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Lealdade no tempo do fimA Sentinela — 1974 | 15 de maio
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o que é mau, é secreto apenas para outros homens. Jeová o vê. Não viu ele o que os israelitas desleais fizeram nas tendas dos moabitas e dos midianitas? Não viu o que os anciãos desleais de Israel fizeram séculos depois em salas particulares do pátio interno do templo de Jeová em Jerusalém? Não viu como se entregaram ali à adoração idólatra? Tal deslealdade a Deus não pode ser ocultada. Enganaram a si mesmos quando disseram: “Jeová não nos vê. Jeová deixou o país.” (Eze. 8:9-12) Nenhum verdadeiro cristão desejaria cometer o engano de adotar este raciocínio falso, como fizeram hoje pseudo-cristãos, que afirmam que Deus está morto.
9, 10. (a) Explique como os desejos carnais podem fazer com que o cristão entre em dificuldades. (b) Como está envolvida nisso a lealdade?
9 O cristão começa a entrar em dificuldades quando deixa de manter uma defesa forte. Em vez de se manter longe das situações que atraem os desejos carnais errados, ele talvez procure andar o mais perto possível da beira. Mesmo que sua consciência lhe diga que o desejo não é certo, talvez o entretenha, e quanto mais brinca com ele, tanto mais forte se torna o desejo errado. Igual aos israelitas desleais, não resiste ao desejo errado de “coisas prejudiciais”. (1 Cor. 10:6) Tal situação pode surgir quando duas pessoas do sexo oposto, que não estão casadas entre si, começam em particular a estimular-se sexualmente uma a outra por deitar a mão nas partes pudendas uma da outra. Esta é uma forma de impureza moral e não é própria para o cristão, cujo modo de vida deve refletir a justiça de Jeová.
10 Podemos ser guiados em tais assuntos por aquilo que é aceitável no mundo em geral? Não, porque o mundo não nos fornece normas sadias. Não reflete a justiça de Jeová Deus, mas a injustiça do “deus deste sistema de coisas”, o adversário de Jeová. (2 Cor. 4:4) Em vez de nos deixarmos induzir a um sentimento de despreocupação ou mesmo a nos enganarmos a nós mesmos, devemos reconhecer honestamente que, quando se estimula a paixão sexual, pode levar a um impulso sobrepujante de satisfazer esta paixão, pela união sexual. Este é um fato da vida. Tal satisfação é normal e correta no caso dos que estão no arranjo marital. Mas para os solteiros satisfazerem essas paixões em tal união é uma violação séria da lei divina; na realidade, é deslealdade para com Deus por parte do cristão. Então, não devia a lealdade proteger-nos contra arriscarmos tal violação, fazendo com que evitemos ações que estimulem perigosamente o desejo sexual?
11. (a) Que argumento apresentam alguns para justificar as “carícias” apaixonadas, e por que é errado tal argumento? (b) Como pode a conduta impura, embora não envolva a união sexual propriamente, ainda chegar ao ponto de constituir “fornicação” (porneía)?
11 No costume moderno de “namorar”, muitos casais jovens se entregam a “carícias” que estimulam fortes sentimentos de paixão. No entanto, alguns talvez argumentem que isto não é errado, enquanto não houver propriamente uma união dos órgãos sexuais, pois, conforme entendem o assunto, é isto o que a Bíblia proíbe especificamente aos não casados. Tal raciocínio é tanto errado como perigoso. Exorta-se os cristãos a não mais apresentarem seus membros “como escravos à impureza e ao que é contra a lei”, mas, “como escravos à justiça, visando a santidade”. (Rom. 6:19) Mesmo que suas “carícias” apaixonadas não cheguem ao ponto da “fornicação” (em grego: porneía), no sentido bíblico da palavra, ainda pode constituir “impureza” (em grego: akatharsia), uma conduta indecente e impura. A “impureza” é alistada depois de “fornicação” na lista do apóstolo, das obras da carne decaída, e ele adverte que os que impenitentemente “praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. (Gál. 5:19, 21) Não só isso, mas tais ações impuras podem constantemente tornar-se mais sérias ou chegar ao ponto em que podem corretamente ser classificadas como “fornicação” (porneía). Isto se dá porque esta palavra se refere biblicamente não à união sexual entre pessoas não casadas, mas a toda espécie de crassa imoralidade ou conduta lasciva, tal como se encontra em lupanares.
12. (a) Tem o casal o direito, por serem noivos, de se entregar a um namoro apaixonado? (b) Que situação devem evitar os solteiros, e por quê?
12 É natural que duas pessoas que concordaram em casar-se expressem afeto mútuo. Mas isto não significa que podem de direito entregar-se a intimidades corretamente reservadas aos casados. Não estando livres a ter a própria união sexual, até estarem casados, não devem entregar-se ao tipo de ‘jogo de amor’ íntimo que no casamento é o prelúdio das relações sexuais. Fazer isso seria impureza da sua parte, mostrando falta de respeito para com o arranjo de Deus, falta de lealdade às suas normas puras de santidade. Portanto, em quaisquer expressões de afeto, sua lealdade deve induzi-los a terem cuidado e a devida restrição. Não só não devem ofender publicamente os costumes locais e assim arriscar-se a fazer as pessoas tropeçar, mas até mesmo quando estão sozinhos não devem entregar-se a ações que os envergonhariam se outra pessoa aparecesse de repente. Não é verdade que a presença de outros amiúde é uma boa proteção para nós contra nossas fraquezas e nossos desejos carnais? A escuridão e o sigilo, por outro lado, afrouxam nossas defesas e podem enfraquecer nossas resoluções. (Veja Provérbios 9:16-18; João 3:20, 21; Efésios 5:7-13.) Mesmo que sejam noivos, não seria o casal cristão sábio em evitar pôr em perigo o amor próprio e o respeito mútuo por evitar situações que possam levar à conduta impura? Podem evitá-las por não se isolarem dos outros ao ponto de não mais sentirem o freio salutar de saber que alguém pode facilmente entrar na sala ou no lugar onde estão. Certamente, os que não são noivos têm motivos para exercer ainda maior restrição, preferindo usufruir a companhia mútua em associação aberta com outras pessoas, não em retiro isolado.
AÇÃO CONGREGACIONAL
13, 14. Que ação da parte da congregação cristã é paralela à tomada pelos anciãos fiéis de Israel com respeito aos desleais a Deus, e por que é esta ação necessária para com os que praticam conduta imoral?
13 Quando os israelitas sucumbiram aos desejos carnais na festa dos moabitas e dos midianitas e se entregaram à adoração do sexo, Deus e os representantes da congregação de Israel tomaram ação contra eles. Esses membros representativos provavelmente mataram eles mesmos tantos quantos mil dos israelitas desleais. (Núm. 25:3-5) Um paralelo disso pode ser encontrado hoje na congregação cristã. Embora ela não tenha autorização de Deus para executar os membros desleais que praticam pecados sérios, está autorizada a agir contra eles por desassociá-los da congregação, se forem impenitentes. (1 Cor. 5:11-13) Isto é necessário para manter a congregação limpa. Se ela deixar de fazer isso, como poderá afirmar de direito pertencer a Jeová e a Jesus Cristo, que são justos? Está obrigada a defender as leis justas de Deus.
14 Visto que toda a crassa imoralidade a que se refere o termo porneía é conduta lasciva que pode impedir que alguém herde o reino de Deus, a congregação cristã desassocia de direito os que a praticam e que não mostram nenhum arrependimento sincero. O mesmo se dá com outros que persistem em qualquer forma de “impureza”. A impureza, porém, é um termo amplo que admite uma grande amplitude de grau — assim como alguém pode estar fisicamente apenas um pouco sujo ou pode estar realmente imundo, assim se dá também com a impureza moral. Ao se determinar o alcance da impureza, portanto, precisa-se pesar a motivação, as circunstâncias e o que levou à impureza, para se decidir a gravidade da conduta. A preocupação da congregação cristã para manter sua pureza e limpeza, pois, não é desarrazoável, mas é segundo os fatos, nem é apressada para desassociar, nem protela isso, quando uma flagrante prática impenitente o exige. Isto está em harmonia com o que está escrito em 2 Timóteo 2:19, que diz, entre outras coisas: “Todo aquele que menciona o nome de Jeová renuncie à injustiça.” A ação judicial tomada pelos anciãos congregacionais protege a congregação e sua reputação contra ser maculada ou manchada pela impureza. Também fornece uma advertência salutar a todos na congregação quanto ao que pode resultar a alguém que se entrega a desejos moralmente errados.
15. Como pode alguém receber perdão por más ações?
15 Naturalmente, quando alguém mostra arrependimento de coração do pecado que cometeu e procura perdão, pode ser perdoado. Deus mostra a disposição de perdoar a tal pessoa, e a congregação cristã age em harmonia com o perdão de Deus. (1 João 1:9) A pessoa poderá ser repreendida publicamente pela sua má conduta ou poderá ser repreendida em particular por ela, pela comissão judicativa. (1 Tim. 5:20) Mesmo aquele que teve de ser desassociado pode receber perdão, se mais tarde provar que deveras se arrependeu e se afastou de seu proceder mau. De modo que a situação não é necessariamente desesperançosa para aquele que peca. — Eze. 33:11.
EVITE ATOS DE DESLEALDADE
16, 17. Em vista de que precisamos manter uma defesa forte? Explique como podemos fazer isso.
16 É importante que reconheçamos que nós, humanos, temos desejos carnais que nos tornam vulneráveis. Portanto, precisamos manter uma forte defesa e reconhecer as situações que possam minar a nossa defesa. Reconhecendo que a carne é fraca, o apóstolo Paulo observou: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” (1 Cor. 9:27) Isto significa que temos de lutar constantemente para manter nossas paixões sexuais sob controle. Não podemos deixar de nos empenhar em exercer autodomínio. Se lermos literatura sensual que reflete o modo de pensar corruto das pessoas mundanas, seremos ajudados a manter uma forte defesa ou seremos enfraquecidos? Certamente, não seremos fortalecidos se deixarmos nossa mente vagar nos desejos errados, seremos? Antes, nos tornaremos ainda mais vulneráveis. Seria melhor acatar o conselho de Filipenses 4:8, que diz: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” Não diz que se deve pensar nas coisas injustas e nas que estimulam os desejos impuros. Quando fixamos a mente nas coisas justas, será provável que nos empenhemos em ações injustas?
17 Temos de reconhecer que o Diabo se esforça em seduzir-nos a fazer o que é mau aos olhos de Deus, e, se o permitirmos, ele nos levará diretamente ao ponto de mergulharmos nas ações imorais. Se nos deixarmos atrair e tentarmos justificar o que fazemos, não nos expomos a dificuldades certas? Não seria melhor resistir ao engodo logo no começo? Não teria sido melhor para os israelitas que se envolveram com a adoração de Baal, se tivessem resistido aos primeiros engodos que lhes foram apresentados pelos moabitas e midianitas?
18. (a) Que significado atribui a Bíblia a ‘tocar em mulher’, e por quê? (b) Como deve afetar isso o conceito dos solteiros?
18 Tome o caso de Eva. Ela sabia que nem mesmo devia tocar no fruto proibido no jardim do Éden, porque tocar era o primeiro passo para comê-lo. (Gên. 3:3) Não se lhe permitir comer desta única árvore não lhe causava dificuldades, visto que havia muitas outras frutas que se lhe permitiu comer. Tocar nele mostrou um desejo errado pelo que Deus havia proibido. Lembrando-nos disso, poderemos considerar com reflexão o conselho de 1 Coríntios 7:1: “É bom que o homem não toque em mulher.” Nas Escrituras Hebraicas, ‘tocar’ é às vezes usado para representar o contato sexual. (Veja Provérbios 6:29; Gênesis 20:6, 7.) Isto é provável, porque a cadeia de acontecimentos que leva à união sexual começa com tocar alguém do sexo oposto de modo apaixonado. Jesus advertiu contra até mesmo “olhar para uma mulher, ao ponto de ter paixão por ela”, dizendo que aquele que faz isso “já cometeu no coração adultério com ela”. (Mat. 5:28) Parece, assim que ‘tocar em mulher’ pode incluir qualquer contato físico com alguém do sexo oposto dum modo que procede de tal paixão ilícita ou a estimula. Quando alguém não puder controlar suas paixões e estiver inclinado a ‘tocar’ de modo apaixonado ou impuro os do sexo oposto, então conforme o apóstolo Paulo passa a dizer, seria melhor que se casasse. (1 Cor. 7:2, 9) Entrementes, o proceder sábio para os cristãos que ainda são solteiros é evitar quer “olhar” quer ‘tocar’ apaixonadamente alguém, que poderia levar facilmente a uma transgressão séria. Terão assim a alegria satisfatória duma consciência limpa perante Deus e o homem.
19. Por que nos devemos esforçar a refletir a justiça de Jeová em nossa vida?
19 Aprendemos a amar a Jeová Deus por causa de sua justiça, de suas leis boas e de sua benevolência ou amor leal. Alegramo-nos com a perspectiva de a terra inteira vir sob o governo de seu reino, sem interferência de governos injustos. Sabemos que isto significará uma regência Justa e reta para a humanidade, com paz e segurança permanentes. Não devia todo aquele que é feliz de estar perto deste governante justo do universo, como parte de sua organização terrestre, esforçar-se com todo o seu poder para refletir a justiça de Deus na sua vida, por viver segundo as leis Dele? Isto certamente mostraria lealdade a ele, não mostraria?
20. Como é a demonstração da lealdade parte de se imitar o exemplo de Jesus Cristo?
20 O cristianismo de alguém não se mostra apenas por dar uma demonstração pública de se ter dedicado a Jeová Deus por ser batizado em água, mas também manifesta uma personalidade cristã. Esta envolve uma nova personalidade “criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. (Efé. 4:24) Jesus Cristo comportou-se sempre em harmonia com as leis justas de Deus. Estas leis estavam no seu coração e motivaram os desejos de seu coração para estarem em harmonia com a vontade de Deus. (João 5:30) Estas mesmas leis justas devem estar em nosso coração e motivar o desejo dele.
BENEFÍCIOS DERIVADOS DE SE SER LEAL
21, 22. Quais são alguns dos benefícios derivados de se ser leal a Jeová e como se comparam estes com os prazeres carnais?
21 O prazer que se pode ter agora de se seguir os desejos carnais errados é apenas momentâneo. Mas os benefícios de se ser leal a Jeová podem ser eternos. Por que renunciar a tais benefícios eternos por uns momentos passageiros de prazer! Moisés preferiu “ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado”, por serem muito maiores os benefícios derivados de se ser leal a Jeová. (Heb. 11:25) Um benefício notável que podemos aguardar hoje é fazer parte da “grande multidão” de adoradores leais de Jeová, que serão preservados através da vindoura “grande tribulação” que causará o fim desastroso do atual sistema de coisas. — Dan. 2:44; Rev. 7:9, 14.
22 Outro benefício destacado é viver indefinidamente na nova era introduzida pelo reino de Deus. Não lhe é a vida em paz e segurança, sob governantes justos, de muito maior proveito do que uns momentos passageiros de prazer ilícito, Não é a própria vida de maior valor do que tais prazeres, A deslealdade a Jeová pode significar a morte eterna, mas a lealdade a ele pode significar exatamente o oposto, a vida eterna. “Outrossim, esta é a coisa prometida que ele mesmo nos prometeu: a vida eterna.” (1 João 2:25) Estes e muitos outros benefícios notáveis resultam para os leais.
23. Portanto, qual é o proceder sábio a seguir hoje?
23 Depois de termos chegado ao próprio limiar da nova era, seria trágico que o cristão saísse perdendo só por ter desejos carnais errados e se tornar desleal ao verdadeiro Deus. Quanto mais sábio seria manter uma consciência limpa, por seguir a vereda reta da lealdade a Deus neste tempo do fim! — Sal. 37:28, 29.
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Reconhecerá a verdade sobre Deus?A Sentinela — 1974 | 15 de maio
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Reconhecerá a verdade sobre Deus?
A VERDADE Que Conduz à Vida Eterna. Um jovem examinava com interesse o livro deste título. Depois perguntou ao ministro das testemunhas de Jeová, que lhe apresentava este compêndio bíblico: “A propósito, onde foi publicado este livro?” Ao saber que foi publicado numa grande cidade estadunidense, decidiu não aceitar o livro. Por que não? Talvez por pensar que possa ter sido influenciado por idéias capitalistas. Qualquer que tenha sido seu motivo, sua recusa de examinar o assunto impediu-o de aprender verdades bíblicas vitais.
Os fariseus judaicos, do primeiro século E. C., cometeram o mesmo engano. Menosprezavam Jesus Cristo por ele vir da Galiléia. (João 7:51, 52) Em resultado, deixaram de acatar o aviso de Jesus a respeito da destruição iminente de Jerusalém. Isto custou a vida de mais de um milhão de judeus, em 70 E. C. — Luc. 19:41-44; 21:20, 21.
Que dizer de hoje? Se Jesus aparecesse hoje na terra, qual seria a reação das pessoas a ele na África, na América do Norte e do Sul, na Europa e na Ásia? Será que elas o aceitariam à base do que dissesse e fizesse, reconhecendo a verdade pelo que é? Ou tropeçariam por causa da descendência judaica dele?
Sem dúvida, pode ver o erro do preconceito. Por exemplo, apercebe-se de quanto a humanidade sofreria se as pessoas avaliassem a literatura médica ou científica à base da nacionalidade do
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