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A ressurreição de Jesus não é mitoA Sentinela — 1986 | 15 de agosto
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A ressurreição de Jesus não é mito
PODERIA o relato bíblico da ressurreição de Jesus ser mera invenção? Recentemente, o jornal International Herald Tribune publicou uma investigação feita por um escritor judeu chamado Pinchas Lapide. A que conclusão chegou? A ressurreição não é um mito.
Várias coisas levaram Lapide a essa conclusão. Por um lado, os relatos dos evangelhos dizem que três mulheres visitaram o túmulo de Jesus e constataram que estava vazio. Mas, nos tempos antigos, as mulheres eram “consideradas incapazes de dar testemunho válido”, diz o artigo do Tribune. Deveras, os próprios discípulos de Jesus não creram nas mulheres! Portanto, é mui improvável que tal história tivesse sido propositadamente inventada.
Lapide cita também o efeito reanimador que a ressurreição de Jesus teve sobre Seus discípulos. De um grupo de homens tão temerosos que abandonaram a Jesus quando este foi preso, foram “transformados da noite para o dia numa confiante sociedade missionária, convencida de que a salvação é possível”. O jornal Tribune diz a respeito do raciocínio de Lapide: “Visão ou alucinação alguma é suficiente para explicar tal transformação revolucionária.”
Finalmente, existe a acusação de que os discípulos de Jesus simplesmente roubaram o corpo. A isto, o Sr. Lapide responde: “Será que trapaceiros se deixam torturar e perseguir em nome duma ilusão, aceitando com alegria o martírio?” Embora o Sr. Lapide ainda assim não professe fé em Jesus como o Messias, ele pouco duvida de que aquilo que o anjo anunciou dois mil anos atrás era verdade: ‘Cristo foi levantado.’ — Mateus 28:6.
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A fuga dos cristãos para PelaA Sentinela — 1986 | 15 de agosto
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A fuga dos cristãos para Pela
EM 33 EC, Jesus Cristo alertou seus seguidores a que ‘começassem a fugir para os montes’ quando vissem ‘Jerusalém cercada por exércitos acampados’. (Lucas 21:20-24) Mas, para onde realmente fugiram? O orientalista e historiador francês Joseph Ernest Renan responde: “O lugar escolhido pelos dirigentes da comunidade [cristã] para servir de principal refúgio para a Igreja fugitiva foi Pela, uma das cidades da Decápolis, situada perto da margem esquerda do Jordão, numa localização magnífica, dando vista para a inteira planície de Gor, num lado, e com penhascos íngremes no outro, ao pé dos quais corre uma torrente. Teria sido impossível uma escolha mais sábia. A Judéia, a Iduméia, a Peréia e a Galiléia estavam em estado de insurreição; em Samaria e na costa a situação era de muita instabilidade. . . Assim, Citópolis e Pela eram as cidades neutras mais próximas de Jerusalém. Pela, devido à sua localização além do Jordão, talvez oferecesse muito mais tranqüilidade do que Citópolis, que se tornara uma fortaleza romana. Pela era uma cidade livre, como as demais cidades da Decápolis. . . Refugiar-se ali era um reconhecimento aberto do horror da revolta [judaica]. . . Foi nesta cidade antijudaica que a Igreja de Jerusalém encontrou refúgio durante os horrores do cerco.”
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