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Ulrich Zwingli e a Palavra de DeusDespertai! — 1970 | 8 de junho
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Em Retrospecto
Deve-se admitir que Zwingli tinha profundo respeito pela Palavra de Deus na medida em que podia discernir sua mensagem. No entanto, não chegara então o tempo para uma clarificação dos ensinos bíblicos conforme predito na Bíblia. Não percebeu que os problemas políticos mundanos não são de modo algum da responsabilidade do verdadeiro seguidor de Cristo. (João 15:19; 17:16; Tia. 4:4) Não discerniu a necessidade de manter-se separado dos modos e movimentos do mundo e ‘buscar primeiro o reino e a justiça de Deus’. (Mat. 6:33) Mesmo no seio das congregações reformadas, as idéias e atitudes pagãs se fixaram novamente. A tradição humana continuou a sufocar e a invalidar a Palavra de Deus
Se Zwingli vivesse hoje, bem que poderia ser abençoado pelo poder esclarecedor do espírito de Deus, ao revelar a Palavra de Deus para nosso entendimento. Poderia ver que toda religião falsa é parte de “Babilônia, a Grande”, que Jeová Deus condena agora a um fim próximo. Sendo irreformável e completamente falsa à santa Palavra de Deus, Babilônia, a Grande, será desarraigada e demolida pelo poder onipotente de Deus. — Rev. 18:1-4, 20.
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Um dia sem políciaDespertai! — 1970 | 8 de junho
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Um dia sem polícia
Do correspondente de “Despertai!” no Canadá
O QUE dizer se a polícia em sua cidade deixasse o serviço por um dia? O que aconteceria? Será que os cidadãos obedeceriam à lei mesmo sabendo que não haveria polícia por perto para prendê-los por atos criminosos?
Os cidadãos de uma cidade grande receberam recentemente respostas a tais perguntas quando tanto seus policiais como seus bombeiros entraram em greve. Mas, o que ocorreu naquela cidade poderia também acontecer em qualquer parte. Como assim?
Porque cada vez mais torna-se costume os servidores públicos fazerem pressão por aumentos de salário por recusarem trabalhar. Assim, na cidade de Nova Iorque, no ano retrasado, os coletores de lixo da cidade fizeram greve e permitiram que se acumulassem 10.000 toneladas de lixo por dia. Uma greve similar deixou Londres, Inglaterra, com altas pilhas de lixo em outubro passado.
Mas, foi Montreal, Canadá, que ficou sem polícia por um dia. Os policiais ali entraram em greve no esforço de obter aumento de salário que nivelaria seu pagamento ao que os policiais de Toronto recebiam. O que ocorreu durante aquele dia foi deveras revelador.
Removida a Proteção
A greve dos 3.700 policiais de Montreal começou às oito horas da manhã de 7 de outubro passado. A maioria dos policiais se reuniram na Arena Paul Sauvé para uma reunião de um dia inteiro. Alguns oficiais mais antigos procuraram manter de serviço uma equipe reduzida, mas os jovens oficiais militantes obrigaram estes a deixá-lo.
A Polícia Provincial de Quebeque [QPP], uma força muito menor mantida pelo governo provincial, tentou prover limitada proteção à cidade durante o dia todo. No entanto, alguns da polícia municipal grevista também interferiram com estes agentes da lei. O Star de Montreal noticiou:
“Os policiais militantes de Montreal na arena Paul Sauvé, ao ouvirem que a QPP estava assumindo seus deveres, decidiram frustrar o plano.
“Começaram a controlar as faixas de rádio da QPP. Sempre que um carro era chamado a um endereço específico, uma dúzia de guardas municipais montavam num caminhão do esquadrão contra motins e iam ao encontro da viatura da QPP.
“As viaturas eram seqüestradas e conduzidas, com as sirenas tocando e as luzes reluzindo, de volta para a arena Paul Sauvé. Com aplausos, os policiais de Montreal saudavam cada chegada.
“Depois de oito viaturas apreendidas, e suas freqüências de rádio sofrerem intermitentes interferências, a inteira força da QPP foi chamada de volta à chefatura.”
Assim, a cidade de Montreal ficou quase que inteiramente sem proteção policial. O que ocorreu naquele dia fez muitas pessoas se perguntarem se algo similar ocorreria em sua cidade em tais circunstâncias.
Anarquia Completa
Irromperam motins, incêndios e pilhagens. Em certas partes de Montreal havia pilhas de vidros quebrados, quarteirões de lojas pilhadas e veículos queimados. “Nunca se viu a cidade desse jeito”, disse o dono de uma loja ao vasculhar as ruínas de sua propriedade. “É como a guerra.”
Durante o dia houve vinte e três assaltos grandes, inclusive dez roubos de banco. Homens armados carregaram o equivalente a NCr$ 126.000,00 da Caixa Econômica Municipal e Distrital na Rua S. Denis. Quatro homens armados de metralhadoras assaltaram uma financeira. As condições pioraram tanto que numa comunicação pelo rádio Lucien Saulnier, Presidente da Comissão Executiva da Municipalidade, recomendou que os cidadãos ficassem em casa e protegessem sua propriedade. Um morador que fez isso, matou a tiros um arrombador.
Por volta das 20 horas, vintenas de táxis pararam na garagem da “Murray Hill Limousine Company”. Os motoristas de táxi já há muito guardavam rancor da companhia. Atiraram coquetéis molotov e puseram fogo em ônibus e carros. Os empregados abriram fogo contra a turba, com espingardas. Um policial provincial foi morto com um tiro; outras pessoas ficaram feridas no tiroteio.
Transeuntes foram envolvidos na violência, e uma turba de duzentas a trezentas pessoas deixaram a garagem da Murray Hill e dirigiram-se ao principal distrito de lojas e hotéis de Montreal. Munida de porretes, bastões de basebol e pedras, a turba começou uma orgia de destruição e pilhagem irracionais.
Rebentaram as vidraças do Hotel Queen Elizabeth, pilhando as mercadorias. A seguir veio a depredação do andar térreo do bonito edifício da IBM. Depois o Hotel Windsor e o Hotel Mount Royal tiveram os vidros quebrados e as lojas foram pilhadas.
Os saqueadores moveram-se para o leste pela Rua S. Catherine, rebentando vitrinas e pilhando lojas pelo caminho. Vidro moído foi espalhado pela rua por mais de três quilômetros. O prejuízo foi tão extenso que um vidraceiro calculou que custaria NCr$ 9.000.000,00 só para recolocar os vidros quebrados. O prejuízo total devido a incêndios, destruição e roubo foi estipulado em milhões mais.
As joalheiras, lojas de roupas e vitrinas cheias de equipamentos elétricos foram os alvos primários. Fotos publicadas na imprensa pública mostravam ladrões servindo-se à vontade das mercadorias.
Quando quatro guardas da Polícia Provincial de Quebeque tentaram às 23,30 horas controlar a turba, foram literalmente pisoteados pelo turbilhão de amotinados. Uma viatura da QPP que se aventurou pela rua foi apanhada pela turba e completamente destroçada enquanto os guardas estavam sentados dentro.
Uma vez removidas as restrições policiais, a lei e a ordem entraram em colapso. Os líderes governamentais disseram que a cidade estava “ameaçada de anarquia”. Leo Pearson, membro da legislatura, disse: “Antes de o sabermos, poderia haver em nossas mãos uma revolução de escala total.” A extensão da anarquia foi surpreendente. Certo senhor relatou:
“Não me refiro a desordeiros e a violadores habituais da lei, refiro-me apenas a pessoas comuns cometerem ofensas que nem sonhariam em tentar se houvesse um policial postado na esquina. Vi carros atravessar sinais vermelhos. Motoristas andarem à toda pela contra-mão porque sabiam que ninguém iria pegá-los.
“Não acreditaria no número de acidentes de carro que vi, porque os motoristas aproveitavam para atravessar as esquinas e cruzar as faixas de trânsito proibidas. Sabiam que não havia nenhum guarda por perto para registrar uma multa.”
Ação do Governo Provincial
Ao se agravar a situação, o governo provincial de Quebeque tomou providências para controlar a anarquia. Às 16,30 horas, toda a polícia provincial e a polícia municipal de cinqüenta e seis municipalidades menores foram colocadas sob o comando unificado de Maurice St. Pierre, Diretor da Polícia Provincial de Quebeque.
Às 20,10, o Procurador-Geral da Província, Rémi Paul, pediu ao governo federal para mandar o exército a fim de restaurar a ordem. Tropas do 22.º Regimento Real foram trazidas a Montreal de Valcartier, perto da cidade de Quebeque.
Em adição, o legislativo provincial mexeu-se depressa para aprovar uma lei especial. Tornou-se efetiva às 22 horas, ordenando que a polícia reassumisse seus postos à meia-noite, dezesseis horas depois que a greve começou. A lei estipulava penalidades equivalentes a NCr$ 112,50 até NCr$ 450,00 por dia por deixar de cumpri-la, e multas de NCr$ 22.500,00 a NCr$ 225.000,00 por dia para qualquer sindicato ou representante de sindicato que incentivasse a violação do novo estatuto.
Ao ser informado da lei, o Sargento Guy Marcil, presidente da Confraternidade da Polícia, falou aos policiais que ainda mantinham vigília na arena. Disse-lhes: “É meu dever, como presidente desta Confraternidade, pedir-lhes que retornem ao trabalho . . . Ordeno-lhes que voltem aos seus postos.” Ao fazerem isso, uma calma superficial foi restaurada, mas os soldados armados permaneceram de guarda.
Uma demonstração política programada para 10 de outubro na prefeitura foi cancelada ordeiramente. Para assegurar a manutenção da ordem, mais de 5.000 homens armados da Polícia de Montreal, da Polícia Provincial de Quebeque, da Real Polícia Montada Canadense e das forças armadas canadenses cercaram a prefeitura. Foi a maior exibição de poderio armado numa cidade canadense desde a Segunda Guerra Mundial. A demonstração foi paralisada e a multidão dispersa sem outros levantes.
O Significado
Muitos, atordoados com a subitaneidade e a selvageria da violência, ponderaram o significado do ocorrido. O que significava? Por que houve tal irrompimento destrutivo?
Obviamente, o problema não é uma simples disputa de salário entre os servidores públicos e uma municipalidade. O problema vai muito mais além. Nem a dificuldade se limita a Montreal. Pois observa-se uma tremenda decadência da integridade e da moral em enorme segmento da população em toda a parte.
De fato, o que ocorreu em Montreal, concluirão sem dúvida muitas pessoas, poderia ocorrer em sua cidade se ficasse sem proteção policial. O Ex-Procurador-Geral de Quebeque, Claude Wagner, descreveu a triste situação sem rodeios, explicando: “Quando a polícia deixa o dever, sabemos que estamos à beira da revolução.”
O Primeiro-Ministro, Pierre Elliott Trudeau, também notou a natureza geral do problema. Disse que a greve dos policiais e bombeiros de Montreal era simplesmente “parte de um enfurecimento total da sociedade”. E o Primeiro-Ministro de Quebeque, Jean Jacques Bertrand, comentou simplesmente: “A violência é a moda do dia.”
Os cristãos, cercados por tal espírito de violência e anarquia, desejarão manter-se alertas para que não fiquem infetados por ele. Certa testemunha ocular observou que foram pessoas comuns que cometeram ofensas que de outra forma não cometeriam. Seria, também, influenciado a violar a lei se visse vizinhos e conhecidos fazer isso? Aproveitaria a situação, desculpando-se com a idéia de que ‘todo o mundo faz isso’?
O cristão verdadeiro se destacará como alguém acatador da lei quer haja agentes da lei por perto quer não. Compreende que Deus vê, e é a Deus, acima de tudo, que deseja agradar. Assim, apesar do que outros façam, procederá com honradez. — 1 Ped. 3:10-12.
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Examine o que há nos discos fonográficosDespertai! — 1970 | 8 de junho
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Examine o que há nos discos fonográficos
PERCORRER uma loja de discos realmente grande pode ser uma experiência impressiva. Tal loja na cidade de Nova Iorque tem múltiplas prateleiras ao longo das paredes, repletas de discos em álbuns fechados. Estes se acham enfileirados de pé, tendo à vista as bordas que trazem o título, a gravadora e o número da série dos discos.
Prateleiras adicionais, repletas de discos, acham-se embaixo de ambos os lados dos balcões de exibição. Em cima desses balcões há compartimentos repletos de ainda mais discos. Ver tal vasta quantidade de discos fonográficos é esmagador.
À primeira vista, pareceria impossível achar determinado disco que deseje, mas se perguntar a um dos numerosos empregados espalhados pela loja, obterá prontos resultados. Ele pode consultar um catálogo para saber qual a gravadora e o número do disco e então localizá-lo fácil.
Ao olhar ao redor, notará que a maior parte do estoque de discos consiste em música clássica e popular. Estes são os que as pessoas que entram na loja mais desejam. Mas, se examinar melhor, descobrirá
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