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    • Israel perdeu 500.000 homens. — 2 Crô. 13:3-18.

      Além da luta intertribal, havia o antagonismo externo das nações pagãs ao redor. Israel via-se obrigado a manter um exército permanente devido às relações exteriores hostis com a Síria ao norte. (2 Reis 13:4-7) Judá também tinha de resistir aos avanços dos exércitos pagãos. Em certa ocasião, o Egito invadiu Judá e levou muito despojo. (1 Reis 14:25-27) Em outra ocasião, a Etiópia lançou-se contra Judá com um exército de 1.000.000 de homens e de 300 carros. As forças do Rei Asa eram somente de 580.000 homens, mas, quando “começou a invocar a Jeová, seu Deus”, “Jeová derrotou os etíopes” e nenhum deles foi deixado vivo. — 2 Crô. 14:8-13.

      Novamente, quando Moabe, Amom e os amonins subiram contra Jeosafá, embora este possuísse uma força que atingia 1.160.000 homens, Jeosafá “pôs a sua face a buscar a Jeová”, que lhe assegurou: “A batalha não é vossa, mas de Deus.” — 2 Crô. 17:12-19; 20:1-3, 15.

      ROMANO

      O exército romano, calculado como totalizando 300.000 homens durante o reinado de Augusto, estava organizado de forma muito diferente da dos impérios anteriores. A principal parte do estabelecimento militar romano era a legião. Era uma unidade grande e independente, um exército completo em si mesmo, ao invés de um agrupamento especializado duma força maior. Às vezes, as legiões lutavam juntas, combinando seus recursos e seu poderio sob um comando central, como no caso em que quatro legiões foram combinadas sob Tito para sitiar Jerusalém em 70 E.C. Mas, usualmente, a legião enfrentava sozinha sua comissão individual de serviço. Não-cidadãos de todas as partes do império, que constituíam a auxilia, suplementavam os legionários, sendo amiúde voluntários do distrito local. Os auxiliares, apoiados pelas legiões, eram lotados ao longo das fronteiras. Tendo baixa honrosa, um membro da auxilia recebia a cidadania romana.

      O número de legiões variava em épocas diferentes, indo de 25 ou menos até 33. Semelhantemente, o número de soldados que constituíam a legião flutuava de 4.500 a 7.000, embora, no primeiro século, a força usualmente atingisse 6.000 homens. Por este motivo, “legião”, conforme usada nas Escrituras, significa um número indefinidamente grande. (Mat. 26:53; Mar. 5:9; Luc. 8:30) Cada legião tinha seu próprio comandante, responsável unicamente perante o imperador, e sob ele situavam-se seis tribunos, chamados quiliarcos (comandantes militares, NM). — Mar. 6:21; João 18:12; Atos 21:32 a 23:22; 25:23; veja Comandante Militar.

      A legião era dividida em dez coortes ou destacamentos. Assim, as Escrituras falam do ‘Destacamento Italiano’ e do ‘Destacamento de Aúgusto’. (Atos 10:1; 27:1; veja Augusto, Destacamento de.) Quando Herodes Agripa morreu, em 44 E.C., havia cinco coortes em Cesaréia. Subdividida ainda mais, a legião tinha sessenta centúrias, usualmente com 100 homens cada uma, sob a liderança dum centurião (oficial do exército, NM). Tais oficiais eram especialmente valiosos, tendo a responsabilidade de treinar os soldados. (Mat. 8:5-13; 27:54; Atos 10:1; 21:32; 22:25, 26; 23:17, 23; 24:23; 27:1, 6, 11, 31, 43; veja Centurião.) Em cada legião havia dez oficiais de categoria especial que atuavam como guarda-costas, correios e, às vezes, como executores. — Mar. 6:27.

      As legiões romanas possuíam seus vários estandartes e insígnias que portavam imagens de águias ou de alguns animais; mais tarde adicionaram-se estatuetas do imperador. Estes pavilhões tinham significado religioso, eram considerados sagrados e santos a ponto de serem adorados, e eram guardados à custa da vida humana. Foi por tais razões que os judeus se opuseram violentamente à presença deles em Jerusalém.

      Na ocasião do alistamento nas legiões romanas, um porta-voz recitava um voto de lealdade e os soldados concordavam em cumpri-lo. Em épocas anteriores, o voto era feito anualmente, mas isto foi mais tarde substituído por um voto vitalício. O termo de serviço ativo era medido quer pelos anos quer pelo número de campanhas em que o soldado se engajara. A idade dos soldados era geralmente entre os dezessete e os quarenta e seis anos. Os exércitos eram mantidos com dinheiro de impostos; os soldados recebiam um denário por dia. Ao passo que os gregos em geral achavam que a disciplina dura provocava ressentimentos, os romanos impunham a disciplina em todo aspecto da vida dum soldado. O treinamento incluía andar até mais de 32 km por dia, levando uma mochila de mais de 36 kg. O casamento era desencorajado ou proibido. A covardia e a desobediência eram punidas com a morte. A doutrinação psicológica e a “lavagem cerebral” faziam parte da disciplina e do treinamento.

      OS CRISTÃOS PRIMITIVOS

      Os cristãos primitivos recusavam-se a servir no exército romano, tanto nas legiões como na auxilia, considerando tal serviço como sendo inteiramente incompatível com os ensinos do cristianismo. Afirma Justino, o Mártir (110-165 E.C.), em seu “Diálogo com o Judeu Trífon”: “Nós, que estávamos cheios de guerra, e de matança mútua, e de toda iniquidade, transformamos cada um de nós em toda a terra as nossas armas guerreiras, — as nossas espadas em relhas de arado, e as nossas lanças em implementos de lavoura.” Não resta dúvida de qual era a posição de Tertuliano em 204 E.C., na questão do serviço militar para os cristãos. Em seu tratado De Corona, capítulo XI, considerando “se batalhar é apropriado mesmo para os cristãos”, argumentou, à base da Escritura, “a ilicitude até mesmo duma vida militar”, concluindo: “Proscrevo para vós a vida militar.” “Orígenes [185-254] . . . observa que ‘a Igreja Cristã não pode travar guerra com qualquer nação. . . . ’ Naquele período, muitos cristãos foram martirizados por recusarem o serviço militar. Em 12 de março de 295, Maximiliano, filho dum famoso veterano romano, foi convocado para servir no exército romano e negou-se a isso, dizendo simplesmente: ‘Sou cristão.’” — H. Ingli James, citado em Treasury of the Christian World (Tesouro do Mundo Cristão), 1953, editado por A. Gordon Nasby, p. 369.

      “Uma cuidadosa recapitulação de toda a informação disponível mostra que, até o tempo de Marco Aurélio [121-180], nenhum cristão tornou-se soldado; e nenhum soldado, depois de tornar-se cristão, permanecia no serviço militar.” [The Rise of Christianity (A Ascensão do Cristianismo), 1947, E. W. Barnes, p. 333] “Ver-se-á presentemente que a evidência da existência de um único soldado cristão entre 60 e cerca de 165 A.D. é completamente insignificante; . . . até o reinado de Marco Aurélio, pelo menos, nenhum cristão se tornava soldado após seu batismo.” [The Early Church and the World (A Igreja Primitiva e o Mundo), 1955, C. J. Cadoux, pp. 275, 276] “No segundo século, o Cristianismo . . . tinha afirmado a incompatibilidade do serviço militar com o Cristianismo.” [A Short History of Rome (Breve História de Roma), 1919, G. Ferrero e C. Barbagallo, p. 382] “O comportamento dos cristãos era muito diferente do dos romanos. . . . Visto que Cristo havia pregado a paz, recusavam-se a tornar-se soldados.” [Our World Through the Ages (Nosso Mundo no Decurso das Eras), 1961, N. Platt e M. J. Drummond, p. 125] “Os primeiros cristãos pensavam ser errado lutar, e não serviam no exército mesmo quando o Império precisava de soldados.” [The New World’s Foundations in the Old (Os Alicerces do Novo Mundo se Acham no Antigo), 1929, R. e W. M. West, p. 131] “Os cristãos . . . evitavam cargos públicos e o serviço militar.” (“A Perseguição dos Cristãos na Gália, 177 A.D.”, de F. P. G. Guizot) “Os cristãos zelosos não serviam nas forças armadas, nem aceitavam cargos políticos.” [World History, The Story of Man’s Achievements (História Universal, a História das Consecuções Humanas), Habberton, Roth e Spears, 1962, p. 117] “Ao passo que eles [os cristãos] inculcavam as máximas da obediência passiva, recusavam-se a tomar qualquer parte ativa na administração civil ou na defesa militar do império. . . . Era impossível que os cristãos, sem renunciarem a um dever mais sagrado, pudessem assumir o caráter de soldados, de magistrados, ou de príncipes.” — The Decline and Fali of the Roman Empire (Declínio e Queda do Império Romano), Edward Gibbon, Vol. 1, p. 416.

      CELESTE

      Os exércitos celestes, no sentido de multidões bem-organizadas, referem-se não só às estrelas físicas, porém, mais frequentemente, às poderosas hostes de criaturas espirituais angélicas, sob o supremo comando de Jeová Deus. (Gên. 2:1; Nee. 9:6) A expressão “Jeová dos exércitos” ocorre 281 vezes nas Escrituras Hebraicas, primeiro em 1 Samuel 1:3, e duas vezes encontra-se seu equivalente nas Escrituras Gregas. (Rom. 9:29; Tia. 5:4) Ao considerar os guerreiros angélicos, usam-se termos militares tais como “legiões”, “carros de guerra”, “cavaleiros”, etc. (2 Reis 2:11, 12; 6:17; Mat. 26:53) Em tamanho, o acampamento dos exércitos invisíveis de Jeová inclui “dezenas de milhares, milhares repetidos vez após vez” de carros de guerra. (Sal. 68:17) Como força combatente, são invencíveis. “O príncipe do exército de Jeová”, com espada desembainhada, apareceu a Josué e lhe deu instruções sobre como Jericó devia ser capturada. (Jos. 5:13-15) Um anjo destes exércitos celestes matou 185.000 assírios numa única noite. (2 Reis 19:35) Quando irrompeu a guerra no céu, Miguel e seus anjos lançaram Satanás e seus demônios para a vizinhança da terra. (Rev. 12:7-9, 12) Ademais, não haverá escapatória quando “os exércitos . . . no céu” seguirem o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, ao trazer destruição sobre “a fera e os reis da terra, e os seus exércitos”. (Rev. 19:14, 16, 19, 21) Ao mesmo tempo, contudo, este poderoso exército invisível de Jeová fornece proteção a Seus servos fiéis na terra. — 2 Reis 6:17; Sal. 34:7; 91:11; Dan. 6:22; Mat. 18:10; Atos 12:7-10; Heb. 1:13, 14.

  • Exílio
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    • EXÍLIO

      Veja CATIVEIRO.

  • Êxodo
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • ÊXODO

      A libertação da nação de Israel da escravidão ao Egito. Jeová falou a Abraão (antes de 1933 A.E.C.), depois de prometer que a descendência de Abraão herdaria a terra, e disse: “Sabe com certeza que o teu descendente se tornará residente forasteiro numa terra que não é sua; e eles terão de servir-lhes, e estes certamente os atribularão por quatrocentos anos. Mas eu estou julgando a nação à qual servirão, e depois sairão com muitos bens. ... Na quarta geração, porém, voltarão para cá, porque ainda não se completou o erro dos amorreus.” — Gên. 15:13-16.

      O TEMPO DO ÊXODO

      Por conseguinte, quando é que começaram os 400 anos de aflição? A tradição judaica inicia tal contagem com o nascimento de Isaque. Mas a evidência real de aflição (ou tribulação) surgiu, pela primeira vez, no dia em que Isaque foi desmamado. A evidência aponta para 1913 A.E.C., quando Isaque tinha cerca de cinco anos, e Ismael tinha cerca de dezenove anos, como a data do início da aflição. Foi então que Ismael, “aquele nascido na maneira da carne começou a perseguir o nascido na maneira do espírito”. (Gál. 4:29) Ismael, que era parcialmente egípcio, com ciúme e ódio, começou a ‘fazer caçoada’ de Isaque, o menininho, equivalendo isto a algo muito maior

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