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Modelar o corpo era um dos interesses principais na minha vidaDespertai! — 1974 | 8 de maio
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inspiradas do apóstolo Paulo em 1 Timóteo 4:7 logo me fizeram cair em mim: “Treina-te com a devoção piedosa por teu alvo.” Era claro que se tornava mister uma mudança de treinamento.
De imediato, fui ao meu empresário e meu treinador, e expliquei que meu alvo na vida não era mais ser “Mr. Universo”, e que não mais me exibiria em espetáculos que me trouxessem louvor. Eles explodiram de raiva, dizendo palavrões, não só para mim, mas até mesmo amaldiçoando o Nome de Jeová. No entanto fiquei firme na minha resolução. Por volta desse tempo, obtive muito encorajamento quando o jornal local publicou uma notícia sobre um famoso jogador de futebol na Inglaterra que rejeitara um contrato de um milhão de dólares (uns Cr$ 6,5 milhões) para seguir as pisadas de Cristo Jesus, como uma das testemunhas de Jeová.
Em seguida, resolvi avisar sobre a minha retirada da Igreja Católica. A experiência que tive com meu treinador e meu empresário só servira para fortalecer tal decisão. Assim, lá estava eu, frente a frente com o sacerdote, dizendo-lhe por que não mais queria ser membro de sua igreja. Seu rosto parecia atônito ao explicar-lhe meu desejo de ser uma das testemunhas de Jeová. Indignado, disse inadvertidamente que eu simplesmente sofrera uma lavagem cerebral por parte das testemunhas de Jeová. Repliquei que aquilo que eu aprendia era a verdade e que era inteiramente apoiado pela Palavra de Deus, a Santa Bíblia. Isto resultou numa resposta irada e inesperada: “Não se pode crer em tudo que a Bíblia diz!” Isso realmente me deixou chocado, ao refletir sobre quantas vezes ele beijara a Bíblia e a tratara com a máxima reverência quando estava em pé, diante da congregação. Agora, a portas fechadas, insinuava que o grande Deus do universo não merecia confiança — que não se podia crer na Sua Palavra em sua inteireza. Tal senhor mostrava o que realmente era.
Minha mente refletiu sobre algo que ele dissera à nossa família quando meu pai morreu, com 61 anos. “Seu pai terá de permanecer no purgatório por 61 anos devido a seus pecados.” Isso era condicional, contudo, porque, quanto mais pagássemos para rezar Missas Solenes em favor do papai, tanto menos tempo ele ficaria confinado a tais tormentas. Ele jamais nos disse o que a Bíblia afirma — que “os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada”. (Ecl. 9:5) Este senhor fazia parte de uma das maiores extorsões que já foram perpetradas contra a humanidade! Que vitupério ao Nome do verdadeiro Deus! No entanto, recusou-se a tirar meu nome dos registros da igreja, ou dar-me meu Certificado de Batismo.
Era inútil conversarmos mais, de forma que deixei-o, e fui à Prefeitura, onde mudei minha condição religiosa, passando de católico romano para uma das testemunhas de Jeová. Rapidamente depois disso, telefonei para meu médico e lhe disse que, se surgisse a necessidade no futuro de qualquer operação da minha parte ou de alguém de minha família, ele não devia usar nenhum sangue, porque eu aprendera que as Escrituras dizem que devemos ‘abster-nos de sangue’. (Atos 15:20) Em seguida, cancelei, minha inscrição no partido político a que pertencera, porque sabia que Jesus se recusara a envolver-se na política, e eu queria ser seu discípulo. (Mat. 4:8-10; João 6:15; 17:16) Todavia, ainda me aguardava outra prova.
Recebi um convite para uma reunião e palestra com outro sacerdote. Ainda queriam unir-me de novo com a Igreja Católica. Nesta ocasião, Jeová verdadeiramente me ajudou, ao confiar nele em busca de orientação. Em nossa palestra, o assunto surgiu do envolvimento do papa e dos sacerdotes com Hitler. Em resposta à minha pergunta: “Está a par de Tiago 4:4, na Bíblia, onde se diz: ‘Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus?”, ele disse: “Isso não tem nada que ver com nosso caso.”
No entanto, lembrei-lhe da visita do papa às Nações Unidas, quando ele disse àquele órgão: “Venho como vosso amigo.” “Não constitui isso adultério espiritual?” — perguntei-lhe. Ficou visivelmente nervoso. Então citei a Igreja Católica como sendo parte substancial de Babilônia, a Grande, conforme indicado no livro de Revelação. “Em Revelação 17:1-4”, indiquei, “diz-se que ela se senta com mantos escarlates como rainha, e comete fornicação religiosa com os reis da terra”. Nisso, ele ficou furioso e saiu correndo da sala. Sua atitude serviu para tornar ainda mais forte a minha fé na Palavra e nos modos de Jeová, e eu agradeci a Ele por me ter dado a coragem de falar a verdade com galhardia.
Desde então, tenho reconhecido que só o Senhor Soberano Jeová é “minha fortaleza”. Não mais anseio a fama como “Mr. Universo”. A Bíblia mudou minha perspectiva na vida. A verdade me libertou da escravidão aos vãos desejos que certa vez possuía. Agora sei que, conforme declarado em 1 Timóteo 4:8, “o treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa, mas a devoção piedosa é proveitosa . . . tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.”
Agora, a alegria e a felicidade são minha porção diária na vida. É meu desejo sincero usar meu vigor e minhas habilidades físicas para alegrar o coração do Todo-poderoso do universo, Jeová. — Contribuído.
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Pedido de perdãoDespertai! — 1974 | 8 de maio
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Pedido de perdão
UM MINISTRO visitante que falava no Salão do Reino das Testemunhas de Jeová em Kalamazoo, Michigan, EUA, ficou bastante surpreso com um comentário feito durante seu discurso bíblico. Como era seu costume, apresentou certas perguntas para a assistência responder.
Certo senhor ergueu a mão, e o orador o chamou, não sabendo que era a primeira vez que tal senhor comparecia a uma reunião no Salão do Reino. Ao invés de responder direto à pergunta feita, o senhor se levantou e disse que queria pedir desculpas por ter maltratado as Testemunhas no decorrer dos anos. Esperava que Deus o perdoasse. O que levou a tal comentário?
O senhor que fazia o comentário nascera e fora criado na Alemanha, e se afiliara ao partido nazista em fins dos anos 20. Mais tarde, mudou-se para o Canadá, mas foi ali aprisionado durante a Segunda Guerra Mundial por sua franqueza em assuntos políticos e raciais, tais como sua convicção de que os alemães eram uma raça superior. Após a guerra, foi liberto e por fim se fixou nos Estados Unidos da América. Embora não abandonasse suas idéias nazistas sobre política e raças, exteriormente tornou-se um estadunidense patriótico ao extremo.
Quando as testemunhas de Jeová, de vez em quando, passavam por sua casa, era muito desaforado, expulsando-as de sua propriedade e mostrando desdém por qualquer pessoa que não fizesse certos atos patrióticos para com a bandeira. Isto continuou por cerca de quinze anos.
Na primavera setentrional de 1970, duas Testemunhas jovens visitaram a sua porta, mas, como ele reconheceu mais tarde, não teve jeito de tratar com dureza as duas senhoritas. Sua conversação tocou no assunto da alma humana. Devido à formação batista, cria firmemente que o homem tinha alma imortal. No entanto, elas lhe mostraram na Bíblia que o homem é uma alma.
Ele cuidadosamente examinou o compêndio bíblico que deixaram com ele e, não demorou muito até pedir às testemunhas de Jeová que dirigissem um estudo bíblico regular com ele. No mês seguinte, compareceu ao Salão do Reino.
O ministro que proferiu o discurso lhe assegurou de que Jeová pode perdoar e realmente perdoará pessoas que agiram de forma oposta à adoração verdadeira. Agora, este senhor é um ministro das testemunhas de Jeová e partilha com outros a verdade sobre o Deus perdoador, Jeová.
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