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Morreu Jesus numa cruz?Despertai! — 1975 | 22 de março
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no madeiro”. (1 Ped. 2:24) Com efeito, xy’lon é usada várias outras vezes para se referir ao “madeiro” em que Jesus foi pendurado. (Atos 5:30; 10:39; 13:29) Esta palavra grega tem o significado básico de “madeira”. Nada subentende que, no caso do penduramento de Jesus, ela significasse uma estaca com uma barra transversal.
Assim, a evidência pontifica que Jesus não morreu na cruz tradicional. Por isso, as testemunhas de Jeová, que certa vez possuíam uma representação da cruz na capa da frente de sua revista A Sentinela, não usam mais tal símbolo. Nem veneram a estaca. Por certo, o instrumento que causou o sofrimento e a morte de Jesus não merece tal reverência, assim como não merece a forca em que um ente querido talvez tenha sido injustamente morto. Ademais, a Palavra de Deus proíbe tal veneração, pois afirma: “fugi da idolatria” e “guardai-vos dos ídolos”. — 1 Cor. 10:14; 1 João 5:21.
Significa isto que as testemunhas de Jeová pouco se importam com a morte de Jesus Cristo? Não. Sabem que, por meio dela, Deus proveu o resgate que liberta a humanidade crente da escravidão ao pecado e à morte. (1 Tim. 2:5, 6) Estes assuntos são considerados com freqüência em suas reuniões. E, como os cristãos primitivos, comemoram anualmente a morte de Jesus durante a celebração da refeição noturna do Senhor. (1 Cor. 11:23-26) Em todas essas reuniões no Salão do Reino local o leitor será calorosamente recebido.
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Observando o MundoDespertai! — 1975 | 22 de março
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Observando o Mundo
“Não Estamos Preocupados”
◆ Recentes eventos políticos moveram “The National Observer” a entrevistar pessoas em várias cidades dos EUA. Muitas pessoas mostraram-se amarguradas — mas um casal claramente não estava. Afirma a notícia: “Um casal de San Diego [Califórnia], que se identificou apenas como José e Margarida, declinou dizer se tinham opiniões sobre os perdões, a Presidência, ou o futuro da república. ‘Como missionários das Testemunhas de Jeová’, disse José, ‘praticamos a neutralidade total. Somos neutros, não estamos preocupados.’ Ele puxou sua Bíblia e começou a folheá-la. ‘Há um versículo que abrange tudo isso’, disse ele. Sugeriu o Salmo 37 (‘. . . apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá’), e o Salmo 146 (‘. . . não confieis nos nobres’).”
Potencial Nuclear
◆ Agora mesmo há 19 nações, com um total de 149 reatores-nucleares que produzem eletricidade. Poderiam estes ser empregados para fabricar armas nucleares? Antes que o combustível gasto destas usinas possa ser usado em armas, os resíduos radiativos têm de ser separados do plutônio — processo difícil e custoso. Todavia, dez destes países já se recusaram a assinar ou a ratificar tratados que limitam a disseminação das armas nucleares. E, presentemente, 23 outras nações dispõem de usinas sob construção ou planejadas.
Crime na Índia
◆ “A taxa de crimes na Índia ultrapassa sua explosão demográfica”, afirma um artigo do Capitão F. D. Colabavala, no Free Press Journal de Bombaim. Na década de 60, a população aumentou 27,4 por cento, mas o crime ascendeu 56,6 por cento. A delinqüência juvenil, no mesmo período, subiu vertiginosamente quase 135 por cento. Afirma o artigo: “As ruas das principais cidades indianas se tornaram tão mortíferas para os cidadãos pacíficos como as ruas de Nova Iorque.”
Mais Famintos do que Nunca
◆ Comparando-se com as prévias décadas e séculos, quanto progresso tem sido feito em se alimentar o mundo? Rene Dumont professor de agricultura no Instituto Nacional de Agronomia de Paris, fornece sua resposta num número recente de The Courier: “Nosso mundo ficou louco . . . Embora seja difícil fazer uma avaliação precisa, parece mais provável que os países pobres se acham, em média, tão subnutridos como se achavam antes da Segunda Guerra Mundial. . . . [As classes mais pobres na Índia, Bangladesh, e a maioria das regiões das montanhas andinas se acham menos bem nutridas do que se achavam no século dezoito . . . Se os peritos não conseguirem desenvolver um programa bem-coordenado, destinado a frear o aumento populacional, então confrontaremos a perspectiva de uma série de catástrofes, cuja natureza precisa ninguém pode predizer neste estágio.”
União e Alimentos
◆ Um motivo de muitas pessoas não disporem de suficientes alimentos para comer é a falta de união entre as nações. Mas, quanto se poderia prover caso não houvesse divisões nacionalistas? Afirma um número corrente de BioScience: “Embora só se possam avaliar os totais, muitos crêem que um plano de ação integrado organizado, que envolvesse todas as nações, poderia, mediante os aprimoramentos da agricultura convencional, pelo menos duplicar a produção anual mundial de alimentos em questão dum período razoável de anos.”
Missa de Polca
◆ Um conjunto popular de polca em Eveleth, Minnesota, EUA, toca duas noites por semana mim local de danças populares para os croatas e eslovenos da localidade. Mas, na noite de sábado o conjunto toca nas Missas católico-romanas. “Com letra diferente” afirma o National Catholic Reporter, as músicas populares tais como “The Barking Dog Polka” (Polca do Cão Que Ladra) e “The Iron Mike Polka” (Polca do Miguel de Ferro) se tornam “os hinos da entrada, do ofertório, da comunhão e despedida”.
Pó Mortífero
◆ O “progresso técnico” cobra seu preço que nem sempre se torna logo evidente, por exemplo, em doenças ocupacionais. O D r. Robert Murray, Conselheiro Médico do Congresso dos Sindicatos do Reino Unido, relata: “As doenças mais importantes neste respeito são as doenças causadas pelo pó. Atingem os operários de todo o mundo — mineiros de carvão, mineiros auríferos, mineiros de diamantes, mineiros de cobre. Sempre que os homens vão ao subsolo para perfurar e quebrar rochas, ou para extrair carvão ou minérios, o pó é inevitável, e, em questão de alguns anos, a partir da exposição inicial, surge a doença correspondente.”
A Velocidade Mata
◆ Acumula-se a evidência de que dirigir velozmente é mortífero. Nos primeiros meses de 1973 não havia limites de velocidade para as estradas na Finlândia. No mesmo período de 1974, a escassez de petróleo impôs um limite de 80 quilômetros horários. Com que resultados? As mortes foram reduzidas em 44 por cento. Quedas similares foram registradas na Bélgica (23 por cento), França (22 por cento), Alemanha Ocidental (21 por cento) e Áustria (18 por cento).
Ambiente Violento
◆ A violência faz parte do ambiente estadunidense, afirma o Dr. Eugene C. Bianchi, da Universidade Emory, de Atlanta, Geórgia. Em Christian Century, aponta uma maneira sutil em que é inculcada nos homens jovens: “A família estadunidense também ensina a violência pelo exemplo direto, notavelmente através das relações entre pai e mãe. . . . Em adição ao espancamento da esposa, há ameaças de abandono, que são especialmente terríveis para a mulher cuja socialização a deixou sem meios independentes de sustento. Ela talvez seja punida por ser ignorada ou por ter limitados os seus movimentos e seu círculo de amizades. O rapaz observa estes padrões de controle e os incorpora em sua própria personalidade para uso posterior.”
Fecham os Postos de Gasolina
◆ Os postos de gasolina se acharam entre as vítimas, nos EUA, da recente escassez de petróleo. Cerca de 20.000 fecharam as portas em um período de um ano, que findou em 30 de junho de 1974.
Tapeação nos Supermercados
◆ Recente edição da revista New York considera como algumas caixas de supermercados tapeiam os compradores. Primariamente isso é feito com a tecla de subtotal das registradoras. Um freguês paga uma conta pequena, digamos de Cr$ 25,00 de mercadorias. Ele recebe o comprovante da registradora que só contém um subtotal. O seguinte comprador talvez tenha de pagar uns Cr$ 250,00 em mercadorias. Mas, o subtotal prévio de Cr$ 25,00 ainda se acha registrado. A nota do segundo freguês, que alista corretamente o preço de cada item comprado, não mostra o total anterior. Poucos compradores que pagam grandes contas chegam sequer a notar a diferença de alguns cruzeiros. O artigo, que afirma que uma ladra consegue ganhar até uns Cr$ 6.750,00 num único sábado, observa: “Há suficientes mestres de mãos ligeiras em caixas de supermercados na área da grande
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