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  • Provada a lealdade dos primitivos cristãos a Deus

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  • Provada a lealdade dos primitivos cristãos a Deus
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w74 15/7 pp. 431-432

Provada a lealdade dos primitivos cristãos a Deus

NÓS humanos temos o desejo inerente de ser amados. Portanto, não é fácil suportarmos constantemente difamação, maus tratos e ódio. Contudo, isto é exatamente o que suportaram os primitivos cristãos.

A fim de impedir a atividade deles, os opositores incitavam violência em distúrbios e ação oficial contra eles. Estes opositores também difamavam o trabalho deles e faziam com que parecesse que apenas os inexperientes e os ignorantes seriam bastante estúpidos para aceitar o cristianismo. Celso, um de tais opositores, disse:

“Sempre que conseguem pegar crianças em particular e junto com elas algumas mulheres estúpidas, proferem algumas declarações espantosas tais como, por exemplo, que não devem prestar atenção ao seu pai ou aos instrutores, mas devem obedecer a eles; dizem que tais falam tolices e não têm entendimento, e que na realidade nem sabem, nem podem fazer algo de bom, mas apenas se empenham em conversa fútil. Mas dizem que só eles sabem o modo certo de se viver, e se as crianças acreditarem neles, tornar-se-ão felizes e tornarão também seu lar feliz. E se eles, ao falarem, virem um dos instrutores aproximar-se, ou alguma pessoa inteligente, ou mesmo o próprio pai, os mais cautelosos deles fogem em todas as direções; mas os mais imprudentes incitam as crianças a se rebelarem.”

Por que, apesar de tal difamação absurda, continuavam os primitivos cristãos nos seus esforços de pregar e de fazer discípulos? Por que não ficavam simplesmente esperando até que os outros se chegassem a eles, em vez de tomar a iniciativa na divulgação de suas crenças? Os primitivos cristãos reconheciam que tinham uma comissão da parte do Senhor Jesus Cristo, de proclamar a verdade a outros e fazer discípulos. (Mat. 28:19, 20) Queriam ser fiéis a esta comissão, mesmo que resultasse em serem perseguidos.

Outro aspecto que tornava os cristãos alvo do ódio era sua separação do mundo. (João 15:19) Não participavam na atividade política, nem serviam nos exércitos de Roma. Por isso, os cristãos foram tachados de antipatrióticos e sua atitude foi apresentada como tola, de fato, como perigosa para a segurança do estado.

Por que não sucumbiram os cristãos diante dos argumentos de prestar serviço militar em defesa de Roma? Reconheciam o princípio declarado em Isaías 2:4: “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” Aludindo claramente a esta profecia, um dos primitivos escritores cristãos, Justino, o Mártir, observou:

“Nós, os que estávamos cheios de guerra, e de matança mútua, e de toda iniqüidade, transformamos, cada um, em toda a terra, nossas armas guerreiras — nossas espadas, em relhas de arado, e nossas lanças, em instrumentos de lavoura.”

Também, os cristãos reconheciam-se como membros duma fraternidade internacional. Embora os opositores não entendessem o amor que os cristãos tinham, viram-se obrigados a reconhecer que existia. Dizia-se a respeito dos cristãos: “Amam-se mutuamente quase que antes de se conhecerem uns aos outros . . . e chamam-se uns aos outros promiscuamente de irmãos e irmãs.” Por causa de seu profundo amor mútuo, os primitivos cristãos não deixaram o ódio e as divisões do mundo romper sua união. — João 13:35; 1 Ped. 5:9.

Negavam-se também a se empenhar em quaisquer atividades relacionadas com a idolatria. O livro Uma História do Cristianismo, em inglês, observa:

“Visto que se negaram a participar em cerimônias pagãs, os cristãos foram chamados de ateus. Por causa de sua abstenção de grande parte da vida comunal — as festividades pagãs, as diversões públicas, que para os cristãos estavam permeadas de crenças, práticas e imoralidades pagãs — foram tachados de odiadores da raça humana. Foram popularmente acusados de perpetrar as mais crassas imoralidades.”

Por que eram os primitivos cristãos tão inflexíveis em evitar a idolatria? Reconheciam-na como deslealdade a Deus, algo que era tanto insensato como detestável. Justino, o Mártir, declarou:

‘Vemos que estes ídolos estão mortos e não tem a forma de Deus. Os artífices fazem o que chamam de Deus; o que não só consideramos como insensato, mas até mesmo insultuoso para Deus, que tem assim seu nome ligado a coisas que são corrutíveis e que exigem constante serviço. Os artesãos delas tanto são imoderados como praticam todo vício. Corrompem até mesmo suas próprias moças, que trabalham ao seu lado.’

Tendo atraído sobre si o ódio do mundo por causa de sua pregação zelosa e sua separação dos conflitos, da política e da idolatria do mundo, os cristãos eram muitas vezes levados perante autoridades públicas para serem punidos. Tais autoridades davam-lhes a oportunidade de renunciar ao cristianismo e assim escapar da punição, sim, até mesmo da morte. Plínio, o Moço, escrevendo ao Imperador Trajano, fala sobre seu modo de proceder ao lidar com cristãos:

“Perguntava-lhes se eram cristãos; se eles o admitiam, repetia a pergunta duas vezes e ameaçava-os com punição . . . Recebi uma informação anônima, contendo uma acusação contra várias pessoas, as quais, ao serem questionadas, negaram ser cristãos ou que os tivessem sido. Repetiram comigo uma invocação aos deuses e ofereceram ritos religiosos com vinho e incenso perante a tua estátua (que mandei trazer para este fim, junto com aquelas dos deuses), e até mesmo vituperaram o nome de Cristo: ao passo que não há nada que obrigue, segundo se diz; aos que são realmente cristãos a obedecer a quaisquer destas ordens: achei por isso próprio dispensá-los.”

Tudo o que era necessário para escapar da punição era realizar uma vez ritos religiosos. Mas os que eram realmente cristãos devotos permaneciam leais a Deus. Não transigiam; não raciocinavam que era apenas uma coisa pequena, pela qual podiam pedir que Deus lhes perdoasse. — Compare isso com Lucas 4:6-8.

A reputação criada por muitos dos primitivos cristãos era uma de notável lealdade, mesmo quando confrontados com a morte, sob extrema tortura. O historiador Tácito observa a respeito da terrível perseguição que lhes sobreveio durante, o reinado do César Nero, que lançou sobre eles a culpa pelo incêndio que destruiu grande parte de Roma:

“Fez-se primeiro uma prisão de todos os que se confessavam culpados; daí, com base em suas informações, uma multidão imensa foi condenada, não tanto pelo crime de incendiar a cidade, como de odiar a humanidade. Acrescentavam toda sorte de escárnio à morte deles. Cobertos de peles de animais, eram dilacerados pelos cães e pereciam, ou eram pregados em cruzes, ou eram condenados às chamas e queimados, para servirem de iluminação noturna, ao escurecer o dia.”

Hoje há cristãos que mostram lealdade similar a Deus em face da morte. Também se chamam uns aos outros de “irmãos” e “irmãs” e realmente amam-se uns aos outros profundamente, evitando todo o envolvimento nos conflitos e na política deste mundo. Proclamam zelosamente a verdade, apesar de difamação. É um deles? Tem a espécie de fé necessária para mostrar tal lealdade a Deus? Se quiser mesmo ter tal fé, as testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a obtê-la.

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