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Palavras CruzadasDespertai! — 1987 | 8 de outubro
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SOLUÇÕES NA PÁGINA 27
Soluções horizontais
2. ESCARLATE
10. OLIMPAS
11. BENDITO
12. ISI
13. UMA
14. RUA
15. AEC
16. ABI
17. LEI
19. AMO
21. DAR
24. ESCUTAI
25. ELEAZAR
26. ALI
29. SINAL
30. MIL
33. ORA
34. DRA[CMA]
36. FIA
37. ORE
38. VAU
39. GALINHA
40. NEGÓCIO
41. LEMBRAR-SE
Soluções verticais
1. AMOQUE
3. SUPERINTENDENTE
4. ÂNSIA
5. LÍBIA
6. TÚNICA SEM MANGAS
7. GLÓRIA
8. MICAL
9. LIÇÃO
18. LÃ
20. ASA
21. DIA
22. REÍ
23. JAH
27. LÓ
28. DOEGUE
29. SAULO
31. LOUCO
32. DEMORA
35. AVARB
36. FUNDA
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A inquisição espanhola — como foi possível?Despertai! — 1987 | 8 de outubro
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Mesmo hoje, muitos católicos sinceros ainda estão tentando discernir o papel da Igreja na Inquisição.
Assim, uma pergunta apropriada é: Será que tais métodos conseguiram realmente conquistar os corações e as mentes do povo? Um historiador comenta: “A Inquisição, ao passo que deveras impunha a conformidade com o dogma e as observâncias exteriores, não conseguiu inspirar genuíno respeito pela religião.”
Por exemplo, Julián, um rapaz que estudava para ser padre, ficou chocado quando leu, pela primeira vez, sobre o papel que a Igreja desempenhou na Inquisição. Seu professor argumentou que, visto que Deus tinha inventado o inferno para atormentar eternamente os iníquos, a Igreja usaria o tormento, quando julgasse necessário. Mas, esta resposta não contribuiu em nada para dissipar-lhe as dúvidas, e ele abandonou o seminário. Similarmente, Julio, jovem advogado espanhol que já nutria dúvidas sobre o catolicismo, ficou convicto de que a Igreja não poderia ser realmente cristã depois de ler extensivamente a respeito da Inquisição.
O emprego de ameaças, de prisão, de tortura, e até mesmo da morte, para atingir objetivos políticos e religiosos tem-se provado contraproducente. A Igreja espanhola, manchada por sua história de supressão, ainda colhe as conseqüências de ter semeado a violência, o ódio e a suspeita.
Será que o Fim Justifica os Meios?
O conceito de ‘unidade religiosa a qualquer preço’ é perigoso. O zelo religioso pode facilmente tornar-se fanatismo. Pode-se evitar tal tragédia pelo fiel apego aos princípios bíblicos. O exemplo dos cristãos do primeiro século prova que isto acontece.
A respeito dos métodos empregados pelos cristãos primitivos para manter a harmonia doutrinal, The New Encyclopædia Britannica explica: “Nos primeiros três séculos do Cristianismo, as penas contra os hereges eram exclusivamente espirituais, geralmente a excomunhão.” Isto estava em harmonia com as instruções bíblicas: “Quanto ao herege, depois de uma ou duas advertências, evita-o.” — Tito 3:10, Bíblia Vozes.
A Luta Cristã — Travada Pela Mente dos Outros
A Bíblia descreve a pregação das boas novas como sendo uma luta espiritual. O alvo é ‘trazer todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo’. Para alcançar a duradoura unidade, seriam necessárias armas, mas não a tortura. Antes, os meios empregados seriam armas espirituais, “poderosas em Deus”, sempre utilizadas com “temperamento brando e profundo respeito”. — 2 Coríntios 10:3-5; 1 Pedro 3:15.
Felizmente, podemos aguardar o tempo em que a perseguição religiosa não mais existirá. A promessa de Deus é que, em breve, virá o tempo em que “não se fará dano, nem se causará ruína”. Alcançar-se-á a verdadeira unidade religiosa, e a inteira “terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. — Isaías 11:9; Revelação (Apocalipse) 21:1-4.
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