-
Por dentro das notíciasA Sentinela — 1980 | 15 de fevereiro
-
-
Por dentro das notícias
Deve o Cristão Duvidar?
● O autor dum recente best-seller teológico intitulado Predigten für Zweifler (Sermões Para os Que Duvidam) palestrou sobre alguns dos seus conceitos durante cerimônias realizadas numa academia luterana na República Federal da Alemanha. “A fé precisa da dúvida”, afirmou ele, passando a dizer quê depositarmos nossa confiança em Jesus Cristo permanece uma questão de incerteza. “Não há garantias.” Ele falou também sobre certos “efeitos salutares” da dúvida, tais como impedir que alguém se torne fanático ou “carola” arreigado.
No entanto, a Bíblia não relaciona ‘a fé e a dúvida’ como ligadas entre si. Ela define a verdadeira fé como sendo “a expectativa certa de coisas esperadas”. (Heb. 11:1) De fato Deus “tem fornecido garantia a todos os homens” para a sua fé, por ressuscitar a Jesus Cristo dentre os mortos. (Atos 17:31) Além disso, a Bíblia torna claro que não há “efeitos salutares” em o cristão ter dúvidas quanto à sua fé. Tratando da oração, Tiago escreveu: “Persista ele em pedir com fé, em nada duvidando, pois quem duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida pelo vento e agitada. De fato, não suponha tal homem que há de receber algo de Jeová; ele é homem indeciso, instável em todos os seus caminhos.” — Tia. 1:6-8.
Escroques Que Freqüentam a Igreja
● O governo dos Estados Unidos recentemente interveio para coibir o chamado crime de “colarinho branco” e o comercial. Investigadores federais “têm ficado convencidos de que o crime comercial é muito mais difundido do que se pensava anteriormente”, disse a revista U. S. News & World Report. “Calcula-se que as perdas totais tenham mais do que dobrado desde o começo da década dos 1970, até o auge de 44 bilhões de dólares por ano.” Diz-se que o tipo de furto responsável pela maior parte delas — até US$ 10 bilhões — é o dos empregados que furtam dos seus patrões. Suborno, porcentagens extorquidas, peculato e furtos em lojas também estão incluídos.
Quem comete os crimes do tipo “colarinho branco”? Um perito sobre o assunto, o professor de administração W. S. Albrecht, responde que, entre outras coisas, “é mais provável que ele esteja casado [o que não se dá tanto com outros ladrões de bens] e menos provável que esteja divorciado; é menos provável que esteja usando drogas ou bebidas alcoólicas, é mais provável que seja membro ativo da igreja”.
Pelo visto, a limitada instrução moral que tais pessoas recebem como membros duma igreja não lhes ajuda a ‘serem transformados por reformarem a mente para a perfeita vontade de Deus’, assim como o apóstolo Paulo disse que a verdadeira instrução cristã faz. De fato, disse-se que este fracasso da religião quanto a influir na vida moral dos seus aderentes marcaria “a era final deste mundo, em que muitos “preservam a forma externa da religião, mas são uma negação flagrante de sua realidade”. — Rom. 12:2; 2 Tim. 3:1, 5, A Nova Bíblia Inglesa.
Conceito Razoável Sobre o Sangue
● Um artigo intitulado “Substitutos Sintéticos do Sangue” ganhou um prêmio num concurso de ensaios, na República Federal da Alemanha. O artigo acompanhou o recente desenvolvimento de substitutos sintéticos do sangue. Explicou que as experiências haviam provado que os animais cujo sangue havia sido parcial ou totalmente trocado por substitutos sintéticos do sangue não somente sobreviveram, mas continuaram a desenvolver-se normalmente. Concluiu por dizer: “Apesar de muitos problemas ainda não solucionados, provou-se que, por determinado período, os substitutos sintéticos podem assumir as funções do sangue. Isto significa que o uso de substitutos sintéticos do sangue em pessoas que sofreram uma severa perda de sangue . . . chegou agora ao campo da possibilidade.”
Um de tais substitutos do sangue, recentemente desenvolvidos, foi realmente usado em humanos, no Japão, e atribui-se-lhe ter salvo a vida dum paciente. O fator-chave destes substitutos é que eles têm a capacidade de levar oxigênio, similar à do sangue.
Estes fatos confirmam que as Testemunhas de Jeová não agem de modo irresponsável ou desarrazoado quando, por motivos religiosos, recusam aceitar transfusões de sangue e pedem alternativas. — Atos 15:29; 21:25.
-
-
“O caminho da vida” ou “o caminho da morte” — qual?A Sentinela — 1980 | 15 de fevereiro
-
-
“O caminho da vida” ou “o caminho da morte” — qual?
“E dirás a este povo: ‘Assim disse Jeová: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.”’” — Jer. 21:8.
1. Que perguntas surgem sobre ficarmos agora confrontados com a escolha entre “o caminho da vida” e o caminho da morte?
SERÁ que a situação é realmente tão séria assim? Ficamos agora todos confrontados com isso? Será que o mundo inteiro enfrenta hoje a escolha entre “o caminho da vida e o caminho da morte”? É realmente assim? Não é a morte algo normal? Neste caso, por que é a situação da humanidade agora diferente da que era antes? Durante os últimos milhares de anos, homens, mulheres, crianças e bebês não escaparam da morte. Não tiveram outra escolha. Então, por que se diz que hoje, finalmente, nos confrontamos com a escolha entre “o caminho da vida” e “o caminho da morte”? Que chance temos de escapar do perene inimigo, a MORTE?
2, 3. (a) Segundo a história antiga, quando se confrontou o mundo inteiro com a repentina morte de todos ao mesmo, tempo? (b) O que tornou então possível a escolha entre viver e morrer?
2 Ora, não é a primeira vez que todo o mundo da humanidade, toda ela, se confronta com a morte repentina. Historiadores apontam para uma anterior ocasião assim. Um historiador diz: “Desde a antiguidade havia céus, e uma terra sobressaindo compactamente à água e no meio da água, pela palavra de Deus; e, por esses meios, o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água.” — 2 Ped. 3:5, 6.
3 Este historiador, o apóstolo cristão Pedro, estava escrevendo sobre o dilúvio global dos dias de Noé. Apresentou-se ao mundo daquele tempo o caminho da vida e o caminho da morte? Definitivamente que sim! Era o caso de a pessoa, incrédula, ficar fora da arca construída por Noé e sua família e não sobreviver ao dilúvio ou entrar na arca com Noé e sua família, escapando assim da morte violenta junto com o mundo ímpio.
4, 5. (a) Por que todos nós estamos hoje vivos, apesar do dilúvio dos dias de Noé? (b) Por que não deve ser desconsiderada por nós, hoje, a lição provida por Noé e sua família?
4 Um pouco antes, na mesma carta, o apóstolo Pedro escreveu: “E ele [Deus] não se refreou de punir um mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, junto com mais sete, quando trouxe um dilúvio sobre um mundo de pessoas ímpias.” — 2 Ped. 2:5.
5 Visto que Noé e sua família escolheram o caminho da vida antes do irrompimento do dilúvio, nós existimos hoje, mais de quatro mil e trezentos anos depois daquele evento. A lição provida por Noé e sua família não deve ser desconsiderada por nós, hoje. Por que não? Porque as Escrituras Sagradas predizem um fim similar do mundo ímpio da humanidade que se desenvolveu e que enche a terra até agora.
6. Por que somos agora compelidos a escolher “o caminho da vida” e rejeitar “o caminho da morte”?
6 Logicamente, com a aproximação do predito fim, devemos confrontar-nos alguma vez com uma escolha assim como a que confrontou Noé e sua família. Pela maneira em que se tem cumprido a profecia bíblica desde a Primeira Guerra Mundial, que assinalou 1914 como o ano em que se haviam de encerrar os 2.520 anos dos Tempos dos Gentios, estudantes da Bíblia, não-sectários, ficaram sabendo que vivemos na “terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3) Atualmente, no ano de 1980, encontramo-nos já bem avançados dentro do período final deste sistema de coisas. Portanto, agora mais do que nunca, somos compelidos a escolher “o caminho da vida” e a rejeitar “o caminho da morte”. Esta escolha nos é apresentada misericordiosamente pelo Dador da vida de todos os que respiram.
7, 8 (a) Nos dias de quem, na antiguidade, proveu-se a ilustração duma situação similar na história? (b) Até que ponto quis Jeová que o profeta fosse personagem público?
7 Além do dilúvio dos dias de Noé, temos mais outra ilustração na história humana, em que a escolha era entre continuar a viver e o fim abrupto dos privilégios da vida. Esta teve que ver com a nação de Israel, nos dias do sacerdote-profeta Jeremias, filho de Hilquias. (Jer. 1:1-5) Jeová Deus constituiu-o “profeta para as nações”. Portanto, embora talvez não sejamos do próprio povo de Jeremias, o que este profeta internacional disse e fez influi sobre nós.
8 O Deus que comissionou Jeremias como seu porta-voz quis que ele fosse personagem público, que atraísse a atenção de reis, príncipes, sacerdotes, da população, sim, e dum imperador, Nabucodonosor, Rei de Babilônia. Jeremias atrai também hoje a atenção do mundo pelas suas profecias registradas, preservadas para nossa consideração oportuna nestes dias críticos. — Jer. 1:18, 19; 39:11-14; veja Romanos 15:4.
9. Quanto às mudanças políticas na terra, de que modo corresponde o tempo de Jeremias ao nosso período desde 1914?
9 A geração já envelhecida que tem presenciado os eventos mundiais desde 1914 E.C. tem visto muitas mudanças entre os governantes das nações. Jeremias também presenciou mudanças políticas. Após a morte do bom Rei Josias, em 628 A.E.C., Jeremias presenciou três filhos de Josias e um neto dele substituírem-se no trono do reino de Judá. Depois de Jeoacaz, filho de Josias, ter reinado apenas por três meses em Jerusalém, ele foi destituído e sucedido pelo seu irmão Jeoiaquim. Com a morte prematura deste filho de Josias, em 618 A.E.C., o filho mais moço dele, Joaquim, reinou por três meses e depois se rendeu a Nabucodonosor, Rei de Babilônia. Nabucodonosor constituiu então como novo Rei de Judá o último filho de Josias, a saber, Zedequias. No 11.º ano do mau reinado de Zedequias, Jerusalém caiu diante dos babilônios e Zedequias foi deportado para Babilônia, deixando Jerusalém e seu templo em ruínas. — 2 Crô. 35:23 a 36:21.
10. O que fazia com que a mensagem de Jeová não fosse fácil para Jeremias transmitir, e para quem é ele hoje um exemplo animador?
10 Jeremias viu a constante piora moral e religiosa entre os últimos quatro reis de Judá. Temos visto alguma coisa igualmente penosa ocorrer entre os governantes políticos das nações que professam ser cristãs? Para Jeremias, não foi uma tarefa fácil ver-se obrigado a proclamar constantemente a ruína de Jerusalém e a derrubada do seu reinado davídico. Para os da classe atual de Jeremias não tem sido tarefa fácil proclamar as profecias de Jeová que predizem a destruição calamitosa da cristandade, com todos os prédios de suas igrejas, catedrais e basílicas, que agora constituem grande atração turística. Isto é o que torna os da classe de Jeremias tão objetavelmente diferentes dos clérigos da cristandade. Mas o Jeremias da antiguidade tem sido um exemplo muito estimulante para este equivalente moderno dele.
11. Para dramatizar a declaração de ruína por parte de Jeremias, o que lhe mandou Jeová fazer e dizer?
11 Certa vez, para dramatizar a declaração de ruína por parte de Jeremias, Deus disse:
“Vai, e tens de obter uma botija de barro de oleiro e tomar alguns anciãos do povo e alguns dos anciãos dos sacerdotes [como testemunhas]. E tens de sair ao vale do filho de Hinom, que está à entrada do Portão dos Cacos. E ali tens de proclamar as palavras que eu te falar. E tens de dizer: ‘Ouvi a palavra de Jeová, ó reis de Judá e vós habitantes de Jerusalém. Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel:
“‘“Eis que trago sobre este lugar uma calamidade tal que, ouvindo alguém falar dela, lhe tinirão os ouvidos; pela razão de que me abandonaram e passaram a fazer este lugar irreconhecível e a fazer nele fumaça sacrificial a outros deuses que não conheceram, nem eles, nem seus antepassados, nem os reis de Judá; e encheram este lugar com o sangue dos inocentes. E construíram os altos de Baal para queimar seus filhos no fogo como holocausto a Baal, algo que não ordenei nem falei, e que nem me subiu ao coração.”’” — Jer. 19:1-5.
12. Depois de Jeremias ter destroçado a botija, o que disse ele sobre Tofete, no Vale de Hinom?
12 Qual seria a “calamidade”, cuja notícia fazia os ouvidos tinir? O “lugar” tornado sagrado para falsos deuses havia de ficar poluído pela “matança” ali dos idólatras. (Jer. 19:6) Depois de Jeremias declarar isso, então, ao passo que os anciãos leigos e os anciãos sacerdotais observavam, ele destroçou no chão a botija e disse:
“Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Assim destroçarei este povo e esta cidade, como alguém destroce o vaso de oleiro de modo que não possa ser consertado; e far-se-á o sepultamento em Tofete até que não haja mais lugar em que sepultar’” — Jer. 19:10, 11.
13. Depois disso, o que proclamou Jeremias no pátio do templo de Jerusalém?
13 Depois daquela ação dramática diante dos anciãos, tornou-se adequado que se proclamasse uma mensagem similar ao povo de Jerusalém. De modo que Jeremias deixou os cacos da botija perto do Portão dos Cacos e foi para o norte, atravessando a cidade até o pátio do templo. Daí, aos ouvidos de todos os presentes, ele disse:
“Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: ‘Eis que trago sobre esta cidade e sobre todas as suas cidades [nos subúrbios] toda a calamidade que proferi contra ela, por terem endurecido a sua cerviz para não obedecerem às minhas palavras.’” — Jer. 19:14, 15.
PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA E SEUS REFLEXOS
14. Como agiu Pasur para com Jeremias, e por quê?
14 OS anciãos que haviam visto Jeremias destroçar a botija no Vale do Hinom e que haviam ouvido suas palavras de condenação não se sentiram autorizados a lhe fazerem alguma coisa. Mas o principal comissário do templo, a saber, Pasur, filho de Imer, o sacerdote, sentiu-se autorizado a agir. A falsidade que ele profetizara não fora confirmada por Jeremias. Indignado, Pasur deu-lhe uma bofetada e colocou-o no tronco público no Portão de Benjamim, do templo, na muralha setentrional. Que patriotismo! talvez pensassem muitos dos observadores, porque Pasur era pró-egípcio, estribando-se na ajuda militar do Egito para impedir que a palavra de Jeová, por meio de Jeremias, trouxesse a calamidade sobre Judá, por meio dos babilônios. Mas o patriotismo de Pasur não lhe trouxe elogios de Jeová. Ele estava lutando contra Deus!
15. Jeová mudou o nome de Pasur para que, e com quê significado profético?
15 No dia seguinte, depois de Pasur ter soltado Jeremias, Jeová tinha uma mensagem para Pasur. O nome dele é a combinação de duas palavras hebraicas, Pash e Hhur. Juntas, estas palavras são entendidas como significando: “Aquilo Que Sobra ao Redor.” Assim, usando a idéia do nome de Pasur, Jeová inspirou Jeremias a mudar-lhe o nome:
“Jeová não te chamou pelo nome de Pasur, mas de Horror ao redor [Magormissobib, em hebraico]. Pois assim disse Jeová: ‘Eis que te faço um horror para ti mesmo e para todos os que te amam [ou: teus amigos], e eles hão de cair pela espada dos seus inimigos enquanto os teus olhos estiverem olhando; e todo o Judá eu entregarei na mão do Rei de Babilônia e ele realmente os levará ao exílio em Babilônia e os golpeará com a espada. E vou entregar todas as coisas armazenadas desta cidade, e todo o seu produto, e todas as suas coisas preciosas; e todos os tesouros dos reis de Judá vou entregar na mão dos seus inimigos. E eles certamente os saquearão, e os tomarão e os levarão a Babilônia. E no que se refere a ti, ó Pasur, e a todos os habitantes da tua casa, vós ireis ao cativeiro; e chegarás a Babilônia e ali morrerás, e ali serás enterrado com todos os que te amam, porque lhes profetizaste em falsidade.’” — Jer. 20:3-6.
16. A que caminho levava Pasur os outros, e o que corresponde a Isso atualmente?
16 Em vista destas palavras, é evidente que Pasur escolhera para si “o caminho da morte”. Também, por meio de suas profecias falsas, ele levava seus amigos ou amantes religiosos ao mesmo caminho. De maneira correspondente, na cristandade, atualmente, centenas de milhões de freqüentadores de igrejas são levados a este “caminho da morte”. Todavia, nenhuma culpa disso cabe à classe de Jeremias.
17. Como superou a demonstração feita em Cedar Point, Ohio, em 1919, aquela de Jeremias destroçar a botija no Vale de Hinom?
17 Jeremias ilustrou dramaticamente a profecia de Jeová por destroçar a botija no Vale de Hinom. Mediante demonstrações públicas muito maiores do que essa, os da classe de Jeremias têm avisado a cristandade sobre a sua iminente ruína. Por exemplo, tome o congresso de Cedar Point, Ohio, E. U. A., em setembro de 1919. Ali, perante uma assistência de 10.000 pessoas, o presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) proferiu um discurso em que salientou que a bênção dos clérigos sobre a então proposta Liga das Nações seria infrutífera. Aquela organização internacional em prol de paz e segurança mundiais não seria bem sucedida. Ela certamente falhou à cristandade em 1939, quando o ditador alemão Adolfo Hitler mergulhou a cristandade na Segunda Guerra Mundial.
18. Que outra demonstração foi dada pela classe de Jeremias em 1933?
18 Tome, por exemplo, o ano de 1933. Aquele ano foi proclamado como Ano Santo, por ser o 1900.º aniversário da morte sacrificial de Jesus Cristo. No anúncio desta celebração pelo papa, prometeram-se benefícios referentes à paz e à prosperidade em especial da cristandade e também do mundo inteiro, apesar de Hitler se ter tornado ditador da Alemanha republicana. Mas, os da classe de Jeremias contestaram corajosamente essas promessas papais. No domingo, 23 de abril, por meio duma rede de emissoras de rádio, tendo como emissora básica a WBBR da cidade de Nova Iorque, o presidente da Sociedade Torre de Vigia proferiu uma conferência de uma hora sobre “O Efeito do Ano Santo Sobre a Paz e a Prosperidade”. Esta mensagem que fazia tinir os ouvidos recebeu publicidade mundial por ser publicada no número de 10 de maio de 1933 da revista quinzenal A Idade de Ouro (agora Despertai!). Os clérigos da cristandade levantaram imediatamente altos protestos, recorrendo a pressões políticas e perseguindo os da classe de Jeremias. Mas isto não protegeu a paz e a prosperidade mundiais, assim como tampouco o fizeram os subseqüentes Anos Santos de 1950 e de 1975. A cristandade ainda se confronta com a destruição na vindoura “grande tribulação”.
19. Que equivalente nos clérigos da cristandade, atualmente, encontram a mudança do nome de Pasur e a acompanhante profecia de ruína?
19 De modo que a bofetada que o principal comissário do templo, Pasur, deu a Jeremias teve um equivalente moderno neste século 20 Iguais àquele líder religioso patriótico da antiguidade, os clérigos da cristandade expuseram no pelourinho os da classe de Jeremias. Por quê? Para expô-los à vergonha pública e para impedir a divulgação do propósito de Jeová contra a cristandade nominal, hipócrita, sim, contra toda a religião falsa, seus patrocinadores políticos e seus asseclas. Tal conduta não resultou em bem nem para o Pasur da antiguidade, nem para os clérigos da cristandade. Jeová mudou o nome de Pasur para Magormissabib, significando “Horror ao Redor”. Este “horror” havia de relacionar-se com a horrível destruição em 607 A.E.C. Também, Pasur ficou condenado a morrer cativo em Babilônia. Quanto aos atuais imitadores de Pasur. esta classe clerical foi exposta e condenada à destruição eterna.
20. Em 1951, como foram os clérigos da cristandade expostos qual classe condenada?
20 Desde o primeiro século, os cristãos ficaram intrigados com a identidade do que o apóstolo Paulo chamou de “filho da perdição” ou “filho da destruição”. Mas este “mistério da iniqüidade” ou “mistério daquilo que é contra a lei” havia de ser revelado no tempo devido de Jeová. (2 Tes. 2:3, 7, Almeida, atualizada; NM) Portanto, em 1951, os da classe de Jeremias publicaram o livro Que Tem Feito a Religião Pela Humanidade?. Naquele ano, o livro foi lançado em inglês na assembléia internacional das Testemunhas de Jeová em Londres, na Inglaterra. Seu capítulo 25 tratava de “A Religião Vermelha e o ‘Homem da Transgressão da Lei’”. Na página 315 lemos sobre o “desvio” ou “a apostasia”:
Por isso o desvio dos chefes religiosos do verdadeiro cristianismo para formar uma classe ou sistema do “homem da transgressão da lei” começou logo após a morte dos doze apóstolos. Estando os apóstolos fora do caminho, o com posto homem transgressor da lei veio à tona e prosseguiu na sua carreira de transgressão, exaltando a si próprio. Estabeleceu-se como clero apóstata em poder sobre os interesses religiosos dos cristãos professos. A palavra clerical tornou-se mais poderosa que a Palavra escrita de Deus. O clero colocou as tradições e mandamentos dos homens acima das leis de Deus, invalidando-as. Assumindo os títulos de “Reverendo”, “Mui Reverendo” “Reverendíssimo”, “Divino”, e até “vice-deus” para o Papa, elevaram-se nos seus templos, catedrais e edifícios eclesiásticos como objetos de reverência, capturando a reverência e temor devidos a Jeová Deus e seu Filho, Jesus Cristo. Pretenderam ser filhos de Deus, mas se fizeram deuses ou poderosos espiritualmente perante seus paroquianos e rebanhos.
21. Quando o filho da destruição da cristandade desaparecer o que desaparecerá junto com ele, no meio de que situação dos nominalmente professos cristãos?
21 O livro que acabamos de citar apresentou francamente que a classe apóstata do “homem da transgressão da lei” ou “homem que é contra a lei” (NM) sofrerá a predita destruição na iminente “grande tribulação”, junto com todas as outras religiões babilônicas, falsas. Quando o “homem que é contra a lei”, “o filho da destruição”, da cristandade desaparecer, a própria cristandade também desaparecerá diante de tal acontecimento, que será chocante para as susceptibilidades religiosas, haverá “horror ao redor” por parte dos nominalmente professos cristãos, bem como por parte de todos os outros que professam religiões não-bíblicas, não baseadas nas Escrituras Sagradas. — 2 Tes. 2:8-12; veja também o livro “Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina!, publicado em português em 1972, capítulo 6, com comentários sobre Revelação, capítulo 17.
FUGA PARA O LADO DAS FORÇAS EXECUTORAS DE DEUS
22. Como podem escapar da destruição junto com o “filho da destruição”?
22 O proceder da cristandade é “o caminho da morte”. Não andemos mais nele. Ainda há tempo para alguém escapar de ser executado junto com o “filho da destruição”, que é dela. Veja Jeremias numa ilustração. Embora estivesse preso no Pátio da Guarda do Rei Zedequias enquanto a fome, a pestilência e a guerra faziam suas vítimas ao seu redor, ele sobreviveu à destruição de Jerusalém e não foi para o exílio em Babilônia. Os que temiam a Jeová e eram amigos de Jeremias sobreviveram junto com ele. Atualmente, nós também temos a oportunidade de sobreviver.
23. Por que não havia então nenhuma base para uma mensagem favorável de Jeová para o Rei Zedequias, por intermédio de Jeremias?
23 Lá em 609 A.E.C., os invasores babilônicos avançavam em direção a Jerusalém. (Jer. 21:13) Apercebido de sua aproximação, o Rei Zedequias mandou um par de indagadores a Jeremias para obter, possivelmente, alguma mensagem favorável da parte de Jeová. Mas que motivo havia para o Rei Zedequias esperar alguma palavra favorável por intermédio de Jeremias? Em Jerusalém e em todo o reino de Judá prevaleciam as seguintes coisas, as quais Jeová trouxe à atenção: a violação do Seu pacto com Israel, a adoração de outros deuses, sentenças judiciais injustas, o despojamento dos indefesos por defraudadores, a espoliação de viúvas e órfãos, a retenção do salário dos trabalhadores, o derramamento de sangue inocente e profecias falsas. (Jer. 21:12; 22:3, 13-16; 23:14, 16) Necessariamente, Jeremias teve de ser corajoso e proclamar denodadamente a inalterada mensagem de calamidade da parte de Jeová aos violadores do pacto de Deus. — Jer. 21:1-7; 1:7, 8, 17.
24. De que modo temos em Jeremias um belo exemplo para a transmissão da mensagem de Jeová à cristandade, hoje em dia?
24 Que belo exemplo Jeremias deu as atuais Testemunhas de Jeová! Em toda a cristandade, as condições atuais são más, em sentido religioso, moral, social e judicial, sem esperança de alívio. Como no caso de Jeremias, Jeová fala hoje sem rodeios em declarar sua decisão judicial contra a cristandade. Ele comissionou os da sua classe de Jeremias a proclamar uma correspondente mensagem franca de calamidade ao equivalente hodierno das antigas Jerusalém e Judá. Os da classe de Jeremias precisam aderir implacável e inabalavelmente a tudo o que Ele lhes ordena na Sua Palavra.
25. Para onde marcham agora todas as nações do mundo, e como explicou o livro Libertação!, de 1926, o que ocorre ali?
25 Todas as nações, inclusive as da cristandade, estão marchando para o Har-Magedon. Este nome não designa alguma batalha gigantesca entre o capital e o trabalho, resultando numa anarquia total em todo o mundo. Não se refere a uma guerra entre homem e homem, mas é algo muito mais sério e calamitoso. Este fato começou a ser esclarecido lá em 1926. O livro Libertação!, lançado em inglês para o público na assembléia geral da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, em Londres, Inglaterra, em maio de 1926, dizia:
Os santos não participam no próprio combate. Esta luta é do Deus Todo-poderoso; e o combate é dirigido pelo seu Filho amado, o Sacerdote do qual Melquisedeque era a figura. Há muito tempo o profeta de Jeová escreveu acerca desta hora: “O Senhor [Jeová], à tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira. Julgará entre as nações; tudo encherá de corpos mortos; ferirá os cabeças de grandes terras.” (Salmo 110:5, 6) Ele está também combatendo pela salvação do povo, a fim de libertá-lo do opressor; e ele está lutando pelos ungidos de Deus, a fim de os vindicar por terem sido fiéis testemunhas do nome de Jeová. . . .
Desta maneira o império de Satanás é varrido da terra e atirado para o esquecimento. O nome de Deus Jeová é vindicado. Mas todas as palavras humanas estão longe de dar uma discrição adequada deste dia grande e terrível do Senhor. — Páginas 281, 282, na edição em português.
Ninguém deve enganar-se por julgar que a batalha do Armagedom é uma luta apenas entre homens, ou que seja somente uma figura simbólica. As Escrituras demonstram que é um combate real. É a batalha de Deus Todo-poderoso, pela qual limpará dá terra o sistema malvado de Satanás que tem enganado o povo durante tantos séculos. — Páginas 283, 284; veja também a página 251, parágrafo 2.
26. Iguais a Jeremias, o que não podem fazer hoje os da classe de Jeremias só para agradarem aos governantes do mundo?
26 Esta “batalha do Armagedom” encerrará a “grande tribulação” na qual será exterminado o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade. (Rev. 16:13-16; 17:1-18, Almeida) Os da classe de Jeremias não podem minimizar este fato só para agradar aos governantes políticos da cristandade, semelhantes a Zedequias, ou mesmo aos de todo o mundo. Têm de seguir à risca o determinado, assim como Jeremias fez diante do Rei Zedequias em obediência à comissão que recebera de Jeová.
27. Com que forças executoras se confrontarão as pessoas na guerra travada no Har-Magedon?
27 Na “guerra do grande dia” no Har-Magedon, os governantes deste sistema de coisas precisarão levar em conta o Deus Todo-poderoso, não o seu próximo. Quanto aos que patrioticamente apóiam os manipuladores políticos deste sistema de coisas, eles se confrontarão com as forças executoras sob as ordens de Jeová. Nos dias de Jeremias, as forças executores eram os exércitos babilônicos sob o Imperador Nabucodonosor. Na vindoura guerra no Har-Magedon serão os santos anjos de Jeová, chefiados pelo seu Filho, Jesus Cristo. — Rev. 16:12; 19:11-21.
28, 29. Que escolha devemos fazer nós, gente comum, para acatar as palavras de Jeová em Jeremias 21:8-10?
28 Os governantes da cristandade têm imitado o Rei Zedequias de Jerusalém, e eles se têm negado a se corrigir e a buscar a reconciliação com Deus. Portanto, o que devíamos fazer nós, gente comum, diante da iminência da destruição mundial? (Jer. 21:11, 12; 22:3-5) Devíamos agir individualmente. Devíamos fazer a escolha pessoal do “caminho da vida”. Cada um de nós tem de acatar as palavras de Deus por meio de Jeremias:
29 “E dirás a este povo: ‘Assim disse Jeová: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte. Quem ficar sentado quieto nesta cidade morrerá pela espada e pela fome e pela pestilência; mas quem sair e realmente se bandear para os caldeus que vos sitiam ficará vivo e sua alma certamente se tornará sua como despojo.”’ ‘“Pois fixei minha face contra esta cidade para calamidade e não para bem”, é a pronunciação de Jeová. “Ela será entregue na mão do Rei de Babilônia e ele certamente a queimará com fogo.”’” — Jer. 21:8-10.
30. Por que não era antipatriótico ou traidor o Judeu que se ‘bandeasse para os caldeus’?
30 O judeu que se ‘bandeasse para os caldeus’ não era antipatriótico ou traidor. Este era o proceder em obediência a Jeová Deus, o invisível rei celestial de Israel. Este era “o caminho da vida”, ao passo que “o caminho da morte” era o proceder desobediente escolhido pelos patriotas judeus.
31. O caso, era então similar ao de quem no primeiro século E.C.?
31 O caso era similar ao dos judeus cristianizados do primeiro século de nossa Era Comum Jesus Cristo predisse a destruição da cidade reconstruída de Jerusalém pelos exércitos romanos, os quais chamou de “coisa repugnante que causa desolação”. — Mat. 24:15.
32. Por conseguinte, que instruções deu Jesus aos seus seguidores dedicados?
32 Portanto, Jesus mandou aos seus seguidores dedicados: “Então virá o fim. Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes. O homem que estiver no alto da casa não desça para tirar de sua casa os bens; e o homem que estiver no campo não volte para casa para apanhar a sua roupa exterior . . . pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:14-22.
33. No período entre 66 e 70 E.C., em que resultaram a obediência à ordem de Jesus e o desrespeito a ela?
33 Os judeus cristianizados, crentes, obedeceram a esta ordem de seu Amo. Depois que as legiões romanas recuaram de seu ataque mal-sucedido contra Jerusalém e seu templo, em 66 E.C., toda a província da Judéia foi abandonada pelos cristãos em perigo. Eles não desertaram a causa judaica. Obedeceram ao seu Líder Jesus Cristo, de modo que o proceder que adotaram era “o caminho da vida”. Os judeus patrióticos escolheram “o caminho da morte” e pereceram em número de 1.100.000, quando as legiões romanas, sob o General Tito, destruíram Jerusalém em 70 E.C.
34. Para onde fugirão sem demora os que amarem a vida numa nova ordem?
34 Com tais exemplos históricos diante de nós, o que vamos fazer hoje em dia? Vivemos no que os discípulos de Cristo chamaram de “terminação do sistema de coisas”. “Esta geração” confronta-se agora com uma inigualável “grande tribulação” sobre o mundo, prefigurada pela destruição de Jerusalém. O caso agora é escolher “o caminho da vida” ou “o caminho da morte”. Os da classe de Jeremias escolheram “o caminho da vida”. Esta classe salienta que outros podem fazer o mesmo. Todos os que amarem a vida eterna numa nova ordem justa aproveitar-se-ão imediatamente da oportunidade provida por Deus para escolher “o caminho da vida”. Fugirão para o lado das forças executores de Jeová. — Mat. 24:3, 34.
[Foto na página 20]
WBBR, Staten Island, N.Y.
-
-
O “Pastor” real da profecia BíblicaA Sentinela — 1980 | 15 de fevereiro
-
-
O “Pastor” real da profecia Bíblica
1. Como forram os povos mantidos pelos “pastores” políticos do mundo, e como se solucionará isso?
OS “PASTORES” políticos deste sistema de coisas mantêm divididos os povos que são como ovelhas. Cada povo está num aprisco nacional separado. Não há um só aprisco global para toda a humanidade. As Nações Unidas, organização em prol de paz e segurança mundiais, deixaram de prover tal aprisco universal, embora agora tenham 152 nações-membros. Não satisfazem as necessidades dos povos quanto a um só aprisco, sob um só Pastor. Somente o Criador, que “fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra”, pode prover o necessário Pastor governamental para reunir todos os povos em um só aprisco. — Atos 17:26.
2, 3. (a) Por que Jeová achou de destronar os pastores descendentes do Rei Davi? (b) Por que Jeremias 23:1, 2, proclama ai contra tais pastores?
2 O Criador, por meio de seu próprio povo escolhido, Israel, tem demonstrado a todo o mundo que, no atual sistema de coisas, nenhum homem imperfeito pode reunir toda a humanidade como um só rebanho e governá-la como seu único pastor. Mostrou ser assim até mesmo com a dinastia de reis descendentes do Rei Davi, que capturou Jerusalém e a tornou a capital, em 1070 A.E.C. Eles sentavam-se no que era chamado de “trono de Jeová”, como representantes terrestres do Deus de Israel. (1 Crô. 29:23; 2 Crô. 13:8) Por causa da constante piora dos pastores governamentais (com poucas exceções), Deus achou de destronar esta dinastia, após 463 anos de governo.
3 “‘Ai dos pastores que destroem e espalham as ovelhas do meu pasto!’ é a pronunciação de Jeová. Portanto, assim disse Jeová, o Deus de Israel, contra os pastores que pastoreiam meu povo: ‘Vós é que espalhastes as minhas ovelhas; e continuastes a dispersá-las e não voltastes a vossa atenção para elas.’ ‘Eis que volto minha atenção para vós pela ruindade de vossas ações’, é a pronunciação de Jeová.” — Jer. 23:1, 2.
4. Como se saíram Salum (Jeoacaz) e Jeoiaquim qual “pastores”?
4 Após a morte do bom Rei Josias, em 628 A.E.C., os três filhos e um neto dele mostraram ser maus nas suas ações. Isto resultou na dispersão de seus súditos. Por exemplo, havia Salum ou Jeoacaz, o primeiro a suceder Josias no “trono de Jeová”. Depois de reinar por um quarto de ano, foi levado ao exílio no Egito. Morreu ali. (Jer. 22:10-12) Quanto ao seu irmão mais velho, Jeoiaquim, seu reinado de 11 anos foi tão opressivo e sanguinário, que não mereceu nada melhor do que ser seu cadáver lançado fora dos portões de Jerusalém e ser sepultado “como se enterra um jumento”. — Jer. 22:13-19.
5. Como se saíram Conias (Joaquim) e Zedequias quais “pastores”?
5 Jeoiaquim foi sucedido pelo seu filho moço Joaquim, também chamado Jeconias ou Conias. (Mat. 1:11, 12) Visto que era descendente do Rei Davi e sentava-se no “trono de Jeová”, talvez fosse estimado tão precioso como um anel de sinete na mão direita de Jeová. Contudo, pela sua maldade, mereceu ser arrancado e lançado no exílio na terra de Babilônia. Depois de reinar apenas por três meses e 10 dias, ele se viu obrigado a se render ao Rei de Babilônia, que então sitiava Jerusalém. Joaquim e mais de 10.000 israelitas foram levados ao exílio em Babilônia, morrendo ali. Não deixou um filho para se sentar no trono, mas o seu tio, Zedequias, filho de Josias, foi feito Rei como vassalo do Imperador Nabucodonosor. (2 Reis 24:5-17; Jer. 22:24-30) Zedequias violou seu juramento feito em nome de Jeová. Por isso, quando se viu confrontado com as conseqüências de seu proceder rebelde e fez uma indagação ao profeta Jeremias, resultou apenas numa mensagem de ruína para Zedequias.
6. Como se mostrou o “ai” sobre esses “pastores” um ai para os seus súditos, e de que modo foi Jeová responsável pela dispersão?
6 O que sobreveio àqueles quatro “pastores” reais do reino de Judá e aos subpastores principescos foi realmente um “ai”. Significou também a dispersão de seus súditos quais ovelhas por serem exilados para o Egito e para Babilônia. Isto deixou a terra de Judá um ermo desolado. Por causa de sua iniqüidade, os “pastores” foram responsáveis pela dispersão das “ovelhas”. O Deus de Israel, Jeová, pode ser mencionado como tendo feito a dispersão apenas no sentido de que suscitou as suas forças executores, disciplinares, para trazer a punição sobre o seu povo desobediente. — Jer. 23:1, 2; 2 Crô. 36:9-21.
AQUELE A SER CHAMADO “JEOVÁ É NOSSA JUSTIÇA”
7, 8. (a) Quem somente pode prover um “pastor” superior àqueles últimos quatro reis de Jerusalém, e por quê? (b) Ao prometer tal “pastor” superior, o que disse Jeová em Jeremias 23:3-6?
7 Encontramos o pastor ideal no Deus da Bíblia, Jeová. Ele pode prover um pastor governamental melhor do que esses últimos quatro reis de Jerusalém, cuja maldade resultou na dispersão dos seus súditos semelhantes a ovelhas. Em vista do desapontamento que governantes humanos, imperfeitos, causam aos seus súditos, o Pastor celestial Jeová prometeu prover tal pastor governamental superior. De modo que, depois de proferir “ai” sobre os “pastores” desapontadores do reino de Judá, ele inspirou seu profeta Jeremias a dizer:
8 “‘E eu mesmo reunirei o restante das minhas ovelhas dentre todas as terras às quais eu as dispersara e vou trazê-las de volta à sua pastagem, e certamente se tornarão fecundas e se tornarão muitas. E vou suscitar sobre elas pastores que realmente as apascentarão; e não terão mais medo, nem ficarão aterrorizadas, e nenhuma delas estará faltando’, é a pronunciação de Jeová. ‘Eis que vêm dias’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu vou suscitar a Davi um renovo justo [em contraste com a prole real injusta de Davi]. E um Rei há de reinar e agir com discrição, e executar o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo e o próprio Israel residirá em segurança. E este é o nome pelo qual será chamado: Jeová É Nossa Justiça’.” — Jer. 23:3-6.
9. Por que não significa que o prometido “pastor” em o próprio Jeová, só por ser chamado “Jeová É Nossa Justiça”?
9 “Ele será chamado: ‘O Senhor nosso Vindicador.’” É assim que a edição de 1978 da tradução feita em inglês pela Sociedade Publicadora Judaica da América verte Jeremias 23:6 ao passo que a tradução de Moffatt (em inglês) reza: “Nosso paladino.” Nenhum homem, na terra, veio a levar este nome literalmente. No entanto, a profecia cumpre-se em Jesus Cristo. Adquirir ele o direito a tal nome não significa que Jesus é o próprio Jeová Deus. O israelita chamado Jeozadaque, cujo nome significa “Jeová Declarou Justo” ou “Jeová É Justo”, não era o próprio Jeová. (1 Crô. 6:14, 15) Jeremias 33:16 informa-nos de que até mesmo Jerusalém havia de ser chamada “Jeová É a Nossa Justiça”, mas, significa isso que Jerusalém era o próprio Jeová? Não! O nome do último Rei reinante de Jerusalém era Zedequias, e este nome significa “A Justiça de Já”. O Rei que havia de ser chamado “Jeová É Nossa Justiça”, a saber, Jesus Cristo, contrasta-se nitidamente com o Rei Zedequias.
10, 11. (a) Em que povo se cumpriu a promessa de Jeremias 23:5? (b) A quem foi aplicado corretamente o nome “Jeová É Nossa Justiça”, e por quê?
10 A profecia de Jeremias 23:5, 6, não se cumpriu nos dias de Jesus em Judá, Israel e Jerusalém literais. Aqueles elementos judaicos rejeitaram Jesus como o Messias. Sofreram ruína e dispersão pelos romanos, em 70 E.C. Na realidade, a profecia cumpre-se nos israelitas espirituais, nos discípulos ungidos de Cristo.
11 Durante a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918, o restante dos israelitas espirituais foi dispersado pelos clérigos e pelas nações da cristandade então empenhadas na guerra mundial. Mas, a partir de 1919, Jeová usou o glorificado Jesus Cristo para reunir o restante disperso em união espiritual, mundial. Os membros deste restante arrependido e restabelecido de israelitas espirituais foram purificados e assim tornados aptos para proclamarem “estas boas novas do reino” em escala internacional, em “toda a terra habitada”. (Mat. 24:9-14) Desta maneira, pela benignidade imerecida de Jeová mediante Cristo, foram declarados justos ou vindicados. Jeová mostrou ser seu Apoiador, seu “paladino”, e eles se tornaram suas testemunhas cristãs. (Isa. 43:10) Visto que este favor havia de vir por meio do então entronizado Pastor Real, Jesus Cristo, ele merecia ter o nome “Jeová É Nossa Justiça”.
12. A libertação do restante do poder de Babilônia e seu restabelecimento na terra de Judá preparou o caminho para que nascimento importante?
12 A fim de prefigurar isso, Jeová tirou um restante arrependido de israelitas “da terra do norte” e restabeleceu-os na sua pátria, em 537 A.E.C. (Jer. 23:7, 8) Serem assim tirados de Babilônia e restabelecidos na terra de Judá, por muito tempo desolada, preparou o caminho para o maior nascimento a ocorrer na terra, em Belém-Judá. Era o nascimento de Jesus Cristo, como descendente do Rei Davi. — Luc. 2:1-38; 3:23-31.
13. (a) Jeová suscitou um “renovo Justo” a Davi apesar de que situação da dinastia de Davi? (b) De que modo lidou Jeová com o restante em harmonia com o nome do renovo: “Jeová É Nossa Justiça”?
13 Jeová suscitou assim para Davi um “renovo justo”, apesar de sua pesarosa profecia contra o Rei Conias (ou Jeconias; ou Joaquim).a (Jer. 22:24 até 23:2; Mat. 1:11-16; 2 Reis 25:27-30) Este “renovo justo”, Jesus Cristo, depôs a sua vida humana perfeita como sacrifício para os seus futuros súditos humanos. Fazendo isso, lançou a base para que 144.000 seguidores dedicados dele fossem ‘declarados justos’ com o objetivo de se tornarem co-herdeiros dele no seu reino celestial. (Rom. 8:14-17; 1 Cor. 1:30, 31) Desde 1919 E.C., apesar das acusações feitas pelos clérigos da cristandade contra o restante destes 144.000 herdeiros do Reino, Jeová restabeleceu este restante no seu favor e seu serviço. Com isso, Jeová foi paladino deles, vindicando-os ou “declarando-os justos” mediante Cristo. — Rom. 8:31-33; Jer. 23:6, Moffatt; SPJ; NM.
14. Dentre este restante ungido, que servos suscitou Jeová desde o nascimento do Reino em 1914?
14 Dentre este restante restabelecido de israelitas espirituais, Jeová tem suscitado anciãos ou superintendentes fiéis. Visto que o reino messiânico nasceu nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914, tais superintendentes servem como pastores principescos na terra até que todos os do restante terminem sua carreira terrestre e se juntem ao seu “Pastor” Real no reino celestial dele. — Jer 23:3, 4; Isa. 32:1, 2,
COMO OS CLÉRIGOS DA CRISTANDADE TÊM FRACASSADO
15. Em contraste com a condição do restante ungido, em que condição se encontra agora a cristandade?
15 Sob o Rei celestial, o chamado “Jeová é Nossa Justiça”, o restante restabelecido dos israelitas espirituais reside num paraíso espiritual. (Jer. 23:3-6) Não existe hoje tal paraíso de paz e segurança espirituais na cristandade. Ela se encontra numa condição poluída com adultério e sofrendo fome espiritual. Sua condição confrange o coração e pressagia um resultado ainda mais aflitivo. Fará a pessoa cambalear como um bêbedo — Jer. 23:9, 10; Mat. 24:21, 22.
16, 17. Em harmonia com Jeremias 23:11-14, quem é responsável pela condição atual da cristandade”
16 Os responsáveis por isso são os clérigos da cristandade. Eles fracassaram para com os membros de suas igrejas. É assim como Jeová dissera a respeito dos falsos profetas e os sacerdotes do templo nos dias de Jeremias:
17 “‘Porque tanto o próprio profeta como o sacerdote ficaram poluídos. Também na minha própria casa [o templo] encontrei a maldade deles’, é a pronunciação de Jeová. ‘Portanto, seu caminho se tornará para eles como lugares escorregadios nas trevas, aos quais serão empurrados e nos quais certamente cairão. . . . E nos profetas de Jerusalém vi coisas horríveis, cometendo eles adultério e andando em falsidade; e eles fortaleceram as mãos dos malfeitores para que não recuassem cada um da sua própria maldade. Para mim, todos eles se tornaram como Sodoma, e os habitantes dela [de Jerusalém], como Gomorra.’” — Jer 23:11-14.
18. Desde quando e de que modo os clérigos da cristandade têm sido culpados de adultério espiritual?
18 Desce a fundação da cristandade nos dias de Constantino, o Grande, Sumo Pontífice do Império Romano, os clérigos católicos, e mais tarde os clérigos protestantes, têm sido culpados de adultério espiritual. Em que sentido? Em serem amigos deste mundo, e por participarem na sua política e nas suas aventuras militares. — Tia. 4:4.
19. De que modo estão os clérigos e os membros de suas igrejas contaminados com a imoralidade literal?
19 Os clérigos permitem adúlteros literais e homossexuais nas suas próprias fileiras e como oficiantes nas suas igrejas. Não é de admirar, pois, que os clérigos permitam a permanência de tais tipos de pessoas imorais no seu próprio rol de membros das igrejas. Atualmente, a condição imoral da cristandade é notória, ‘horrível’, em escala maior do que em Sodoma e Gomorra. A cristandade sofrerá merecidamente a sorte daquelas antigas cidades imorais.
20. Por que beberão os clérigos a poção da morte?
20 Sendo os mais repreensíveis dentre as pessoas da cristandade, os clérigos e os líderes religiosos beberão a poção da morte: “Pois dos profetas de Jerusalém [prefigurando a cristandade] saiu apostasia a todo o pais.” — Jer. 23:15.
21. Em 1925 E. C., como foi que a classe de Jeremias trouxe à atenção do mundo a apostasia dos clérigos?
21 A hodierna classe de Jeremias agiu prontamente e com destemor em trazer à atenção do mundo a apostasia dos clérigos. O ano de 1925 foi digno de nota neste respeito. Na assembléia geral da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, em Indianápolis, Indiana, E. U. A., de 24-31 de agosto, o ponto principal foi a adoção duma resolução intitulada “Mensagem de Esperança”. O presidente da Associação apresentou a resolução após o seu discurso intitulado “Chamada à Ação”, passando a lê-la. Entre outras coisas, ela declarava:
. . . os religiosos fanáticos, tanto católicos como protestantes, destacam-se pela sua arrogância, seu convencimento, sua impiedade e irreligiosidade. Portanto, torna-se evidente que as soluções oferecidas por todos e quaisquer destes elementos mencionados são vãs, impotentes e incapazes para satisfazer o desejo do homem.
O catolicismo afirma e presume aquilo que de direito pertence exclusivamente a Deus. Os modernistas negam a Deus, negam a Sua Palavra e Seu plano de redenção, e oferecem a força cegab como solução para a condição perdida do homem. Os fundamentalistas, embora professem crer na Bíblia, negam a mesma pelo seu proceder. Ensinam doutrinas falsas que desonram a Deus, e junto com os católicos e os modernistas se aliam com os poderes políticos e comerciais do mundo em afirmar blasfemamente ter a capacidade de estabelecer o reino de Deus na terra. Todos estes se aliaram debaixo de Satanás, seu Senhor, para relegar a Deus e desonrar o nome dele. . . .
. . . Sabendo disso, e que seu tempo é curto, o diabo está tentando engolfar os povos com um grande dilúvio de doutrinas falsas e enganosas e desviar suas mentes completamente de Jeová. Chegou o tempo de Deus fazer para si um nome na terra e de os povos saberem a verdade sobre o plano divino, que é o único meio de salvação para o mundo. — Parágrafos 5, 6, 9. veja The Watch Tower de 15 de outubro de 1925, páginas 310, 311. Note também Revelação 8:12; 16:8, 9.
22. (a) Quem serve a favor do propósito de Deus de fazer um nome para si? (b) Como têm desrespeitado os clérigos o nome de Deus pela maneira em que profetizam?
22 O discurso “Chamada à Ação”, com que a resolução acima foi apresentada, dizia no parágrafo 28: “Chegou o tempo de Jeová fazer um nome para si na terra. A igreja tem parte nisso quanto a ser testemunhas para o Senhor.” (Página 326 de The Watch Tower [A Sentinela] de 1.º de novembro de 1925) Portanto, a partir do começo do ano seguinte (1926) à resolução e sua distribuição mundial em forma de tratado, os da classe de Jeremias fizeram notável esforço de colocar o nome de Jeová perante toda a humanidade. Mas os clérigos da cristandade mostraram seu desrespeito pelo nome de Deus. Desviando o nome de Deus de seu propósito declarado de trazer um turbilhão de calamidade sobre a cristandade, os clérigos disseram “aos que são desrespeitosos para comigo [Deus]: ‘Jeová falou: “Paz é o que vos ireis ter.” E a todo aquele que anda na obstinação de seu coração disseram: ‘Nenhuma calamidade virá sobre vós.’” — Jer. 23:17-20.c
23. (a) Foi Jeová quem enviou estes clérigos, ou quem foi? (b) Segundo Jeremias 23:21, 22, o que teria acontecido se os clérigos tivessem estado de pé no grupo íntimo de Jeová?
23 Mas, quem enviara esses clérigos com suas promessas de paz? Não haviam estado “de pé no grupo íntimo de Jeová” para aprender a mensagem com exatidão. Jeová não os enviara em seu nome. Ele não lhes dissera que podiam profetizar aquilo que procedia “da boca de Jeová”. Foram as seitas religiosas da cristandade que os enviaram de seus seminários teológicos. O que teria acontecido se os clérigos tivessem estado de pé no “grupo íntimo” de Jeová, ou no seu conselho, e se tivessem apegado às revelações dele? Jeová diz: “Mas, se tivessem estado de pé no meu grupo íntimo, então teriam feito meu povo ouvir as minhas próprias palavras, e teriam feito que recuassem do seu mau caminho e da ruindade das suas ações.” — Jer. 23:21, 22.
24. Se os clérigos tivessem estado de pé no conselho de Jeová, o que não se daria com os membros das igrejas da cristandade e os envolvimentos dela?
24 Neste caso, não haveria a espantosa ignorância sobre a Bíblia que hoje existe entre os freqüentadores de igrejas. Se os próprios clérigos tivessem tomado a dianteira e tivessem aderido à Palavra revelada de Deus, ensinando os milhões de membros de suas igrejas, não teria havido duas guerras mundiais, guerras que começaram dentro da cristandade! Os clérigos responsáveis não ficam ocultos de Jeová. Ele não tem sido apenas um “Deus que está próximo” para não ver as coisas que estão longe. — Jer. 23:23, 24.
25. Segundo Jeremias 23:25-28, o que deveria fazer agora aquele que tem algo para oferecer, para o público ouvinte?
25 Chegou o tempo para as pessoas decidirem se querem escutar ainda mais os “sonhos” dos clérigos da cristandade ou se querem ouvir a Palavra de Jeová, conforme proclamada pela classe de Jeremias. Chegou o tempo para os que afirmam ser ministros de Deus agirem em harmonia com a questão apresentada em Jeremias 23:25-28: “O profeta com quem há um sonho narre o seu sonho; mas aquele com quem está a minha palavra fale a minha palavra verazmente.”
26. Visto que tem de haver uma cisão entre sonhos e a Palavra de Deus o que decidiram fazer os da classe de Jeremias e da “grande multidão”?
26 O que tem que ver a Palavra de Jeová com “sonhos” infundados, com meras visões do coração humano? Nada! Precisa haver uma cisão entre as duas coisas, igual à separação do cereal da palha. Os da classe de Jeremias, que têm a Palavra de Deus no seu íntimo, decidiram proclamá-la fielmente e sempre. De respeito por Jeová, uma “grande multidão” de ouvintes decidiu fazer o mesmo.
27. Quando e como é a Palavra de Deus igual a um fogo e a um malho?
27 Já por mais de 60 anos, os da classe de Jeremias têm proclamado fielmente a Palavra de Jeová. Esta Palavra, por si mesma, não tem incinerado as organizações combustíveis da cristandade; nem despedaçou o sistema montanhesco de coisas. Contudo, a Palavra divina proclamada pela classe de Jeremias não é um fracasso. No tempo devido de Jeová, na “grande tribulação”, quando esta Palavra falada for executada por ele, então se responderá afirmativamente à sua própria pergunta: “‘Não é a minha palavra correspondentemente como um fogo’, é a pronunciação de Jeová, ‘e como o malho que despedaça o rochedo?’” (Jer. 23:29) Portanto, mantenhamos a fé nessa Palavra.
28. Como é que os clérigos ‘furtam as palavras de Deus, cada um do seu companheiro’, e, por isso, quem é contra eles?
28 Dessemelhante da classe clerical, os da classe de Jeremias foram enviados por Jeová para falar em seu nome. Não obstante, os profetas clericais também afirmam falar em nome dele, e, por isso, de falar a verdade bíblica. Desta maneira, os líderes religiosos da cristandade realmente “furtam” a força e o efeito da mensagem calamitosa proclamada pelos da classe de Jeremias. É verdade que os da classe de Jeremias apóiam sua mensagem pela citação das palavras: “Assim disse Jeová.” Mas os clérigos procuram dar peso e o tom da verdade ao que pregam por adicionarem as palavras: “Uma pronunciação!” Aparentam falar da parte de Deus. E assim talvez usem um texto bíblico como pretexto para pregarem política ou mesmo propaganda de guerra. No entanto, Jeová é contra tais profetas clericais, que ele não enviou dentre seu grupo íntimo e que “furtam” palavras de Sua Bíblia para fazer uma aplicação errada delas. — Jer. 23:30, 31.
29. Como mostrará Jeová que tais profetas clericais são fraudulentos?
29 Como mostrará Jeová que esses clérigos são fraudulentos? Por não cumprir o que eles anunciam como sendo “uma pronunciação” ou o que presumem falar em nome dele. Ele não apóia a sua falsidade. “‘Eis que sou contra os profetas de sonhos falsos’, é a pronunciação de Jeová, ‘que os narram e fazem meu povo vaguear [perder-se] por causa das suas falsidades e por causa da sua gabação’. ‘Mas eu mesmo não os enviei nem lhes dei ordem. Assim, de modo algum trarão proveito a este povo’, é a pronunciação de Jeová.” (Jer. 23:32) Coitado do povo!
30. A que atribuiremos o devido valor: às garantias dos clérigos ou à Palavra de Jeová?
30 Neste tempo, em que a cristandade não está em paz com Deus, não nos deixemos levar à sonolência espiritual ou ao sono pelas falsas garantias de paz dos clérigos. Tomemos a sério “a carga” ou ponderosa mensagem da Palavra de Deus. — Jer. 23:33.
“A CARGA DE JEOVÁ”
31. Quando os da cristandade nos pedem que lhes digamos francamente qual é a mensagem ponderosa para hoje, o que somos obrigados a dizer-lhes?
31 Atualmente, a mensagem de Jeová para este sistema de coisas político, religioso e comercial é pesada em vista da condenação que pressagia uma calamidade ruinosa. Portanto, recai sobre nós a pesada responsabilidade de proclamar a mensagem de Jeová para este “tempo do fim”. Assim, quando respondemos às perguntas das pessoas sobre o destino do atual sistema de coisas, não devemos deixar de proclamar qual é realmente a “cara” de Jeová. Quando a classe clerical, os profetas ou os sacerdotes da cristandade nos pedirem que lhes digamos francamente sobre que pontos incide o peso da Palavra de Jeová, teremos a obrigação de dizer-lhes que o próprio povo da cristandade é para ele uma “carga”, sim: “ó que carga!” De modo que ele se livrará desta “carga” por entregar a cristandade à calamidade .
32. Como contradizem as pessoas da cristandade aquilo que os da classe de Jeremias proclamam como “a carga de Jeová”, e, por isso, o que mudam?
32 Os que desrespeitam a Jeová não gostam de aceitar o que a classe de Jeremias proclama como “a carga de Jeová”. Não gostam de pensar nisso como algo realmente sério. Como contraproposta, seguem seus profetas e sacerdotes em apresentar o que insistem em ser a verdadeira “carga” da Palavra de Deus. Mas a sua contraproposta não se baseia nas Escrituras Sagradas. É de interpretação particular e por isso “torna-se para cada um a sua própria palavra”. Os da classe de Jeremias dizem a tais religiosos convencidos: “Mudastes as palavras do Deus vivente, Jeová dos exércitos, nosso Deus.” (Jer. 23:33-36) Mas, podem mudar a calamidade sobre que nos adverte “a carga de Jeová”? Não, de modo algum!
33, 34. A presença de quem é que é classe de Jeremias precisa trazer à atenção dos religiosos fanáticos, que chamam a mensagem deles de “a própria carga de Jeová”?
33 Contrariando o que a classe de Jeremias tem proclamado desde o ano do após-guerra de 1919, os porta-vozes da cristandade apresentam sua mensagem falsa e desencaminhadora. Para fazê-la soar ponderosa aos outros, chamam aquilo que têm a dizer como sendo “a carga de Jeová”. Jeová tem enviado continuamente a classe de Jeremias a estes religiosos fanáticos, para dizer-lhes que não chamem seus sermões e profecias de “carga de Jeová”. Portanto, que resposta deve dar a classe de Jeremias a tais religiosos? A seguinte:
34 “Então é assim que disse Jeová: ‘Visto que dizeis: “Esta palavra é a própria carga de Jeová”, quando eu vos mandava dizer [por meio da classe de Jeremias: “Não deveis dizer: ‘A carga de Jeová!’” portanto, eis-me aqui!’” — Jer. 23:38, 39.
35, 36. Segundo Jeremias 23:39, 40, que decisão da profecia de Jeová precisa a classe de Jeremias proclamar aos que proferem a “carga” falsificada ou a escutam?
35 Certo! Jeová está aqui como Juiz dos profetas da cristandade. Qual é a sua decisão sobre os “profetas” que classificam a mensagem deles como “a própria carga de Jeová” e sobre o povo que acata a falsificada “carga”? O Juiz nos diz:
36 “E eu vou negligenciar-vos terminantemente, e vou abandonar a vós e a cidade que dei a vós e aos vossos antepassados — de diante de mim. E vou pôr sobre vós vitupério por tempo indefinido e humilhação por tempo indefinido, que não será esquecida.” — Jer. 23:39, 40.
37. (a) Como executou Jeová sua decisão judicial nos dias de Jeremias, e com que efeito? (b) Como se saiu então Jeremias, e como se dará o mesmo com os da classe de Jeremias?
37 A decisão do Juiz Jeová, assim declarada, foi executada nos dias de Jeremias, quando os babilônios destruíram Jerusalém e profanaram o templo dela, em 607 A.E.C. Esta experiência vituperadora e humilhante para esses israelitas obstinados e infiéis provou que Jeová, a quem haviam desrespeitado, finalmente os negligenciara. Abandonara-os para sofrerem as conseqüências de sua maldade. Silenciara a boca dos profetas falsos, presunçosos. Mas a boca de Jeremias continuou a profetizar. Jeová não o havia abandonado. Fiel a este tipo, Jeová não abandonará os da classe de Jeremias quando, dentro em breve, executar sua ponderosa decisão nos clérigos e nas congregações da cristandade. — Jer. 39:11 a 40:4; Lam. 1:1-22.
‘LOGRADO’ — DE MODO BENÉFICO
38. Como fora Jeremias logrado por Jeová, e com que efeito?
38 Jeremias terminou assim 40 anos de proclamação de tudo o que Jeová lhe ordenara. Descobriu que Jeová prevalecera sobre ele. Jeová mostrara-se mais forte do que ele. A Palavra dele havia exercido uma força persuasiva sobre Jeremias. (Almeida, atualizada) Por causa disso, Jeremias havia perseverado no serviço divino até o fim. Neste respeito, Jeová o havia ‘logrado’. Havia-se mostrado mais forte do que a fraqueza de Jeremias. De modo que Jeremias não ficou prejudicado por ter sido logrado.
39, 40. Isto nos faz lembrar que palavra de Jeremias, depois de ser solto do tronco por Pasur?
39 Lembramo-nos aqui das palavras de Jeremias depois de Pasur, principal comissário do templo, o soltar do tronco:
40 Tu me lograste, ó Jeová, de modo que fui logrado. Usaste a tua força contra mim [contra a minha inclinação] de modo que prevaleceste. Tornei-me objeto de riso o dia inteiro; todos caçoam de mim. Pois, quantas vezes falo, eu clamo. Violência e assolação é o que clamo. Porque a palavra de Jeová tornou-se para mim uma causa para vitupério e para troça, o dia inteiro. E eu disse: ‘Não farei mais menção dele e não vou mais falar em seu nome.’ E isto mostrou ser no meu coração como um fogo aceso encerrado nos meus ossos; e fiquei fatigado de contê-lo e não pude mais suportá-lo. Pois ouvi o relato mau de muitos. Havia horror ao redor. . . . Mas Jeová estava comigo como um poderoso terrível. Por isso é que os que me perseguem tropeçarão e não prevalecerão. Certamente serão muito envergonhados, porque não terão prosperado. Sua humilhação de duração indefinida será tal que não será esquecida.” — Jer. 20:7-11.
41. Portanto, como, seremos habilitados a continuar a falar sobre o Pastor Real chamado “Jeová É Nossa Justiça”?
41 Jeová, como “um poderoso terrível”, nos fortalecerá na nossa fraqueza. Na sua força continuaremos a proclamar seu Pastor Real, o chamado “Jeová É Nossa Justiça”.
(Esta série de artigos sobre a profecia de Jeremias continuará.)
-