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  • O Deus de justiça agirá
    A Sentinela — 1973 | 1.° de maio
    • Jeová representava-se assim como guerreiro que agiria contra o “iníquo” e o “justo”, evidentemente referindo-se aos que se imaginavam justos. A “espada” que Jeová usaria era evidentemente o instrumento terrestre para a execução do julgamento, embora possa também ter incluído sua invisível organização celestial de poderosas criaturas espirituais. O instrumento terrestre mostrou ser o Rei Nabucodonosor de Babilônia e seus exércitos. Os babilônios, como “espada” simbólica, avançaram contra o Reino de Judá, que se encontrava ao sudoeste de Babilônia e ao sul do território antes ocupado pelo Reino de Israel, de dez tribos. Mas o trabalho de execução da “espada” simbólica não se restringiu ao “sul”. A “espada” avançou “de sul a norte” contra “toda a carne”, contra as nações não-israelitas circunvizinhas. Por quê?

      Jeová proveu a resposta, por meio de seu profeta Ezequiel: “E todos os carnais terão de saber que eu mesmo, Jeová, fiz sair a minha espada de sua bainha. Não mais retornará.” (Eze. 21:5) Os que estavam “no solo de Israel” e em Jerusalém não eram os únicos pecadores contra ele. Os povos circunvizinhos, “toda a carne”, também eram pecadores contra ele e mereciam ser punidos. Não deviam ficar com a idéia de que, por não serem carne israelita, haviam escapado da atenção de Jeová. Não deviam imaginar que eram mais justos do que Israel. Todas estas nações, que eram adversas ao povo de Jeová, haviam de ser golpeadas com a “espada” simbólica. Visto que Jeová anunciara isso de antemão, “todos os carnais” teriam de saber que Ele os combatia.

      UMA LIÇÃO PARA HOJE

      Jeová Deus não mudou de idéia sobre os que persistem em fazer o errado. A profecia bíblica prova que dentro desta geração a “espada” de Deus golpeará as nações e as pessoas que se lhe opõem. (Mat. 24:34) Assim como os habitantes de Jerusalém e da terra de Judá sofreram calamidade antes de isto acontecer às nações circunvizinhas, assim também a cristandade será a primeira a sentir os efeitos dolorosos desta “espada”. Por quê? Porque a cristandade é o antítipo da Jerusalém infiel dos tempos antigos. A cristandade afirma ser a “casa de Deus”, gozando de uma condição e relação especiais perante Deus por meio de seu “novo pacto”. Por isso, o julgamento terá de começar com ela, conforme evidencia o princípio apresentado em 1 Pedro 4:17, 18: “É o tempo designado para o julgamento principiar com a casa de Deus. Ora, se primeiro começa conosco, qual será o fim daqueles que não são obedientes às boas novas de Deus? ‘E se o justo está sendo salvo com dificuldade, onde aparecerá o ímpio e o pecador?’”

      A “espada” de Jeová, porém, não cessará a sua atividade com a destruição da cristandade, o antítipo da antiga Jerusalém que estava ao sul de Babilônia como ‘parte sulina’. Esta “espada”, nos tempos modernos, também será brandida contra “toda a carne, de sul a norte”. Todos os outros sistemas religiosos falsos, hipócritas, também precisam ser devotados à destruição.

      Ninguém deve pensar que a cristandade poderá de algum modo escapar da “espada” executora de Jeová. Evidentemente, muitos dos habitantes de Jerusalém pensavam que escapariam impunes, por presumirem ter uma posição favorecida perante Deus. Isto pode ser deduzido, visto que, quando Ezequiel considera a atividade da “espada’’ simbólica, ele introduz a pergunta: “Exultaremos?” (Eze. 21:10) Os habitantes infiéis de Jerusalém evidentemente exultavam por pensarem ser o povo de Deus e ter no seu meio o templo ou a casa de Deus. Também, seu rei era descendente de Davi, com quem Deus fizera um pacto para um reino eterno. Tendo sido ungido com óleo para o cargo, este rei era o “ungido de Jeová”. E, por ser descendente de Davi, dizia-se que se assentava no “trono de Jeová”. (2 Sam. 7:4-16; 1 Crô. 29:23; Lam. 4:20) Toda a exultação por causa de tal situação favorecida, porém, era em vão. Jeová declarou explicitamente por intermédio de Ezequiel:

      “Dize: ‘Uma espada, uma espada! Ela foi afiada e está também polida. Foi afiada com o objetivo de organizar um abate; foi polida para que lampejasse’ . . . ‘Acaso rejeita o cetro de meu próprio filho, assim como faz com toda árvore? E ela foi dada para ser polida, a fim de que fosse brandida pela mão. Ela — uma espada foi afiada, e ela — foi polida, para ser entregue na mão dum matador . . . ela mesma veio a ser contra o meu povo, ela é contra todos os maiorais de Israel. Os próprios que foram atirados à espada vieram a estar com o meu povo. . . . fez-se um extermínio, e que tem, se também rejeitar o cetro? Este não continuará a existir’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová.” — Eze. 21:9-13.

      A “espada” de Jeová rejeitaria até mesmo o cetro real do Reino de Judá, assim como qualquer outro cetro nacional ou “árvore”. Quem persistisse em rebelião obstinada não seria poupado por ser como um “filho” para Jeová, no trono real de Jerusalém. Jeová era contra todos os infiéis e por isso entregaria a “espada” na mão do “matador”, seu instrumento para a execução do julgamento. Em cumprimento da palavra de Jeová, o mais alto maioral terrestre de Israel, o Rei Zedequias, não foi poupado. A regência real da casa de Davi deixou de existir. De modo que o cetro ou o emblema do poder régio não ‘continuou a existir’ em sentido ativo.

      Os movimentos terríveis da “espada” simbólica bastavam para fazer qualquer israelita clamar e uivar, e, em vez de bater no peito, como fazem as mulheres, bater na coxa direita. Bastavam para fazê-lo bater palmas em espanto, se não em medo. Conforme Jeová disse a Ezequiel:

      “Clama e uiva, ó filho do homem, . . . bate na coxa. . . . E tu, ó filho do homem — profetiza, e bate palma contra palma, e deves repetir três vezes: ‘Uma espada!’ Ela é a espada dos que foram mortos. É a espada de alguém grande que foi morto, a qual os está circundando. Para que o coração se derreta e para que sejam multiplicados os derrubados em todos os seus portões, vou fazer uma matança com a espada. Ai! Ela é feita para lampejar, polida para o abate! Mostra-te afiada [Espada personificada]; vai para a direita! Fixa tua posição; vai para a esquerda! Para onde quer que estiver dirigida a tua face! E eu mesmo também baterei uma palma contra a minha outra palma da mão, e vou fazer descansar o meu furor. Eu Jeová, é que falei.” — Eze. 21:12-17.

      Em harmonia com este antigo modelo de ação, o imutável Deus Jeová, não permitirá que os que não são seus servos aprovados, em nossos dias, escapem de sua “espada” executora, circundante. Uma vez que passe a operar, esta “espada” simbólica não descansará até que tenha aniquilado todos os praticantes da iniqüidade, inclusive os que se gabam de sua justiça própria. Nem mesmo os reis da cristandade serão poupados. Terem os clérigos religiosos ungido reis para reinar “Pela Graça de Deus” não significa nada para o Soberano Supremo. A reivindicação de tais governantes, de ficarem isentos da execução, será rejeitada pelo instrumento que Jeová usará como sua “espada” executora. Este instrumento de execução será principalmente o Filho de Deus, Jesus Cristo, e as hostes de poderosas criaturas espirituais, de anjos. (Rev. 19:11-21) Portanto, só se poderá ter proteção por se conhecer a vontade de Deus e se viver em harmonia com ela. Isto está de acordo com o conselho inspirado: “Procurai a Jeová, todos os mansos da terra, que tendes praticado a Sua própria decisão judicial. Procurai a justiça, procurai a mansidão. Talvez sejais escondidos no dia da ira de Jeová.” — Sof. 2:3.

      DAR O AVISO

      A certeza da destruição da cristandade e de todo o restante deste sistema de coisas torna imperativo que se dê um aviso. Este é o motivo pelo qual as testemunhas cristãs de Jeová, os do restante ungido e seus companheiros de boa vontade, não poupam esforços para dar este aviso. Em vista da fúria destrutiva da “espada” simbólica, pensam o mesmo que o profeta Ezequiel foi mandado expressar visivelmente:

      “E quanto a ti, ó filho do homem, suspira com quadris vacilantes. Até mesmo com amargura deves suspirar diante dos seus olhos. E terá de acontecer que, caso te disserem: ‘Por que estás suspirando?’ terás de dizer: ‘Por causa duma notícia.’ Pois ela certamente virá, e todo coração terá de derreter-se, e todas as mãos terão de abaixar-se, e todo espírito terá de ficar desanimado, e todos os joelhos é que pingarão água. ‘Eis que certamente virá e se fará que aconteça’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová.” — Eze. 21:6, 7.

      A notícia profética a respeito da destruição terrível que sobreviria a Jerusalém bastava para fazer Ezequiel suspirar e tremer. Quando a notícia se cumpriu e as novas da destruição de Jerusalém chegaram a Babilônia, os até então incrédulos exilados judaicos devem ter ficado horrivelmente agitados. É provável que seus joelhos gotejassem com mais do que suor. Sem dúvida, ficaram tão abatidos de espírito, que os músculos de esfíncter de sua bexiga devem ter afrouxado, fazendo os joelhos gotejar urina.

      A vindoura destruição da cristandade, dentro em breve, será ainda mais amedrontadora. A “notícia” profética desta calamidade, contida na Palavra de Deus, agita profundamente os sentimentos íntimos das testemunhas cristãs de Jeová. Sua preocupação com a segurança dos outros humanos então motiva agora as testemunhas de Jeová a ser diligentes na proclamação desta “notícia”, para que outros possam tomar medidas para escapar da destruição. O que faz em vista desta “notícia”? Sente-se induzido a tomar ação positiva para procurar a justiça de Deus antes de ele agir?

  • Indicador de figos
    A Sentinela — 1973 | 1.° de maio
    • Indicador de figos

      ● Certa vez, João Batista aconselhou alguns homens em serviço militar: “Não hostilizeis a ninguém e não acuseis a ninguém falsamente.” (Luc. 3:14) Ao fazer esta narrativa, Lucas usou uma expressão grega que literalmente é “deveis tomar por indicação de figos”. O que era um “indicador de figos”?

      Diversas autoridades oferecem a explicação de que na antiga Atenas a exportação de figos para fora da província era proibida. Aquele que denunciava outros, acusando-os de tentar exportar figos, era chamado de “indicador de figos”. A palavra veio a designar o delator, aquele que acusa outros por amor ao lucro, o caluniador e o extorsor.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1973 | 1.° de maio
    • Perguntas dos Leitores

      ● No relato de Mateus, por que usou Jesus duas palavras diferentes — “fornicação” e “adultério” — ao considerar o motivo correto para o divórcio? Não é o “adultério” o único motivo bíblico, no sentido geral do termo? — E. U. A.

      As palavras de Jesus em Mateus 5:32 são: “No entanto, eu vos digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de fornicação [em grego: porneía], expõe-na ao adultério [em grego: moikheía], pois quem se casar com uma mulher divorciada comete adultério.” Lemos algo similar em Mateus 19:9: “Eu vos digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação [porneía], e se casar com outra, comete adultério [moikheía].”

      Portanto, o relato usa duas palavras diferentes. Vejamos, primeiro, o que significam, e, depois, analisemos o significado de seu uso.

      Moikheía, um dos termos usados no relato de Mateus, é corretamente traduzido por “adultério”. A palavra “adultério” deriva-se da palavra latina adulterare, a qual significa basicamente “alterar”, e, por extensão, “corromper ou tornar impuro, como pelo acréscimo duma substância alheia ou inferior”. Por isso falamos de se ‘adulterarem’ alimentos, tornando-os impuros pelo acréscimo de substâncias alheias. O casamento é ‘adulterado’

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