar presas de corpo quente, no escuro. Os sensores térmicos também acusam a procedência da origem do calor.

      HIPOTERMIA

      Os cirurgiões agora diminuem a temperatura do corpo e desaceleram as batidas do coração e a respiração para certas cirurgias, mas muito antes disso os animais hibernantes já praticavam a hipotermia. O pequeno esquilo-do-solo, por exemplo, durante a sua vivência no verão tem um índice de batimentos do coração e de respiração de algumas centenas de vezes por minuto. Durante a hibernação, contudo, seu coração desacelera para uma ou duas batidas por minuto e ele respira lentamente a cada cinco minutos. A temperatura do corpo cai chegando a poucos graus de diferença do frio de inverno que faz lá fora. E, no entanto, durante este tempo todo o sangue circula, a pressão permanece normal, o oxigênio é suprido e a rigidez muscular é conservada.

      ELETRICIDADE

      Induzido pelo tratado de Luís Galvani sobre eletricidade animal, o físico-químico italiano Volta construiu a primeira pilha elétrica artificial de corrente contínua. Milênios antes, contudo, cerca de 500 variedades de peixes elétricos usavam pilhas. O peixe-gato-elétrico africano pode produzir 350 volts, a raia-elétrica gigante do Atlântico Norte emite impulsos de 50 ampères de 60 volts e os choques produzidos pelas enguias-elétricas da América do Sul registraram até 886 volts. As correntes são produzidas por camadas de placas elétricas — na verdade, células voltaicas. Cada placa elétrica é uma célula eletroquímica individual que produz apenas uma pequena fração de um volt. Mas, quando milhares e às vezes milhões delas são conectadas diversificadamente em séries e em paralelo, nas criações de Deus, o resultado é uma pilha elétrica natural.

      GUERRA QUÍMICA

      As bombas de gás de nervos têm dois tambores de substâncias químicas relativamente não-tóxicas, mas quando a bomba é acionada as substâncias químicas se misturam e ao explodirem o mortífero gás de nervo é liberado. Muito antes disso, e estritamente para propósitos defensivos, o besouro-bombardeador tem usado repelentes químicos. As glândulas produzem duas substâncias químicas diferentes, armazenadas em câmaras separadas, fechadas por válvulas musculares. Quando o inseto é atacado, as válvulas se abrem e as duas substâncias químicas fluem para dentro duma terceira câmara, fortemente revestida. Ali uma enzima provoca uma reação explosiva, com estalo audível, e um jato vaporoso nocivo é expelido através de um conduto que o besouro pode apontar em qualquer direção. O besouro-bombardeador pode disparar repetidamente, dezenas de vezes por minuto, e formigas, aranhas, louva-a-deus, pássaros ou cobras retiram-se ofegantes.

      COMPUTADORES

      Os computadores fazem coisas fantásticas, mas não se comparam com os cérebros humanos. O cérebro humano — 1.400 gramas de mistério, 2 por cento do peso do corpo, usa 20 por cento do sangue e 25 por cento do suprimento de oxigênio. As estimativas a respeito do número de seus neurônios variam de 10 bilhões a 100 bilhões e de 100 trilhões a 500 trilhões de conexões de neurônios (sinapses). Cem milhões de bits de informação chegam a ele a cada segundo e o cérebro perscruta a si mesmo a cada décimo de segundo, operando com 20 watts de potência. Ele recebe, processa e avalia informações, faz decisões, estabelece alvos, inicia movimentos, cria música e arte. Apenas no cérebro humano existem sistemas programados para a fala. E apenas no cérebro humano existe uma necessidade inerente de crer e adorar um poder superior.

      Conforme disse certo cientista: “Qualquer pessoa que se referir a um computador como ‘cérebro eletrônico’ nunca viu um cérebro.” Não é de admirar que o Dr. Richard Restak diga que o cérebro humano é “imensuravelmente mais complicado do que qualquer outra coisa existente no universo conhecido”. E o antropólogo Henry Fairfield Osborn certa vez declarou: “Para mim, o cérebro humano é o mais maravilhoso e misterioso objeto em todo universo.”

      A LISTA DO QUE DEUS FEZ PRIMEIRO É INFINDÁVEL

      Os morcegos e os golfinhos usam sonar; os polvos usam propulsão a jato; os mosquitos usam agulhas hipodérmicas; as vespas fazem papel; os castores constroem represas; as formigas constroem pontes; as abelhas e os cupins usam ar condicionado; os peixes, os vermes e os insetos produzem luz fria; as aves tecem, dão nós, constroem incubadoras, fazem serviço de pedreiro, constroem casas, dessalinizam a água do mar, têm bússolas e relógios embutidos e navegam; os besouros usam escafandros; as aranhas usam sino de mergulhador, constroem portas, são aeronautas; alguns peixes e besouros têm olhos bifocais; os cágados e os escorpiões-da-água usam válvulas de ar; os olhos dos animais, como as células solares feitas pelo homem, transformam luz em eletricidade; as formigas fazem jardinagem e têm criação de animais; o besouro poda árvores — poderia ir longe a lista dos mecanismos da criação que os inventores humanos copiaram. Diz-se que as obras dos homens se devem ao seu gênio; as de Deus são relegadas qual casualidade cega — pelo menos pelos evolucionistas. Incrível!

  • Projeto exige um projetista
    Despertai! — 1982 | 22 de março
    • Projeto exige um projetista

      “SIM” E “NÃO”, DIZEM OS EVOLUCIONISTAS

      ‘CADA CASA É CONSTRUÍDA POR ALGUÉM, MAS QUEM CONSTRUIU TODAS AS COISAS É DEUS.’ — HEBREUS 3:4.

      NENHUM evolucionista afirmaria que uma casa inanimada pudesse construir a si mesma. Mas é categórico em afirmar que com um universo inanimado isso aconteceu — um universo com incalculáveis milhões de galáxias, cada galáxia com incalculáveis milhões de estrelas, tudo movendo-se com espantosa imponência numa cronometragem exata até em fração de segundo.

      E muito mais do que isso. Na terra, dizem os evolucionistas, todas as miríades de organismos vivos construíram a si mesmos, a partir de seus ancestrais, este processo repetindo-se em retrocesso até chegar a um primeiro antepassado de todos, o qual, espontaneamente, construiu a si mesmo a partir de substâncias químicas sem vida. Tampouco a espantosa complexidade e o intricado e intencional projeto observável em todas essas coisas viventes consegue demover o evolucionista de seu raciocínio.

      Maravilhamo-nos ante as engenhosas invenções de projetistas humanos, mas a maior de suas realizações é insignificante em comparação com o mais simples organismo vivo. Dispondo de toda sua tecnologia científica do século 20, não são capazes nem de começar a construir uma pequena ameba unicelular. Contudo, não refutam em atribuir à casualidade cega — mutações a esmo com a questionável ajuda da seleção natural — a capacidade de construir toda a vida existente na terra.

      Há nisso uma flagrante contradição. Os evolucionistas sentem-se bem à vontade para atribuir ao acaso a capacidade de projetar todas as complexas criaturas vivas e ao mesmo tempo insistem que objetos extremamente simples exigem a existência dum projetista inteligente.

      Por exemplo, o cientista cava num antigo escombro, acha uma pedra retangular marcada ao meio por uma ranhura e confiantemente anuncia que estava presa a um pau e era usada como martelo ou arma pelo homem primitivo. Foi concebida para certa finalidade, por uma criatura inteligente. Mas não é assim, contudo, no caso da pena duma ave. A pena duma ave voadora pode ter milhares de barbas que saem do eixo, centenas de milhares de bárbulas que saem das barbas e milhões de barbicelas, ou ganchos, para conectar todas estas partes para o vôo. Se as barbas se separarem, elas podem novamente ser fechadas como um zíper, pelo bico da ave. Zíperes — muito antes de o homem “inventá-los”!

      O produto dum projetista inteligente? Não para o evolucionista, que diz: “Como evoluiu esta estrutura maravilhosa? Não exige grande esforço de imaginação considerar a pena qual escama modificada, basicamente semelhante a de um réptil — uma escama um tanto longa, não muito presa, cuja extremidade desfiou-se e se alargou até que evoluiu, transformando-se na altamente complexa estrutura que é hoje.” — Life Nature Library, The Birds, p. 34.

      Outro exemplo da arbitrariedade do evolucionista: O evolucionista acha uma pedra lisa com uma extremidade pontuda e tem certeza de que foi concebida por um homem inteligente, da Idade da Pedra, para ser usada como faca ou raspadeira. Contudo, nenhum projetista é necessário, nos diz o evolucionista, para o pequeno besouro chamado “serra-pau da mimosa”. A fêmea sobe no pé de mimosa, arrasta-se até a extremidade de um galho, faz uma incisão na casca e deposita seus ovos ali. Em seguida volta até a metade do galho, rói um círculo em volta deste, suficientemente profundo para atingir a camada de câmbio, e a extremidade do galho seca e cai. Os ovos do besouro se espalham e eclodem e o ciclo recomeça. O pé de mimosa, por sua vez, se beneficia. É podado, e por isso vive o dobro do tempo — 40 ou 50 anos — do que viveria de outra forma. De fato, o pé de mimosa emite um aroma para atrair o serra-pau e este pequeno besouro não pode se reproduzir em nenhuma outra árvore. A pedra lisa e pontuda exigiu alguém que a fizesse; o serra-pau surgiu simplesmente por acaso. Pelo menos é o que dizem.

      Outra comparação: Uma pequena peça de pedra pontuda talhada em forma de ponta de flecha convence o evolucionista de que ela foi concebida pelo homem para ser usada na ponta duma flecha ou duma lança. Tais coisas intencionais, projetadas, conclui, não podem acontecer por acaso. No caso das aranhas, porém, a história é outra, diz ele. Considere a aranha Arânea. Ela tem seis autos eferentes, tendo cada um cerca de 100 válvulas oclusivas, cada válvula ligada por um conduto individual a uma glândula separada dentro da aranha. Ela pode produzir fios separados ou juntá-los para produzir um filamento largo de seda. As aranhas fabricam sete tipos de seda. Nenhuma espécie faz todos os sete, todas fabricam pelo menos três e a Arânea fabrica cinco. Nem todos os seus 600 condutos produzem seda; alguns exsudam goma para tornar algumas das teias pegajosas. A Arânea, contudo, lubrifica as suas patas e nunca fica grudada. A origem de tais fiandeiras? As patas se transformaram em fiandeiras, dizem os evolucionistas.

      Reflita: A aranha é dotada de laboratório químico para produzir a seda, de mecanismos físicos para fiá-la e do conhecimento instintivo de como fazer a teia. Qualquer um desses é inútil sem os outros dois. Devem todos evoluir por acaso, ao mesmo tempo, na mesma aranha. Os evolucionistas crêem que foi isso o que aconteceu. Você também crê que foi assim? O que teria sido mais fácil acontecer por acaso — a ponta aguda de pedra ou a aranha?

      Entremos na era espacial para ouvir o Dr. Carl Sagan, da Universidade Cornell, E.U.A. “É fácil produzir uma mensagem de rádio interestelar”, diz ele, “que pode ser reconhecida de modo inequivocável como procedente de seres inteligentes”. Crê que “em muito o método mais promissor é enviar imagens”. Uma imagem sugerida para ser enviada mostraria um homem, uma mulher, uma criança, o sistema solar e vários átomos — tudo sendo possível por se emitir uma série de pontos e traços, cada um chamado de um “bit” de informação, exigindo 1.271 bits ao todo.

      Raciocine sobre isso. Se 1.271 bits de informação numa certa seqüência sugerem ordem e planificação e provam “de modo inequivocável” que procedem “de seres inteligentes”, o que dizer dos cerca de 10 bilhões de bits de informação codificados nos cromossomos de cada célula viva? Os evolucionistas dizem que os 1.271 pulsos de informação ‘de modo inequivocável provam a existência de um planificador inteligente’, mas relegam 10 bilhões de bits de informação como não necessitando dum planificador, como tendo surgido simplesmente por acaso.

      Não acha tal raciocínio ilógico, arbitrário, até mesmo preconceituoso? Se os projetos simples exigem um projetista, será que os projetos extremamente complexos não exigiriam muito mais energicamente um projetista ainda maior? O teórico inglês Edward Milne, ao considerar a origem do universo, concluiu sabiamente: “Nosso quadro é incompleto sem Ele.”

      [Foto na página 15]

      A Ponta Duma Flecha Exige Alguém que a Tenha Feito, mas o ADN Não Exige?

  • O instinto — sabedoria planejada antes do nascimento
    Despertai! — 1982 | 22 de março
    • O instinto — sabedoria planejada antes do nascimento

      CÉREBROS PEQUENOS, PROEZAS COLOSSAIS

      “SÃO INSTINTIVAMENTE SÁBIAS.” — PROVÉRBIOS 30:24.

      A INCRÍVEL JORNADA

      O pequeno “blackpoll warbler” [Dendroica striata] é um improvável candidato para ‘desafiar’ o sistema evolucionário. Mas ele o faz. Este pássaro canoro norte-americano pesa apenas 20 gramas e mede apenas 13 cm de comprimento. No entanto, suas proezas migratórias são colossais.

      Quando se aproxima o outono setentrional, ele deixa sua residência de verão no Alasca e voa em direção sudeste, cruzando o continente norte-americano até a costa do Atlântico, comendo vorazmente durante a viagem porque a sua jornada apenas começou.

      Na costa da Nova Inglaterra o “blackpoll” espera e espreita as condições do tempo. De alguma maneira ele sabe exatamente quais as condições climáticas que precisa — uma forte frente fria que passe pela costa em direção sudeste e daí rumo ao Atlântico.

      Quando a frente fria chega, o pequeno viajante levanta vôo ajudado pelos ventos favoráveis à medida que voa a sudeste — mar adentro. A frente fria também significa que provavelmente não haverá na rota nenhuma tempestade tropical a enfrentar — uma escolha sábia das condições climáticas!

      O vôo a sudeste coloca a pequena ave rumo à África, que é longe demais e não é o seu destino. Mas o “blackpoll” não muda de direção. Passa sem escala pelas Bermudas, atingindo a altitude de mais de 6.000 metros ao se aproximar de Antígua. Nessa altitude faz frio e o oxigênio é escasso. Por que voa o pequeno “blackpoll” a esta altitude? Porque lá encontra os ventos dominantes que o empurram para o oeste, ao seu verdadeiro destino, a América do Sul. Depois de um vôo de cerca de 4.000 quilômetros sem escala, e mais de três dias e três noites, o migrante chega a outro continente, bem ao destino!

      Os cientistas admiram-se da proeza realizada cada ano por este pequeno pássaro. Como sabe exatamente que condições climáticas aguardar? Como sabe exatamente quando mudar de altitude para encontrar os ventos que o levarão à América do Sul? Como sabe optar exatamente pelo correto rumo de navegação que o permitirá cruzar com tais ventos no ponto exato sobre o oceano? Os cientistas não podem explicar isto. A teoria da evolução certamente não pode.

      Existe, porém, uma boa razão para o seu rumo incomum. Sua rota marítima para a América do Sul é mais curta do que seria uma viagem “pulando de ilha em ilha” e há poucos predadores com que se preocupar. O “blackpoll” é capaz de realizar este vôo sem escala, comparável a um cavalo de corrida cobrir 800 metros por minuto durante 80 horas consecutivas, por causa de seu metabolismo especialmente projetado. “Se ele queimasse gasolina em vez de suas reservas de gordura no corpo”, diz certo cientista, “poderia jactar-se de fazer 720.000 milhas por galão [cerca de 300.000 quilômetros por litro]”!

      CUPINS — ESPECIALISTAS EM AR CONDICIONADO

      Se tiver cupins em sua casa, provavelmente você tem pouca compaixão da fragilidade física deles. Tendem a ser moles e frágeis, necessitando de umidade e temperatura controladas. Pareceria que tais insetos jamais pudessem sobreviver no clima rigoroso dos trópicos. Contudo, eles proliferam ali. Como?

      A resposta está nas habilidades de arquitetura e engenharia dos cupins. Os ninhos de cupins tropicais são em forma de montículos de barro duro capaz de tirar faíscas de uma machadinha. Certos cupins australianos constroem um montículo longo, estreito, em forma de cunha, que sempre aponta na direção norte-sul, aparentemente provendo proteção contra o sol quente do meio-dia. Outras espécies constroem montículos que à distância se assemelham a choupanas de humanos.

      Ao passo que a parte externa dum cupinzeiro pode ser quente demais para se tocar nela, no seu interior faz uma agradável temperatura de 30° C. Como é feito o controle da temperatura? Paredes grossas ajudam, mas está envolvido mais. Alguns cupins cavam túneis de 40 metros no solo abaixo do ninho para obter água, que usam tanto para refrigerar o ninho pela evaporação como para manter a correta umidade, mesmo sob o ar seco e quente do deserto! Outros constroem ninhos com um “porão” e um “sótão”. Para a renovação de ar, existem tubos na parte exterior do cupinzeiro que controlam a temperatura e garantem suficiente ar fresco dentro do ninho. Observa-se que os cupins estão em constante atividade nesses canais e por abrir e fechá-los o ar condicionado pode ser perfeitamente controlado.

      Quem ensinou aos cupins as suas habilidades de arquitetura e engenharia? A evolução cega? Ou um Projetista Mestre discernente?

      AS ABELHAS DANÇANTES QUE VOTAM

      Talvez já tenha ouvido falar das façanhas instintivas das abelhas. Estas pequenas criaturas amiúde recebem muitas tarefas a executar durante sua vida curta, começando como babás da rainha e das larvas, daí sendo promovidas a construtoras de favos, guardas da colmeia e porteiras. São as abelhas mais velhas, porém, que recebem a arriscada missão de procurar néctar e outras substâncias necessárias, e cujos poderes instintivos provocam a maior admiração.

      Quando uma de tais abelhas acha uma nova fonte de néctar ela retorna à colmeia a fim de dar a boa notícia. Isto é feito por meio de uma dança. O ritmo da dança e o seu tipo (quer em círculo quer em forma de oito), bem como a quantidade de meneios do abdômen executados pela abelha dançarina, informa às outras abelhas a que distância se encontra a fonte de néctar. A direção do néctar, em relação ao sol, também é indicada pela dança. “A linguagem das abelhas parece inacreditável”, admite o livro “Os Insetos” [em inglês], “mas tem sido confirmada por inúmeras experiências”.

      Quando a colmeia fica superpovoada, algumas abelhas acompanham a velha rainha para um novo lar. Como sabem para onde se mudar? Batedores do novo enxame saem voando em todas as direções. Agora, porém, não estão à procura de flores. Estão à procura de cavidades em árvores, rachaduras em paredes — locais para um novo lar. Ao retornarem, os batedores dançam para indicar a localização desses novos locais, em grande parte da mesma maneira como dançariam para indicar a localização duma flor. Os batedores que encontraram bons locais dançam bem entusiasticamente, às vezes por horas a fio, ao passo que muitas outras abelhas são incentivadas pela dança enérgica a ir dar uma olhada. Os batedores que acharam locais menos adequados não dançam tanto tempo assim ou tão entusiasticamente, e poucas abelhas são incentivadas a verificá-los.

      Gradualmente as abelhas reduzem suas opções a poucas localizações e, por fim, a apenas uma, à medida que as danças entusiásticas por batedores que vão aderindo atraem mais e mais o apoio para o melhor local. Na verdade, o enxame está estudando vários locais prospectivos e escolhendo aquele que mais lhe agrada. O inteiro processo talvez leve cinco dias, após o qual, num acordo unânime, o enxame levanta vôo em direção ao novo lar!

      Poderiam as mutações casuais e os eventos a esmo produzir tais maravilhosas façanhas de comunicação e harmonia social? Será que as casualidades e o caos produzem harmonia em qualquer outra sociedade?

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