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A religião na política — ao que conduz?Despertai! — 1974 | 8 de junho
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sobre o reino de Deus, que é sua maior responsabilidade? O registro claramente responde que Não.
Ao Que Conduz Este Imiscuir-se?
O que acha que os líderes políticos pensam das aventuras militantes da religião em seus domínios? Podem os líderes religiosos esperar ficar imunes do dano porque afirmam representar a Deus? Cada vez mais, verificam ser vistos como intrometidos na política e são tratados como tais. O periódico católico Maryknoll se queixa:
“Os cristãos engajados confrontam crescente perseguição na América Latina . . . são englobados junto com os guerrilheiros e os comunistas como ameaças subversivas ao poder dos governos direitistas. A perseguição se dá por razões políticas, ao invés de espirituais.” — Fevereiro de 1973, p. 47 (o grifo é nosso).
Vários têm perdido até a própria vida e a dos seu seguidores. Um deles, Nestor Paz, “finalmente foi para as colinas junto com um bando armado de 70 estudantes” na Bolívia. Foram “caçados e mortos pela milícia governamental”. — Examiner de São Francisco, 11 de janeiro de 1973.
Acha que este tipo de sofrimento traz a aprovação de Deus? Note o princípio declarado pelo apóstolo Pedro: “Se fordes vituperados pelo nome de Cristo, felizes sois . . . No entanto, nenhum de vós sofra como . . . intrometido nos assuntos dos outros.” — 1 Ped. 4:14, 15, NM; Lincoln Ramos; A Bíblia na Linguagem de Hoje.
Tendo isto presente, observe a seguinte notícia fornecida pelo Times de N. I. a respeito da recente controvérsia das provas das bombas atômicas francesas:
“Os militares estão mandando os clérigos se afastarem dos negócios do estado, de darem a César o que é de César, e continuarem dispensando a caridade e pregando a fé. . . . Os soldados censuram os eclesiásticos por não seguirem o lembrete de Jesus de que ‘Meu reino não é deste mundo’. Os eclesiásticos castigam os soldados porque estes deixaram de reconhecer o papel mutável do clero.” — 18 de julho de 1973.
Ao que finalmente conduzirá o proceder do clero de imiscuir-se na política?
Que Futuro Há Para a Religião na Política?
A Bíblia ilustra vividamente como Deus considera as relações entre a religião e a política. São assemelhadas a relações sexuais ilícitas e são chamadas de “adúlteras”. (Tia. 4:4, PIB) Assim, adequadamente, o papel da religião do mundo na história é representado em Revelação como sendo o de “grande meretriz, . . . com a qual se prostituíram os reis da terra”. — Rev. 17:2, PIB.
Mas, a Bíblia mostra que as coisas irão mudar para esta prostituta. Todos os regentes políticos que colocam seus poderes à disposição da organização política mundial, a ONU (simbolizada como “besta”) são representados como “dez chifres” que “são dez reis . . . eles têm uma só intenção, e prestam o seu poder e a sua autoridade à besta”. Logo, então, prossegue dizendo a Revelação (Apocalipse), virá o tempo em que “os dez chifres . . . e a besta odiarão a meretriz, torná-la-ão desolada e nua, devorarão as suas carnes e o restante entregá-lo-ão às chamas”. Aqueles que antes usufruíam esta meretriz terão motivos de ‘odiar’ a ela, expondo-a perante todos para que vejam como ela é realmente, e então a destruindo. — Rev. 17:12, 13, 16, PIB.
Agora a religião do mundo se sente segura por trás de seu manto de piedade. Como observa a Bíblia, ela afirma: ‘Estou sentada no trono como rainha, não sou viúva e jamais experimentarei o pranto.” Todavia, a Bíblia também prediz: “Por isso, num só dia, sobrevir-lhe-ão as pragas . . . porque potente é o Senhor Deus que a condenou.” — Rev. 18:7, 8, PIB.
Assim, meter-se a religião na política conduz à condenação dela por Deus e à inesperada destruição dela pelos próprios regentes políticos. E a destruição predita virá com surpreendente repentinidade.
O que podem fazer os cristãos sinceros para evitar o mesmo fim? A Revelação não nos deixa em dúvida: “Saí dela, meu povo, para não serdes cúmplices dos seus pecados e partilhardes dos castigos infligidos a ela.” — Rev. 18:4, PIB.
Se deseja sinceramente agradar a Deus em sua adoração, então certamente “sairá” da religião que se tornou impura com a política do mundo. Ao invés, associar-se-á com a “religião pura e sem mácula diante de Deus e Pai”, na qual os verdadeiros cristãos ‘guardam-se incontaminados do mundo’. As testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo nesse sentido. — Tia. 1:27, PIB.
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Fidji-palheta do PacíficoDespertai! — 1974 | 8 de junho
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Fidji—palheta do Pacífico
Do correspondente de “Despertai!” em Fidji
AQUI em Fidji, uma tela multicolorida passa diante dos nossos olhos. Há muçulmanos com turbantes graciosos, barbudos siques, atarefados chineses. Notará alguns com chapéus cônicos e tradicionais calças pretas mandarínicas. As mulheres de Madras podem ser vistas em saris de vívido rosa e roxo, comprando carnes doces de um vendedor junto ao meio-fio. Uma mulher malaia, de veste incomum, discute com um turista o preço de uma cesta.
Mas, no meio desta população mista, uma nacionalidade de cabeça grande, e cabeluda, se destaca como sendo um pouco mais alta que as restantes, o fidjiano nativo. Com seu esplêndido físico, e vestido com seu ímpar sulu, descrito por um chefe como sendo o “saiote dos Montanheses dos Mares do Sul”, o fidjiano retém uma individualidade bem distinta de todos os demais.
“Mas”, talvez pergunte, “como é que há tantas nacionalidades diferentes em Fidji, estas ilhas remotas no vasto Pacífico?” Para responder isto, temos que abrir as páginas da história.
O Fidjiano
Grande parte do passado é vaga. Em algum tempo desconhecido do passado, emigrantes navegadores em grandes canoas duplas velejaram do oeste através das águas não cartografadas do Pacífico. Não possuíam sextante, bússola, nem cartas marítimas. Velejaram mormente pelo sol, contra ventos e correntes prevalecentes. Seus únicos instrumentos de navegação eram seus olhos e o conhecimento do mar. Lendas, e agora uma teoria de aceitação geral, rebuscam a trilha destes navegadores como se originando na Indonésia, considerada a alpondra do Pacífico. Fidji mais tarde se tornou um cadinho das raças mistas melanésia e polinésia.
Estes emigrantes melanésios se tornaram os melhores construtores de barcos do Pacífico Sul. Suas bem-conhecidas canoas duplas eram construídas de tábuas pesadas, escavadas de troncos cortados por meio de instrumentos cortantes de pedra como um machado, e amarradas com gaxetas. As juntas eram feitas com tal precisão que raramente precisavam de calafetagem. Algumas levavam até
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