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  • Por que se perde a luta contra o crime?
    Despertai! — 1976 | 8 de maio
    • investigadores de toda a cidade foram chamados para trabalhar nesse caso.

      Na noite dos assassinatos, recebi informações de uma fonte confidencial que me deixaram perplexo — foi-me dito quem era um dos assassinos. Fui imediatamente para a delegacia e comuniquei a informação. Fui designado ali na hora a ajudar nesse caso. Naquela mesma noite, conseguimos determinar que um dos suspeitos estava envolvido nos assassinatos. Mais tarde, foi detido e condenado.

      Em resultado do meu trabalho, fui recomendado ao departamento de investigação, e na primavera setentrional de 1963 fiz o curso para investigadores na Academia de Polícia. Depois disso, como era então costumeiro, foi designado ao Esquadrão dos Jovens, uma espécie de esquadrão de investigadores novatos que impõe a lei em locais onde se congregam os jovens, tais como boliches, bilhares e escolas. Mas, desde 1966, fiz trabalho regular como investigador.

      Investigar a maioria dos crimes não é nada comparado com o que foi feito no caso do assassinato de Fallon e Finnegan, em que dezenas de investigadores e técnicos especiais concentraram seus esforços. Havendo bem mais de 1.000 crimes graves comunicados diariamente à polícia, simplesmente não há tempo para se investigar cabalmente a maioria dos crimes.

      Quando há mais tempo disponível, porém, talvez se faça uma investigação completa. Podem ser procuradas testemunhas do crime, e se faz cabal busca de pistas. As impressões digitais são de extremo valor como evidência dum crime; no entanto, acho que este é um setor em que falham muitos investigadores. Deixam de utilizar os métodos científicos disponíveis para detenção do crime, quer por falta de interesse quer devido a não estarem convictos de seu valor.

      Em face da enxurrada de crimes, as investigações se esfacelam — apenas um de cada cinco crimes graves é solvido, e o número real talvez seja bem menor. Em resultado, a confiança do público na polícia é reduzida. Avolumam-se a frustração e o egoísmo, fazendo com que mais pessoas se voltem para o crime.

      Ainda assim, muitos policiais crêem que existe uma razão ainda mais importante pela qual estamos perdendo a luta.

      Por Que se Pode Dizer: O Crime, Compensa

      Expresso sem rodeios, a razão é que O CRIME COMPENSA. É isso que mostra a evidência. Assim, James S. Campbell, anterior consultor jurídico duma comissão presidencial sobre o crime, disse: “O Crime compensa.” Observou que “as probabilidades eram de 99 contra 1 de que pudesse cometer um crime grave e não ir para a cadeia por isso”. Mas, em Nova Iorque, a possibilidade é ainda menor de que um criminoso seja punido.

      Por exemplo, dentre as 97.000 prisões devido a crimes graves, num ano recente, apenas 900 réus foram julgados até o ponto de se chegar a um veredicto! A ampla maioria das prisões são relaxadas através do “acordo”. Da forma em que isso funciona, o criminoso concorda em declarar-se culpado de uma acusação menor que usualmente envolve uma sentença suspensa. Em outras palavras, sai livre. Não sofre nenhum castigo! Até mesmo oito de cada dez casos de assassínio são resolvidos por “acordo”. Em tais casos, o assassino em geral recebe sentença leve, e logo está livre para repetir de novo seus crimes.

      Por experiência própria, poderia fornecer-lhe muitos exemplos deste sistema judiciário de “porta giratória”. Mas, deixe-me selecionar apenas um. Em 1970, um homem com longa ficha criminosa esfaqueou implacavelmente um indefeso homem idoso, dono de uma loja de bebidas. Todavia, esse assassino a sangue frio obteve permissão de declarar-se culpado de homicídio culposo, sendo sentenciado a cinco anos, o que significa que só servirá por dois ou três anos. Mas, foi um dos crimes mais hediondos que já investiguei!

      Por que não são julgados nem é aplicado o castigo apropriado a tais casos! O Ministro David Ross explicou: “Nossas costuras estão se rompendo e seriam necessários milhões [de dólares] para julgar todos os casos.” Ademais, as prisões já estão cheias, e os custos de construção para novas talvez atinjam até Cr$ 400.000,00 por detento. Mesmo agora, custa cerca de Cr$ 100.000,00 por ano para se manter uma pessoa numa prisão tradicional. Assim, não só é caro julgar os criminosos, mas também é muito caro mantê-los trancafiados.

      Em resultado disso, as pessoas se animam a cometer mais crimes, visto que podem ver que o crime compensa. Ora, às vezes até se riem de nós quando as prendemos, visto saberem que não têm nada a temer. Assim, pode ver por que os policiais amiúde não se querem gastar nos esforços de prender criminosos? Usualmente esses não serão mesmo punidos. Certo homem em Washington, D. C., por exemplo, foi preso 57 vezes em cinco anos antes de ser condenado.

      É uma situação triste, como disse o ex-Comissário de Polícia de Nova Iorque, Patrick Murphy: “A polícia é simplesmente o braço mais visível de um sistema alquebrado de controle do crime, de um não-sistema, em que os promotores públicos e os tribunais também fracassam.”

      Um editorial do Times de Nova Iorque estava correto ao dizer sobre o sistema judiciário: “Em essência, o quadro é de um ‘sistema’ constantemente ameaçando cair devido a seu próprio peso, funcionando num modo mais destinado a evitar a queda do que administrar a justiça ou proteger o público.” — 7 de fevereiro de 1975.

      O público é quem mais sofre, em especial as vítimas. Não existe praticamente nenhuma idéia de ajudá-las ou de compensá-las por suas perdas. Ademais, se hão de testemunhar no tribunal, têm de fazê-lo com seu próprio tempo, talvez às custas de seu salário, e o máximo que podem esperar é que o criminoso seja punido. Mas, agora, que tão poucos criminosos são punidos, cada vez menos vítimas se dispõem a se incomodar em processá-los e, francamente, não posso culpá-las. Certa senhora de Filadélfia teve de comparecer 45 vezes a um tribunal antes de ser condenado o assaltante que a roubara!

      Há Quaisquer Soluções?

      Há algum tempo atrás, foi-me apresentada a idéia de fazer com que o criminoso trabalhe para compensar a vítima pelo que roubou ou estragou. A idéia provém da Bíblia, onde, segundo a lei de Deus, um ladrão que roubasse um touro e o vendesse tinha de compensar com cinco touros! (Êxo. 22:1-4) Isso é tão lógico! Se os criminosos tivessem de fazer tal restituição às suas vítimas, ou, no caso de adolescentes, seus pais tivessem de fazer isso, o crime seria grandemente reduzido.

      Também é necessário o pronto castigo para o erro. Quando não há punição, o criminoso acha que o crime compensa e assim continua em seu proceder ruim, como diz a Bíblia. (Ecl. 8:11) Mas, se os assassinos premeditados fossem rapidamente executados, como recomenda a Bíblia, posso assegurar-lhe de que haveria muito menos assassínios. (Núm. 35:30, 31) E, se outros criminosos fossem severamente punidos, estou certo de que o crime subitamente diminuiria.

      Todavia, este sistema de coisas caminha cada vez mais distante dum proceder de sã razão e bom senso. Assim, enquanto este sistema continuar. triste é dizê-lo, não consigo ver nenhuma esperança de real melhora na luta da polícia contra o crime. — Contribuído.

  • Como pode proteger-se?
    Despertai! — 1976 | 8 de maio
    • Como pode proteger-se?

      OS CIDADÃOS comumente se voltam para a polícia em busca de proteção, mas, em algumas localidades, a polícia agora afirma que não pode fornecê-la. Escrevendo em The Wall Street Journal, Lewis M. Phelps falou da invasão de seu domicílio e os dos seus vizinhos em Chicago. Descreveu a reação policial:

      “Enquanto preenchia os formulários, um policial observou, quase que casualmente: ‘O Sr. sabe, realmente não se dispõe de qualquer proteção policial nessa vizinhança. Não se tem nenhuma proteção em parte alguma desta cidade, porque não somos realmente policiais. Simplesmente fingimos que somos.’”

      O oficial explicou: “Uma noite dessas provavelmente apanharemos esses sujeitos. Daí, é provável que saiam correndo. . . . Eu não vou nem mesmo fazer esforço de persegui-los. Porque, se eu fizer, e os pegar, é provável que resistam. Terei de atingi-los com meu revólver ou meu cassetete para subjugá-los, ou de outra forma ficarei ferido. Daí, enfrentarei um processo pelo uso de brutalidade, mesmo se ele me atingir primeiro. Assim, simplesmente farei de conta que o persigo, só o bastante para parecer estar agindo certo. E é exatamente assim que a maioria dos policiais desta cidade pensam.”

      É isto que o oficial queria dizer ao mencionar que as pessoas não gozam de nenhuma proteção real da polícia. Mas, rapidamente defendeu seu “simplesmente fingimos que somos”, afirmando: “Tenho esposa e família em que pensar. Por que devo arriscar minha vida para agarrar estes sujeitos quando os tribunais simplesmente os colocam de volta na rua? Já prendi sujeitos por roubo à mão armada. Alguns têm 200 prisões, e dezenas de condenações por crimes violentos. E eles ficam em liberdade condicional. Por que devo arriscar-me a ser baleado para levar um sujeito aos tribunais só para isso?”

      Onde é que isso o deixa, o cidadão mediano? A realidade é que se virá a ser ou não vítima dum crime depende em grande dose de seus próprios esforços de proteger-se.

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