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Fortalecimento do ministério para o trabalho futuroA Sentinela — 1972 | 1.° de abril
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ORGANIZADOS PARA UM FUTURO MOMENTOSO
Assim é evidente que se fortalece o ministério dos que pregam as boas novas do reino messiânico de Deus. Se vierem tempos provadores de perseguição, as congregações poderão continuar seu trabalho apesar da retirada de alguns dos homens responsáveis. Conforme disse seriamente um superintendente com vinte e nove anos de experiência: “Acho que esta informação nos foi dada neste tempo específico porque já avançamos muito no tempo do fim. Certamente, é necessário que nos acheguemos mais uns aos outros para enfrentar o inimigo de modo unificado.”
Acontecimentos momentosos a ocorrer no futuro imediato são mencionados na profecia bíblica de Ezequiel. Esta profecia forma a base de um livro lançado em inglês nas assembléias, intitulado “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?. Na profecia de Ezequiel representa-se figuradamente o trabalho atual do povo de Deus como ‘marcar’ para a preservação todos os que desejam um mundo de justiça e paz, e que querem transformar sua vida para o modo de Deus. (Eze. 9:4-6; Col. 3:10) Um total de 12.556 pessoas, que empreenderam recentemente este proceder na vida, foram batizadas nas assembléias no Canadá e nos Estados Unidos.
Embora reste pouco tempo ao atual sistema de coisas, as testemunhas de Jeová têm muito que fazer. Há muitos homens de reflexão que vêem ‘a escrita na parede’ para este sistema de coisas e que precisam ouvir as boas novas do Reino. Os que fizeram preparativos antecipados para as assembléias “Nome Divino” ficaram impressionados de ver que, em geral, os homens de negócios com que trataram não eram “só de negócios”, como no passado. Alguns expressaram a opinião: “Não vemos nenhum futuro no mundo comercial.” Muitos se dão também conta de que as religiões da cristandade estão em decadência. Conforme mostra a profecia de Ezequiel, precisa-se levar a tais pessoas o aviso bíblico de abandonarem estas religiões, se quiserem sobreviver à queda da cristandade.
Os sentimentos gerais dos congressistas, no fim das assembléias, foram expressos pelo superintendente de uma congregação de Cincinnati, que evidentemente estava bem lembrado da profecia de Ezequiel, ao dizer: ‘A cristandade cairá, negando-se obstinadamente a mudar segundo a verdade revelada, ao passo que a sociedade das testemunhas de Jeová aumentará e prosperará eternamente, por se reajustar em harmonia com os modos de Jeová. Acho que todos nós nos lembraremos por muito tempo das Assembléias “Nome Divino”.’
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1972 | 1.° de abril
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Perguntas dos Leitores
● Dirigindo-se aos “ricos”, o discípulo Tiago disse: “Assassinastes o justo.” (Tia. 5:1, 6) Visto que dirigia a carta a cristãos, o que queria ele dizer com isso? — E. U. A.
A palavra “justo”, no singular, evidentemente se refere ao Senhor Jesus Cristo. Isto é confirmado pelas palavras do apóstolo Pedro dirigidas aos judeus: “Repudiastes aquele santo e justo, e pedistes que um homem, um assassino, vos fosse concedido liberalmente, ao passo que matastes o Agente Principal da vida.” (Atos 3:14, 15) De modo similar, o discípulo Estêvão disse aos que ouviam a sua defesa perante o Sinédrio: “A qual dos profetas foi que os vossos antepassados não perseguiram? Sim, mataram os que faziam anúncio antecipado a respeito da vinda do justo, cujos traidores e assassinos vós vos tornastes agora.” — Atos 7:52.
É digno de nota que o Sinédrio, o supremo tribunal judaico, que sentenciou Jesus à morte, se compunha de homens ricos e proeminentes. (Veja Mateus 26:59, 66; 27:57; Marcos 15:43; João 3:1; 7:45-51.) Portanto, definitivamente havia “ricos” envolvidos no assassinato de Jesus Cristo.
Mas o ato de assassinar o “justo” não precisa ser limitado a este assassinato do Filho de Deus. Segundo as palavras de Jesus encontradas em Mateus 25:40, o Filho de Deus considera o tratamento dado aos seus “irmãos”, seus seguidores gerados pelo espírito, como sendo dado a ele mesmo.
Quando Tiago escreveu a sua carta (antes de 62 E. C.), os cristãos estavam sendo perseguidos principalmente pelos judeus. O primeiro mártir cristão, Estêvão, foi morto por uma turba de judeus, depois de ter apresentado a sua defesa perante o Sinédrio. (Atos 6:15; 7:57-60) A perseguição dos cristãos pela autoridade governamental romana só começou em 64 E. C., depois do grande incêndio que arrasou Roma, destruindo cerca de uma quarta parte da cidade. Segue-se logicamente que os “ricos” a que Tiago se referiu eram os ricos entre os judeus, direta ou indiretamente (pela sua perseguição dos cristãos) envolvidos no assassinato de Jesus Cristo. — Mat. 27:24, 25.
Tiago dirigiu-se aos ricos como classe, de certo modo paralelo ao que Jesus Cristo fez quando falou em certa ocasião aos seus discípulos. Depois de descrever diversas felicidades, Jesus disse: “Ai de vós, ricos, porque já tendes plenamente a vossa consolação.” (Luc. 6:20-24) Embora os ricos, como classe, evidentemente não iriam ler a carta dele, Tiago, ao empregar o estilo literário de elocução direta, estava ajudando os cristãos a obter o ponto de vista correto. Terem os ricos que ‘uivar por causa das misérias que lhes haviam de sobrevir’ serviria de advertência aos cristãos, para não se tornarem materialistas. (Tia. 5:1; veja Tiago 4:13-15.) Seria também animador para eles saber que a opressão por parte da classe rica cessaria no tempo devido de Deus.
Nós, como cristãos, precisamos ter cuidado para não aos tornarmos culpados de assassinar o “justo”. Em outra parte de sua carta, foi de fato aos cristãos que Tiago disse: “Prosseguis assassinando.” (Tia. 4:2) De que modo? Evidentemente, estes cristãos, na realidade, não haviam matado a ninguém. Mas, evidentemente, deixaram de fazer o bem aos seus irmãos. Talvez, embora estivessem em condições de ajudar irmãos necessitados, negaram-se a fazer isso. Talvez tenham tratado com ar de superioridade alguns mais humildes, desprezando-os, ou talvez tivessem deixado que a cobiça, a inveja ou o orgulho os levasse a odiar certos dos seus irmãos. Qualquer desses modos os podia tornar culpados de assassinato. (Tia. 1:27; 2:15, 16) Outro escritor bíblico, o apóstolo João, salientou o mesmo ponto: “Todo aquele que odeia seu irmão é homicida, . . . nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos. Mas, todo aquele que tiver os meios deste mundo para sustentar a vida e observar que o seu irmão padece necessidade, e ainda assim lhe fechar a porta das suas ternas compaixões, de que modo permanece nele o amor de Deus?” — 1 João 3:15-17.
Sim, esta atitude assassina foi até mesmo demonstrada por alguns cristãos no favoritismo que demonstraram para com os ricos. Embora Deus tivesse em geral escolhido pessoas pobres para se tornarem herdeiros do Reino, certos cristãos cuidavam de que qualquer pessoa rica que viesse às suas reuniões obtivesse um bom lugar, mas encaminhavam os pobres a se sentarem num lugar muito humilde. Julgavam assim o mérito da pessoa à base de seus bens. Deixavam de reconhecer o pobre como seu próximo que merecia plenamente seu amor. Salientando o erro de tal ação, Tiago escreveu: “Vós . . . desonrastes o pobre. Não vos oprimem os ricos e vos arrastam perante os tribunais? Não blasfemam eles do nome excelente pelo qual fostes chamados? Ora, se estiverdes executando a lei régia, segundo as Escrituras: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo’, fazeis muito bem. Mas, se continuardes a mostrar favoritismo, estais praticando um pecado.” — Tia. 2:19.
Mostram alguns de nós, cristãos, certo favoritismo para com pessoas à base de sua posição no mundo, sua educação superior ou sua condição financeira? Favorecemo-las mais do que outras nas nossas ‘assembléias’? Isto, certamente, estaria fora da harmonia com o conselho de Tiago. Embora haja exceções, a atitude dura, desamorosa, é muito comum entre os membros ricos e influentes da sociedade humana da atualidade. Portanto, nenhum de nós deve achar que certas pessoas merecem que se lhes mostre favoritismo apenas por causa de seus bens; nem o devíamos esperar nós, se tivermos certas posses. Foi por isso que Tiago trouxe a atenção a opressão de que os ricos, como classe, eram culpados. Não os pobres, mas os ricos eram os que freqüentemente arrastavam os cristãos perante os tribunais e os maltratavam.
Portanto, para que o cristão não se torne culpado de assassinar o “justo”, num sentido representativo, ele precisa cultivar intenso amor aos seus concrentes. Não deve menosprezar a nenhum dos seus irmãos, não importa quão humilde possa parecer. Se Jeová Deus considera a estes como merecedores de seu amor, certamente nenhum dos seus servos deve dar a entender que é maior do que Ele, por negar-se a amar aos que Ele ama. Antes, deseja usar seu tempo, seus talentos e seus bens de modo altruísta a favor de seus irmãos, todos eles. Conforme disse o apóstolo Paulo: “Eu, da minha parte, de muito bom grado gastarei e serei completamente gasto em prol das vossas almas.” — 2 Cor. 12:15.
● Quem eram os “espíritos em prisão” aos quais Jesus pregou, conforme diz 1 Pedro 3:19, quando pregou a eles e dava-lhes esta pregação a oportunidade de se arrependerem? — E. U. A.
Em 1 Pedro 3:20, os “espíritos em prisão” são descritos como sendo os que “outrora tinham sido desobedientes, quando a paciência de Deus esperava nos dias de Noé”. Na sua segunda carta inspirada dirigida aos cristãos, Pedro se refere a eles como sendo “anjos que pecaram”. (2 Ped. 2:4, 5) E o discípulo Judas acrescenta: “Os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram
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