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O mar da GaliléiaA Sentinela — 1961 | 15 de março
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O mar da Galiléia
NO MINISTÉRIO terrestre do Filho de Deus, Jesus Cristo, destacou-se bastante o belo mar da Galiléia. Era também conhecido como “mar de Tiberíades”, visto que Herodes Ântipas construíra nas suas margens a sua capital deste nome, em honra de César Tibério. No tempo de Moisés era chamado de “mar de Quinerete”. Os macabeus mudaram-lhe o nome para “mar de Genesaré”, nome da vizinha planície muito fértil. Lucas, o médico erudito e muito viajado nunca o chamou nos seus escritos de mar, mas apenas de lago, o que realmente era, o “lago de Genesaré”. — Mat. 4:12, 13; João 6:1; Núm. 34:11; Luc. 5:1.
O mar da Galiiéia era oval, em forma de pêra, de uns dezenove a vinte e três quilômetros de comprimento e de aproximadamente quatorze quilômetros de largura. A província da Galiléia estendia-se ao oeste e ao norte dele, e a Peréia ao leste, do outro lado do Jordão, e ao sul dele. Sua superfície está a uns duzentos e vinte e cinco metros abaixo da do Mediterrâneo, e tem uma profundidade entre 45 e 60 metros. O rio Jordão atravessa-o vindo das montanhas do Líbano ao norte e dirigindo-se ao Mar Morto. Por causa das colinas existentes ao leste e ao oeste do mar da Galiléia, os grandes ventos que se originam nas montanhas do norte. se abatem sobre ele, causando violentas tempestades.
Assim como uma bela ilha é uma jóia de verde no meio dum mar azul, assim. o mar da Galiléia é uma jóia água-marinha no meio dum ambiente verdejante. Foi bem apelidado de “Lago Azul”. Os judeus dos tempos de Jesus chamavam-no de “entrada do Paraíso”, ao passo que o Talmude o chama de “coroa da Galiléia”. O clima do seu litoral não deixava nada a desejar; a primavera vinha cedo e a geada era desconhecida. Era uma estação de veraneio preferida dos romanos.
Nos dias de Jesus, o mar da Galiléia sustentava uma próspera indústria de pesca, famosa tanto pela quantidade como pela qualidade de peixe. Estes peixes se distinguiam em aparência e no gosto, segundo relata o historiador Josefo, que foi governador da Galiléia depois da morte de Jesus Cristo. O mar sustentava também uma frota mercante — 230 barcos de vários tamanhos.
Um bom número de cidades pontilhavam o seu litoral, inclusive a maior cidade da Galiléia e cidade de residência de Jesus, depois de ele ter iniciado o seu ministério, Cafarnaum; Corazim, estação de veraneio; Tiberíade, a capital; Magdala, lar de Maria Magdalena; e Betsaida, nome que significa “casa da pesca”. — Mat. 11:20-24; João 8:23; Mat. 15:39.
Foi nas margens deste mar da Galiléia que Jesus iniciou o seu ministério e recrutou seus primeiros quatro discípulos. Pelo menos em duas ocasiões Jesus acalmou o vento violento que revolvia as suas águas. Foi neste mar que se lançou a manada de porcos, depois que entrou neles uma legião de demônios. Jesus ensinou ali também sentado num barco, por causa da multidão; foi nesta ocasião que ele, entre outras coisas, deu a sua ilustração do semeador. — Mat. 4:18-22; 8:24-27; 13:1-8.
Foi também na superfície deste mar da Galiléia que Jesus andou certa vez para se juntar aos seus discípulos quando se levantou uma tempestade no meio da noite; e foi nele que Pedro deu uns passos tímidos, afundando logo depois por falta de fé. Foi também neste mar que Pedro, às ordens de Jesus, apanhou um peixe em cuja boca Pedro encontrou uma moeda de prata com que pagou o Imposto do templo. E, por fim, foi ali, depois da sua ressurreição, que Jesus se encontrou com seus discípulos e deu a Pedro a sua comissão tríplice de apascentar as suas ovelhas. — Mat. 14:24-31; 15:29; 17:27; João 21:1-17.
Deveras, o mar da Galiléia era único na sua beleza e riqueza, e especialmente na sua associação com o ministério terrestre de Jesus.
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O céu pode esperarA Sentinela — 1961 | 15 de março
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O céu pode esperar
J. J. Scherer, por quase 50 anos clérigo protestante em Richmond, Virgínia, falou a um grupo de ministros de Roanoke sobre a sua opinião de ir para o céu: “Se me oferecessem duas passagens, uma para ir ao céu e a outra para Virgínia, escolheria a passagem para Virgínia. Quero ir ao céu — mas não hoje.” — Times Herald, de Dallas, Texas.
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