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Esteja “livre do amor do dinheiro”A Sentinela — 1960 | 15 de novembro
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dinheiro ocupa no seu coração o lugar que só Deus devia ocupar.
Visto que o amor do dinheiro causa tanto prejuízo, não é de surpreender que o amante do dinheiro assuma um aspecto de piedade. O resultado é a hipocrisia! Os fariseus dos dias de Jesus eram por fora religiosos, mas em que condição se achava o seu coração? Depois de Jesus lhes dizer que ninguém podia ser escravo de dois mestres, os fariseus expuseram a verdadeira condição de seu coração, conforme mostra o relato bíblico: “Ora, os fariseus, que eram amantes do dinheiro, ouviam todas essas coisas, e começaram a zombar dele. Em conseqüência, lhes disse: ‘Vós sois os que vos declarais justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações.’” (Luc. 16:14, 15, NM) Os fariseus procuravam servir a dois mestres; amavam o dinheiro, e assim eram hipócritas na sua adoração de Jeová Deus. Alguns dos que hoje amam o dinheiro talvez consigam enganar os homens, mas, conforme mostrou Jesus, Deus conhece os seus corações.
É verdade que o amor do dinheiro é “raiz de toda sorte de coisas prejudiciais”. Faz a pessoa imitar este mundo, confiar nas riquezas e obedecer e amar este mundo com as suas riquezas. Isto é exatamente o contrário do que Deus requer. Não é de admirar-se que tal prejuízo seja desastroso, lançando os homens “na destruição e na ruína”!
Como se pode a pessoa guardar contra sofrer infelicidade e ruína? Por seguir o conselho divino: “Seja a vossa maneira de vida livre do amor do dinheiro, ao estardes contentes com as coisas presentes. Pois ele disse: ‘De modo algum vos deixarei, nem de modo algum vos abandonarei.’” (Heb. 13:5, NM) Conselho similar foi dado pelo apóstolo Paulo em 1 Timóteo 6:7, 8: “Nada trouxemos para este mundo, nem nada, podemos levar delle; tendo alimento e vestuario, deveremos ficar satisfeitos com isto.”
Todos vieram sem nada ao mundo. Se viemos assim, também não levaremos nada daqui. Mas, podemos enriquecer o mundo, apesar de inicialmente não termos tido nada. Como? Não de modo material; mas, podemos enriquecer o mundo por usarmos nossos dotes mentais para ajudar a outros a aprender a verdade de Deus e ganhar a vida eterna no seu novo mundo justo. Ninguém pode comprar a vida no novo mundo: “Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas, nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele.” — Sal. 49:6, 7, Al.
Portanto, por que desperdiçar tempo, esforço e energia procurando enriquecer, indo à cata das riquezas terrenas? Tais riquezas não fazem a pessoa rica aos olhos de Deus. A única maneira de se alcançar verdadeiro sucesso é agradar a Jeová Deus por fazer a sua vontade. Então seremos realmente ricos; e, por estarmos “contentes com as coisas presentes”, experimentaremos o verdadeiro sentido de riqueza e felicidade.
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Falhando “tanto a Deus como ao homem”A Sentinela — 1960 | 15 de novembro
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Falhando “tanto a Deus como ao homem”
No seu primeiro sermão como reitor da Igreja Episcopal Protestante de Calvary, na cidade de Nova Iorque, o clérigo Albert Brown Buchanan declarou que o cristianismo da cristandade “tem-se tornado respeitável e na maior parte estéril”. Chamando Nova Iorque de “maior região missionária na face da terra”, o clérigo explicou que as igrejas têm fracassado, tanto assim que “os que praticam a psiquiatria salvam mais almas do que as igrejas cristãs”. Continuando, Buchanan disse: “O cristianismo tem transigido, no afã de obter aceitação e amplo sucesso. . . . Sentimo-nos cada vez mais sobrepujados pelo sentimento de nossa própria insignificância, de nossa própria impotência. . . . A igreja tem falhado tanto a Deus como ao homem em Nova Iorque.” — Times de Nova Iorque, 14 de setembro de 1959.
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