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Um peixe que pode viver fora da águaDespertai! — 1977 | 22 de maio
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este peixe de perca-caminhante. Mas o nome perca-trepadora continua popular. Embora seus passeios pelos troncos de árvores sejam um tanto raros, esta criatura aquática ainda goza de certa fama como peixe que pode viver fora da água.
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Tem o cristianismo um símbolo visível?Despertai! — 1977 | 22 de maio
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Qual É o Conceito da Bíblia
Tem o cristianismo um símbolo visível?
ATRAVÉS da história humana, as religiões do mundo destacaram numerosos símbolos visíveis. Estrelas, crescentes lunares, peixes, dragões, gárgulas — estes, e muitos outros símbolos, aparecem nos escritos e na arte dos sistemas religiosos do mundo.
Existe um símbolo visível do cristianismo? Está pensando na cruz? Que dizer da gravura dum peixe, que aparece em alguns artefatos antigos, ligados aos cristãos? Ou existe, talvez, algum outro símbolo visível que represente o cristianismo?
Consideremos primeiro a cruz. Muitas traduções em português das Escrituras Cristãs empregam a palavra “cruz” para o instrumento em que Jesus foi pregado para morrer. (Fil. 2:8, Versão Almeida) Mas, tinha ele mesmo a forma de cruz?
Indica The Imperial Bible-Dictionary: “A palavra grega para cruz, staurós, devidamente significava uma estaca, um poste ereto, ou pedaço de ripa, em que algo podia ser pendurado, ou que poderia ser usado em cercar um pedaço de terreno. . . . Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa [palavra] cruz) parece ter sido originalmente um poste reto.” É verdade que, vez por outra, estes termos foram usados para referir-se também a objetos em forma de cruz. Nestes casos, contudo, os contextos de relatos que empregavam tais palavras descrevem cruzes. Mas, este não é o significado básico quer do grego staurós quer do latim crux.
Ademais, a Bíblia também designa o instrumento em que Jesus morreu pela palavra grega xylon. Segundo um léxico greco-inglês de Liddell e Scott, esta palavra significa “madeira . . . II. uma vara ou pedaço de madeira. . . III. mais tarde, uma árvore. Na Versão Autorizada, em inglês, esta palavra é traduzida “árvore”, como em Atos 5:30, onde lemos: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes e pendurastes numa árvore.” — Veja também Atos 13:29; Gálatas 3:13; 1 Pedro 2:24, VA.
Mas, não afirmam os escritores do início da Era Comum que Jesus morreu numa cruz? Por exemplo, Justino, o Mártir (114-167 E. C.) descreveu do seguinte modo o que ele cria ser o tipo de estaca em que Jesus morrera: “Pois uma barra é colocada ereta, da qual a ponta mais alta é erguida num chifre, quando a outra barra é ajustada nela, e as pontas parecem de ambos os lados como chifres conectados ao chifre único.” Isto indica que o próprio Justino cria que Jesus morrera numa cruz.
No entanto, Justino não foi inspirado por Deus, como o foram os escritores da Bíblia. Nasceu mais de oitenta anos depois da morte de Jesus, e não foi testemunha ocular daquele evento. Crê-se que, ao descrever a “cruz”, Justino seguia um escrito anterior conhecido como a “Carta de Barnabé”. Esta carta não bíblica afirma que a Bíblia descreve Abraão como tendo circuncidado trezentos e dezoito homens de sua casa. Daí, atribui significado especial à cifra em letras gregas para 318, a saber, IHT. O escritor desta obra apócrifa afirma que IH representa as primeiras duas letras de “Jesus” em grego. O T é visto como o formato da estaca de morte de Jesus.
A respeito deste trecho, a Cyclopœdia de M’Clintock e Strong declara: “O escritor evidentemente não estava a par das Escrituras Hebraicas, e [também] cometeu o erro crasso de supor que Abraão estava familiarizado com o alfabeto grego alguns séculos antes de este existir.” Um tradutor para o inglês desta “Carta de Barnabé” indica que contém “numerosas inexatidões”, “interpretações absurdas e frívolas da Escritura”, e “muitas basófias tolas de conhecimento superior em que incorre seu escritor”. Dependeria de tal escritor, ou de pessoas que o seguissem, para lhe fornecer informações exatas sobre a estaca em que Jesus morreu?
A cruz não se tornou popular como símbolo na cristandade senão no quarto século E. C., quando o imperador romano, Constantino, adotou o lábaro, uma bandeira que portava o símbolo [Artwork — Caractere grego]. No entanto, este não representava a estaca de morte de Jesus, mas as letras gregas khi (X) e hro (P) uma em cima da outra. Muitos começaram a considerar este símbolo como representando as primeiras duas letras da palavra grega para Cristo (XRristos).a
Que dizer do símbolo dum peixe? Tem-se encontrado objetos que remontam até ao segundo século E. C. e que trazem tal figura junto com a palavra grega para peixe, ICHTHYS. Muitos entendem que isso é um monograma da expressão grega Iesous CHristos THeou, Yios Soter, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. É o peixe realmente um símbolo cristão?
Segundo The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Interpretador), os peixes aparecem com freqüência nos antigos simbolismos pagãos, não raro à parte de cenas aquáticas. “Em tais casos”, comenta esta obra de referência, “pareceria ter significado simbólico, possivelmente representando deidade, poder, fecundidade, etc.”.
Esta mesma publicação comenta ainda que certos judeus adotaram o uso do símbolo do peixe por obtê-lo de costumes religiosos pagãos, acrescentando: “É provável que as considerações mencionadas [neste respeito] sejam, em parte, responsáveis pelo aparecimento do peixe na arte das mais antigas catacumbas cristãs. Desde quando a palavra grega para ‘peixe’ (ichthys) veio a ser interpretada como monograma para ‘Jesus Cristo, o Filho de Deus, Salvador’ . . . nós não sabemos; mas, uma vez feita tal identificação, o peixe tornou-se um símbolo padrão cristão.”
A Bíblia, contudo, não estabelece nenhum símbolo visível para o cristianismo. Os hodiernos cristãos, portanto, têm de ficar vigilantes de não adotar tal símbolo. Por exemplo, contornos em forma de torre aparecem em alguns prédios e Salões do Reino das Testemunhas de Jeová. Não há nada de errado neles, em si mesmos. É possível que ajudem as pessoas a identificar prédios das Testemunhas de Jeová. No entanto, em tempo algum alguém devia contemplar tais coisas com reverência, como se fossem sinal visível do cristianismo. Jesus ensinou que, ao invés de ser por meio de símbolos visíveis, “por meio disso saberão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor entre vós”. — João 13:35.
Ao passo que os símbolos visíveis sempre constituíram uma caraterística das religiões não bíblicas, não existiam no cristianismo desde seu início. Como acontecia no primeiro século E. C., assim também hoje os cristãos verdadeiros devem ajustar-se ao padrão bíblico: “Estamos andando pela fé, não pela vista.” — 2 Cor. 5:7.
[Nota(s) de rodapé]
a Sobre este ponto, The Companion Bible (A Bíblia Companheira) comenta no Apêndice 162 sobre “A Cruz e a Crucificação”:
“Usavam-se cruzes como símbolos do deus-sol babilônico [Artwork — Símbolo], e são vistas pela primeira vez numa moeda de Júlio César, 100-44 A. C., e daí numa moeda cunhada pelo herdeiro de César (Augusto), em 20 A. C. Nas moedas de Constantino, o símbolo mais freqüente é [Artwork — Caractere grego]; mas, o mesmo símbolo é usado sem o círculo ao redor, e com os quatro braços iguais, verticais e horizontais, e este era o símbolo especialmente venerado como a ‘Roda Solar’. Deve-se declarar que Constantino era um adorador do deus-sol, e não entrou para a ‘Igreja’ senão cerca de um quarto de século depois de ter visto tal cruz nos céus. . . . O Senhor foi morto numa estaca ereta, e não em dois pedaços de madeira colocados em qualquer ângulo.”
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Observando o MundoDespertai! — 1977 | 22 de maio
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Observando o Mundo
Honestidade no Valor de Cr$ 375.000,00
◆ Que faria caso achasse Cr$ 375.000,00 em dinheiro na rua? Um entregador de Brooklyn, Nova Iorque, EUA, divisou uma sacola de lona com uma etiqueta indicando tal quantia. Caíra, sem ser observada, de um carro blindado, durante um pequeno acidente. O entregador, de 27 anos, relata o Post de Nova Iorque, “uma Testemunha de Jeová, pai de três filhos, desviou-se de sua rota e levou a sacola, com US$ 25.000 [Cr$ 375.000,00] em notas não maiores que US$ 20, à delegacia [de polícia] de Elmhurst, no Queens”. Admirou-se o investigador ali: “Em 18 anos de trabalho nunca vi algo assim. Se ainda ficar por aqui outros 18 anos, duvido que o veja de novo.” Mas, a esposa do entregador disse ao Post: “Foi uma decisão fácil. Segundo a Bíblia, essa era a coisa certa a fazer.”
Maior Abismo de Riqueza
◆ Entre as nações ocidentais, os franceses têm o maior abismo de renda, deduzidos os impostos, entre os ricos e os pobres, segundo um estudo liberado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, de Paris. O relatório revela que os 10 por cento das famílias mais ricas em França dispõem duma renda quase 22 vezes superior, deduzidos os impostos, da dos 10 por cento mais pobres, ao passo que nos Países-Baixos, e na Suécia, o abismo é inferior a um terço disso. Os 10 por cento mais ricos na Noruega, Alemanha, Grã-Bretanha e Japão, ganham cerca de 10 por cento mais que os 10 por cento mais pobres, e, no Canadá, na Austrália e nos Estados Unidos conseguem ganhar 15 por cento mais. A Espanha é o único país ocidental que se aproxima do abismo salarial francês, o grupo opulento tendo uma renda, deduzidos os impostos, 19 vezes superior à dos pobres.
Mulheres Russas “Liberadas”
◆ Segundo um despacho da “Associated Press”, proveniente de Moscou, o semanário Literary Gazette afirma que dezenas de homens irados se queixam de que as mulheres soviéticas liberadas estão perdendo sua feminilidade. Certo homem de Leningrado afirmou: “Todo homem gostaria de ver, em sua casa, uma atmosfera de afabilidade, de calor humano, e, se quiser, de pureza.” Ao invés, declarou que as mulheres hoje estão tentando agir como homens, “fumando, bebendo, xingando e empenhando-se no amor livre”. Outro homem, da cidade de Volzhskiy, escreveu: “Todo homem sonha com uma mulher que é suave, amorosa, expressiva, carinhosa, modesta e recatada, com uma mulher feminina. Mas, torna-se cada vez mais difícil encontrar uma assim. Os homens estão ficando saturados com as mulheres rudes que têm modos de vaqueiros. Seus gritos de chefona na casa, seu modo desleixado de vestir-se e sua maneira fanfarrona de bebericar como homem transforma o lar num rude alojamento.”
“Ladrões de Antigüidades”
◆ Uma notícia procedente de Atenas revela que a polícia tem procurado o que é descrito como “grande bando de assaltantes e ladrões de antiguidades”. Os criminosos têm conseguido penetrar em igrejas e mosteiros das províncias gregas. Têm roubado dezenas de ícones, e muitos desses itens de notável valor como antigualhas têm sido vendidos no exterior. Na casa de um dos homens presos, a polícia descobriu 39 ícones bizantinos surripiados.
Semana Suíça de Trabalho
◆ No início de dezembro, os eleitores suíços rejeitaram a idéia de reduzir sua semana normal de trabalho de 48 para 40 horas. Participaram da votação cerca de 44 por cento dos eleitores habilitados do país, e votaram na proporção de 4 a 1 contra a redução das horas. A proposta socialista e comunista
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