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Regência divina — única esperança de toda a humanidadeA Sentinela — 1973 | 15 de abril
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A grande escolha era entre duas regências. A questão em jogo era: Regência! Regência humana ou regência divina? A regência humana como dádiva do Diabo e sujeita ao Diabo ou a regência da parte do Ser Divino e em sujeição a Ele? Se Jesus escolhesse a regência humana para si, como político mundano, que esperança deixaria isso para a humanidade escravizada?
A CRISTANDADE, EXEMPLO DA ESCOLHA ERRADA
25. (a) Em que temos hoje um exemplo do que teria resultado se Jesus tivesse aceito a oferta do Diabo? (b) Foi a cristandade iniciada por Jesus e seus apóstolos, ou teve início com a nação judaica?
25 Não ficamos entregues a cogitações! Temos um exemplo histórico real do que teria significado. Onde? Aqui mesmo na cristandade. Como? Ora, a cristandade afirma ser na terra o domínio em que se pratica o cristianismo. Muitas nações e seus governos afirmam ser cristãos. A cristandade não teve início com Jesus Cristo e seus doze apóstolos. A própria nação terrestre de Jesus, a nação judaica, não se tornou o começo da cristandade. A nação judaica, como corpo político, extinguiu-se no ano 70 E. C., numa luta lá em Jerusalém, não a favor de Jesus, o Messias, como Rei, mas a favor do judaísmo e de sua própria independência política da Roma imperial. Três anos depois da destruição de Jerusalém, as legiões romanas capturaram o último baluarte judaico, a fortaleza de Massada, no ano 73 E. C. Até hoje, os judeus ortodoxos, naturais, em todo o mundo, não fazem parte da cristandade, embora cooperem com a cristandade.
26. Quando se iniciou a cristandade, como e com que espécie de professos cristãos?
26 Quase três séculos depois da tentação de Jesus Cristo no ermo da Judéia, veio à existência a cristandade. Isto ocorreu nos dias do imperador romano Constantino, o Grande, que foi batizado como professando o cristianismo pouco antes de sua morte no ano 337 E. C. Mas ele havia afirmado ter-se convertido ao cristianismo anos antes, no ano 312 E. C. Naquele tempo, o que se chamava cristianismo já se havia afastado tanto dos ensinos de Jesus Cristo e de seus apóstolos, que existiam supostos cristãos em armadura militar combatendo a favor deste general e político pagão, Constantino. Além disso, havia bispos nas igrejas daqueles dias, que ensinavam a doutrina pagã da Trindade, de um Deus trino, composto de “Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo”. Os bispos disputavam acesamente se Deus era o único Deus, Jeová, das Escrituras Hebraicas, ou um chamado “Deus em três pessoas”, todas estas “pessoas” sendo coiguais e coeternas. Constantino procurava acabar com as disputas.
27. (a) Que espécie de religião procurava criar Constantino, e o que ofereceu aos bispos da igreja? (b) Quem estava atrás desta oferta feita aos bispos, Cristo ou Satanás?
27 Constantino, como Sumo Pontífice (Pontifex Maximus) pagão, procurava convencer todos os bispos das igrejas. Procurava criar uma religião amalgamada, uma religião “ecumênica”, combinando o paganismo com o cristianismo. Atuando como Sumo Pontífice, e, por isso, como chefe religioso do Império Romano, ofereceu aos bispos posições de poder, destaque e riqueza junto ao governo romano, como funcionários da religião estatal romana. Fez-se ali a oferta de regência humana em conexão com o governo político a bispos chamados cristãos. Devemos pensar que Jesus Cristo, no céu, ofereceu ali a tais “bispos” uma regência humana relacionada com “todos os reinos do mundo”, que Ele mesmo havia recusado? Ou era o Tentador, Satanás, o Diabo, que ainda afirmava que estes reinos lhe haviam sido entregues? Não é difícil obter a resposta certa: era Satanás, o Diabo, quem, por meio de seu Sumo Pontífice na terra, oferecia aos bispos uma tentação similar à oferecida a Jesus Cristo. Mas, seguiram os bispos o exemplo de Jesus, inclusive o “bispo de Roma”?
28. (a) Seguiram aqueles bispos o exemplo de Cristo e, assim, o que resultou? (b) Que título assumiu o “bispo de Roma” e o que aconteceu à união da cristandade?
28 A história secular e eclesiástica responde que não! Muitos bispos caíram na tentação e entraram no serviço imperial como hierarquia da religião estatal romana, da Igreja Estatal Romana. Assim nasceu e se desenvolveu a cristandade. No ano 378 E. C., o bispo de Roma foi ao ponto de adotar o título e as responsabilidades de Sumo Pontífice, rejeitados pelo imperador romano Graciano. Nos séculos seguintes, a cristandade passou por muitos cismas, acompanhados por guerras religiosas, cruzadas e perseguição entre os chamados cristãos. Estabeleceram-se muitas diferentes Igrejas Estatais Nacionais. A cristandade tem-se tornado a organização religiosa mais poderosa e mais numerosa na terra. Tem-se tornado um espetáculo para todo o mundo pagão, não cristão, que agora constitui mais de dois terços da população da terra. Mas, exemplo de quê? Do verdadeiro cristianismo? Ou duma suposta regência divina, exercida por intermédio duma hierarquia religiosa, que coopera com reis humanos, os quais afirmam ter o “direito divino de reis”?
29. Por que perguntamos sobre a qualidade cristã das duas guerras mundiais, das organizações de paz mundial e dos preparativos de outra guerra mundial?
29 Foi cristã a Primeira Guerra Mundial, por ter começado entre dois estados políticos, europeus, que afirmavam ser cristãos? Foi cristã a Liga das Nações, por ter sido apoiada pela Igreja Anglicana e porque os clérigos estadunidenses a chamavam de “expressão política do Reino de Deus na terra”? Foi cristã a Segunda Guerra Mundial, por ter começado com a invasão dos exércitos de um suposto estado cristão do território de outro estado “cristão”? É cristã a organização das Nações Unidas em prol de paz e segurança mundiais, porque cerca da metade das suas 132 nações-membros afirmam ser cristãs? São cristãos os constantes preparativos para uma Terceira Guerra Mundial, com bombas nucleares e foguetes, porque a cristandade se sente obrigada a proteger-se com tais armas, a fim de sobreviver?
30. (a) Que particularidades más assinalam hoje a cristandade, e são estas a expressão do cristianismo? (b) Que ilustram tais coisas quanto à escolha da regência mundana oferecida a Jesus pelo Tentador?
30 Olhe para as atuais condições da cristandade, depois de dezesseis séculos de existência. São a degeneração moral dentro dela, o aumento do crime, as injustiças sociais e raciais, as opressões, as dificuldades econômicas, a pobreza e a fome, a falta de respeito para com a autoridade legítima, o desgoverno, a loucura por prazeres egoístas, a falta de amor ao próximo, que significa falta de amor a Deus — são estas coisas uma expressão do cristianismo’ De modo algum! São o resultado do estabelecimento da cristandade no quarto século E. C. E visto que a cristandade resultou de terem os bispos das igrejas cedido às tentações que lhes foram apresentadas pelo Império Romano pagão, ilustra-se vívida e dolorosamente o que teria resultado se o próprio Jesus Cristo tivesse aceito o suborno oferecido, a regência humana sobre “todos os reinos do mundo”. Mas, aceitou Jesus Cristo a oferta tentadora de Satanás, o Diabo? É ele responsável pela atual angústia do mundo,
31. Como tratou Jesus a oferta feita pelo Tentador?
31 O registro bíblico diz: “Jesus disse-lhe então: ‘Vai-te, Satanás! Pois está escrito: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.”’ O Diabo deixou-o então, e eis que vieram anjos e começaram a ministrar-lhe.” — Mat. 4:10, 11; Mar. 1:12, 13.
32. (a) Que regência reconheceu Jesus conforme indicado pela mensagem que pregou? (b) Neste respeito, o que esperava Jesus que Jeová Deus fizesse?
32 Jesus Cristo recusou categoricamente a regência humana das mãos de Satanás, o Diabo. Reconheceu a regência divina, a de Jeová Deus. Por isso percorreu a terra da nação de Israel, proclamando: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” Depois de seu batismo no rio Jordão, fora ungido com o espírito de Deus para pregar esta mensagem. Enviou seus doze apóstolos para pregarem a mesma mensagem de esperança para toda a humanidade. (Mat. 4:13-17; Luc. 4:16-21; 9:1-6; Mat. 10:1-7) Jesus Cristo esperou até que Deus exercesse sua regência divina por estabelecer o reino celestial nas mãos do Descendente Prometido, que havia de esmagar a Grande Serpente, machucando-lhe a cabeça e assim a reduzindo a nada, para emancipar toda a humanidade. Jesus morreu fiel à regência divina, reconhecendo somente a Jeová Deus, como governante supremo, o Soberano Universal.
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‘É embaraçoso chamar Jesus de Deus’A Sentinela — 1973 | 15 de abril
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‘É embaraçoso chamar Jesus de Deus’
● O teólogo Vincent Taylor, escrevendo em The Expository Times, admite: “Os Evangelhos mostram claramente que o conhecimento de Jesus era limitado, que Ele fez perguntas para obter informação . . . que Ele impugnou o governante rico que o chamou ‘Bom Mestre’, perguntando-lhe: ‘Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão só Deus.’ [Mar. 10:18] Estas questões têm causado constante embaraço e forçosamente continuarão a causa-lo se Jesus for descrito como Deus, sem especificações.” Mas não representam nenhum problema quando se rejeita o dogma da trindade e se crê naquilo que o próprio Jesus disse, a saber, que Deus, o Pai, é maior do que Jesus Cristo. — João 14:28.
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