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  • “Frangos” e “gaviões”
    Despertai! — 1982 | 22 de dezembro
    • “Frangos” e “gaviões”

      A Nova Moralidade — Colhe Seus Frutos

      “Assim como ocorreu nos dias de Ló.” — Lucas 17:28.

      OS GAVIÕES se lançam sobre os frangos, e os granjeiros conservam espingardas de caça carregadas, prontas para atirar nos gaviões. Hoje, porém, essas palavras podem apresentar uma conotação diferente. Os “frangos” são meninos, os “gaviões” são os homossexuais adultos, mas a analogia termina aí. Os granjeiros não estão acertando. As leis são inadequadas, o cumprimento da lei é insatisfatório, os juízes são clementes e os “frangos” se tornam vítimas. Este problema não é novo. Remonta aos dias de Sodoma e Gomorra. Mas, na última década tem havido crescente perseguição agressiva dos “frangos” por parte dos “gaviões”. Seu descaramento tem chocado elementos da Sociedade ainda suscetíveis a se chocar.

      Alguns afirmam que tanto na Cidade de Nova Iorque como em Los Angeles, E.U.A.. Os meninos são mais procurados do que as meninas. Em Los Angeles, um sargento da polícia, que lida com corrupção de menores, diz: “Os números nesta área mostram que é entre 70 e 75 por cento de meninos para 25 por cento de meninas.” Descobriu-se em Massachusetts, E.U.A., um sistema de solicitação de meninos, em que 250 meninos estavam disponíveis para sexo em qualquer parte do estado por 50 dólares (Cr$ 10 mil) ou mais. Ficou-se sabendo, porém, que se tratava apenas de uma filial de uma cadeia nacional com sede em Houston, Texas. Os “gaviões” podiam telefonar para lá de qualquer parte do país e encomendar “frangos” por telefone. Em questão de meia hora, um menino estaria na porta daquele que telefonou, conquanto o cartão de crédito do “gavião” fosse descontado.

      Os “gaviões” formaram grupos e exigem respeitabilidade. A organização René Guyon, com sede na Califórnia, jacta-se de ter 8.500 membros. Seu lema é “Sexo aos oito anos ou será tarde demais”. Existem numerosas outras organizações de sexo entre homem e rapazinho. Há listas compiladas que indicam onde se podem buscar meninos em cada estado. Uma dessas organizações tem sede em Londres, com sucursais nos Estados Unidos e em outros países. Os homossexuais estão fazendo pressão para que as leis sejam mudadas para se abaixar a idade de consentimento e para a legalização do sexo entre adultos e crianças. Lutam pelos direitos das crianças, dizem eles, e apresentam-se para tomar a frente na cruzada. O Gay Community News dizia:

      “O movimento gay de liberação está lutando não só pelos direitos dos adultos de praticar livremente atos homoeróticos, mas também para que milhões das crianças da nossa sociedade gozem de uma vida sexual livre . . . e [para] os direitos das crianças de controlar seus próprios corpos. Num tempo em que o abuso de crianças por parte de seus pais se tornou epidêmico, é irônico que são os homens que amam meninos que são considerados os piores criminosos.”

      Os direitos das crianças para serem abusadas, prostituídas, sodomizadas? Sua alegada preocupação pelos direitos das crianças é apenas um manto para homens cujo interesse é unicamente satisfazer sua própria perversão sexual. Quando as crianças ficam um pouco mais velhas, esses adultos “amorosos” as lançam de volta nas ruas e fazem novas vítimas. Quer de livre vontade, quer não, as crianças nessas tenras idades não podem entender a escolha que estão fazendo, tampouco prever as conseqüências. Elas são vítimas. São vulneráveis. Tendo sido desorientadas, procuram a afeição de um homossexual e ficam psicologicamente arrasadas quando são rejeitadas. Alguns desses menores são assassinados. Um homem homossexual matou trinta e três meninos e os enterrou debaixo de sua casa. Para onde foi tal suposto grande amor?

      O apoio à causa dos homossexuais vem de fontes estranhas. A Bíblia é clara sobre seu conceito a respeito do homossexualismo. Sodoma e Gomorra foram destruídas porque o praticavam. A lei mosaica o proibia, sob pena de morte: “Quando um homem se deita com um macho assim como alguém se deita com uma mulher, ambos realmente fazem algo detestável. Sem falta devem ser mortos. Seu próprio sangue está sobre eles.” A mesma posição está expressa nas Escrituras Gregas Cristãs concernente a tais homens: “Deus os entregou a ignominiosos apetites sexuais, pois tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e, igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno.” — Levítico 20:13; Romanos 1:26, 27.

      Não obstante estas denúncias bíblicas, muitos clérigos e muitas igrejas falam abertamente a favor dos homossexuais. São Francisco, nos E.U.A., cuja população é de 30 por cento de homossexuais, ilustra isso. Um noticiário reza: “Grande parte da tolerância vem, o que é talvez um tanto surpreendente, da religião organizada — das principais igrejas e sinagogas protestantes, anglicanas, católica romanas e judaicas. . . . O rev. Otto Sommers, de 50 anos, ministro da união das 250 congregações da Igreja Unida de Cristo, de Maine, . . . diz: ‘O sexo homossexual, assim como o sexo heterossexual, é um dom de Deus que deve ser vivido sob a ética do amor. Todos vivemos sob Cristo.’”

      Apesar das declarações de muitos líderes religiosos hoje e de suas organizações eclesiásticas, o conceito de Jeová Deus sobre o homossexualismo não mudou. E, a respeito das condições na terra no tempo de sua segunda vinda, Cristo Jesus disse: “Assim como ocorreu nos dias de Ló . . . do mesmo modo será naquele dia em que o Filho do homem há de ser revelado.” — Lucas 17:28-30.

  • “Meretrículas” e “pornô infantil”
    Despertai! — 1982 | 22 de dezembro
    • “Meretrículas” e “pornô infantil”

      A Nova Moralidade — Colhe Seus Frutos

      Proxenetas e pornógrafos exploram menores e indefesos.

      A INDÚSTRIA de mais rápido crescimento nos Estados Unidos hoje é o mercado da brutalização e da depravação — a corrupção de menores. Emprega mais de meio milhão de jovens. A maioria deles são os que fogem de casa para as grandes cidades, onde se tornam vulneráveis, presas fáceis dos proxenetas e pornógrafos.

      As “meretrículas”, crianças prostitutas, são usadas e abusadas pelos proxenetas. Na área do Times Square, na cidade de Nova Iorque, 800 proxenetas controlam milhares e milhares de meninas. Os registros revelam que centenas e centenas dessas crianças foram brutalizadas, espancadas, torturadas e estupradas pelos seus proxenetas. Algumas prostitutas acabam sendo assassinadas. Contudo, a prostituição é chamada de “crime sem vítimas”

      A pornografia atinge as faixas etárias mais baixas ainda. Crianças de apenas três e quatro anos — que amiúde acabam indo parar em instituições de doentes mentais ou ficam vendendo sexo nas ruas — podem ser vistas fazendo coisas incríveis diante das câmeras. Mas, se é preciso ver para crer, então tem de se crer, pois podem ser vistas em filmes e em revistas pornográficos. Crianças de cinco e seis anos são exploradas, fazendo-se com que se empenhem em toda atividade e perversão sexual imaginável, incluindo masturbação, sodomia, sadomasoquismo e até mesmo incesto.

      A pornografia começou de modo relativamente brando, mas fez rápidas escaladas para atender à crescente procura dos que têm apetites pervertidos que logo se enfadam. Começou com o nudismo, que passou para copulação simulada entre homem e mulher, e daí para a copulação real. Depois, vieram as atividades homossexuais, homens com homens e mulheres com mulheres. A seguir, foi a bestialidade. E, finalmente, a pornografia infantil, ou “Kiddie porn”. Foram mostradas crianças em atividades homossexuais e heterossexuais, às vezes crianças com crianças, outras vezes crianças com adultos. Atualmente, a pornografia infantil tornou-se um comércio de multibilhões de dólares, e emprega anualmente 300.000 crianças menores de dezesseis anos.

      Por que esse interesse sexual em criancinhas? Estas têm sido apresentadas pelos meios noticiosos como objetos sexuais. Os propagandistas as fazem posar com seus produtos, de modo provocativo, com cabelos esvoaçantes e fazendo beiço com lábios sedutores. As jovens atraem especialmente homens que têm medo de uma mulher adulta, dizem os psiquiatras. A mulher moderna, a mulher emancipada, que tem igualdade com esses homens inseguros e até compete com eles, intimida-os. Mas as jovens, com roupa e pose sexualmente provocantes, parecem vulneráveis, não têm nada para se temer e são, por conseguinte convidativas para tais homens. Apresentadas como objetos de sexo, essas jovens se tornam alvo de ataque sexual.

      Derek Eaves, psiquiatra forense, que trabalha com delinqüentes sexuais, está preocupado: “Há um enorme aumento de crimes contra as crianças.” Ele considera que a sociedade está numa crise moral. Um professor da Universidade Colúmbia, E.U.A., diz que fazer meninas posar de modo provocante significa que “elas estão à venda” e é um passo em direção à destruição dos valores ocidentais. Daniel Cappon, psicoterapeuta analítico, diz: “Entramos na nova Era do Obscurantismo da sociedade. Vivemos nas eras tenebrosas da degeneração. As trevas envolvem nosso psique; as pessoas são agora mais brutalizadas do que nunca antes.” Linguagem forte, mas talvez não forte demais, quando lemos a respeito de uma menina de trinta e três meses ter sido atacada sexualmente por um homem de cinqüenta e um anos. Ou considere a repugnância evidente quando pornógrafos fotografam, e pedófilos (os que têm desejos sensuais por crianças) compram fotografias de uma menina de sete meses de pernas abertas.

      Os psicólogos Victor Cline e Frank Osanka zombam da idéia de que a pornografia é um “crime sem vítimas”. Osanka diz: “A pornografia infantil não é nada menos do que o registro fotográfico do abuso sexual de crianças, e o grave efeito psicológico disso ficou claramente estabelecido.” Cline diz: “É significativo o potencial de dano psicológico real decorrente da contínua exposição à pornografia.”

      Naturalmente, os grupos pró-pornografia não vêem prejuízo na sua condição nauseante. Diversos grupos, como a Organização de Liberação dos Pedófilos, Intercâmbio de Informações de Pedofilia e o Círculo da Sexualidade Infantil, estão lançando um contra-ataque aos opositores. Mantêm em sigilo cadeias que operam às ocultas em âmbito nacional, e permitem que barganhem e troquem milhões de dólares por aquilo que só vale lixo. Algumas dessas organizações nacionais e internacionais estão vindo à tona para defender seus “direitos”. Os pedófilos não vêem nenhum mal na pornografia infantil, só porque ficaram cegos pela sua própria lascívia.

      Mas as crianças usadas nisso são prejudicadas, muitas vezes acabam vendendo sexo nas ruas e não conseguem ver em si mesmas algo desejável a não ser uma mercadoria, um objeto de sexo com rótulo de preço. Nisto também, como no caso de menininhos sodomizados por homens adultos, os tribunais têm dificuldade de ver na pornografia infantil algo de obsceno. “Há o medo comum de que proibir um jovem de dez anos de aparecer num filme pornográfico possa ser violação da Primeira Emenda dos direitos das crianças.”

      Incrível como pareça, até mesmo alguns pais aparecem em filmes de pornografia infantil, usando seus próprios filhos! E isso nos leva ao assunto do próximo artigo — o INCESTO.

  • Estupro dentro da família
    Despertai! — 1982 | 22 de dezembro
    • Estupro dentro da família

      A Nova Moralidade — Colhe Seus Frutos

      Atualmente, até mesmo o incesto reclama por aceitação.

      “TODA criança tem direito a relações amorosas, incluindo as sexuais, com um genitor, um irmão ou irmã, com outros adultos ou crianças responsáveis.” — Artigo Sete da “Carta de Direitos Sexuais da Criança”, do líder do Círculo da Sexualidade Infantil.

      Todo esse tempo, o incesto, o crime secreto, vinha esperando impacientemente nos bastidores, mas agora avança para ter a sua vez no centro do palco.

      Cinco mil novos casos são relatados nacionalmente (nos Estados Unidos) cada ano, e os entendidos dizem que, para cada caso relatado há dez ou vinte não relatados. Um chefe de uma clínica de incesto diz: “Creio que o incesto está generalizado nos Estados Unidos.” Um funcionário do serviço de assistência à criança diz que o incesto é “mais comum do que o estupro, e é relatado com menos freqüência”. Alguns estimam que vinte e cinco milhões de mulheres nos Estados Unidos hoje sofreram abuso incestuoso quando crianças. As notícias indicam que outros países estão tendo o mesmo crescente problema. “A última agora”, diz um novo livro sobre abuso de menores, “são os clubes sexuais de pai com filho”. “A taxa de incidência é tão elevada”, dizia certa fonte, “que torna absurda a proibição”. A estranha lógica é, se o crime está tão difundido, para que combatê-lo?

      Pode-se compreender quão estranha e essa opinião mencionada por último quando se conhece a fonte. É um dos muitos argumentos apresentados pelos que defendem o incesto. A edição de março de 1980 de Psychology Today relatava algumas das alegações dos defensores do incesto, como se segue:

      “Alguns casos de incesto parecem ser positivos e até mesmo benéficos.” “O incesto em alguns casos pode ser uma experiência positiva, sadia ou, no pior dos casos, neutra e insípida.” “O medo do incesto tem um efeito desalentador sobre a expressão do sentimento de amor dentro da família.”

      O escritor do artigo na revista Psychology Today não concorda com esses argumentos pró-incesto. Ele diz: “Para uma criança, o ser ela amada como pessoa, pelo que é antes que pelo que pode dar ou tornar-se, é uma necessidade tão premente quanto à da alimentação física. Mas, poucas crianças podem distinguir na infância a diferença entre alguém ser amado pelo que ele é e o ser usado . . . para satisfazer o apetite sexual de uma pessoa mais velha.”

      A revista Time, de 7 de setembro de 1981, trouxe uma reportagem a respeito de propaganda pró-incesto, intitulada “Intimidade Desde o Berço Até a Sepultura”:

      ”Deve-se permitir as crianças bem novas, e talvez incentivá-las, a levar uma vida sexual plena, sem a interferência dos pais e da lei.” “Os seres humanos, como outros primatas, precisam de um período cedo de ensaio sexual.” “As crianças são realmente uma minoria privada de direitos. Devem ter o direito de expressar-se sexualmente, o que significa que devem ter permissão de ter ou não ter contato com pessoas mais velhas do que elas.” “Tal sexo é basicamente inofensivo para a criança.” “O incesto pode às vezes ser benéfico.” “Cremos que as crianças devem começar o sexo desde o nascimento. O não praticar incesto causa muitos problemas.”

      O artigo da revista Time conclui com algumas declarações feitas por psiquiatras. Um deles disse: “O comportamento sexual prematuro entre crianças nesta sociedade quase sempre leva a dificuldades psicológicas.” Outro que trabalha com crianças conclui: “A sexualidade na infância é como brincar com um revólver carregado.”

      O lema popular “fique na sua” é também um revólver carregado. O proxeneta talvez esteja “na sua”, mas este não é o caso com suas “meretrículas”. O sodomista pode estar “na sua”, mas não é o caso com sua vítima jovem. Um genitor (ou genitora) incestuoso pode estar “na sua”, mas dificilmente é o caso com uma criancinha. O “ficar na sua” para uma criança é ser criança, ter segurança na sua infância, ser amada por pais casados. O amor é pensar nos outros; o “ficar na sua” é pensar em si.

      O incesto é provavelmente a espécie de abuso mais egoísta e mais repreensível de uma criança. É uma violação grotesca da confiança e dependência da criança. É o protetor mais achegado que se vira contra ela. E a criança e uma vítima lesada. “Nunca conversei, que eu soubesse, com uma vítima de incesto que fosse feliz, bem-ajustada e não preocupada”, disse a dra. Suzanne Sgroi, ex-presidente do Programa de Tratamento de Traumas Sexuais.

      A dra. Judianne Densen-Gerber, diretora do Instituto Odyssey da cidade de Nova Iorque, diz: “No meu próprio exercício tenho a maior dificuldade imaginável de tratar essas crianças que sofrem por causa de incesto, até mesmo mais do que as crianças que são espancadas, maltratadas, nas quais se ateou fogo e as que foram chicoteadas, porque, pelo menos, estas crianças não confundem com o amor aquilo que se lhes faz. O pai ou a mãe que usa sexualmente uma criança ao passo que lhe diz ‘eu te amo’ está criando um filho (ou filha) que terá medo de manter relações com qualquer outra pessoa em sua vida, tampouco confiará nela nem terá compromissos com pessoa alguma, nem mesmo com o terapeuta, porque, dessemelhante da criança espancada, ele não busca obter afeição, teme a afeição e torna-se extremamente isolado.”

      Na página 129 do livro The Death of Innocence, lemos: “Entre as prostitutas, a freqüência do molestamento sexual na infância é de 92 por cento; 67 por cento delas sofreram alguma forma de ataque sexual incestuoso. . . . Pelo menos 75 por cento das que fogem de casa, em média nacional, estão fugindo do abuso incestuoso. Os mesmos números se aplicam a casos de vício de drogas por parte de adolescentes: Cerca de 70 por cento são vítimas de incesto.”

      Também, como no caso do homossexualismo, a Bíblia o considera um crime que merece pena de morte: “Não vos deveis chegar, nenhum de vós, a qualquer parente carnal que lhe seja chegado, para descobrir a nudez. Eu sou Jeová. Caso alguém faça qualquer de todas estas coisas detestáveis, então as almas que as fazem têm de ser decepadas.” — Levítico 18:6, 29.

  • O meio de acabar com o abuso de menores
    Despertai! — 1982 | 22 de dezembro
    • O meio de acabar com o abuso de menores

      A Nova Moralidade — Colhe Seus Frutos

      A solução não é só dizer, mas pôr em prática.

      A NOVA moralidade não é nova. É apenas um nome novo para a antiga imoralidade. A árvore ainda é podre, seus frutos ainda são sem valor. Sua sabedoria é injusta, seus “filhos” provam que é assim. Como se dava nos dias de Noé e nos dias de Ló assim ocorre nestes últimos dias de mais um sistema imoral. Os frutos colhidos são os mesmos, só que neste tempo a safra é muito grande. E não é absolutamente prática — é muitíssimo imprática. Especialmente para as crianças.

      A solução que a Bíblia tem é prática, tanto para as crianças como para qualquer outra pessoa. Mesmo os profissionais que lidam com o problema do abuso de menores oferecem soluções similares, até certo ponto. Sabem que más condições na família fazem com que os menores fujam de casa, e que uma grande porcentagem dos que abandonam o lar acaba indo parar nas ruas, na prostituição e na pornografia, sofrendo estarrecedor abuso. Alguns fogem do incesto na família, de lares desfeitos pelo divórcio, de conflitos crônicos com os pais, da falta de ternos cuidados e alguns são influenciados pelos seus colegas. Quaisquer que sejam as causas específicas, a solução é sanar a desintegração da família. Assim falam os entendidos no assunto.

      O mesmo diz a Bíblia. Ela diz que precisava haver íntima comunicação entre pais e filhos. Com respeito aos princípios justos, a ordem é: “Tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te.” — Deuteronômio 6:7.

      A Bíblia dá conselhos sobre como pais e filhos devem agir: “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo . . . E vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” — Efésios 6:1, 4.

      Os psiquiatras concordam com isso. Dizem que os pais precisam ser justos e dar bom exemplo, mas os filhos precisam de regulação e de disciplina. Um psicoterapeuta confirma isso, dizendo: “Abandonamos nossos filhos também quando, na esperança de fazer deles ‘amigos’, renunciamos às nossas responsabilidades como exemplos e legisladores. Isso é uma traição que as crianças sentem profundamente porque não há necessidade mais forte para uma criança em desenvolvimento do que o senso de divisas e limites. A criança os considera como sendo amor.” A Bíblia confirma isso: “Jeová repreende aquele a quem ama, assim como o pai faz com o filho em quem tem prazer.” — Provérbios 3:12.

      Alguns dizem que o que se precisa nas escolas é de mais educação sexual; outros dizem que já está explícita demais e está indo muito longe. Um livro ilustrado. para crianças, preparado por um professor da Universidade de Syracuse, E.U.A., diz: “Todos os pensamentos são normais.” “A masturbação é uma expressão normal de sexo tanto para pessoas do sexo masculino como do sexo feminino e para qualquer idade. Desfrute-a.” O homossexualismo é da sua conta, “portanto escolha a vida sexual que você deseja”. “Muitas pessoas se perguntam sobre o sexo oral e anal, e há quem ache que é ‘perversão’. Achamos que não há nada de errado em qualquer tipo de sexo.” “A pornografia é inofensiva.”

      Talvez Joãozinho não saiba ler nem escrever porque seus professores estão ocupados demais em endoutriná-lo com a “normalidade” das perversões sexuais. A instrução sexual dada às crianças pode ser demais e cedo demais. O dr. Greenwood adverte: “Os pais nos seus empenhos de serem liberais muitas vezes exageram na educação, e talvez estejam dando a seus filhos matéria para a qual não estão preparados.” Quanto aos prós e os contras da educação sexual, a dura realidade é o tremendo aumento da prostituição, da sodomia, da pornografia e do incesto praticados por crianças.

      Os que lascivamente exploram crianças destas maneiras se enquadram na descrição bíblica que se encontra em Efésios 4:19: “Tendo ficado além de todo o senso moral, entregaram-se à conduta desenfreada para fazerem com ganância toda sorte de impureza.” São iguais às pessoas nos dias de Noé: “Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo.” — Gênesis 6:5.

      Só a Bíblia tem a solução para acabar com o abuso de crianças. Jesus disse, em síntese: ‘Ame a Deus de todo o coração. Ame seu próximo como a si mesmo.’ (Mateus 22:37-39) O apóstolo Paulo repetiu isso: ‘O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” — Romanos 13:10.

      Esta solução de amor fraterno é prática. Quando aplicada, produz resultados. São muitos os que são ouvintes da Palavra de Deus, mas não cumpridores dela. São muitos os que dizem “Senhor, Senhor”, mas não escutam a Jesus nem fazem a vontade de Jeová. — Tiago 1:22; Mateus 7:21.

      No devido tempo de Deus, todos os que aceitam seu reino sob Cristo poderão cumprir perfeitamente esta lei do amor. Então se realizará Provérbios 2:21, 22: “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela.”

      Este é o único meio, e o meio definitivo, de acabar com o abuso de menores.

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