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  • O crime . . . é realmente tão ruim assim?
    Despertai! — 1980 | 8 de abril
    • O crime . . . é realmente tão ruim assim?

      ALGUMAS pessoas nascem otimistas. Não importa quão ruim as coisas pareçam, sempre dão um jeito de sorrir e argumentar que poderia ser pior. Pode-se falar muito em defesa do otimismo, mas nunca se deve permitir que obscureça nossa visão e nos impeça de ver as coisas de modo realístico. Ignorar os problemas nunca irá solucioná-los. A recusa de reconhecermos um problema aumenta a possibilidade de nos tornarmos vítimas dele.

      Agora, com respeito ao crime e à violência, é tudo realmente tão ruim assim?

      As pessoas que dizem “Não” salientarão logo que o crime e a violência não são algo novo. Ora, o livro de história mais antigo que existe, a Bíblia, nos conta que a primeiríssima família da humanidade experimentou a violência do pior tipo. Relata: “Caim passou a atacar Abel, seu irmão, e o matou.” Também, ao descrever a condição que existia há mais de 4.000 anos, nos dias de Noé, não diz que “a terra ficou cheia de violência”? — Gên. 4:8; 6:11.

      “O crime é ainda pior do que as estatísticas revelam.”

      Concordamos que o crime não seja novidade. Não obstante, as estatísticas provam que no momento está ficando pior. Estatísticas? Talvez alguém nos faça recordar que Oscar Wilde, famoso dramaturgo da última parte do século 19, disse certa vez: “Há três tipos de mentiras: as mentiras comuns, as mentirinhas, e as estatísticas.” Seu ponto era que fiar-se demais em estatísticas pode ser enganoso. Elas podem ser interpretadas de maneiras variadas e às vezes até contraditórias. Ainda assim, seu freqüente mau uso não seria justificativa para alguém rejeitá-las totalmente.

      Para o nosso benefício, vamos considerar brevemente alguns dos argumentos propostos pelas pessoas que afirmam que “realmente não é tão ruim assim”. Daí nós mesmos poderemos chegar a uma conclusão.

      “O Crescimento Populacional É Responsável Pelo Aumento do Crime.”

      Poucas pessoas questionariam que temos presenciado uma explosão populacional nas últimas décadas. Ao passo que levou 4.200 anos, desde o dilúvio nos dias de Noé (até 1830), para a população mundial alcançar um bilhão de pessoas, levou apenas 100 anos mais para alcançar o segundo bilhão, em 1930. Alcançou-se o terceiro bilhão em mais trinta anos (1960), e o quarto em mais 15 anos (1975). Agora, com mais de quatro bilhões de pessoas na terra, estima-se que por volta de 1985 haverá quase cinco bilhões, e bem mais de seis bilhões por volta do fim do século.

      O crescimento populacional certamente é fator contribuinte para o aumento do crime, mas não é sua causa básica ou única Se fosse, então qualquer aumento ou decréscimo na população significaria logicamente igual aumento ou decréscimo no número de crimes. Esse, porém, nem sempre é o caso.

      Considere a República Federal da Alemanha. Como um dos poucos países do mundo que apresentaram recentemente um decréscimo na população — entre 1975 e 1977 sua população caiu em mais de 600.000 pessoas — deveria haver, usando-se tal argumento, um decréscimo proporcional do crime. No entanto, fontes governamentais dizem que se registraram 2.919.390 crimes em 1975, e 3.287.642 em 1977, um aumento de mais de 12 por cento. Isto mostra que o crime aumenta mesmo em lugares onde a população diminui.

      E longe de terem qualquer base para complacência, os que dizem que o aumento do crime é apenas conseqüência normal da explosão populacional enfrentam uma perspectiva futura funesta. De acordo com a própria alegação deles, a onda atual de crimes continuará a aumentar para se igualar ao crescimento da população mundial. Até que ponto tem de piorar a situação para que estejam dispostos a admitir: “É realmente ruim”?

      “Mantem-se Agora Cômputos Mais Precisos dos Crimes Cometidos.”

      Certamente é verdade que se faz agora um registro mais exato dos crimes cometidos do que há 100 anos. Assim sendo, uma comparação acurada entre os crimes cometidos nessa época com os cometidos agora seria impossível. Mas este argumento não seria válido se comparássemos os registros de 1977 com os de 1975, ou mesmo de 1970, não acha? E se, como se argumenta, mantemos agora melhores registros, deveríamo-nos perguntar: Por quê? Em si mesma, não sugere a necessidade de mais precisão e eficácia na manutenção de registros que as coisas pioraram?

      Qual tem sido o empenho da polícia em compilar tais relatórios? Muito poucos crimes têm sido descobertos, e sendo a queixa registrada pelos próprios oficiais de polícia. Uma apuração dirigida pelo Instituto MaxPlanck, alemão, revelou que um total de 90 por cento do cômputo dos crimes por parte da polícia baseia-se na queixa dada pela vítima do crime ou por testemunhas. A manutenção de registros precisos, portanto, depende mais da boa vontade e prontidão do público de comunicar os crimes que vêem ser cometidos do que da polícia.

      Há algo que indique que as pessoas estão mais cuidadosas ou conscientes agora em comunicar os crimes do que estavam no passado? Não, se havemos de acreditar nessa apuração: descobriu-se que foram comunicados apenas 46 por cento dos crimes cometidos contra as pessoas entrevistadas. Mais da metade ficaram sem ser comunicados, quer porque a vítima achasse que sua perda fora muito pequena para se preocupar, porque achasse que as possibilidades de o crime ser solucionado fossem mínimas, quer por outras razões pessoais.

      Estes dados, que se comparam favoravelmente com dados similares da Suíça, dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e da Finlândia, indicam que o crime é ainda pior do que as estatísticas revelam. Isto é apoiado pela revista alemão Der Spiegel, que disse: “Na verdade, o número [de invasões de domicílios durante o ano] é dez ou doze vezes maior [do que o comunicado].” Ela citou Werner Hamacher, encarregado do Departamento de Investigações Criminais do Estado de Nordrhein-Westfalen, que assemelhou o número dos crimes comunicados a “pouco mais do que o mais diminuto biquíni” a cobrir o corpo do total de crimes cometidos.

      Desse modo, o que concluímos logicamente? Que o cômputo dos crimes comunicados é ainda muito incompleto e que as estatísticas no máximo podem indicar apenas certas tendências. Mas, longe de exagerar os fatos, na realidade as estatísticas contam apenas parte da história. Assim, o que acha? É realmente tão ruim assim? Ou é ainda pior?

      “O Crime Pode Ser Crítico em Alguns Lugares, Mas Não Onde Moro.”

      Se isto for verdade, mostre-se grato. As áreas rurais amiúde têm taxas de crime mais baixas do que as áreas urbanas, e, dentro de uma cidade, algumas áreas podem ser mais sujeitas ao crime do que outras. Alguns países reconhecidamente têm uma taxa de crime mais baixa do que outros. Mas, naturalmente, a questão não é se há tantos crimes em sua localidade quanto há em outra parte, mas se está aumentando no lugar onde vive.

      Qual tem sido sua experiência na comunidade em que vive? O que dizem as pessoas de mais idade, pessoas que têm podido observar o desenrolar das coisas por longo período de tempo? Cometem-se mais crimes agora do que há cinco anos? Do que há dez anos? Estão tornando-se mais brutais?

      Em vista da seriedade do problema, a próxima pergunta é: Como posso proteger a mim e a meus entes queridos? Que medidas práticas posso tomar?

  • O conselho sábio protege contra o crime
    Despertai! — 1980 | 8 de abril
    • O conselho sábio protege contra o crime

      MUITAS pessoas têm escrito livros e artigos onde aconselham o melhor modo de lidar com o crime. Muitas de suas sugestões práticas são de real valor, embora no momento não haja um modo de se garantir a segurança ou a proteção totais. Contudo, isto não significa que não possamos fazer nada. Podemos e devemos fazer algo, em vista da onda de crime e violência que cresce constantemente em nossos dias.

      Para obtermos algumas sugestões bem práticas, voltemo-nos para um homem que foi abençoado por Deus com “sabedoria e entendimento em medida muito grande”, sim, uma sabedoria tal que o fez “mais sábio do que qualquer outro homem” de seu tempo e que tornou possível que ‘falasse três mil provérbios’. (1 Reis 4:29, 31, 32) Talvez reconheça este homem como o Rei Salomão.

      Cervantes, o famoso autor espanhol, definiu apropriadamente certa vez os provérbios como sendo “sentenças pequenas advindas de longa experiência” Ninguém tem mais experiência com o homem e seus problemas do que o próprio Criador do homem, que dotou Salomão da sabedoria necessária para compor as “sentenças pequenas” que encontramos nos livros bíblicos de Provérbios e Eclesiastes. O conselho de Salomão, visto que vem de Deus, é o melhor que se pode encontrar. Vejamos como podemos aplicá-lo para a nossa proteção.

      ANTEVER O PROBLEMA

      “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se, mas os inexperientes passaram adiante e terão de sofrer a penalidade.” — Pro. 22:3.

      O princípio aqui subjacente é que a pessoa deve antever possíveis perigos e se esconder antes que sobrevenha a calamidade. Em outras palavras, tomar medidas de precaução. Este é o melhor tipo de proteção. Exemplos? Há muitos.

      Mantenha suas portas e janelas trancadas quando estiver fora de casa. Em certas regiões, pode ser sábio até mesmo mantê-las trancadas todo o tempo. Caso more numa casa com garagem contígua, não descuide da porta entre a garagem e a parte principal da casa. Ouve-se falar de maridos que saem tarde para o trabalho e que deixam a porta da garagem aberta, permitindo que estranhos entrem com facilidade na casa, por meio da garagem.

      O que se aplica à sua casa também se aplica ao seu carro. Conserve-o trancado.

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