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Por que confiar em Deus?A Sentinela — 1973 | 1.° de agosto
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aderentes. Por quê? Porque a cristandade, igual a Oolá e Oolibá, afirma estar numa relação pactuada com Deus. Mas, confia a cristandade realmente em Deus? Não se aliou ela antes com os sistemas políticos deste mundo e não confia no poderio militar para obter proteção? Claro que sim ! Por isso, a cristandade é culpada de prostituição espiritual. A Palavra de Deus declara: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tia. 4:4) A cristandade tem uma enorme história de culpa. São antecedentes que igualam os antecedentes maus de Oolá e Oolibá, a respeito das quais se fez a seguinte acusação:
“Cometeram adultério e há sangue nas suas mãos, e cometeram adultério com os seus ídolos sórdidos. Além disso, seus filhos, que deram à luz para mim, elas fizeram passar pelo fogo como alimento para eles. Ainda mais, isto é o que me fizeram a mim: Aviltaram o meu santuário naquele dia e profanaram os meus Sábados. E quando tinham matado seus filhos aos seus ídolos sórdidos, passaram até mesmo a entrar no meu santuário, naquele dia, para o profanarem, e eis que foi isto o que fizeram no meio da minha casa.” — Eze. 23:37-39.
O adultério espiritual de que a cristandade se tornou culpada não pode ser negado. Sua amizade perpétua com os políticos, as forças armadas e os “tubarões” do alto comércio é um escândalo público. As seitas religiosas da cristandade têm cometido adultério espiritual também com “ídolos sórdidos”. Em vez de indicar à humanidade o reino de Deus como a única esperança dos habitantes da terra, a cristandade idolatra hoje as Nações Unidas como melhor e única esperança de paz do homem. A cristandade sacrificou seus filhos e suas filhas ao deus da guerra. Suas mãos estão manchadas de sangue. Ela tem derramado sangue em cruzadas religiosas, em guerras entre católicos e protestantes, em inquisições e em duas horríveis guerras mundiais neste século, durante as quais católicos combatiam católicos e protestantes lutavam contra protestantes. Embora tendo mãos manchadas de sangue, os aderentes da cristandade entram no que chamam de santuário de Deus no seu chamado “sábado”.
A descrição da atuação de Oolá e Oolibá como meretrizes profissionais se ajusta também à cristandade. Esta descrição reza:
“Quando começaram a mandar buscar os homens vindos de longe, aos quais se enviou mensageiro, então, eis que vieram, aqueles para os quais te lavaste, pinta-te teus olhos e te ataviaste com enfeites. E tu te assentaste num glorioso leito, tendo a mesa posta diante dele, e puseste sobre ela meu incenso e meu óleo. E havia nela o ruído de uma massa de gente tranqüila, e aos homens dentre a massa de humanidade introduziram-se beberrões . . . e passaram a pôr pulseiras nas mãos das mulheres e belas coroas sobre as suas cabeças.’’ — Eze. 23:4-42.
A cristandade, igual a uma meretriz profissional, tem tentado tornar-se o mais atraente possível para o mundo, de fato, até mesmo para os mais rebaixados, iguais a ‘beberrões procedentes do ermo’. Suas seitas têm tornado a religião fácil para tais mundanos. Estes podem tornar-se membros das igrejas dela e ao mesmo tempo continuar a fazer parte deste mundo egoísta, idólatra e manchado de sangue. Em pagamento pelos favores religiosos que lhes dão prazer sensual, eles glorificam a cristandade. Como que para embelezar as mãos dela, manchadas de sangue, põem pulseiras nos pulsos dela e colocam coroas nas cabeças de suas seitas, concedendo aos clérigos chefia religiosa sobre elas.
Visto que os antecedentes da cristandade são iguais aos de Oolá e Oolibá, ela não pode escapar da calamidade. Assim como os anteriores amantes de Oolá e Oolibá lhes causaram a ruína, também a cristandade sofrerá a destruição às mãos de seus anteriores amantes. Jeová Deus cuidará disso. Isto é confirmado no último livro da Bíblia, onde o império mundial da religião falsa, “Babilônia, a Grande”, é retratada como prostituta. (Rev. 17:3-6) Sobre o que os ex-amantes políticos de “Babilônia, a Grande”, farão, diz Revelação 17:16: “Estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.”
Se quiser escapar de sofrer junto com “Babilônia, a Grande”, então confie em Jeová Deus e dê-lhe devoção exclusiva. Não poderá fazer isso por permanecer em qualquer uma das organizações religiosas da cristandade, que constitui a parte dominante de “Babilônia, a Grande”. A Palavra de Deus ordena: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” (Rev. 18:4) Depois de se separar dela, associe-se com os que realmente confiam em Deus e permaneça fiel a Ele.
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Assembléia Internacional “Vitória Divina”A Sentinela — 1973 | 1.° de agosto
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Assembléia Internacional “Vitória Divina”
“VITÓRIA DIVINA” será o tema da Assembléia Internacional das Testemunhas de Jeová a realizar-se em São Paulo, Brasil, de 26 a 30 de dezembro de 1973, no Estádio Municipal do Pacaembu. Em vista dos tempos em que vivemos, tão próximos da “grande tribulação”, o tema “Vitória Divina” é deveras emocionante! A assembléia promete ser um notável banquete espiritual. Estará presente?
Se estiver interessado na vitória divina e nas bênçãos que esta poderá significar para sua pessoa, animamo-lo a fazer desde já os preparativos para assistir a cada sessão da assembléia. Sem dúvida, isto significará planejar desde já seu período de férias.
A assembléia será de cinco dias. Os programas diários começarão às 10 horas da manhã e continuarão por três horas. A partir das 13 horas, haverá um intervalo de duas horas para um lanche ou uma refeição. A última sessão de cada dia começará às 15 horas e durará até as 17,30 horas. Não se realizarão sessões noturnas.
Os congressistas poderão assim voltar cedo para casa, para uma boa noite de descanso, e estar prontos para a sessão na manhã seguinte. Ninguém terá de se preocupar com viajar à noite especialmente em lugares onde não é aconselhável. Haverá à noitinha tempo para se recapitularem os pontos destacados da assembléia e palestrar com outros no local da acomodação. Embora não se realizem sessões especiais para o serviço de campo na cidade da assembléia nestes dias, muitos congressistas desejarão participar à noitinha em distribuir convites ao público para assistir à assembléia. Outros talvez queiram fazer isso de manhã, em caminho para a assembléia. Para os visitantes de outros países, haverá sessões das 8 às 9,30 da manhã, em inglês.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 1.° de agosto
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Perguntas dos Leitores
● Pode-se prestar um ‘juramento de lealdade’ sem se transigir na posição como cristão?
Se o cristão pode ou não prestar de boa consciência um juramento determinado depende principalmente do objetivo, do teor ou da natureza do juramento.
Lá no primeiro século E. C., Jesus Cristo corrigiu os judeus por fazerem pouco caso dos juramentos ou por fazerem juramentos vagos e indiscriminados. Juravam pelo céu, pela terra, por Jerusalém e até mesmo pela sua própria cabeça. Mas, Jesus repreendeu-os, dizendo: “Deixai simplesmente que a vossa palavra Sim signifique Sim, e o vosso Não, Não; pois tudo o que for além disso é do iníquo.” (Mat. 5:33-37) O adorador de Deus não deve precisar apoiar cada declaração com um juramento para torná-la mais crível.
Em certas circunstâncias, porém, a lei mosaica exigia juramentos. (Êxo. 22:10, 11; Núm. 5:21, 22; Deu. 21:1-9) E o próprio Jesus não objetou a ser posto sob juramento pelo sumo sacerdote judaico. (Mat. 26:63, 64) Portanto, a declaração de Jesus a respeito de se jurar não pode ser usada como base para se condenar todos os juramentos. Mas, que espécie de juramento pode o cristão prestar sem ferir a sua consciência?
Isto ele terá de decidir por si mesmo, comparando o juramento em questão com os princípios bíblicos. Jesus Cristo declarou: “Pagai de volta a césar as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Mat. 22:21) Portanto, o cristão não poderia
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